quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Não está sendo fácil ...



Não está sendo fácil encontrar o tecido adequado para OS GUARDANAPOS, embora, aparentemente, tecido branco com riscas azuis seja uma banal combinação.
Não é!
Encontrei até outras combinações, outras cores, mas ... tinha de ser azul!

Comecei pela Zara Home que, por acaso, até apresenta uma colecção linda em azul e branco, para banho e para cama, mas não para mesa. Procurei guardanapos, mas também poderiam ser panos da louça (obrigada, Lete!), mas não! Não achei o que queria.

Depois passei pelo Continente, pela secção de atoalhados, também sem sucesso.

A seguir fui à Feira dos tecidos , onde, tirando uns quantos horrores em fibra, nada encontrei.
Resta-me a Baixa onde existem boas casas de atoalhados - vou lá amanhã.

De algumas amigas recebi sugestões e links informativos, que muito agradeço. Porém, antes de iniciar altas "cavalarias" vou continuar a busca de tecido adequado para o fim.

Foram horas nisto!
Fiquei cansada e tive muito calor.
Calor, sim!
Estava muito quente dentro do shopping e até guiei com a janela do carro aberta!

Vestia uma camisola quente ...

 

... e com ela assei!

Passei, então, pela Zara e entrei.
À primeira vista a colecção Primavera / Verão é fraquita.

Ainda assim comprei duas camisolas - muito mais frescas do que esta que comprei sem provar, comprei a olho - a minha especialidade -  para em casa experimentar.
Correu bem!
Já experimentei e gostei.

Riscas!
Numa malha fininha e suave.
No caso em preto e bege.
Linda e confortável como se exige.


A segunda em bege, com pérolas no punho e um folhinho na manga.

Igualmente confortável ...

... boa para a Primavera.

Os sapatos, também eles novos, não foram comprados hoje, mas ainda assim mostro-os porque casam lindamente com as novas aquisições.

Apesar do formato aguçado são muito confortáveis graças ao tacão largo - que usei lá muito atrás ...


Foi assim!

Para quem saiu procurando guardanapos que não achou, não se pode dizer que a tarde tenha sido improdutiva.
Não comprei guardanapos, mas comprei duas camisolas/blusas!
Não foi mau, pois não?

Beijo
Nina

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Monogramas





Na última sexta-feira convidei para jantar 2 casais amigos e, ainda que haja intimidade, capricho na apresentação, o que, pela minha parte,  significa grande carinho por quem me visita.
Mesmo que sejamos íntimos, mesmo que a refeição seja simples, ainda assim, capricho.

No caso, utilizei guardanapos brancos com monograma bordado, um monograma especial já que os ditos guardanapos haviam sido herdados, pelo que as iniciais não eram as minhas, facto que causou alguma perplexidade numa das minhas amigas.
Expliquei e esclareci.

A verdade é que tenho guardanapos e toalhas com as minhas iniciais - obrigada, mãe! - um bordado branco sobre branco, absolutamente clássico, inscrito em guardanapos de linho branco , a minha (não) cor preferida para roupas de casa, quer seja cama, quer seja banho, quer seja mesa, mas, na última sexta-feira, no tal jantar, apeteceu-me usar os guardanapos de família.

Esta mania e preferência pelo branco é coisa assente, coisa de sempre que me pareceu não mudaria jamais.
Não mudou, mas ...
Vacilou!
É isso! Abri horizontes para outras possibilidades depois de ver isto:


Monograma:
Louça em azul e branco com guardanapos a condizer, com monograma nas mesmas cores.
Esta beleza veio DAQUI!


No pinterest encontrei uma colecção incrível de monogramas ...


Free Easy Cross, Pattern Maker, PCStitch Charts + Free Historic Old Pattern Books: Sajou No 321:
Como estes, lindos, em azul.
Foram trazidos DAQUI!

O problema parece-me ser encontrar o tecido que se adapte  - gostaria que fosse 100% algodão, em branco com risca azul e com quadriculado que permitisse o bordado.
Gostaria, gostaria muito!
Sugestões?(s.f.f.)

Beijo
Nina

domingo, 12 de fevereiro de 2017

6 aninhos!

Só hoje me dei conta que  O MEU PENSAMENTO VIAJA fez ontem 6 anos!
Como passou rápido!
Sinal de que não foi tempo perdido, pelo contrário, foi tempo muito bem ganho, muito bem aplicado, que rendeu altos dividendos.
Não, não vou falar das amizades que fiz, dos horizontes que se abriram, das retribuições e alegrias. Não vou!
Mas podia!
Não houve nada para esquecer, nada de que me arrependa, nada que tentasse apagar.
Nada!
Mesmo o que menos me sorriu - uma ou outra vez, admito - não foi por acaso e, se foi, gerou outros momentos de pura felicidade.
Escrever tornou-se um ritual. Não um dever. Escrevo muito porque quero, porque é bom.
E, enquanto continuar a ser bom, aqui continuarei.
Sempre muito grata a quem me acompanha, a quem tem a generosidade de me oferecer o seu tempo comentando, a quem não comenta, mas me lê, muito grata a quem tomou consciência da minha existência.
E, ser grata é bom.
Tão bom como escrever.
Obrigada!

Beijo
Nina 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Mais azul ...

Não há dúvida de que " ... uma coisa leva a outra ...", isto é, na decoração impõe-se uma lei do tipo "vasos comunicantes", o que equivale a dizer que alterando uma parte essa alteração se reflecte no todo..
Quando recuperei AS CADEIRAS, sabia que outras alterações ocorreriam porque:
- Me sobrara tecido;
- Outras peças sugeriam upgrade

Nada a fazer se não acomodar-me à força dos elementos ... e continuei as reformas.



Em boa hora!

Um banquinho insignificante - comprei-o na Feira de Cerveira por 5€ - ganhou visibilidade e estatuto.
Recebeu um tampo acolchoado forrado com tecido igual - o tal que sobrara.

E não é que funcionou?

O banquinho insignificante ganhou ares de peça estilosa, bem como este ...
... em vime, que já foi banco de apoio em casa de banho, já teve cor natural,  finalmente foi pintado, terminando com assento acolchoado..

No mesmo espaço, dois puffs centenários - centenários, sim! Vieram de casa de antepassados longínquos, de uma "sala de visitas", como então se usava - mas estavam com muito má cara, nada bem de saúde, sugerindo lixo.
Pena que não os tenha fotografado - sempre me escapa o "antes".
Decidi tomar uma atitude ...


Teria de ser em azul e branco, mas, o que aparentemente é fácil, revelou-se extremamente complicado, isto é, não encontrava tecido que me agradasse.
Finalmente achei!
Branco com estrelas azuis!

No "meu senhor estofador" deixei os moribundos.
Hoje resgatei estas belezas!

Tenho ou não razão em preservar e reciclar?
Poderia simplesmente ter comprado dois puffs novos, - pois podia! -  mas ...

-Não teria metade da alegria;
- Com certeza compraria uns de uma série de milhares - que agora tudo é feito assim mesmo - em série!
-Os meus velhinhos desapareciam sem préstimo nem glória - que ninguém os aproveitaria.

E como já antes dissera a propósito do "sistema de vasos comunicantes", palpita-me (tenho a certeza) que outras reformas virão - que isto de dar cara nova ao velho, vicia, vicia mesmo!

Bom fim de semana.

Beijo
Nina



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A minha praia


Sei que sou uma privilegiada  vivendo muito perto do mar!
Habituei-me de tal forma à sua presença que tenho a certeza  que me seria imensamente difícil viver longe dele.
Vivo perto , como disse, e da janela avisto-o, ao fundo,
Tenho-o como tão certo, como tão garantido que deixo passar dias, às vezes semanas, sem dele me aproximar, sem o  aproveitar... uma pena. um desperdício!

Ontem, com aquele  dia de sol esplendoroso , de manhã, fui até à praia, até ao passadiço que liga extensa distância em quilómetros.
Estacionei.
Na orla marítima vários autocarros de turistas - parecera-me franceses - olhando o mar. Se calhar, pensei, para eles, este é um espectáculo  único, diferente ou mesmo uma experiência nova !
Certo é que valia a pena olhar, mas de longe, de um local seguro.
É que o mar estava bravo e ameaçador, com ondas alterosas que rebentavam na praia com imensa violência.


Há quem arrisque e se aproxime, há quem pratique o turismo da catástrofe, como já ouvi chamar-lhe ...

É que a segurança é enganadora e ondas desgarradas, fortíssimas, já este ano fizeram vítimas ...

Numa praia do norte, um grupo de pessoas praticava um ritual religioso, na areia, perto do mar.
De repente, uma onda avançou sobre elas e arrastou 4.
3 conseguiram salvar-se, mas uma mulher desapareceu e creio que até hoje o corpo não foi encontrado.

Quando caminho junto ao mar tenho bem presente as precauções a tomar .
Assim sendo, a caminhada transforma-se numa actividade revigorante para o corpo e para a cabeça.

Sem trânsito, sem bulício, sem pressa, envolvida pela voz do mar e fustigada pelo vento, termino a caminhada com as hormonas da felicidade na sua plenitude.
É uma sensação boa que perdura pelo resto do dia.

Por isso me considero afortunada, gozando deste SPA natural, mesmo aqui à porta.

Beijo
Nina

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Azul e branco!

Esta é uma das mais felizes combinações na decoração!

AQUI, encontrei estas imagens  que falam por si:

Movéis brancos, tecidos azuis ...


Porcelana chinesa azul e branca!
Adoro!
Possuo algumas peças que gosto de agrupar.
As tulipas brancas completam o conjunto, na minha opinião, melhor do que quaisquer outras flores.



Sofá e cortinas com o mesmo padrão - tão lindo!




Aqui, continua a porcelana chinesa azul e branca que, mesmo num móvel em madeira, consegue alegrar e tornar mais leve o classicismo da mobília .
Agora a história - porque aqui há sempre uma história!

Encontrei há meses, junto à porta da garagem onde existe um contentor para lixo , encontrei - dizia - duas cadeiras. 
Deduzi que alguém estivesse a renovar a decoração ou a mudar de casa e se quisesse desenvencilhar das ditas que me pareceram em muito bom estado e de modelo muito agradável - pena que não tenha fotografado...
Decidi - foi uma decisão repentina ... - metê-las na garagem onde, desde então permaneceram enquanto, inconscientemente, eu amadurecia a ideia.
Que destino lhes dar?
em última hipótese serviriam para alimentar a lareira!
Mas, não!
Felizmente, não!

Resolvi pintá-las de branco e mudar-lhes o estofo - esclareço que apenas decidi, já que nenhuma etapa do trabalho foi minha.
Foi uma feliz decisão:



 








O tecido, um retalho que encontrei por acaso e estava guardado esperando destino que acabou por acontecer ... sempre acaba por acontecer, eu sei!
Resumindo e concluindo, eu que gosto tanto de azul e branco, dei mais umas pinceladas neste espaço - e mais virão - adianto que até já estão em andamento.
Me aguardem!

Beijo
Nina









domingo, 5 de fevereiro de 2017

Vintage



Reconheço!
Tenho muita dificuldade em desfazer-me do que gosto.
Tenho!
Eu bem sei que devemos praticar o desapego e que se não vestimos uma peça há 1 ano provavelmente não a vestiremos nunca mais e que assim se cria espaço para coisas novas e que alguém apreciará(?)  a dádiva e que ...
Pois sei!
Pois será!
Mas, ainda assim, há (muitas) coisas de que não consigo desfazer-me - refiro-me a peças do vestuário.

Contrariando esta tendência, já embarquei em cruzadas de destralhamento e ... arrependi-me!
Isto porque, se a roupa não está impecável, não a doo, seguindo para o lixo. Se está, confronto-me frequentemente com reacções estranhas da parte daqueles a quem destino a doação - ou não gostam, ou não sabem apreciar, ou preferem vestir-se nas lojas chinesas segundo o princípio do "use e deite fora!"
Nessas ocasiões, lamento profundamente a minha decisão - sei que dei, sei que não posso voltar atrás, sei que quem recebeu não apreciou e sei principalmente que me precipitei.
Mas isso, foi ontem, foi passado, que aprendo depressa ainda que seja com os erros.
- Então guardas tudo? - perguntarão!
-Não! selecciono criteriosamente.
E reciclo!
Vejo vestidos e saias que se transformam em mantas, em bolsas ou, simplesmente aguardam, fora do armário, o destino que o destino para eles traçou!

Vem isto a propósito de umas quantas peças de marca, muito, muito caras, que comprei por muito, muito bom preço em Outlets.
São simplesmente intemporais e quase exclusivas, como é o caso deste casaquinho Carolina Herrera que faz conjunto com uma saia - o clássico saia e casaco.
O conceito não me agrada - refiro-me ao saia e casaco - e por isso visto sempre as duas peças separadamente.





No caso, combinei-o com umas calças em xadrez da zara.
Gosto do ar rústico das calças, com um não sei quê de British Country e o casamento das cores não poderia agradar-me mais.




Neste Inverno rigoroso, para enfrentar a intempérie,  cubro-me com um casaco/ gabardina e parece-me muito bem!



Aprendi, depois de muitas decisões precipitadas, a criar os meus próprios conjuntos, valorizando a (minha) slow moda.
Há quem lhe chame vintage, mas a tanto não me atrevo!

Boa semana.

Beijo
Nina