terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Bolsinha

Mostro hoje a bolsinha que tinha costurado com retalhinhos e que fará conjunto com o saco, também ele de retalhos.
Serão presente para uma pessoa de quem gosto muito e que, sei, irá dar o devido valor à prenda - nada que se possa comprar onde quer que seja.
Para além de ser único é também fruto de muitas horas de trabalho ( mas principalmente de prazer) para quem, como eu, sem qualquer iniciação ou conhecimento na costura, não se inibe de fazer "coisas".

Lembro que comecei com uma máquina chinesa absolutamente temperamental, que só costurava quando lhe dava na real gana. Muita agulha parti! Muito me desesperei e desanimei, convicta de que não fora talhada para a matéria.

Insistindo, insistindo, insistindo - e comprando uma máquina decente ... - ultrapassei o que me parecia inultrapassável e começaram a nascer umas brincadeiras sem pretensões a grande obra.
O certo é que, fazendo o melhor que sei, noto que evoluí e que cada peça é mais perfeita e mais fácil de executar que a anterior.
Reside aí o segredo - saber que a prática conduz à perfeição - pois, se pretendermos que tudo saia absolutamente impecável, melhor desistir, pois, garanto,  não sairá.

No caso desta bolsinha, até que me desenvencilhei sem sofrimento - recordo que a primeira que tentei produzir preencheu toda uma tarde de domingo, resultou em TODAS as agulhas partidas, tecido rasgado em pedaços, uma lixeira descomunal e a vontade assente de nunca, jamais, em tempo algum, me aproximar novamente de uma máquina de costura.



Ei-la, bela e amarela!
Posando junto à minha Tilda, de nome Nina, presente de uma amiga brasileira, a Ju, que infelizmente desapareceu da blogosfera ( Onde andas, querida Ju?)



São retalhos e mais retalhos, e uns pedacitos de renda



O interior num xadrês miudinho, utilizando uma sobra de tecido.
O meu calcanhar de Aquiles continua sendo o fecho - é muito difícil cosê-lo, mas não impossível!
Seguindo a mesma linha de raciocínio, sei que um dia eu chego lá, à perfeição.

Já habita o saco e parece-me que os dois casam lindamente

Os bolsos do saco, combinam com a bolsa (por puro acaso, confesso)

Antes do Natal seguem para a nova dona e eu feliz, pois tenho a certeza que será prendinha muito estimada

De momento, quase esgotei os retalhos.
Pretendo por isso iniciar novo voo - calças de pijama! Que lhes parece? Sou atrevida? Sou!
Mas - lá está - sem uma dose de atrevimento não se sai da cepa torta ...

Depois mostro - isto é, se houver alguma coisa para mostrar ...
Se não, não se fala mais no assunto.

Beijo
Nina




domingo, 3 de dezembro de 2017

Gosto do Outono ...


Quando os dias se fazem assim, azuis, profundamente  azuis  e tão  luminosos que os olhos tendem a cerrar-se como se para o sol olhassem e assim se resguardassem,  gelados, quase polares,  eu gosto tanto do Outono que, não  fosse amar todas as estações,  diria que esta é a minha favorita.

É  domingo de manhã.  Um tempo sem pressas.
Limito-me a ser.

Aqui, junto ao rio Douro, assumo a sorte de estar num local perfeito.


Um barco, quase casa, quase parede junto à margem.
Ao fundo a ponte, a nossa ponte.

Do outro lado, o Porto, branco e cinza, sóbrio, de uma beleza discreta, mas imponente.
Como, quanto eu amo a minha cidade, o meu chão!
Tanto que lhe apago os defeitos e amo mesmo assim.


Deixo que o olhar passeie e se perca neste horizonte.
Está frio, muito frio. Gosto!

Vesti-me em camadas sobrepostas - a velha táctica da "cebola".
Assim:


Quem reconhece o VESTIDO ?

Quente, tão quente que apenas nestes dias gélidos sai em cena.

Continuo a gostar dele. Continuo achando que foi um excelente investimento - todas as horas que com ele gastei até ficar pronto. Tanto que me apetece repeti-lo, noutra cor, noutros pontos.
É que nunca encontrei um, dos muitos que se encontram à venda, que se lhe assemelhe, em corte ou qualidade.


Calcei meias opacas pretas e sapatos sem salto para melhor garantir o conforto ...

Na cabeça, chapéu de aba e, a tiracolo, esta mala numa das minhas cores preferidas - o azul petróleo.


Aliás se (quando) repetir o modelo do vestido, será exactamente nessa cor - o azul petróleo.

Tenham um resto de domingo muito feliz.

Beijo
Nina

sábado, 2 de dezembro de 2017

Uma toalhinha



Mostro hoje a toalhinha a que me referi no último post.

É,  tal como o saco, o resultado da ligação,  mais ou menos  aleatória,  dos retalhinhos que esperam destino - que não seja o lixo, este um destino impensável,  a roçar  o sacrilégio,  para quem se deixa encantar por panos e paninhos.



Se, num saquinho, num cantinho, se guardar pedacinhos de renda, chegada é  a hora de os utilizar, como fiz aqui.
Só  tem vantagens, pois torna a toalha mais engraçadinha e, ao mesmo tempo,  esvazia espaço  de arrumação. 

Não exige  qualquer talento!
É  uma operação  banal de alfinetar, alfinetar, alfinetar.
Depois é  só  coser e passar escrupulosamente. 



Coloquei  um rectângulo  de "manta térmica " para dar mais corpo à toalha. Pespontei algumas costuras e, por fim, cortei um rectângulo  de tecido branco, um pouco maior do que o conjunto  dos retalhos.
Alfinetei, alfinetei, alfinetei em todo o perímetro.
Dobrei e cosi a toda a volta, conseguindo aquela moldura branca.


Tudo simples, tudo fácil, tudo económico  e, num abrir e fechar de olhos temos mais um presente de natal concluído,  para oferecer a uma amiga, ou não!
Pode, como é  o caso, destinar-se à  própria cozinha que, com este detalhe, ganha uma alegria e uma graça  única.

Boa semana!

Beijo
Nina

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

As costuras da semana


A semana foi bastante produtiva em termos de costura, pois consegui  um novo saco, uma bolsa tipo necessaire e ainda uma toalha para a mesa da cozinha. Tudo apenas e somente utilizando retalhos, sendo que alguns deles eram verdadeiramente minúsculos.

Foi divertido além de produtivo.
Consegui esvaziar um dos cestos, utilizar restos de rendas e até uma camisa de homem, daquelas que ainda estão prestáveis, mas cujos punhos e colarinhos, já não.





Este o saco

Este tipo de saco é muito versátil pois tanto pode viver bem dobradinho dentro da mala, esperando ser útil e evitando a compra de um saco de plástico no supermercado, como pode guardar o trabalhinho que se realiza ao serão.
Como tenho feito vários, possuo sacos para todas as finalidades e para todos os gostos,  até para oferecer.
Confesso que quando me saem das mãos, não saem imediatamente  do coração e então é quase impossível desfazer-me deles - é apego de mãe, que com o tempo esmorece, permitindo as ofertas.
Por este que acima mostro, estou ainda em pleno estado de paixão, que com o tempo vai passar, bem sei.


Mostro  aqui a tal camisa ...

...que foi cortada e cosida ...

... acabando a desempenhar o papel de forro - muito mais útil do que continuar fazendo "monte" no cesto dos retalhos

De uns pedacinhos de tecido imprestáveis, de tal modo eram pequenos, nasceram bolsos, os bolsos interiores do saco, porque - já se sabe ... - bolsos nunca são de mais!

Foram duas tardes, o tempo de que precisei para terminar o saco. Sou lenta e, além disso, quando começo a sentir uma certa saturação, é chegado o momento de parar, de modo a que a diversão não se transforme em castigo.

Os tecidos acabam por combinar entre si ...

... num jogo de cores sublinhados, aqui e ali, por uma sobra de renda.



Neste caso, sem preocupação com padrões, alfinetando, cosendo e passando escrupulosamente a ferro, a "obra" saiu a meu contento.

Se calhar - não garanto ... - será prenda de Natal, original, única e irrepetível - depende de como os meus fortes laços afetivos evoluírem.

Hei de mostrar tudo o mais que for nascendo destas mãos de costureira aprendiz.

Beijo
Nina


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Tapeando

Ainda do último fim de semana, trago recordações de um almoço muito bom, como são todos os almoços no LAGAR EM EIRAS



Somos assíduos comensais e o Miguel - o proprietário  (e amigo) - sempre nos reserva a mesma mesa, a "nossa" mesa, escolhida há vários anos, que de então vem a nossa fidelidade / sã dependência / estima / admiração.

No LAGAR, tudo é bom e daí a dificuldade em escolher e a tendência para repetir pedidos uma e outra vez.

Sábado, não!
Decidimos inovar e tapeámos - essa actividade tão genuinamente espanhola.
Foi assim:





Pão, Pico de Penas, um branco excelente e uma espécie de tortilha (oferta da casa) enquanto se esperava

Depois, Empanada de Cocido.
É quase uma empada, com massa finíssima e muitas possibilidades de recheio - esta com cocido  de porco, onde se encontra  ainda grão de bico e grelos. Uma dose é suficiente para partilhar por dois. E é deliciosa.

Continuámos com vieiras, servidas com uma cobertura de cebola picada

Depois, crepes.
Estes com recheio de ouriço. Maravilhosos!

Ligeiramente tostados, quase caramelizados ...

... com um recheio cremoso, repleto de sabores a mar.

Por mim bastava!
Ainda assim, vieram ...

... estaladiços por fora ...



... e deliciosamente cremosos por dentro!


Foram quatro tapas a dividir por dois e foi, como disse, um almoço inesquecível.
Quero repetir e, se tiver coragem, variar.
Porque AQUI tudo é bom!

Beijo
Nina

domingo, 26 de novembro de 2017

Bombando ...



Refiro-me à feira de Cerveira que, com a aproximação do Natal, ameaça  perigosamente  tornar-se um local impossível.
São principalmente espanhóis  da Galiza.  Vêm abastecer-se de prendas  e eu sinto-me em Espanha e sou tratada por "guapa" como se espanhola  fosse.

No último  sábado  comprei ao "senhor Rui" - meu conhecido de há longo tempo - duas almofadas por 20 €. Eram grandes e fofas e pareciam adequadas ao que procurava. Afinal enganei-me - não eram! Excessivas em volume ficariam sem serventia.
Então, oito dias decorridos, lá me apresentei ao "senhor Rui" pedindo troca (conforme combinado ...) já que devolução não praticam.
- Aqui só vendemos, não devolvemos dinheiro - esclareceram-me!
Eu, nada dada a lutar contra o inevitável , aceitei sem estrebuchar a política da casa e transformei as duas imprestáveis almofadas em 10 (dez!) toalhas - 5 de lavatório e 5 toalhetes.

Eu, que dificilmente abdico do branco total, cedi ao cinza.
Parece-me ser um casamento perfeito .

Combinam harmoniosamente com as toalhas de banho - essas todas brancas  -  que tenho em grande quantidade.

100% algodão, espessas e fofas ...

Lavei-as no programa "algodão" a 60 graus ...

... e, neste momento já estão arrumadas.
Foi uma compra muito gratificante, daquelas que se fazem e nos deixam uma grande satisfação.

Acrescento - fazendo merecida publicidade ao senhor Rui - que poderia ter comprado, numa qualidade inferior, ao quilo. Aí a pechincha era completa, já que 1 Kg de toalhas custava 6 € - para quem quiser quantidade sem valorizar a qualidade.

Temos, portanto, que a Feira de Cerveira não para de me surpreender. São descobertas atrás de descobertas, cada uma melhor que a anterior.
Ainda hei de ter uma barraca na feira!
Escrevam o que eu digo!

Beijo
Nina

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Black Friday



Bombardeada por SMS e emails impossível seria não me aperceber da efeméride.
Só que, desconfio ...
Desconfio que haja truque, manipulação de preços, engodo . E retraio-me. Não participo.

Esta manhã, desatenta, esquecida,  entrei no Shopping. No parque, estranhei a falta de lugar para estacionar. Foi então que se fez luz. Hoje é sexta-feira e esta é black.
Entrei, ainda assim,  para cumprir umas quantas tarefas. Senti-me afogada em gente. De todos os tamanhos, de todas as idades - um mar de gente. Saí . Fugi à multidão. Eu que nem queria comprar nada, meti-me por distração na boca do lobo.

Almocei calmamente em casa, E por aqui fiquei que o tempo chuvoso (até que enfim!) não permite passeios.


Ficar em casa é um dos programas que mais me seduz.
Invisto na decoração para que o espaço tenha muito de mim e seja realmente um lar.

No campo - por exemplo -  cortei uns ramos de medronheiros - essas bolinhas amarelas, laranja e vermelhas são medronhos, o tal fruto com fama de embriagar se dele se abusar.

Estes detalhes acolhem-me, confortam-me - será por isso que tanto aprecio estar em casa, ainda mais hoje, longe da multidão.



Por curiosidade consultei o site da Zara, comprovando que aí, os descontos realmente existem - 20% em tudo.
Convencida fiz uma pequena encomenda - básicos que nunca são de mais.
Para além do bom negócio, afaguei o ego com a sensação de que pertenço ao grupo das pessoas espertíssimas  que assim contornam a confusão.

Até à meia-noite ainda se pode encomendar - é aproveitar!

Beijo
Nina