sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Restaurantes ...

Quanto a restaurantes, não sou aventureira, isto é, não vou de peito feito à descoberta - tantos têm sido os arrependimentos.
Por isso, quando descubro um que me agrada, mantenho-me bastante constante.
 Nessa lista, aqui na minha cidade, conto não mais que meia dúzia, dos tais que não decepcionam.

Porém, quando se trata de local desconhecido não existe outro meio que não seja o de arriscar. Normalmente consulto o Trip Avisor e leio comentários ... que valem o que valem, mas, ainda assim, são alguma coisa.
A propósito dessas avaliações e comentários, tive uma experiência esclarecedora:
Fui há tempos  a Ponte de Lima e, como de costume, busquei informação . Lá escolhi o restaurante (cujo nome não refiro apenas porque o esqueci).
Lá chegada, desconfiei - não era bem um restaurante, não era bem um café, enfim, não era bem o que imaginava.
Como especialidade apregoavam o "Cabrito assado" e cabrito assado foi pedido. Apareceu uma coisa estorricada e fibrosa, uma coisa "incomível" - passo a expressão que desconfio não existir.
Bem, reclamei e ... paguei.
Muito, muito mau!
Chegada a casa preparei-me para comentar... e o que vejo?
- Um comentário postado nesse mesmo dia tecendo os mais rasgados elogios ao cabrito assado.
Conclusão ... os comentários, como já disse, valem o que valem!

Hoje, com um dia de sol radioso, voltei a Ponte de Lima, uma terrinha encantadora  onde, apesar dos pesares, se come muito bem.

Hoje, não consultei o Trip Advisor que, de resto, me tem sido muito útil em imensas situações.
 Mas, não!
Hoje sabia ao que ia! Já tinha experimentado e em Ponte de Lima, na minha opinião não há melhor.
Aliás atrevo-me a afirmar que este é um grande restaurante, mais, que este é, provavelmente, um dos melhores restaurantes de Portugal.
Como se chama?
Fixem o nome:

RESTAURANTE CARVALHEIRA

É antigo, mas mudou de instalações, para um lugar paradisíaco, a Quinta do Eito,  muito perto do golf de Ponte de Lima.




Trata-se de uma casa rústica muito bem recuperada que oferece um ambiente muito confortável e muito simpático dada a cordialidade dos funcionários.

E a comida ... a comida é perfeita,  divinal!

Como entrada, petiscámos um presunto excelente ...
 
Seguido por ...

Cabrito assado - gostamos mesmo do bichinho!
Uma dose dá para dois e no caso, sobrou!
Estava perfeito!
No paladar, no ponto de cozedura, nos acompanhamentos!







O vinho foi este!
Muito bom, acompanhando na perfeição o assado.

Não costumo pedir sobremesa, mas hoje abri uma excepção e sucumbi à gula - um pecado muito feio!

Pudim Abade de Priscos


Leite creme queimado
 Fiquei-me pelo leite creme - e acho que hoje não janto.


Voltando ao espaço interior, repito que é extremamente agradável ...


Com uma imensa lareira que aquece o ambiente ...

 

 

 Todo o espaço é acolhedor, é bonito, é cuidado ... isso conta muito!

Cá fora, num dia de sol como o de hoje, uma quinta muito cuidada onde se pode passear  e respirar a tranquilidade do campo .




 

 




Tem até laranjeiras, lindas, carregadas de frutos ...

 

Ainda apanhei duas, das que semeavam o chão!








 Já com indumentária primaveril, aproveitei o sol e deixei que me fotografassem, para não esquecer esta sexta-feira de Fevereiro que fez uma pausa nos rigores do Inverno que temos sofrido.



À saída este painel de azulejos, lindo, de uma ingenuidade comovente, que sintetiza a beleza do lugar ...
 Pois se o próprio Cristo o confirma!

Decididamente, este restaurante ficará na minha lista privada daqueles que jamais decepcionam e por isso aconselho.
(Esclareço que paguei o almoço atá ao último cêntimo!)

Beijo
Nina

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Não está sendo fácil ...



Não está sendo fácil encontrar o tecido adequado para OS GUARDANAPOS, embora, aparentemente, tecido branco com riscas azuis seja uma banal combinação.
Não é!
Encontrei até outras combinações, outras cores, mas ... tinha de ser azul!

Comecei pela Zara Home que, por acaso, até apresenta uma colecção linda em azul e branco, para banho e para cama, mas não para mesa. Procurei guardanapos, mas também poderiam ser panos da louça (obrigada, Lete!), mas não! Não achei o que queria.

Depois passei pelo Continente, pela secção de atoalhados, também sem sucesso.

A seguir fui à Feira dos tecidos , onde, tirando uns quantos horrores em fibra, nada encontrei.
Resta-me a Baixa onde existem boas casas de atoalhados - vou lá amanhã.

De algumas amigas recebi sugestões e links informativos, que muito agradeço. Porém, antes de iniciar altas "cavalarias" vou continuar a busca de tecido adequado para o fim.

Foram horas nisto!
Fiquei cansada e tive muito calor.
Calor, sim!
Estava muito quente dentro do shopping e até guiei com a janela do carro aberta!

Vestia uma camisola quente ...

 

... e com ela assei!

Passei, então, pela Zara e entrei.
À primeira vista a colecção Primavera / Verão é fraquita.

Ainda assim comprei duas camisolas - muito mais frescas do que esta que comprei sem provar, comprei a olho - a minha especialidade -  para em casa experimentar.
Correu bem!
Já experimentei e gostei.

Riscas!
Numa malha fininha e suave.
No caso em preto e bege.
Linda e confortável como se exige.


A segunda em bege, com pérolas no punho e um folhinho na manga.

Igualmente confortável ...

... boa para a Primavera.

Os sapatos, também eles novos, não foram comprados hoje, mas ainda assim mostro-os porque casam lindamente com as novas aquisições.

Apesar do formato aguçado são muito confortáveis graças ao tacão largo - que usei lá muito atrás ...


Foi assim!

Para quem saiu procurando guardanapos que não achou, não se pode dizer que a tarde tenha sido improdutiva.
Não comprei guardanapos, mas comprei duas camisolas/blusas!
Não foi mau, pois não?

Beijo
Nina

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Monogramas





Na última sexta-feira convidei para jantar 2 casais amigos e, ainda que haja intimidade, capricho na apresentação, o que, pela minha parte,  significa grande carinho por quem me visita.
Mesmo que sejamos íntimos, mesmo que a refeição seja simples, ainda assim, capricho.

No caso, utilizei guardanapos brancos com monograma bordado, um monograma especial já que os ditos guardanapos haviam sido herdados, pelo que as iniciais não eram as minhas, facto que causou alguma perplexidade numa das minhas amigas.
Expliquei e esclareci.

A verdade é que tenho guardanapos e toalhas com as minhas iniciais - obrigada, mãe! - um bordado branco sobre branco, absolutamente clássico, inscrito em guardanapos de linho branco , a minha (não) cor preferida para roupas de casa, quer seja cama, quer seja banho, quer seja mesa, mas, na última sexta-feira, no tal jantar, apeteceu-me usar os guardanapos de família.

Esta mania e preferência pelo branco é coisa assente, coisa de sempre que me pareceu não mudaria jamais.
Não mudou, mas ...
Vacilou!
É isso! Abri horizontes para outras possibilidades depois de ver isto:


Monograma:
Louça em azul e branco com guardanapos a condizer, com monograma nas mesmas cores.
Esta beleza veio DAQUI!


No pinterest encontrei uma colecção incrível de monogramas ...


Free Easy Cross, Pattern Maker, PCStitch Charts + Free Historic Old Pattern Books: Sajou No 321:
Como estes, lindos, em azul.
Foram trazidos DAQUI!

O problema parece-me ser encontrar o tecido que se adapte  - gostaria que fosse 100% algodão, em branco com risca azul e com quadriculado que permitisse o bordado.
Gostaria, gostaria muito!
Sugestões?(s.f.f.)

Beijo
Nina

domingo, 12 de fevereiro de 2017

6 aninhos!

Só hoje me dei conta que  O MEU PENSAMENTO VIAJA fez ontem 6 anos!
Como passou rápido!
Sinal de que não foi tempo perdido, pelo contrário, foi tempo muito bem ganho, muito bem aplicado, que rendeu altos dividendos.
Não, não vou falar das amizades que fiz, dos horizontes que se abriram, das retribuições e alegrias. Não vou!
Mas podia!
Não houve nada para esquecer, nada de que me arrependa, nada que tentasse apagar.
Nada!
Mesmo o que menos me sorriu - uma ou outra vez, admito - não foi por acaso e, se foi, gerou outros momentos de pura felicidade.
Escrever tornou-se um ritual. Não um dever. Escrevo muito porque quero, porque é bom.
E, enquanto continuar a ser bom, aqui continuarei.
Sempre muito grata a quem me acompanha, a quem tem a generosidade de me oferecer o seu tempo comentando, a quem não comenta, mas me lê, muito grata a quem tomou consciência da minha existência.
E, ser grata é bom.
Tão bom como escrever.
Obrigada!

Beijo
Nina 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Mais azul ...

Não há dúvida de que " ... uma coisa leva a outra ...", isto é, na decoração impõe-se uma lei do tipo "vasos comunicantes", o que equivale a dizer que alterando uma parte essa alteração se reflecte no todo..
Quando recuperei AS CADEIRAS, sabia que outras alterações ocorreriam porque:
- Me sobrara tecido;
- Outras peças sugeriam upgrade

Nada a fazer se não acomodar-me à força dos elementos ... e continuei as reformas.



Em boa hora!

Um banquinho insignificante - comprei-o na Feira de Cerveira por 5€ - ganhou visibilidade e estatuto.
Recebeu um tampo acolchoado forrado com tecido igual - o tal que sobrara.

E não é que funcionou?

O banquinho insignificante ganhou ares de peça estilosa, bem como este ...
... em vime, que já foi banco de apoio em casa de banho, já teve cor natural,  finalmente foi pintado, terminando com assento acolchoado..

No mesmo espaço, dois puffs centenários - centenários, sim! Vieram de casa de antepassados longínquos, de uma "sala de visitas", como então se usava - mas estavam com muito má cara, nada bem de saúde, sugerindo lixo.
Pena que não os tenha fotografado - sempre me escapa o "antes".
Decidi tomar uma atitude ...


Teria de ser em azul e branco, mas, o que aparentemente é fácil, revelou-se extremamente complicado, isto é, não encontrava tecido que me agradasse.
Finalmente achei!
Branco com estrelas azuis!

No "meu senhor estofador" deixei os moribundos.
Hoje resgatei estas belezas!

Tenho ou não razão em preservar e reciclar?
Poderia simplesmente ter comprado dois puffs novos, - pois podia! -  mas ...

-Não teria metade da alegria;
- Com certeza compraria uns de uma série de milhares - que agora tudo é feito assim mesmo - em série!
-Os meus velhinhos desapareciam sem préstimo nem glória - que ninguém os aproveitaria.

E como já antes dissera a propósito do "sistema de vasos comunicantes", palpita-me (tenho a certeza) que outras reformas virão - que isto de dar cara nova ao velho, vicia, vicia mesmo!

Bom fim de semana.

Beijo
Nina



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A minha praia


Sei que sou uma privilegiada  vivendo muito perto do mar!
Habituei-me de tal forma à sua presença que tenho a certeza  que me seria imensamente difícil viver longe dele.
Vivo perto , como disse, e da janela avisto-o, ao fundo,
Tenho-o como tão certo, como tão garantido que deixo passar dias, às vezes semanas, sem dele me aproximar, sem o  aproveitar... uma pena. um desperdício!

Ontem, com aquele  dia de sol esplendoroso , de manhã, fui até à praia, até ao passadiço que liga extensa distância em quilómetros.
Estacionei.
Na orla marítima vários autocarros de turistas - parecera-me franceses - olhando o mar. Se calhar, pensei, para eles, este é um espectáculo  único, diferente ou mesmo uma experiência nova !
Certo é que valia a pena olhar, mas de longe, de um local seguro.
É que o mar estava bravo e ameaçador, com ondas alterosas que rebentavam na praia com imensa violência.


Há quem arrisque e se aproxime, há quem pratique o turismo da catástrofe, como já ouvi chamar-lhe ...

É que a segurança é enganadora e ondas desgarradas, fortíssimas, já este ano fizeram vítimas ...

Numa praia do norte, um grupo de pessoas praticava um ritual religioso, na areia, perto do mar.
De repente, uma onda avançou sobre elas e arrastou 4.
3 conseguiram salvar-se, mas uma mulher desapareceu e creio que até hoje o corpo não foi encontrado.

Quando caminho junto ao mar tenho bem presente as precauções a tomar .
Assim sendo, a caminhada transforma-se numa actividade revigorante para o corpo e para a cabeça.

Sem trânsito, sem bulício, sem pressa, envolvida pela voz do mar e fustigada pelo vento, termino a caminhada com as hormonas da felicidade na sua plenitude.
É uma sensação boa que perdura pelo resto do dia.

Por isso me considero afortunada, gozando deste SPA natural, mesmo aqui à porta.

Beijo
Nina