quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Miminhinhos da Maria Filomena


Chegaram hoje estes miminhos da Maria Filomena, em resultado do sorteio que realizou, por ocasião do aniversário do seu maravilhoso blog, e no qual fui vencedora.
Vejam que delícia:


Um embrulho de retalhinhos de tecidos, cada um mais lindo que o outro.
Um biscornus, com um delicado bordado em ponto de cruz.
Um esquema , também em ponto de cruz, para bordar uma almofada cujo motivo é o azulejo português, da autoria da Maria Filomena..
A revista NOVIDADES, repleta de motivos inspiradores.
Um conjunto de meadas para que possa iniciar um trabalhinho.
Por fim, e não menos importante, recebi uma carta carinhosa da Meninha ( prefiro Meninha a Filó...),
que muito me enterneceu


Estes são os retalhos sobrepostos.
A Meninha desafia-me a apresentar trabalho.
Prometo que o farei.
A sensação de receber este presente foi incrível.
Vou envolver-me.
Vou promover.
E, ainda que não ganhe, fazer parte desta comunidade é, em si, prémio suficiente.

Beijo
Nina

Sorteio de aniversário

Até 11 de Novembro no http://cantinhodavovojenny.blogspot.com/, decorre um sorteio aberto a todos os interessados, incluindo nós, portugueses.

Ora como me encontro em maré de sorte, (acabo de ser a feliz contemplada no sorteio realizado pela Maria Filomena!!!), vou, naturalmente, inscrever-me neste, da Vovó Jenny, que gere um interessantíssimo blog que sigo assiduamente.

Vão lá conferir.
As regras são simples e o prémio apetecível.

Eu vou concorrer.

Beijo
Nina

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Primeiro,

foi na Burda, que compro, religiosamente, todos os meses, com a convicção profunda de que, um dia, ainda vou saber costurar.
Concretamente, nesta cuja capa mostro, encontrei uma sugestão que muito me agradou.


Esta saia de malha, estampada com motivos étnicos.
Embora a combinação com a camisa de flanela em xadrês gigante não me" caísse no goto", a saia, oh! a saia, achei linda!

Logo a seguir, desfolhando a Elle francesa, reencontrei-a, em cores diferentes, é certo, mas inspirada no mesmo estilo, designada com "La jupe ethnique", voilá!
Foi então que os deuses da moda resolveram favorecer-me.
Sem que nada procurasse, em especial, entrei na multinacional C§A, cadeia que nem costumo frequentar e que considero até uma feira, no pior sentido da palavra.
Procurava, agora me lembro, uma T-shirt preta, básica, nada de especial.
Encontrei-a sem dificuldade e já me dirigia para a caixa, para pagar, quando, do nada, avisto esta beleza.

Num cabide, entre cabides, lá estava a que viria a ser "minha" saia étnica.
Em duas versões, com fundo preto e estampado cinza ou fundo castanho com estampado bege.

Lembrei-me deste cardigan cinza, que há várias estações repousa no fundo de uma gaveta.
Pareceu-me que esta era uma boa oportunidade para o usar.
Resultou assim!

Conjuguei a saia com a T-shirt preta.
Completei com um lenço de seda cinza.
Rematei com um cinto de cabedal preto.
E, para quebrar o ar enlutado, as botas vermelhas que, para aí há 7 anos habitam o meu armário, foram chamadas à cena.
Estamos em crise!
Falemos, pois, em preços.
A saia marcava 19€ e a T-shirt 5 ou 6, não estou segura.
A loja oferecia 25% de desconto sobre todas as compras.
Não chegou a 20€ o valor total da compra.

Se aprovaram, corram à C§A e façam um vistão, por pouco dinheiro.
Para não falar já no benefício a nível psicológico.
Uma comprinha é muito melhor antidepressivo do que o que se arranja na farmácia.

Beijos
Nina

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mimos!


De uma muito querida amiga, recebi estes mimos:


Feijão, cebolas, couves e um chouriço, tudo caseiro, tudo à prova de poluentes e tóxicos.

Marmelos dourados, maduros, perfumados que, em breve, se transformarão em compota que vestirá requeijão, à sobremesa e geleia que, ondulante, cobrirá torradas quentinhas, acolitadas por chá fumegante.

Maçãs que, verdadeiras, fogem ao controle da calibragem, uma de cada tamanho, todas libertas de normas comunitárias, sabem ao que se espera, a maçã e como elas, cheiram.

Toda a casa está perfumada.
Cheira à minha infância, quando maçãs e marmelos, recém colhidos, enchiam taças, alegres, garridos, com a brejeirice natural do autêntico, do verdadeiro, colhido e comido no tempo próprio, alheio a vôos transatlânticos e estufas que atrasam ou aceleram a maturação.
Um dia, tudo vai voltar a ser assim, espero...

Beijo
Nina

domingo, 30 de outubro de 2011

Na Feira de Cerveira,

... meu roteiro, de tantos e tantos sábados, é possível descobrir tesouros.




Refiro-me a este chapéu.
Mostrei-o no post "Decididamente ..." e confirmo que um detalhe faz toda a diferença e atualiza a mais banal indumentária.

Tem um ar retro, como se pretende,

para se conseguir um look atualíssimo.

pelo inacreditável preço de 10€!!!
Devemos ou não investir nas pechinchas?
Se, como é o caso, além de lindíssimas, têm um preço acessível, são tesouros irrecusáveis e, assim, com quase nada, se consegue um resultado muito feliz.

Não me canso de por a funcionar o sistema e, com a prática, adquiri uma espécie de olho de lince que, numa montanha de horrores, identifica a jóia perdida.

Oxalá este exemplo tenha sido inspirador, porque no clima depressivo em que vivemos, torna-se imperativo à desgraça fazer boa cara...
E há lá cenário mais motivador do que observarmos pessoas que não gastam loucuras ( como até há pouco nos incentivavam a fazer...), apresentando-se, mesmo assim, de uma forma muito agradável ?

Beijos
Nina

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Consumidoras do mundo, uni-vos!

É, se quiserem, um grito de guerra!
É, pelo menos, uma exortação a que defendâmos os  nossos interesses.

Depois do episódio das molduras que ontem relatei e que provocaram comentários do género, "Será que são de ouro?", senti uma enorme vontade de desenvolver este tema, mais pertinente que nunca, no contexto em que vivemos.

Falo de preços!

Tenho um amigo, cujo modo de vida está intimamente ligado à confeção e comercialização de roupas.
Trabalha, por exemplo, para a Zara e conhecedor dos custos, costuma comentar que o preço justo é o que pagamos na época dos saldos.
Antes desse momento, os artigos nas lojas encontram-se marcados com uma margem de lucro absurda.

Bem, eu gosto de compras, é verdade, mas não de todas as compras.
Irrita-me profundamente ser confrontada com um artigo em saldo, que, há pouco tempo atrás comprei pelo dobro do preço.
E esse dissabor já o experimentei várias vezes.

Daí que, mudei!

Tirando um outro produto de preço acessível, de uma modernidade que ameaça não ser usável na estação seguinte, só compro em saldos!
Melhor, ainda muito melhor que esperar pelos saldos é visitar Outlets.
Aí, sim, aí vale a pena comprar.
É sempre incrivelmente vantajoso, mas, às vezes, ainda é mais.

Refiro-me aos saldos do próprio Outlet.
Duas vezes por ano, no final do inverno e, depois, no final do verão, os preços que já tinham uma descida de cerca de 50% em relação às lojas, sofrem nova e significativa redução.

Querem exemplos?


Estes sapatos, lindos, lindos, metade em pied de poule cinza e rosa, metade em verniz cinza...

custaram 9.90€

Quanto a estes, em dois tons de dourado,

com um indisfarçável ar Chanel, custaram 25€
Baixinhos, cómodos, elegantes, atualíssimos, adequados para saias curtas ou calças pelo tornozelo, são uma preciosidade.

Comprei-os no Outlet de Vila do Conde.
Para lá chegar, seguir pela A28 e sair na saída 13, para o Mindelo.
Fácil e genial!

Se precisam de presentes para o Natal, é a altura indicada para as compras, antes do pagamento do 13º mês (já sei, é só metade ou nem isso...).
Se, como eu , decretaram que "presentes só para as crianças!", esperem por janeiro e depois chamem-me exagerada se eu merecer a reprimenda.

Beijos
Nina

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ponto de cruz, dois quadrinhos!


Consegui, finalmente, a duras penas, concluir o bordado muito simples de dois quadrinhos.
Tenho a noção que o trabalho não está perfeito e que não me empolgou.
Porém, como não viro costas a desafios,  lá  os conclui.
O  seu destino está traçado.
Irão para a minha sala verde, onde reinam as plantas.

Depois de muito bem passadinhos, levei-os a uma loja com sucursais em todos os Shoppings, a MOLDURAMINUTO.
De peito feito, disse o que pretendia.

A menina que me atendeu, afável, deu-me sugestões, alternativas várias, até que encontrei a moldura ( muito, muito simples) que elegi, um retângulo de cartolina verde que circundaria o bordado e o vidro anti-reflexo que me pareceu adequado.

Pedi um orçamento, naturalmente, até porque os trabalhos são pagos antecipadamente.

"Muito bem, com certeza! -. respondeu a empregada.
São 70 €!"
Pasmada, incrédula, repeti:
"70€, dois quadrinhos???"
"- Não, 70€ cada um dos quadros!"

Ainda não consegui fechar a boca de espanto.
Os bordados estão ali, sobre um sofá, esperando tranquilamente uma solução.
Quanto a mim, repito, continuo de boca aberta perante o absurdo da situação.

Será que esta gente perdeu completamente a noção do dinheiro?
Poderia, agora, discorrer demagogicamente, sobre o ocorrido, mas não, não o farei de modo algum.
Confesso apenas que estou cansada deste tipo de ocorrência.



Primeiro plano de um dos bordados.

E aqui, o outro.

Não tenho a menor dúvida de que vou encaixilhá-los por uma fração do megalómano orçamento e, colocados na parede, faço questão de exibir o resultado.

Beijos
Nina