domingo, 18 de junho de 2017

Do fim de semana



Este, o último fim de semana, foi passado em Inglaterra, na companhia dos meus amores.

Escusado será dizer que foi fantástico, fabuloso, maravilhoso ... e que voou!
Passou demasiado depressa como sempre acontece com os momentos muito bons.

A ajudar, lá, naquela ilha dada às chuvas, aos frios e aos nevoeiros, o tempo esteve excelente, quente mesmo, com um esplendoroso céu azul.

A estadia resumiu-se, em 95% da sua extensão a ficar em casa.
Nos restantes 5%, saídas curtas e rápidas - para um café, para uma compra, para pouco mais.

Ainda em casa, da janela do meu quarto, esta a paisagem/ o quadro/ a pintura:




 É lindo, não é?

Muito verde, céu azul, casinhas tipicamente inglesas, silêncio, canto dos pássaros e esquilos correndo livremente.
Uma espécie de paraíso, portanto.

No centro da vila, lojinhas tradicionais, pubs e cafés:










Não é por ser um espaço público que os cuidados com a decoração são esquecidos.
Nem pensar!
Há pinturas e espelhos nas paredes, plantas, louça escolhida e uma varanda aberta para os adoradores do sol.

Gosto muito mais destas comunidades pequeninas do que das grandes cidades onde me sinto engolida pela multidão.



Depois, implacavelmente, o relógio forçou-nos a seguir para o aeroporto.
Como, quanto eu detesto aeroportos!
São tempos infinitos de espera, num nervosismo de atenção para cumprir com todos os preceitos.
Comigo, pessoalmente, as contrariedades iniciram-se depois de checkin, - retirei cinto, telemóvel, dinheiro, computador, óculos e relógio. Ainda assim, apitei. Fiz soar os alarmes e fui "radiografada", apalpada e revistada. Continuei apitando. Tirei os sapatos. Os sapatos foram radiografados. Por fim, fui liberada.

Procurei acomodação perto de um painel que olhei cada 5 minutos - a dizer a verdade mal tirei os olhos dele.


E que vi?


O terrível aviso - please wait!


Terrível e de má memória, porque da última vez que tal li, esperei 3 horas até receber a sentença:
- O voo foi cancelado!
Assim!
Foi muito complicado!
Foi no ano passado!
Regressei no dia seguinte, com um voo caríssimo.
O que vale é ter reclamado. Reclamado muitas, muitas vezes. Finalmente enviaram-me um cheque de 500€ como indemnização, o que deu para pagar as passagens que entretanto comprara.

Compreendem agora o motivo da minha preocupação ao ler "please wait"?
Felizmente tudo não passou disso mesmo. O voo realizou-se embora com 1 hora de atraso.

Estas as imagens do meu tédio e da minha preocupação:






Reafirmo:
-Não gosto de aeroportos, nem de aviões!
Só que, às vezes não há como evitá-los!

Beijo
Nina

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Para um bebé!




Para uma mantinha

AQUI - de onde não consegui copiar qualquer imagem -  encontrei vários modelos grátis, cada um mais bonito do que o outro, para presentear um bebé que esteja para chegar ou já tenha chegado.

Já sei que posso comprar por pouco dinheiro, modelos prontos, nas mais diversas cores e feitios,  mas ... não é a mesma coisa.

Dado que o material necessário é diminuto, é só escolher de entre as 25 propostas apresentadas e com um restinho de lã esquecido no fundo da gaveta, pode-se começar ainda hoje um novo trabalhinho.

Para mim, poucas sensações são melhores do que :

-COMEÇAR!

Oh! coisa boa!
Deve ser por isso que tenho um monte de projectos iniciados.
Em minha defesa, asseguro:
- Acabo por terminá-los a todos!

Ainda não me decidi. O meu coração balança entre tantas ofertas deliciosas.
Mas há que escolher, já que não posso (como gostaria) iniciá-los a todos.

Depois conto!

Beijo
Nina






quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sou uma privilegiada!

Sou uma privilegiada porque ...




... posso dar longos passeios junto ao Rio Douro ...

... porque percorro este passadiço exclusivamente reservado a peões, na maior tranquilidade ...

... porque está calor, mas não demasiado e posso refrescar-me com a brisa marítima ...

... porque , nesta paz, a vida me parece bela ...


... porque o chappéu é lindo e foi baratíssimo, na Feira de Cerveira - esse santuário da moda ...

... porque o meu rio é cruzado por barcos ...

... que me transmitem  alegria ...

... e vida ...

... porque a paisagem é a mais fantástica de todo o mundo ...

... porque é única e irrepetível ...

... porque a economia cresce ...

... porque cada vez se constroem mais barcos.


Sou uma privilegiada.

Beijo
Nina

terça-feira, 13 de junho de 2017

OIA



No sábado passado, uma vez mais rumámos a norte- a Cerveira ... where else? -  onde, depois de umas comprinhas optámos por almoçar em Espanha, em Oia, local de todos os encantos :

- Na Casa Henriqueta come-se maravilhosamente;
-O restaurante rústico é encantador;
- O atendimento não podia ser mais simpático e atencioso;
-A paisagem, com todo o Atlântico a nossos pés é de cortar a respiração;

- Só vantagens, portanto.

Porém, fizemos uma pequena alteração, substituindo o passeio à beira mar, depois do almoço, por um passeio na aldeia tipicamente galega, com as suas casas em granito e profusão de flores.

Mais revelador do que as palavras são as imagens.
Ora vejam:




Sala de jantar - paredes em granito e dois banquinhos também em pedra junto à janela.
Entre eles um magnífico ramo de hidrângeas.

A lareira apagada que o calor aperta, ladeada por jarras de flores.

Creio que são agapantos - será este o nome correcto?

Das traves do tecto, um candeeiro em ferro, rústico - totalmente adequado ao ambiente.

Nas paredes em pedra aparente, os quadros modernos não destoam

Aqui, a representação da própria Casa Henriqueta.

Depois chegou a comidinha, sempre espetacularrmente fresca ... são zamburinhas daquele mar !

E pimentos padrão, "uns picam, outros não!"
Estes estavam deliciosos , nenhum picou e foram todos devorados.


A seguir pedimos dourada, também ela magnífica.
Sobremesa, dispensámos.
Terminámos com um café.

E fomos passear pela aldeia:

Muito tranquila ...


,,, com poucos turistas.

A arquitectura é simples, mas genuína, bem galega ...

Outro restaurante, que nunca experimentei, porque tenho dificuldade em trocar quando os lugares me encantam.



Seguramente que não se encontram habitadas ...

... e até estão à venda, estas construções bem antigas.

Típico da Galiza são os espigueiros, local onde, como o nome indica, se guardavam os cereais.
Creio que actualmente a sua função é meramente decorativa.
Este encontrava-se num jardim, debruçado sobre o mar e rodeado de flores - um espanto!

Deixo pois a sugestão:



Oia!
É lindo!
É perto!


É quase Portugal. Basta atravessar o rio Minho, seguir ate A Guardia e depois, a marginal!
Nenhuma dificuldade.

Beijo
Nina

domingo, 11 de junho de 2017

Do fim de semana


O fim de semana que agora quase termina foi muito bom, como se quer e espera dos fins de semana.
Tivemos muito sol e calor e tivemos também ideias. Por isso rumámos ao Alentejo, Queríamos ver ao vivo a nova praia fluvial que nasceu nas margens do Alqueva. E fomos!

No caminho, inesperadamente, avistámos alto castelo. Nunca por ali andáramos e o desvio impôs-se.
Estávamos em Portel!

Estacionámos num largo rodeado por laranjeiras, junto aos Paços do Concelho. 
Que lugar bonito, que cobertura única para abrigar os carros do impiedoso sol alentejano.



Foi aqui, sob laranjeiras carregadas de laranjas que parámos - parque de estacionamento mais bonito, aposto que não existe.


Na praça, imponente estátua de D. NUNO ÁLVARES PEREIRA.




Como pano de fundo, o céu muito azul e o calor dos dias muito quentes, daqueles que, além de se sentir na pele, também se ouve ... porque o calor tem um zumbido muito próprio 

Aqui o centro de Portel e daqui se segue para o castelo .

Entrando por esta porta ...



... entra-se num recinto fechado e surge a Torre de Menagem 

As paredes exteriores encontram-se em razoável estado de conservação ...

... infelizmente, do interior, sobram ruínas - aqui de uma primitiva igreja.

Por íngreme escadaria sobe-se até ao alto das muralhas ...

... avistando-se, pelas ameias, a imensa planície.


Em resumo, esta a história do Castelo de Portel

Daqui rumámos a Monsaraz, para testemunhar a qualidade da nova praia, inaugurada apenas no dia 1 de Junho.

No percurso, este interessante monumento:
Ao Cante Alentejano, Património  Imaterial da Humanidade :











Todo o percurso se realiza avistando o imenso lago que é a BARRAGEM DO ALQUEVA, com paisagens extraordinariamente bonitas.





Por fim, chega-se à praia.


Areia limpa, parque de estacionamento e todos os requisitos que se podem exigir a uma praia.

Água quente, rondando os 30 graus, de uma transparência imaculada - não se pode exigir mais, pois não?

Parece-me, contudo,  que nos meses de Verão, a zona poderá ser muito,  concorrida ...

... demasiado concorrida para meu gosto que prefiro espaços amplos e despovoados.
Ainda assim, o local é indiscutivelmente de alta qualidade.

Do fim de semana pretendo registar ainda outras ocorrências - para registo de memória.
Continuarei o passeio na próxima publicação.

Beijo
Nina