quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Obrigada, Teresinha!



      Da querida amiga  Teresinha  recebi estes miminhos:


Chá verde dos Açores, o melhor!
"Chá da Gorreana ... aquele que não engana!"



Recebi ainda uma muda de capuchos, como chamam nos Açores à planta phisalys, cujos frutos são, atualmente, muito utilizados nas sobremesas gourmet.

Soltos, vinham vários que já comi, pois adoro o seu sabor ligeiramente ácido.

Mas o que eu realmente amo, são as pontes criadas, sem esforço, apenas por real empatia, aqui, nesta realidade virtual.

Beijos
Nina

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Com cupões, talões, promoções e ...

outras complicações, fui às compras. Infelizmente destas não gosto. São as compras do supermercado.
Acontece que, do Continente, recebi uns talões de desconto que, desta vez, resolvi aplicar.
Digo, desta vez, porque, normalmente, acabam no lixo, seja porque a data de validade caduca, seja porque os produtos em promoção não me interessam.
Desta vez, repito, munida de cartão de cliente Continente e de talões que prometiam uma redução de 50% nos produtos anunciados, lá fui.

Carne de porco picada, salmão em posta, tomate e papel higiénico constituiam as compras  que queria efetuar.

Essas e apenas essas!

Vi, há tempos, um programa numa estação por cabo, que se desenrolava na América.
Lá, vivem as campeãs dos talões de desconto e era vê-las na caixa registadora, arrastando vários carrinhos de compras, cuja soma dos produtos ascendia a milhares de dólares.
Dólares, esses, que as compradoras não possuiam.
Feito o registo e a soma dos valores em dívida, eram entregues os cupões de desconto e, então, acontecia o milagre:
Os 3 000 dólares viam-se reduzidos a 10!

Magia pura!

Eu, que sou como sou, não resisto a um desafio tão sedutor!
E voltemos, portanto, às minhas compras.


Total - 103.78€




Paguei, efetivamente os 103€, porém, a partir de hoje, posso fazer compras no valor de quase 50€, usando o saldo em cartão.

Admito que não é uma operação tão espetacular como a que testemunhei na TV, mas não deixa de ser espantoso.

A carne de porco e o salmão, estão congelados, esperando oportunidade para serem utilizados.
O papel higiénico encontra-se armazenado e com os cerca de 10Kg de tomate, fiz molho que será guardado em frascos e posteriormente congelado.


Ei-los, enquanto esperam ser transformados em molho.
Se forem à minha cozinha, estão lá, num puré apetitoso.

Consumidoras do mundo, uni-vos!

Beijos
Nina

domingo, 29 de janeiro de 2012

O domingo voou ...

... e entre uma costura começada, mas inacabada por falta de linhas, uma passeata pelos caminhos dos blogs amigos, a resposta aos comentários e a organização de papelada urgente que, da porta do frigoríficico,  me olhava acusadoramente, o domingo sumiu.
Onde está o meu domingo, o dia de todos os lazeres, de todos os vagares?
Quem manda ser tão espantada, tão interessada em tudo,  tão entusiasta face aos desafios?
Tédio?
Não conheço, nunca encontrei, jamais me foi apresentado. 

Por uns momentos, livre, enquanto não janto, corri aqui só para dizer olá!
Encontrei estas fotos que esperavam vez para serem postadas.
Dizem-me muito.
Falam-me de há muitos anos atrás, não sei quantos, quando, espantada, curiosa, entusiasta ( já avisei...), copiei de uma velha, muito velha, revista de lavores, esta renda de filé.
O bordado é muito amador, muito de principiante, porque, mais do que em qualquer outra arte, o bordado, diz quem sabe, exige treino, treino diário, rigor e perseverança.


No conjunto, o resultado é bonito, gosta-se dele se, repito, não atentarmos no rigor dos pontos.
O croché, esse, parece-me perfeito.

Também aqui a perfeição se mede pela repetição.

Faço notar a arrogância da principiante que ousou invadir o seleto, restrito, exclusivo mundo do crivo.

Não que seja incontornável o meu gosto por lençóis brancos, não!
Nem tal seria de esperar de quem como eu se entusiasma com a novidade, arriscando opções que podem, no final ser desastrosas.
Aliás coleciono desastres, no que no capítulo das manualidades diz respeito.
Felizmente, sou dura na queda e não é um qualquer fracasso que me derruba.

Para dizer a verdade, não me arrependo desta ousadia.
Assim se cresce.

Beijos
Nina

sábado, 28 de janeiro de 2012

Vamos à Feira de Cerveira?

Fui!
Com um dia de sol resplandecente brilhando num céu azul profundo, desconfiei.
Saí para o terraço e, como uma lâmina, a aragem gelada cortava.
Boa oportunidade para o meu vestido verde pistachio ( que eu própria tricotei, diga-se de passagem...), sair do cabide, já que, dado o material de que é feito, aquece como um forno, só podendo ser usado em dias mesmo muito frios.



A gola alta, não deixa nem 1 cm de pele descoberta, enquanto que o corpo entrançado, se cola como uma luva, macia, mas muito quente.
A borboleta é funcional, mais que decorativa.
Destina-se a afastar, um nadinha que seja, a gola do meu pescoço.

Na cinta, umas carreiras em canelado, ajustam-no, na perfeição, enquanto que a saia se expande levemente num padrão que sugere folhas.

Este vestido foi a minha coroa de glória e gosto muito dele.
Fi-lo sem seguir qualquer modelo, por isso, posso garantir a sua originalidade.
No ano passado, em Fevereiro, quando iniciei esta viagem na blogosfera, mostrei-o.
Daí até hoje, nunca mais o tinha vestido.

Na estação de serviço onde parei para o café matinal, fiz esta foto...

...e ainda esta.

Só ainda não repeti a aventura de tricotar mais vestidos, porque, na realidade, lhes dou pouco uso para o trabalho que requerem.
Mas, na minha opinião, continuam a ser peças muito lindas e muito femininas.

Mas vamos, então às compras.

Este paninho é uma delícia embora não saiba ainda qual o destino que o espera.
Adoro a imagem das galinhas e de todos os bichos de penas.

Quanto a estas risquinhas, têm já o destino traçado que, a seu tempo, divulgarei.

E que dizer desta beleza, um pedaço de campo de flores em forma de pano?
Adoro.
Projetos?
Não tenho.

Finalmente, um monte de renda, ou direi melhor, um monte de espuma?
É tão ingénua, tão suave, tão doce, que rematará com chave de ouro qualquer trabalhinho.

Ah! Não encontrei o inglês. Uma pena!
A senhora que me vende os tecidos, hoje arriscou um diagnóstico que muito me envaideceu:

- Já sei que é ESTILISTA!!! ( afirmou em relação à minha humilde pessoa)

Por momentos hesitei, tentada a deixá-la no erro que me promovia.
Porém, a minha natureza, traiu-me e esclareci-a com um "Longe disso... começo a aprender a costurar!"
No seu rosto, juro, li alguma incredulidade.
Fiquei feliz.

Beijos
Nina

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um espetáculo maravilhoso...

... da mãe natureza.

Há momentos para tudo, momentos para sair, para brincar, para conviver e há os outros, quando paramos e olhamos para dentro de nós.
Nos momentos que se seguem, contemplem o espetáculo deslumbrante que se desenrola diante dos nossos olhos desatentos.
Depois de uma pausa, fujam do mundo e, em silêncio, olhem-se, vejam a imensa sorte que é estar vivo.

Vejam, AQUI!

Beijos,
Nina

Entrar na Zara Home,

é uma viagem por um mundo pequenino onde tudo é lindo, perfeito, luminoso e perfumado.
É um mundo de bom gosto, onde nada se coloca ao acaso ou por acaso, embora nela, a rígida disciplina dos modelos pré-fabricados esteja ausente.
Existe uma ordem que não escraviza que permite ao rosa brincar com o roxo ou, num capricho romântico, dar as mãos às cores pastel.
Entro mais para admirar do que para comprar.
Entro para me inspirar.
Entro para roubar ideias.



Mais uma almofada.
Branquinha, linda!
Fácil, fácil de reproduzir.
Uma agulha, um novelo de algodão e começamos a roda.
Pelo centro, por favor, sempre à roda, sempre a crescer.
Paramos quando a vontade o mandar.

Rosa-Choque, vivo, fogoso, alegre.
Pequenas estrelinhas de todas as cores.
A ligá-las o rosa que se sobrepõe a um forro da mesma cor.
E nasce outra almofada.

Nesta canta um passarinho, no telhado empoleirado.
Casas e casinhas de flores.
Árvores aos quadradinhos.
Receita para o sonho.

Só cores pastel, definitivamente.
Nasce uma manta que embalará o sono e o sonho de um bebé.
Com as linhas se criam mensagens, se apaziguam ânsias, se alimenta a serenidade.

Beijos
Nina

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ganha fama ...

... e deita-te na cama, proclama a voz do povo, querendo com isso afirmar que a crítica deixa de ser isenta e objetiva, se condicionada por um êxito anterior estrondoso.
Aplica-se este raciocínio, como uma luva, ao escritor KEN FOLLETT, autor da admirável obra OS PILARES DA TERRA, cujo sucesso se deveu a um processo criativo de excelência, a uma investigação cuidada e a uma formatação admirável.
Quem não leu, deveria ler.

Outras obras se seguiram das quais acabei de ler o NOME DE CÓDIGO LEOPARDA.
Uma decepção.
Uma narração atabalhoada de um enredo previsível.
Muito pobre.
Vendendo, seguramente, milhões de exemplares.





Nesta fase do campeonato, não tenho paciência para batotas e perdas de tempo.
Quando leio, desisto no fim das primeiras páginas se me cheira a facilitismo.
E facilitismo é o que por aí não falta. Todo o bicho careta pode publicar livros que, por momentos, enfeitam vitrines e prateleiras de livrarias. Para dizer a verdade, ainda não percebi como funciona o negócio, dado que os editores, seguramente, que não perdem dinheiro
Considero, por isso, que, em caso de dúvida consistente, o meu tempo é muito melhor empregue se revisitar os clássicos que, a cada leitura, oferecem novos ângulos de deleite.
Fica o aviso.
Pena que não possa transmiti-lo ao autor, que, apesar do percalço desta obra, muito admiro.

Beijos
Nina