quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ganha fama ...

... e deita-te na cama, proclama a voz do povo, querendo com isso afirmar que a crítica deixa de ser isenta e objetiva, se condicionada por um êxito anterior estrondoso.
Aplica-se este raciocínio, como uma luva, ao escritor KEN FOLLETT, autor da admirável obra OS PILARES DA TERRA, cujo sucesso se deveu a um processo criativo de excelência, a uma investigação cuidada e a uma formatação admirável.
Quem não leu, deveria ler.

Outras obras se seguiram das quais acabei de ler o NOME DE CÓDIGO LEOPARDA.
Uma decepção.
Uma narração atabalhoada de um enredo previsível.
Muito pobre.
Vendendo, seguramente, milhões de exemplares.





Nesta fase do campeonato, não tenho paciência para batotas e perdas de tempo.
Quando leio, desisto no fim das primeiras páginas se me cheira a facilitismo.
E facilitismo é o que por aí não falta. Todo o bicho careta pode publicar livros que, por momentos, enfeitam vitrines e prateleiras de livrarias. Para dizer a verdade, ainda não percebi como funciona o negócio, dado que os editores, seguramente, que não perdem dinheiro
Considero, por isso, que, em caso de dúvida consistente, o meu tempo é muito melhor empregue se revisitar os clássicos que, a cada leitura, oferecem novos ângulos de deleite.
Fica o aviso.
Pena que não possa transmiti-lo ao autor, que, apesar do percalço desta obra, muito admiro.

Beijos
Nina


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Está um belo dia ...

...para jardinar!

Começo por mostrar um truque que utilizo diariamente para enriquecer a terra dos meus vasinhos.


Bebo chá verde ao pequeno almoço.
No fundo da chaleira, ficam as folhinhas.

Junto-lhes água e, com esta mistura, rego as minhas aromáticas.

Que crescem perpetuamente, apesar de serem, diariamente, colhidas.
Esta salsa surgiu do nada, não a semeei.
Presumo que foi uma vizinha que enviou sementes transportadas pelo vento.

Coentros!
Insubstituíveis quando a redução do sal é drástica.

Hortelã, salsa e coentros convivem num enorme vaso outrora ocupado por ciclámenes.

Rosmaninho.
Nos assados é insuperável.

Salsa e hortelã despontaram porque sim, sem ajuda.

É um ficus, um pobre e triste ficus, quase moribundo, que hoje mudou de ninho.

No fundo do novo vaso, recebeu uma cama de cascas de fruta.
E agora, pleno de luz e espaço, vai desabrochar como é devido.

Este e

este, suplicavam por cuidados urgentes, por espaço, luz e nutrientes.
Foram também mudados.


E, agora, com todas as exigências garantidas, vão, por certo, crescer.

Num local sombrio, cemitério para várias plantinhas, apostei nesta variedade que já provou dar-se bem com a sombra.

Por uns tempos, serão requeridos cuidados mínimos.
Novas operações desta envergadura, só lá para o ano.

Beijos
Nina

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Descendentes






Esta senhor protagoniza a história, uma história de afetos.
Gostei muito, do enredo, do desempenho, dos espaços, dos conflitos.
Tudo gira à volta de um desastre súbito que mergulha num estado de coma irreversível a mulher do ator.

Quando tudo parece perfeito, a vida encarrega-se de, num sopro, fazer desmoronar os alicerces de uma sólida família. É o lado perecível da vida, com toda a sua brutalidade.

Segue-se a gestão de conflitos, só por si latentes, no relacionamento de um pai ausente , com as filhas indomáveis. E sempre, sempre, a serenidade  e candura de Clooney a levar a melhor, contornando provocações e provações, mesmo quando, encostado às cordas, reage com uma tranquilidade que roça a santidade, num exercício de auto-crítica sumamente honesto.

Quem não gostar de Clooney, passará a reverenciar a sua personagem ( refiro-me, às mulheres, bem entendido).

O espaço é lindo, exótico , no Hawai como pano de fundo e com interiores simplesmente maravilhosos.
A grande frase do protagonista, perdura na memória:

" Adeus, meu amor, minha amiga, minha dor, minha alegria".

Não pude evitar as lágrimas.

Beijos,
Nina

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Desenho animado


Desenho de 1950 -  Uma joia de memória. 


 Atendendo a uma solicitação do governo americano, que visava uma politica de aproximação com o Brasil, Walt Disney fez esse e outros desenhos animados. 
Era época do final da Segunda Guerra Mundial, e o governo americano temia que o Brasil se tornasse um país comunista.

Clique abaixo no link do Youtube.

http://www.youtube.com/watch_popup?v=_mQHr8bAojU&vq=small

Essa maravilha foi criada nos anos 50, inteiramente a mão, sem computadores, efeitos digitais ou recursos mágicos do cinema de hoje.
Vale a pena "perder " 5 minutos!
Beijo
Nina

domingo, 22 de janeiro de 2012

Para esclarecer ...

... quem não sabe do que falo quando falo em CHILA, aqui estão elas, as remanescentes, que, na garagem aguardam a sua vez para brilharem.
Para quem quiser tomar conhecimento de todo procedimento, encontra-o aqui! 






Dissipadas as dúvidas (espero ...), encontrei ontem, num restaurante, aqui , no Porto, estes apontamentos decorativos de muito bom gosto.
O casal é da autoria da célebre oleira, Rosa Ramalho.
Ao lado, dois candeeiros de petróleo que, à noite, iluminavam as casa, quando a eletricidade era apenas uma miragem.


No peitoril de uma janela, vestida com cortinas de linho, rematadas com uma renda em croche, esta balança velhinha funciona agora como castiçal.

Hoje, domingo, costurei as duas derradeiras almofadas.
Derradeiras, mesmo, visto que os lugares capazes de as comportarem se esgotaram.
A partir de agora, se mais fizer, será para oferecer.

Esta, resulta, nitidamente, do aproveitamento de retalhos.
Em primeiro plano os meus quadradinhos de croche.

Apesar de, como confessei, a almofada ter nascido de aproveitamentos, parece-me GIRA!!!!

Esta é a segunda e, de novo, o aproveitamento de sobras.



Mostro, agora, uma mesa de jogo, muito antiga que, assim fechada, habita uma das paredes de um quarto.

Resolvi vesti-la com o caminho em croche que ontem descobri

O trabalho ganha relevo contra o fundo escuro do tampo da mesa.

E não é que gostei?
Conclusão:
-Há que atrever-se a quebrar regras e, principalmente, modas.

Beijos
Nina

sábado, 21 de janeiro de 2012

E o sábado quase a acabar!

Mas foi produtivo:
-Logo pela manhã enfrasquei o doce de chila, já completamente frio.
Duas abobrinhas deram esta quantidade:



O real aspeto, visto do alto!

Depois, com um casal de amigos, foi tempo de rumar a Cerveira.
Não fiz compras, mas ajudei a minha amiga a selecionar meia dúzia de artigos.
Na praça ptrincipal, local de encontro, enquanto esperava os compradores mais atrasados, fiz estas fotos que documentam o encanto desta terrinha minhota:


No alto da cruz de uma capela, uma gaivota descansa e observa...


Esta era a entrada da Pousada de D. Dinis que, de momento, se encontra encerrada para obras.

Aqui funciona a biblioteca.

Pelas mãos dos meus amigos, fomos almoçar a Espanha, do outro lado do rio Minho, a uma terrinha de nome Eiras, no restaurante O Lagar de Eiras.

É uma pequena casa rústica, perdida numa teia de caminhos que só o GPS vence


A vista é magnífica.
Ao fundo é Portugal.


À entrada, um pequeno bar espera os visitantes.


As janelas amplas são protegidas por estores de tecido guarnecido com aplicações de frutos e legumes

O resultado é, francamente, interessante

Num recanto, um velho guarda-louça guarnecido com rendas de crochet, alberga a louça.
Numa parede de granito, um relógio dá horas.


Numa lareira de pedra, crepita o fogo
 
Depois de uma belíssima refeição, veio o café, assim, numa cafeteira de esmalte, com saco suspenso, que completou uma muito agradável experiência.
Recomendo!

Beijos,
Nina


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Enquanto o doce de chila...



ganha ponto, trato de organizar o post de hoje, depois de ter respondido aos comentários (queridos) de ontem.
É coisa demorada, que exige tempo para cumprir as várias fases da sua preparação.


Aqui está ela, a chila, cozida e desfiada como convem.

O açúcar ferve até atingir ponto de espadana, sem pressa, no seu ritmo.

A chila, mergulha na calda borbulhante, impregnando-se no açúcar.

Devagarinho, fervilha, até que, cremosa e pronta, salte para os frascos onde permanecerá ( por pouco tempo, se a memória não me falha...)

Novas alterações.
 As mesmas almofadas desceram do quarto para a sala.

Se tivesse procurado propositadamente o tecido, não encontraria uma tão perfeita conjugação.

Nova descoberta de um trabalho antigo.
Deste não tinha memória.

Mas, uma vez que estou em maré de desenterrar tesouros, este caminho vai cobrir uma mesa onde se alinha uma coleção de pequenas caixas.
Claro que vou mostrar.

Beijos
Nina