quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Marmelada

Raramente faço marmelada porque todo aquele procedimento me inibe - o descascar dos marmelos, o parti-los e deles retirar os caroços, o fervê-los com açúcar, o reduzi-los a puré com a varinha mágica ...Uff! É demasiado para mim.

Acrescenta-se o facto de, este ano, por capricho da natureza, os marmelos terem saído uma bela porcaria, amarelinhos por fora e podres por dentro.
Desanima-me!

Porém, encontrei na frutaria onde me abasteço, marmelos descomunais a muito bom preço.
Arrisquei e trouxe uns quilos para casa.

E então a trabalharei? - perguntarão.
A trabalheira tradicional ficou reduzida à lavagem escrupulosa dos frutos a que apenas se retira o caroço, sem descascar, cortando-se  o marmelo em pedaços.

Depois ...

Oh! abençoada Bimby!




Poderosa, incansável.
Sei que comigo está sobaproveitada, porque gosto mais de tachos e panelas, mas - reconheço - há situações em que é imbatível.

800g de marmelos + 800 g de açúcar + casca de 1 limão.

Ela faz o resto - coze e reduz a puré em apenas 35 minutos.
   

Um puré perfeito, aveluadado, sem sombra de grumos ...
O resultado é este:


Sem falar no perfume incrível que inunda toda a casa.


Agora é só esperar que arrefeça e atinja o ponto sólido perfeito. Depois é comê-la, assim, simples, ou com queijo, ou simples, ou ainda simples ...

Beijo
Nina

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Tapetes

Dou preferência às roupas de casa de cor branca, porque me transmitem uma tranquilizadora sensação de limpeza.
Mesmo em relação aos tapetes da casa de banho, prefiro os brancos.
O inconveniente é que exigem manutenção permanente, porque, um nada, lhes confere um aspeto pouco limpo.
Por isso, escolho os que podem ser lavados na máquina e que secam rapidamente.

Numa ida ao Leroy Merlin, dei de caras com uns peludinhos, simulando pele de ovelha, que não são - são sintéticos, branquíssimos, fofíssimos, com o formato de uma pele verdadeira, lavando  e mantendo o aspeto imaculado, sem o menor problema.



Comprei dois ...

... sendo delicioso pousar neles os pés descalços


Para completar a tentação, são baratinhos - cerca de 15€ cada - e transformam a casa de banho numa espécie de SPA doméstico.

Por hoje, são estas as novidades - além de informar por acréscimo que o Leslie já lá vai, que aqui no norte não foi particularmente agressivo e que hoje ainda não parou de chover, uma chuvinha miúda, "molha tolos", mas que não está frio nenhum e que metade de Outubro já passou.

Beijo
Nina


domingo, 14 de outubro de 2018

Tempura de lagostins


É uma das entradas de que mais gosto sempre que vou ao meu restaurante preferido, O LAGAR EM EIRAS
onde não me canso de voltar, sempre, sempre.

Chama-se TEMPURA DE LAGOSTINS e é delicioso.


Uma dose traz 6 unidades e dá perfeitamente para dividir por dois.


Come-se enquanto se espera o prato principal , outra delícia seguramente.

Quanto à Tempura de Lagostins, pesquisei pois tenho vontade de a preperar aqui em casa.

Encontrei AQUI esta receita:


TEMPURA DE CAMARÃO

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Orquídeas

Tenho uma amiga que não gosta de orquídeas - quando me ler, sei que vai identificar-se -, mas é a única pessoa que conheço que não se rende à maravilha que são estas flores.

Todos os anos me surpreendem, porque, sem quase nada exigirem, de repente, do nada, resolvem florescer. E então, assim se mantêm durante meses.

Todos os anos se repete esta festa.

Estão ali, quietinhas, quase esquecidas, recebendo apenas umas gotas de água por semana - sei que morrem, moles, tristes, amarelas e pegajosas, se forem encharcadas com excessos de rega - e, de repente, surge um caule e nesse caule botões e desses botões flores.

Esta acabou de florescer e foi uma alegria para os olhos

Esta estava abrigada, sossegadinha no meio das suas irmãs, quando o milagre aconteceu. Transportei-a para um local de maior destaque.
É, agora, a estrela da companhia, a rainha da festa, a primeira a alegrar o meu mundo.

Outras virão, algumas já velhinhas, resistentes ao tempo


Devo, de acordo com a minha experiência, esclarecer que embora resistentes, não são eternas e podem morrer por excesso de água, por carência excessiva dela, ou porque o solo se encontra exaurido, esgotado de nutrientes.

Este ano, acautelei a situação, selecionando as que me pareceram mais debilitadas, com excesso de raízes e quase nenhum substrato e, juntando duas ou três, replantei-as em vaso maior.


Aqui, embora bem mais confortáveis, encontram-se ainda em processo de adaptação à nova casa. Espero que seja um êxito.


Se calhar estas, abaladas, não vão dar flor este ano. Não sei. Sei, contudo que a operação era inadiável, porque, quando regressei de férias , vi com tristeza que algumas tinham morrido.
Para já, a alegria da primeira a florescer, ninguém me tira!
Se tudo correr normalmente, serão tantas que, dentro de semanas terei que decidir onde as colocar.

A quem nunca arriscou numa destas plantinhas, aconselho vivamente que o faça - são baratas, encontram-se à venda em qualquer supermercado e, sem esfoço, sem exigências, vão encher o vosso espaço de vida e alegria.

Bom fim de semana.

Beijo
Nina


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Desta vez, lilás!

O bom ou o mau destas unhas chamadas de gel ( que não são! São minhas com um tipo de verniz que endurece quando submetido a um determinado tipo de luz...) é que permanecem impecáveis faça-se o que se fizer, mas ... ao fim de 2 semanas exigem assistência técnica - retirar o dito verniz (com lixa) e repetir o procedimento.

Tento prolongar o bom aspecto (aspeto? não me parece bem, mas se calhar sou eu que continuo a reagir à nova ortografia. Adiante ...) "remendando" a parte nova da unha com uma cor similar. Se fica bem?
Não!
Escapa!
Apenas.

Outro lado agradável é que de cada vez que aplico o tal gel, disponho de uma imensa panóplia de cores, ali, dando sopa.

Hoje escolhi esta:

Lilás!

Inspirei-me nas mãos de uma menina que me atendeu na Zara.

Gostaria, vendo bem,  que fosse mais intenso ...

Dentro de duas semanas, acertarei na cor exata. Ou não. Pode muito bem ser que esteja virada para o bordeaux - que sei eu?

Beijo
Nina

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O (eterno) aproveitamento de lãs

É uma situação implícita a quem gosta de tricotar - a dada altura as sobras de lãs ameçam invadir todo o espaço. É então tempo de pôr ordem no caos e , sopesando os "restos" concluir que sim, que com eles - e sem qualquer compra,  é possível tecer uma qualquer peça.
Desengane-se quem assim pensa.
Nunca, mas nunca vai acontecer.
Ou porque a espessura dos fios não casa, ou porque a conjugação das cores resulta em qualquer coisa aberrante - repito - nunca acontece, isto é, o fio disponível, NUNCA é suficiente.

Aconteceu comigo, mais uma vez!


Tinha duas qualidades de cinza, uma quantidade aparentemente considerável de "brique" e tinha azul!


Rapidamente conclui que não, que não nasceria camisola/blusa alguma, a não ser que comprasse lã.
Comprei!
Dois novelos de mohair "brique".
Mais que suficiente, determinei.
Puro engano.
Hoje tive que me abastecer do terceiro, ou a camisola/blusa ficaria apenas com uma manga.

Lá fui. Feliz e contente, que é sempre como vou à loja das lãs.
Só um novelo!
Era tudo quanto precisava... mas não tudo quanto queria e ...


... quando os meus olhos "bateram" nesta sinfonia lilás, soube, de imediato a conclusão da história ...


Vieram comigo, pois então!
Era lá capaz de lhes resistir?

Temos, pois, novo projeto à vista. Ainda não sei o que será. Só sei que gosto muito. Muito, muito!

Beijo
Nina

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Cabo Ortegal




Diz-se que não se deve regressar ao local onde já se foi muito feliz, mas eu não acredito nessa teoria e volto, uma, e muitas vezes.

No último fim de semana que foi prolongado, com feriado na sexta-feira e um tempo ótimo repetimos o passeio ao Cabo Ortegal.

O primeiro destino é a Corunha, cidade magnífica que não me canso de visitar.
Aí almoçámos, ou melhor, tapeámos, numa das imensas taperias que se alinham ao longo de uma das ruas peatonais.

Terminado o almoço, rumámos ao Cabo Ortegal via Betanzos. Esta indicação é importante porque dirige o percurso sempre pelo litoral, um litoral alcantilado que se debruça sobre o Atlântico em precipícios vertiginosos. As paragens para desfrutar da vista são muitas e parece-me que aproveitámos todas.



As indicações orientam eficazmente o rumo .

Como disse, com vistas deslumbrantes
Estava frio, apesar do céu azul. Um frio cortante com um vento que trespassava. Gelei.

Até que ao fundo , a terra acaba.

Lá, na extremidade, o farol!

Quando o sol começa a desaparecer, a magia parece crescer.



As povoações. São habitadas por pescadores. Aqui as percebes - dizem - são as melhores do mundo.
Infelizmente, não provei.


Fica para a próxima. Pois haverá muitas próximas vezes. Que não acredito em teorias que limitam as experiências felizes.

Beijo
Nina