sábado, 23 de abril de 2011

Mais uma manhã de chuva!

Que não foi impeditiva da peregrinação a Cerveira.
Não chovia, propriamente, antes ameaçava, com o sol encoberto por nuvens cinza.
A tonalidade sombria não apagava a beleza da paisagem, antes a modificava:

No rio Minho, canoagem


Nas margens, uma festa verde e amarela!

Os espanhóis, nossos vizinhos da Galiza, tiraram o dia para uma invasão barulhenta, mas pacífica.
Na estrada, as filas de automóveis  arrastavam-se porque eram muitos e a paisagem merecia.
No restaurante, grupos numerosos faziam correr os empregados, pouco habituados a tamanha solicitação.
São alegres, extrovertidos, desinibidos e estão em casa onde quer que estejam.
Sou fã de nuestros hermanos.
Invejo-lhes a moda, o ar cosmopolita das suas cidades e adoro a sua comida... as tapas, oh! Meu Deus, as tapas são uma invenção divina ou demoníaca, conforme a perspectiva.
Apesar dessas delícias, eles vêm em multidão e devoram os nossos petiscos.
Hoje, encontrei-os no restaurante Mariana, onde, simplesmente, se come o melhor peixe do mundo.
Quem o afirmou foi o grande Jorge Amado, cidadão do mundo, hedonista por excelência, investigador atento e perspicaz de tudo o que nesta vida é bom ( sendo ou não pecado, imagino...)
Estes robalos são retirados do Atlântico por pescadores artesanais que aqui os depositam.Alguns, ainda estão vivos e, em tempos, existia neste local um tanque com algas e água do mar, onde os peixinhos, inocentemente, nadavam até serem eleitos por um comensal esfomeado.

Lagostas e lavagantes esperneiam na santa ignorância do destino cruel que os espera

Sobre este sargo "escalado"  recaiu a nossa gula!

O ambiente é simples, muito asseado e com detalhes decorativos da cultura local.

No litoral, existe uma pequena povoação, por onde passámos após o almoço, de que gosto particularmente, Esposende.
Nela encontro certas semelhanças com as zonas balneares inglesas  um recato e um charme, que sugere praia (pouca, devido à nortada...) e horas de leitura em esplanadas abrigadas.


Foz do rio Cávado.
Para além do banco de areia, ao fundo, o Oceano Atlântico.
No ar, kitesurf!

Passadiço.
Ao fundo, restaurantes, bares e esplanadas

Pista para bicicletas.
À direita, vivendas discretas, para férias ou fim de semana

O tempo, entretanto, melhorou.
O céu limpou, o vento norte afastou nuvens e chuva e a promessa de sol está aí.

Beijos,
Nina



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Das mãos da Teresinha...

Foi, graças à generosidade da Teresinha que consegui tricotar este  casaquinho:

Frente
Costas

É uma peça só, muito fôfa e rápida de executar. 
A Teresinha informou-me que serve a um bebé entre os 6 e os 9 meses.
Se andei com ele às voltas muito tempo, foi, apenas, porque queria libertar-me da manta de crochet ( anteriormente postada), cujo calor que provocava, se estava a tornar insuportável.
Agora, missão cumprida, tenho já outro projecto debaixo de olho, que a seu tempo, mostrarei.
E já que parece que o Inverno regressou, sem solicitações, nem tentações para sair, vou ser uma menina prendada e mostrar os meus talentos.
Só para documentar o clima tenebroso que nos invade, vejam o pôr do sol de ontem:




E a ameaça cumpriu-se.
Hoje, choveu todo o dia.

Beijos
Nina





quinta-feira, 21 de abril de 2011

Day After

As repercussões das comprinhas de ontem perduram.
Já vesti tudo, mirei e remirei e, curiosamente, a peça que mais me agradara, o vestido, foi o que maior hesitação me causou.
Já o pendurei no roupeiro, mas ainda não estou absolutamente convencida e, como todas sabemos, em caso de dúvida, recusa-se.
Oh! dúvida cruel! Tão lindo, tão alegre no cabide e , no corpo, não brilha como prometia.
Lembrei-me de umas sandálias que trouxe do Brasil em azul turquesa que podem muito bem ser a cereja no topo do bolo que está em falta.

Sandálias azul turquesa

Estou dividida!
Estou divertida com este dilema infantil!
Estes sapatinhos verde-água, em camurça, muito retro, muito vintage, podem também ser uma opção a favor do vestido.
Não garanto nada, por enquanto.


Já as bermudas e a saia são perfeitas, não têm mas.

Um amigo meu, muito inteligente, muito sereno, muito compreensivo e muito bem casado com uma amiga, grande colega nestas batalhas das compras, comenta com doçura, ele que usa, calmamente, uma meia de cada cor:
--É uma doença , uma dependência como outra qualquer!  (Aqui, devo esclarecer, que ele é médico)
A euforia é momentânea, produzida pela circulação de adrenalina no sangue, explica o douto clínico. Quando cessa o seu efeito, não podem evitar uma nova compra!

Como se engana! 
Isto de compras exige traquejo, ponderação, mestrado e doutoramento, para não acabar com um armário cheio de nada.
E, quando se acerta, o bem-estar perdura, renova-se em cada nova combinação, transforma-se em estilo que exige actualização para fugir do clássico que é bom apenas para museu..

Aqui, neste shopping virtual, tenho realizado grandes acções de formação, ministradas por autênticas catedráticas na matéria.
Quem, como eu estiver na disposição de aprender desde ponto de cruz, tricot, crochet e culinária, passando pela maquillagem e terminando na moda, pode evoluir sempre, crescer  como ser humano, investir na aprendizagem, abrir-se para compartilhar saberes e, fugir aos clichés que arrumam as mulheres em prateleiras estanques.
Grande Internet!
Além de incentivar silhuetas elegantes, muscula-nos a mente.
Sortudas, nós as que vivemos neste tempo!

Beijos,
Nina

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Nada como um dia atrás do outro ...

A neura com que ontem me rebolei, porque no fundo devia estar a gostar... (o nosso terrível lado masoquista, não perde uma oportunidade de se empanzinar), passou, passou mesmo. 



Esta manhã acordei cansada das grandes batalhas inconscientes que, seguramente, travei ao longo das horas, com frio, porque o Verão que não era mais que promessa, já se foi, vendo ameaça de chuva no céu carregado, mas viva, fula com este clima miserável, ensonada, mas viva, não apática, atordoada, fora deste mundo, como me dera ao luxo de estar na véspera.
O que é um enormíssimo desperdício.
É , atrevo-me a afirmar, PECADO.
A vida é curta de mais para ser desperdiçada, assim, tolamente, por insignificâncias.
Eu, com todos os enormes defeitos que tenho, afirmo, categoricamente, que não sou invejosa, naquele sentido rasteiro e pequenino, de ficar mal face às posses, propriedades e valores materiais dos outros.
Não, não sou minimamente invejosa, embora tenha objetivos, metas a atingir, ambições a concretizar.
Mas, se agora tenho  1000 e possibilidades correspondentes de concretizações, quando apenas tinha 10, era igualmente feliz, apenas porque não ambiciono o que não está ao meu alcance.
Num pormenor, contudo, devo admitir que sou invejosa...
- Sou invejosa de quem consegue desligar das chatices!
- Sou muito invejosa de quem consegue colocar os acontecimentos em perspetiva, isto é, sabendo que tudo passa, não abraçando os problemas!
- Sou muitíssimo invejosa de quem não se leva a sério, ciente  da nossa própria pequenez e transitoriedade face à imensidão do universo!
Mas eu ainda chego lá, à autoconsciencialização da minha dimensão de formiga ( que digo eu?...), de célula cósmica.
Portanto e recapitulando, quando me dá, dá-me forte, mas, obrigada Meu Deus!, passa-me rápido.

Assim, esta manhã, a chuva ameaçava e voltei a desempacotar as botas:



E ala que se faz tarde, porque se vejo aprovação nos olhos dos outros, espanto os farrapos de neura que teimam em persistir.
E vi.

Preparei um opíparo almoço que vai aparecer, daqui a pouco, na Cozinha da Nina, e, na hora acordada, eu  e a amiga convocada rumamos ao shopping.

Em plenas férias da Páscoa, o movimento triplicado lá estava.
Mesmo assim, compramos umas coisinhas para o Verão que tarda, mas não falha:




Ainda não experimentei nada, dada a possibilidade  de vestir em casa e devolver se não agradar, mas, assim à primeira vista, parece-me muito remota a hipótese de devolução.

Uma vez experimentados, submeter-me-ei, humildemente, ao vosso julgamento.

Beijos,
Nina

Dona-de-casa desesperada





Foi como me senti hoje, dia cinzento, com surtos de chuva a ameaçar trovoada.
Não sei bem como tudo aconteceu , e a rotina  até estava simplificada com a caminhada matinal impossibilitada pelo mau tempo.
O que sei, fazendo o balanço diário, agora que já é amanhã, é que senti uma pesada nuvem preta pairando sobre a minha cabeça, manietando-me as decisões e a disposição.
Deve ser porque sou, apenas, gente, e, de quando em quando, não funciono.
Só agora, e já passa da meia.noite, é que me sentei para deixar um registo mínimo do dia em que me apeteceu afastar-me , tirar férias.
Como as tempestades na sua absoluta inevitabilidade, estes momentos vêm e vão sem deixar rasto.
É bem possível que o dia, amanhã, nasça bêbado de luz e de sol e que eu seja novamente guerreira para todas as batalhas.
À cautela, combinei com uma amiga do coração uma investida para me inteirar das novidades, porque isto, como dizia o outro, para grandes males, grandes remédios e uma voltinha pelas lojas, com direito a lanche e a pôr a conversa em dia é, garantidamente, terapia de choque que, JAMAIS, me deixou ficar mal.

Escusado será dizer que, se houver compras fabulosas, mostrarei para inspirar as meninas.

Beijos
Nina

segunda-feira, 18 de abril de 2011

TERMINEI !!!




A manta iniciada há dois meses foi hoje concluída.
As cores resultaram, no conjunto da decoração do quarto, exatamente como eu imaginara, jogando muito bem com as paredes em bege, os cortinados da mesma cor e os tapetes numa gama de tijolo, verde e castanho, bem como os abat-jours dos candeeiros de mesa.
Felizmente terminei, porque, com o calor que se faz sentir, tornava-se penoso trabalhar numa peça enorme, envolvendo-me as pernas, com efeito geral de sauna.
Via-me perante o dilema de destilar de calor ou guardar a manta inacabada, até ao próximo Outono.
Do que conhecem de mim, facilmente concluirão que a segunda possibilidade era, para a minha pessoa e respetiva fixação pela arrumação, uma violência.
Afinal, tudo acabou bem, como comprova o documento anexo.


Estou mesmo feliz!

Beijos,
Nina

domingo, 17 de abril de 2011

Domingo, tarde de jardinagem !



Parece que estamos em pleno Verão, sol quente, temperatura agradável, praia muito povoada.
Só que a metereologia garante que era bom, mas acabou. 
A partir de amanhã, semana de férias da Páscoa, a temperatura vai descer, a chuva cair, acompanhada, quiçá, por trovoadas e o sonho de que iludíramos o "Abril, águas mil..." não passou disso mesmo, de um sonho.
Por isso, qual experiente agricultora, tratei de antecipar as tarefas que a chuva impossibilitará:
Cortar os talos dos bolbos que floresceram, e entretanto morreram, os narcisos e as íris.


Preparar duas floreiras para receberem os "pés" de tomate coração de boi,  que ontem comprei por 5 € na Feira de Cerveira ( deveria ser uma dúzia, mas o vendedor simpatizou com a freguesa e acrescentou mais um pézinho)  foi a tarefa seguinte.
Nestas floreiras tinham, anteriormente crescido pés de alface de variadas espécies, provenientes do mesmo fornecedor, que se revelaram um verdadeiro êxito.
Entretanto, li umas coisas sobre hortas e percebi a vantagem de enriquecer o terreno.
Então, retirei  ( com ajuda, confesso, com muita ajuda...) parte da terra, juntei uma camada de cascas de ovos, cascas de fruta e borra de café, voltei a cobrir com a terra velha, completando com uma camada de terra nova.
Hoje, foi só meter os tomateiros:


Há semanas atrás, comprei três estacas de Kiwi,  já que esta planta exige variedade fêmea e macho para frutificar.
Uma das estacas está, decididamente a desenvolver-se, enquanto as duas restantes não me deixam muito animada.
Mesmo assim estaquei-as e vou observar atentamente os capítulos seguintes, até porque, sempre ouvi dizer que as plantas retribuem a atenção que recebem, com flores e frutos.


Não será, portanto, por falta de mimos.

Não posso deixar de mostrar o estado de graça e de festa das minhas duas macieiras:




Como incentivo e merecido prémio receberam uma dose de adubo e uma rega sem restrições.



Esta brincadeira ocupou-me por 2 horas e, como brinde, ainda fiquei com uma forte dor nas costas.
Tudo por uma boa causa!

Beijos,
Nina