domingo, 15 de abril de 2018

Não apenas rosas!


Não apenas rosas!
Não!
Como tudo na vida, também tricotar tem os seus (às vezes, muitos) espinhos.
Devem ser assumidos com calma e , convem estar preparado para esta inevitabilidade.
É tudo.

Eu conto:
Tinha a camisola / blusa rosa pronta  - costuras feitas, mangas pregadas! Faltava apenas o remate no decote. Coisa pouca.
Decidira que não faria gola. Apenas meia dúzia de carreiras para remate.
Só que o resultado ficou muito para lá de insatisfatório, ficou péssimo, inaceitável.
Que fazer então?




Desfazer, desfazer sem dó nem piedade ...

... descoser e continuar a desfazer.
Depois, (re)apanhar as malhas, (re) desenhar o decote, (re) fazer até ficar satisfatório.

Confesso que estes incidentes são quase dolorosos, mas ... o que não tem remédio, remediado está!
Decisão tomada e tarefa executada, - o que me exigiu imenso tempo, para que ao desfazer não ocorresse cortar o fio errado - FINALMENTE ficou pronta:


Gosto!
Valeu todos os pontos feitos, desfeitos e refeitos 

Resolvi combinar com cinza (again!) e pareceu-me mesmo bem:





Não há dúvida que a prática conduz à perfeição - disso não tenho a menor dúvida.
No caso, conclui que o canelado clássico (1/1 ou 2/2)  valoriza a peça, muito mais do que estas voltas em meia com que iniciei a camisola/blusa.

Conclui ainda que usar uma agulha com numeração menor nesse mesmo canelado, produz efeitos estéticos mais agradáveis.

A terceira conclusão prende-se com a execução de decote (à frente) se as cavas são em raglan - na minha opinião não funciona. Esse decote prejudica muito mais do que valoriza. Portanto, com cavas raglan pode-se perfeitamente esquecer o decote.

É possível que quem for expert na matéria discorde das minhas conclusões. Sintam-se à vontade para discordar!
Limito-me a dar o testemunho da minha experiência.

E se - repetindo - no tricô nem tudo são rosas, ainda assim é a atividade manual mais deliciosa, mais empolgante que conheço.

Bom domingo!

Beijo
Nina

quarta-feira, 11 de abril de 2018

A história desta camisola / blusa

Esta camisola / blusa, muito quente e confortável, tem história, sim!
 Não se vá agora pensar que surgiu do nada, fruto de uma qualquer compra, que não!
Comprado, apenas o fio com que foi tricotada e, mesmo esse, não foi coisa simples.
É que a cor principal, o cinza, esse jazia numa gaveta esperando a sua oportunidade de ver a luz do dia, mas ... era pouco, escasso em quantidade - disso tinha a certeza.
Só teria viabilidade se combinado com outra cor - decidi-me pelo amarelo e pelas riscas de que sou fã incondicional - adoro riscas!




Seguindo o modelo de sempre - mangas raglan e gola alta - dei andamento ao projeto. Só que, desta vez, o resultado final não me agradou.


Desmanchei!
Sem dó nem piedade, desmanchei a gola e pretendia retirar os punhos que tricotara em amarelo, escolha que se revelou infeliz.


Que fazer?
Como fazer?

Bem sei que sou corajosa, mas desmanchar a totalidade das mangas arrepiava-me.
Tentei outra abordagem:
-Puxei (puxei mesmo) um fio junto aos punhos, cortando a extremidade.
-O que aconteceu?
- O punho amarelão soltou-se da manga, sem qualquer problema.
Depois, foi só apanhar as malhas e (re)tricotar o punho, desta vez em cinza, apenas com um ligeiro apontamento amarelo, na extremidade.



Diminui também o tamanho da gola ...


... experimentei e gostei.


Aqui, mostro o leve apontamento amarelo que funciona a meu gosto.
Pronta!
Como eu queria.


A história desta camisola / blusa se algum interesse tem é o de demonstrar que é possível "fazer" coisas.
Sem medo, sem derrotas antecipadas, é possível, sim.
Só é preciso querer.
Porque, se eu faço, eu que nunca tive qualquer iniciação, qualquer ensinamento, - repito - se eu faço, qualquer pessoa faz.
Basta querer.

Beijo
Nina

terça-feira, 10 de abril de 2018

Culinária na net



Não sei se sou simplesmente azarada, se escolho mal, se reproduzo pior, o certo é que tenho tido grandes desaires com muitas das receitas que "pesco" na net. 
Ressalvo, evidentemente, os grandes sucessos, colhidos em terreno de toda a confiança e que só não discrimino para evitar a injustiça de omitir  quem merece ser nomeada.
Em resumo, há que ter a maior cautela em relação às sugestões gastronómicas.
 Acreditem que sim. 
Sei do que falo.
 E falo de um desastre recente que de tão mau até ficou cómico.
Adiante.

Eu, que tenho muita e frequente preguiça de perder tempo na cozinha, quando o faço, quero que cada minuto valha a pena.
É por isso que arrisco pouco - e ainda assim, arrisco mal, apostando no cavalo manco, como já referi.

Desastres esquecidos, concluo que em equipa vencedora não se mexe (até parece que "pesco" alguma coisa de futebol...) e, por isso, tenho receitas quase sagradas, de tão boas que são, ou de tão deliciosas que as acho.

É o caso deste bolo.
É maravilhoso!
Adoro-o!

Comi-o pela primeira vez em Frankfurt, na Alemanha, numas férias de Carnaval que lá passei. A duras penas consegui a receita que repito inúmeras vezes  sem medo, porque sempre resultou perfeito.
Como sou boa pessoa, partilho-a (afinal também, um dia, alguém a partilhou comigo).


BOLO DE CENOURA E NOZES

Ingredientes

300 g de cenouras
4 ovos
200 g de açúcar
1 saqueta de açúcar baunilhado
Raspa de 1/2 limão ou 1/2 laranja
Sumo de 1/2 limão ou de 1/2 laranja
300 g de nozes moídas
65 g de farinha
2 c. de chá de fermento
1 pitada de sal 
200 g de queijo creme
100 g de icing sugar






- Ligar o forno a 180 graus;
- Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma redonda;
- Ralar as cenouras;
- Misturar as gemas + açúcar + açúcar baunilhado + raspa de limão /laranja + sumo de limão / laranja e bater muito bem;
- Adicionar as cenouras e bater novamente;
- Juntar as nozes + farinha + fermento e misturar novamente;
- Separadamente, bater as claras em castelo e, com uma espátula envolver no preparado, com suavidade, sem bater.
- Verter o preparado na forma e assar durante cerca de 45 minutos (fazendo o teste do palito).

Depois de desenformar, deixar arrefecer completamente.
Cobrir então com o queijo creme batido com  o icing sugar (este creme ganha sabor se se lhe juntar raspas de casca de limão ou de laranja)


Deve ser guardado no frio.
A cobertura impede o bolo de secar.

Este bolo serve perfeitamente como sobremesa ou para lanche.
Seja qual for a situação é excelente,  sempre delicioso, com uma textura leve que se desfaz na boca.
E não tem erro!

Beijo
Nina

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Vesti assim ...


Acho que sempre que acertamos com uma combinação, o certo seria fotografar, registar, não esquecer, para, deste modo evitar as patéticas situações de, face a um armário repleto, concluir, desconsoladamente:- Não sei o que vestir - ou, o que é ainda pior - Não tenho nada para vestir.

A combinação meia/estação , mas ainda assim quente, composta por casaco comprido cinza conjugado com branco, é um feliz e bem sucedido clássico.


O casaco é do Inverno passado e quase não o usei, ou porque estava demasiado frio, ou porque começava a fazer calor, ou porque chovia, ou porque não me ocorria.


Desta vez, porém, nem pensei.
Depois de percorrer as sugestões do Pinterest - essa maravilha!!!! - vesti calças brancas,
 sapatos cinza (príncipe de Galles) e camisola / blusa cinza


Foi uma escolha feliz.
Muito confortável, muito adequada a esta Primavera / Inverno,
 aligeirada com as calças brancas.



A camisola / blusa foi uma verdadeira conquista.
Tricotada segundo o método top/down veste como uma segunda pele
 e o facto de não ter costuras é uma mais-valia que muito me agrada.



Esta foi até ao momento a única camisola / blusa assim executada.
Atendendo a que o que mais me desagrada são as costuras,
não tardarei a repetir este modelo - ainda este ano, 
que dado este Inverno que teima em persistir,
tricotar continua sendo uma atividade dos deuses
- aliás acabei de me abastecer com novas e maravilhosas  lãs.

Tenham uma produtiva semana  de tricô.

Beijo
Nina

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Jeans brancos



Parece mesmo que a Primavera está a chegar. Hoje esteve tanto calor.

Saí de manhã usando saia bege, camisola de lã branca, casacão de malha em tons de castanho, branco e bege e nos pés, botas altas castanhas. Pareceu-me bem. (Se esquecer o facto de, a meio da manhã, ter entornado um café por mim abaixo ...)

Resolvido o acidente, continuei na minha atividade e fui retirando peças - primeiro o casacão, depois a camisola de lã  (tinha uma t-shirt por baixo) , até que comecei a "bufar". Que calor!
As botas apertavam-me as pernas como se de um (dois) gesso(s) se tratasse. Parecia que as minhas perninhas tinham dobrado de volume. Que horror! Só queria descalçar-me, o que se revelou absolutamente impossível.
Aguentei, que não tive outro remédio. Mas fiquei num estado de nervos próximo da loucura. A sério. Foi um tormento.

Só voltei ao meu normal em casa, sem camisola e sem botas. Um imenso alívio!

Temos portanto que se a lógica se mantiver teremos amanhã um fantástico dia de sol.


As cores consistem um dos elementos mais importantes de qualquer visual, são elas que revelam o humor...
No Pinterst encontrei este "boneco"

Do que mais gostei foi das calças e, quanto a isso, estou decidida - vestirei jeans brancos.
Posso combinar com cinza, mas nada de lãs e muito menos, nada de golas altas.
Nos pés, os botins agradam-me.
Quanto ao casaco comprido, tenho um absolutamente igual, sem forro, leve e confortável.
Parece-me muito bem.

Beijo
Nina

quarta-feira, 4 de abril de 2018

As minhas unhas ...


As minhas unhas atravessam uma fase muito desgraçada. Estão com muito má cara!
Partem e tenho 2 ou 3 cujas pontas "escamam" como se de massa folhada se tratasse. Já fui à dermatologista, já tomei as cápsulas que me prescreveu, já segui à risca os preceitos e nada. Continuam péssimas.

Para grandes males, grandes remédios!
Eu que até deixara de as pintar, para que "respirassem" e não se desidratassem, resolvi partir para a estupidez e apliquei gel.
Ficaram uma beleza, mas as tais 3, as mais fraquitas, rapidamente começaram a dar sinal de si, "escamando" a ponta. Recorri à lima e fui assim limitando e eliminando todo e qualquer  sintoma de fraqueza.
Contra todas as expectativas lógicas, melhoraram. Deu-lhes para crescer fortes e saudáveis e eu limito-me a limá-las uma vez por semana.

O problema é que a parte nova da unha começou a aparecer e a crescer, branca conforme a sua natureza.
O indicado neste momento seria retirar o verniz velho e aplicar novo. Mas parecia-me muito agressivo, dado que para eliminar o verniz antigo há que limar toda a unha. Isso não queria.

Lembrei-me de outra possível solução - comprar verniz (normal) da mesma cor e "remendar" todas as unhas.

Não é que funcionou?

Claro que o truque não resiste a uma observação atenta - notando-se o "remendo". Mas, para no dia-a-dia ter uma apresentação aceitável, funciona muito bem.
Só retirarei o verniz original no momento em que este cubra apenas a extremidade da unha. Até lá, vou aguentando.

Acabei de o colocar - ao dito "remendo" e ficou assim:



Os excessos visíveis sairão com água quente ...

Para já, parecem-me absolutamente aceitáveis.




Quase diria que "descobri a pólvora", uma vez que o grande inconveniente das unhas de gel é a manutenção.
Assim, prescindo da operação que, essa sim, destrói as unhas, bastando recorrer a um verniz de cor igual.

Fácil, não?

Beijo
Nina


terça-feira, 3 de abril de 2018

Descompliquemos!

Dado que, nesta casa a cozinha me está absoluta e unicamente entregue e, mesmo gostando de cozinhar, aprendi à minha custa que o verbo "descomplicar" é o mais adequado a esta atividade.
Não sendo fã de comida processada, pré-cozinhada ou o que quer que se lhe queira chamar, confronto-me com a necessidade imperiosa de todos os dias ter de apresentar um almoço saudável, colorido, variado e apetitoso - o jantar não obedece a estas regras e resume-se a sobras do almoço que cozinho em quantidade.

Mesmo assim, mesmo reduzindo a obrigatoriedade apenas ao almoço, mesmo assim - dizia - às vezes é complicado, para não dizer, muito, muito chato.

Uma vez que pizzas congeladas, lasanhas, rissóis e outros que tais não são, como já referi, opção, aprendi a simplificar a coisa ... cozinhando em quantidade. Quando falo em "quantidade" refiro-me a pelo 3 almoços.

Com a sopa, que comemos diariamente, há muito que adoptei o sistema panela gigante, que equivale a sopa para 4 dias. Guardo-a no frio e vou aquecendo à medida das necessidades.
Faço o mesmo com o arroz, o meu acompanhamento preferido, que serve 2 refeições.
Temos depois os estufados, os picados, a feijoada - todos esses pratos congelam sem perder a qualidade e deles uso e abuso, sempre intervalando, sempre evitando servir duas vezes consecutivas o mesmo prato, sempre escapando à pergunta:
- Outra vez feijoada?




Hoje preparei picado de carne ...

Vou dividi-lo em doses e congelar ...

Servirá  como molho `bolonhesa, como recheio de lasanha, como empadão...


Com o mesmo tipo de carne preparo suculentas almôndegas que servirão várias refeições.

Deste modo, em menos de nada, tenho o almoço pronto sempre que o tempo escasseia, sempre que tenho preguiça em cozinhar.
É uma espécie de fast food, mas  em bom, fast food caseira, fast food saudável.

Os rissóis, croquetes e outros pratos do género prestam-se igualmente a serem congelados, mas dão muito trabalho a preparar e se fritos, não são boa opção. Daí que os evite.

Quem dominar a arte de descomplicar será muito bem vinda se me fornecer dicas e sugestões.

Aguardo.

Beijo
Nina