domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
VILA NOVA DE CERVEIRA
Também conhecida apenas por Cerveira, é uma vila no norte de Portugal no Distrito de Viana do Castelo, região do Minho, com cerca de 1300 habitantes.
A Igreja Matriz, o Forte de Lovelhe e o Castelo de Cerveira constituem os seus atrativos em termos patrimoniais:
A Igreja Matriz, o Forte de Lovelhe e o Castelo de Cerveira constituem os seus atrativos em termos patrimoniais:
Igreja Matriz
Entrada para o Castelo
Relógio de Sol
Terras de Cerveira
A Bienal de Cerveira é uma exposição de arte que se realiza cada dois anos, desde 1978, e que tem reunido nomes de artistas conceituados, portugueses e estrangeiros.
Adoro Cerveira!
Pelo que ficou dito e por muito, muito mais.
Todos os sábados se realiza uma enorme feira que atrai multidões, mais espanhois do que portugueses, dada a proximidade da Galiza ( 30 Km ?).
Vende-se de tudo, desde vestuário e calçado, a utensílios domésticos e de decoração.
E evidentemente que todos" hablamos español " ou, pelo menos portoñol.
Acessórios
( nova coleção - 5€)
Casa e Decoração
Malas de crochet
(não perguntei o preço, mas são lindas de verdade!)
Cestos
A secção dos ciganos, a mais barulhenta e desorganizada, é a que atrai maior número de visitantes, ou não fosse lá que se encontra a bela da bolsa Carolina Herrera a 15 €, os sapatos de vela Lacoste por preço equivalente, para não falar das camisas para homem de TODAS AS MARCAS, de casacos da Gant , relógios Cartier e sei lá mais o quê.
| Malas (dos mais renomados estilistas) |
De vez em quando aparece a polícia, nesta secção, e a debandada é geral.
Os artigos contrafeitos dos vendedores menos ágeis são apreendidos, ouvem-se gritos, insultos, súplicas e ameaças, mas, na semana seguinte tudo recomeça na maior tranquilidade.
Os artigos citados são o que são ... cópias, com qualidade de cópias e nada mais.
Há que ter a certeza que não se fazem, porque não existem, negócios da China.
Tendo-a, pode ser muito divertido.
Depois, há uma série de bares e esplanadas onde, os menos afoitos leem o jornal, tomam um cafezinho e esperam pelo almoço num qualquer dos muitos restaurantes onde se come muito, mas mesmo muito bem.
Garanto que, como programa para sábado, é de adotar.
Beijos, Nina
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Mãe, sou vegetariana!
Foi um choque, assim , de repente, ser confrontada com esta realidade e com a minha incapacidade.
A minha filha, muito "verde", muito ecológica, sugeria esta possibilidade: "carne mal passada, nem pensar", "sobrevivo muito bem sem carne", blá, blá, blá!
A mensagem estava lá, a campainha já tinha soado na minha cabeça, porém, apenas na área do subconsciente.
Uma vez o facto consumado, houve que arregaçar mangas, que é como quem diz, pôr pés a caminho para a secção de macrobiótica (?) do supermercado.
Contudo, cedo me apercebi que essa não era a solução. Tratava-se de ingredientes muito estranhos, muito tofu, muita soja e outros cuja designação ultrapassa o meu entendimento.
Na posse do valor nutricional dos alimentos diários, decidi que, sem infringir as sagradas normas do vegetarianismo, poderia confecionar pratos que até eu, convictamente omnivora, como sem desconfiança e, principalmente, sem repugância.
Hoje preparei uma espécie de Tortilha, cuja elaboração reza assim:
Ingredientes:
4 claras
8 cogumelos
2 fatias de queijo
ervas aromáticas
Comecei por saltear os cogumelos fatiados numa frigideira levemente untada com azeite de oliva, até ganharem cor.
Seguidamente, juntei o queijo cortado em pedaços (no caso, era um queijo espanhol, tipo manchego):
Quando o queijo começa amolecer, acrescentam-se as claras, levemente batidas. Tempera-se com pimenta preta moída no momento e salpica-se com as ervas aromáticas ( salsa picada e cebolinho cortado fino):
Loco que a mistura se encontra coagulada, vira-se com a ajuda de um prato, deixando que ganhe cor na outra superfície.
O resultado final é este:
Como acompanhamento, brócolos cozidos ao vapor e arroz branco.
Bom apetite!
Beijos, Nina
A minha filha, muito "verde", muito ecológica, sugeria esta possibilidade: "carne mal passada, nem pensar", "sobrevivo muito bem sem carne", blá, blá, blá!
A mensagem estava lá, a campainha já tinha soado na minha cabeça, porém, apenas na área do subconsciente.
Uma vez o facto consumado, houve que arregaçar mangas, que é como quem diz, pôr pés a caminho para a secção de macrobiótica (?) do supermercado.
Contudo, cedo me apercebi que essa não era a solução. Tratava-se de ingredientes muito estranhos, muito tofu, muita soja e outros cuja designação ultrapassa o meu entendimento.
Na posse do valor nutricional dos alimentos diários, decidi que, sem infringir as sagradas normas do vegetarianismo, poderia confecionar pratos que até eu, convictamente omnivora, como sem desconfiança e, principalmente, sem repugância.
Hoje preparei uma espécie de Tortilha, cuja elaboração reza assim:
Ingredientes:
4 claras
8 cogumelos
2 fatias de queijo
ervas aromáticas
Comecei por saltear os cogumelos fatiados numa frigideira levemente untada com azeite de oliva, até ganharem cor.
Seguidamente, juntei o queijo cortado em pedaços (no caso, era um queijo espanhol, tipo manchego):
Quando o queijo começa amolecer, acrescentam-se as claras, levemente batidas. Tempera-se com pimenta preta moída no momento e salpica-se com as ervas aromáticas ( salsa picada e cebolinho cortado fino):
Loco que a mistura se encontra coagulada, vira-se com a ajuda de um prato, deixando que ganhe cor na outra superfície.
O resultado final é este:
Como acompanhamento, brócolos cozidos ao vapor e arroz branco.
Bom apetite!
Beijos, Nina
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Here comes the sun ...
| Tulipas |
Ao mesmo tempo, começam a germinar os primeiros bolbos de tulipas, que vêm em segundo lugar na minha lista de preferências, no que a flores diz respeito.
Estes bolbos foram plantados em Novembro e, se o Inverno não tivesse a ser tão rigoroso, certamente, por esta altura, já teriam florescido.
Em matéria de flores, neste momento, tenho que me contentar com as já debilitadas estrelas de natal, que estão, nitidamente a despedir-se de nós.
| Estrelas de natal
Não há quem não ame flores, pois não?
Beijos
Nina |
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
INVERNO
| FOZ DO RIO DOURO PORTO, PORTUGAL |
Hoje, o dia foi catalogado com alerta vermelho, o mais elevado na escala de risco, nas zonas da costa norte do país.
É assustador, mas, ao mesmo tempo, de uma beleza que deslumbra e arrepia.
Infelizmente, este fenómeno já fez vítimas mortais, entre pescadores desportivos que se posicionam em zonas aparentemente seguras, que, num ápice, são colhidos por ondas perdidas que atingem os 10 metros.
Simultaneamente, o vento sopra com uma violência inusitada, acompanhado por pancadas de chuva torrencial e, durante a última noite, por trovoada.
Apesar de tudo, eu gosto.
Gosto do desfilar das estações;
Gosto do conforto e segurança da casa;
Gosto de ansiar pela primavera;
Gosto de ter saudades do verão, da praia, das noites quentes, da roupa leve...
Acho que é um pouco como a vida, "...depois da tempestade, vem a bonança", ou "não há bem que sempre dure, nem mal que não se acabe..." e poderia seguir por aí fora, desbobinando verdades ancestrais.
A Foz do Douro é, na maior parte do ano, um local aprazível, muito concorrido, onde se situam alguns dos melhores restaurantes e bares da cidade.
Hoje está assim e, se tudo correr bem, os restaurantes e bares perderão apenas os clientes enquanto a tempestade persistir. Se, pelo contrário, a situação se agravar, os próprios restaurantes poderão ter de enfrentar um processo de reconstrução antes que chegue o verão.
Oxalá, não.
Beijos, Nina
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
O discurso do rei
Ontem, carregada de espetativas fui ver o filme mais badalado dos últimos tempos, o mais sério concorrente aos Óscares deste ano.
Conhecia a trama da intriga que me agradava porque sempre gostei de histórias que decorrem num passado recente.
O ambiente inglês apresenta-nos uma rainha mãe particularmente cúmplice e inesperadamente apaixonada pelo marido, numa altura em que os casamentos por conveniência, principalmente entre nobres, era o habitual. Nas duas princesinhas filhas do casal antevemos a futura e atual rainha de Inglaterra e a irmã, Margarida.
O príncipe de York, atirado para o protagonismo nacional e internacional, é um homem triste, tímido, titubeante e gago. Deve o seu protagonismo ao fato de o irmão mais velho, legítimo herdeiro da coroa britânica, abdicar a seu favor em nome de um amor muito louco por uma americana divorciada.
Ao príncipe gago, exige~se que ultrapasse as suas limitações e , que, através da BBC empolgue os ingleses e, em última análise todos os opositores a Hitler, no que acaba por ser muito bem sucedido.
Do relatado se depreende que a intriga é fiel à história e portanto nunca surpreendente, não sendo portanto, por essa via , que se agarra o espetador.
Magistrais são os desempenhos e a subtil desmontagem psicológica daquela gaguez, que ao ser desmontada revela a teia das relações familiares entre os membros da nobreza.
Não é o filme da minha vida, mas é um filme muito bem feito.
Vejam!
Beijos,
Nina
Conhecia a trama da intriga que me agradava porque sempre gostei de histórias que decorrem num passado recente.
O ambiente inglês apresenta-nos uma rainha mãe particularmente cúmplice e inesperadamente apaixonada pelo marido, numa altura em que os casamentos por conveniência, principalmente entre nobres, era o habitual. Nas duas princesinhas filhas do casal antevemos a futura e atual rainha de Inglaterra e a irmã, Margarida.
O príncipe de York, atirado para o protagonismo nacional e internacional, é um homem triste, tímido, titubeante e gago. Deve o seu protagonismo ao fato de o irmão mais velho, legítimo herdeiro da coroa britânica, abdicar a seu favor em nome de um amor muito louco por uma americana divorciada.
Ao príncipe gago, exige~se que ultrapasse as suas limitações e , que, através da BBC empolgue os ingleses e, em última análise todos os opositores a Hitler, no que acaba por ser muito bem sucedido.
Do relatado se depreende que a intriga é fiel à história e portanto nunca surpreendente, não sendo portanto, por essa via , que se agarra o espetador.
Magistrais são os desempenhos e a subtil desmontagem psicológica daquela gaguez, que ao ser desmontada revela a teia das relações familiares entre os membros da nobreza.
Não é o filme da minha vida, mas é um filme muito bem feito.
Vejam!
Beijos,
Nina
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Dia dos Namorados
| Pasteis de Namorados |
Por isso, rebatizei esta receita de Pasteis de Belém, fornecida há muitos anos por uma querida amiga, porque é certo e sabido que no dia de S. Valentim aparecem, como por milagre, estes deliciosos pasteizinhos.
Já sabemos que o açúcar mata, que a gordura mata e que as farinhas brancas também matam, mas pelo amor da santa, ninguém quer morrer cheio de saúde!
Se querem pecar, porque uma vez não são vezes, segue a receitinha. O resultado final compensa o processo chatinho da elaboração, que reza assim:
Ingredientes:
1/2 litro de leite (magro, por obséquio...)
100 g de miolo de pão
6 gemas
250 g de açúcar
Unta-se 24 forminhas com manteiga que se polvilham com farinha. Seguidamente passam-se por água e depois, novamente por farinha.
Neste momento estão prontas para receber o recheio.
Recheio:
Cobre-se o pão com o leite a ferver e acrescenta-se o açúcar. Bate-se bem.
Por fim, acrescentam-se as gemas, repetindo energicamente o processo de mistura.
Enchem-se as forminhas até 3/4 da sua capacidade e vai a forno médio até alourar.
O aspecto, que é tentador, não dececiona.
Portanto, meninos e meninas, ainda estão a tempo de encantarem o amor das vossas vidas.
Beijos, Nina
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