sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Este ...

... foi um caso típico de amor à primeira vista, diria mesmo, de paixão.
Encontrei esta lã, tentadoramente exposta , na secção de Merceria do Corte Inglês.
Fofa, linda, valsando nos matizes do roxo e do lilás, com uma textura de finos e grossos, que exigiam agulhas número 10.


O fio, já de si espetacularmente vistoso, dispensava enfeites.
Era só tricotá-lo a direito, sem cavas, sem golas, sem canelados.

Resultou numa camisola quase túnica, quente, confortável, mas, impossível de vestir sob um  casaco.
Por isso, permaneceu numa gaveta, esperando nem eu sei bem o quê.

Afinal era isto, um colete sem mangas, em pele tricotada.

Protege do frio sem me manietar.
As calças, essas, são antiguinhas, trazidas da Alemanha e, agora que decidi não fazer compras, saíram da caixa das antiguidades.

Afastada do pescoço q,b., é de um conforto total.

Engraçado é esta espécie de medalhão suspensa num fio de couro.

Aberto, mostra um creme hidratante para os lábios, mais que eficaz nestes dias gélidos.

Neste close up é bem visível a estrutura da malha.
Faz-se num abrir e fechar de olhos, sendo o resultado o que mostrei.

Beijos
Nina

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Individuais

Tudo rosa, rosa bebé, rosa bombom, assim decidi que vestiria a mesa.
São quatro individuais.




Com duas faces, sempre em rosa.
No meio, manta térmica.

Combinando com a toalha em patchwork que já mostrei 
                                                                             aqui!


Os jacintos rosa acordaram, iluminando a casa e perfumando todo o ambiente.
Os pratos são da Zara Home.
Comprei apenas os de sopa e os de sobremesa para combinarem com os de louça bege, num encontro romântico.

O copo rosa veio, igualmente da Zara home.
Num dia de sol, a mesa assim composta ganha ares de festa, aconchega os comensais no seu abraço pastel, suave.

Com um mínimo de investimento, transforma-se a hora das refeições num momento especial, caloroso e apaziguante.
Apetece vir, sentar e almoçar.
Acho que o encontro entre quem se gosta deve conter sinais exteriores de carinho.
E estes custam tão pouco, custam quase nada.
E funciona!.
Este conjunto destina-se a uma amiga querida.
Garanto que o prazer de oferecer compensa largamente o trabalho que tive em confeccioná-lo.

Oxalá lhe agrade.

Beijo
Nina

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Almofadas, ainda mais almofadas ...

O lençol vermelho brilha agora  na companhia das almofadas a condizer.
 Acontece que, uma coisa leva a outra e deu-me para achar que o conjunto não estava completo.
Vai daí, pus mãos à obra e dei à luz mais duas almofadas.

Agora sim, o conjunto agrada-me.
Com dois tecidos a preto e branco e dois em vermelho e branco, compus estas gracinhas.

A parte de trás é igual nas duas, este algodãozinho que me custou 3 €.

Nesta, apliquei um restinho da renda vermelha que enfeita o lençol e as duas primeiras almofadas.

Esta brinca com as risquinhas e os quadradinhos.
As duas últimas, receberam na face superior, manta térmica e forro, que lhes garante um ar fofo.
Esta sanduíche , foi pespontada em todas as costuras, conseguindo, assim, um apontamento de patchwork.
A grande conquista foi ser capaz de, a duras penas,  aplicar o zipper.
Face a esta conquista, fervilham, na minha cabeça, montes de possíveis futuras almofadas, o que se aproxima, perigosamente, de uma  ideia fixa.
Há, portanto, que diversificar.

Beijos
Nina

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

5 graus, céu azul, sol brilhando ...

... assim estamos.
Este post destina-se, especialmente, às meninas e aos meninos que, no Brasil, por estes dias, derretem de calor.


Na margem esquerda do rio Douro, em Vila Nova de Gaia, com o Porto velho, do outro lado, espreguiçando-se ao sol, o vento seco e gélido, vindo de Espanha, corta.

Os próprios barcos que, diariamente, realizam o cruzeiro das pontes, estão parados, por falta de passageiros.

Em frente ao D. Tonho, o restaurante em vidro, que se debruça sobre o Douro e, aos caminhantes, proporciona esta perspectiva estranha.

Na Ribeira do Porto, junto à muralha e aos arcos medievais, quase desertos, que o frio aconselha resguardo.

O bar do Peter's, o lendário bar do Peter's que nos Açores, no Faial, serve os melhores gin tónicos do mundo, abriu aqui uma sucursal.
O dia está lindo, luminoso e enganadoramente convidativo para um passeio a pé.
O de hoje foi de metros, não de quilómetros como costuma ser.
Impossível enfrentar o frio de peito aberto.

Beijos
Nina

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Num abrir e fechar de olhos ...

Foz do Douro.
Esta foto foi tirada há precisamente um ano!
.


... um ano passou.
Há, exatamente, 365 dias atrás, publiquei o meu primeiro post, porque sim, porque me apeteceu, sem prever como se desenrolaria a aventura.

Viajava,até então, silenciosamente pelo mundo dos blogues e, quando quis intervir com comentários, fui obrigada a seguir o procedimento habitual de registo e abertura de conta.
Fi-lo em Dezembro, mas só em Fevereiro, no dia 12 publiquei o meu primeiro texto.
A esse primeiro, mais de 300 se seguiram.
Para eles recebi  5 891 comentários, não deixando, conscientemente, nenhum sem resposta.
O meu perfil foi visualizado por 9 983 pessoas e as páginas visualizadas atingiram o número de 51 547.

Tendo desdobrado o blogue inicial em dois, criando, por uma questão de arrumação, uma secção exclusivamente dedicada à culinária, registo, neste momento, em cada um deles os seguintes seguidores:
O meu pensamento viaja, 484
Na cozinha da Nina, 196.

São apenas números, bem sei, mas que refletem muitas horas de dedicação e imenso prazer com um feed back que jamais pensei atingir.

Depois, o que acontece é que, quantos mais comentários chegam, mais assuntos aparecem para publicar, numa interacção que não se esgota.
Dá trabalho,sim, mas dá alegrias inesperadas, desafios que nunca pensei abraçar (Oh! p'ra mim a costurar!) e, acima de tudo, dá origem a uma cadeia de amizades que não permite nunca que nos sintamos sós.

Telefonei, no início da tarde a uma amiga, uma grande amiga, que não vejo há 7 anos, por motivos que não importa referir.
Telefonei-lhe, repito, para marcar um encontro para amanhã, coisa rápida, dar um muito grande, muito forte abraço, tomar um café e conversar um pouquinho.
Quando lhe telefonei percebi a sua imensa e genuína alegria, por me ouvir, por me rever amanhã, mas também porque " o fim de semana é muito grande, muito solitário!", segundo as suas próprias palavras.
Esta minha amiga está divorciada há anos, é mãe de 3 filhos adultos e com vida própria e sei que, neste momento, está só, no que diz respeito à esfera de afetos.

Se depende tão intensamente de um par para que o fim de semana não lhe pese, parece-me sinal de uma grande debilidade e parece-me excessivo conjeturar que a sua própria felicidade é da responsabilidade de uma segunda pessoa e não dela própria.

Agora que nos reencontramos não faltarão oportunidades de falarmos sobre o assunto.
De uma coisa tenho a certeza:
Num qualquer momento, dir-lhe-ei:
- Amiga, inicia um blog!

A todos os que me seguem, me enviam comentários, ou apenas me lêem esporadicamente, devo  um profundo agradecimento, pelos minutos das suas vidas que gastam comigo, pelos incentivos que me dirigem, pelo carinho com que me acolhem e que nada tem de virtual.

Beijos
Nina

No mundo verde ...

movimento-me com razoável desenvoltura, excepto num detalhe.
Não me entendo com bonsais.
Já matei vários, afogando-os em regas excessivas que alternei com secas prolongadas, num esquizofrénico jogo de (in)decisões que sempre acabaram mal.
Para quem, como eu, tem a petulância de se assumir com "dedo verde", estes fracassos deixam-me perplexa e estranhamente desinibida.
-A culpa é deles, tem que ser deles, seres estranhos que requerem atenções inalcançáveis.
Mas, como acho piada àquela amostra de árvore, acabo por aceitar a sua volatilidade e, por isso, insisto .
Já cá tenho outro.
 Um ficus anão que trouxe de Espanha, há um mês.
A primeira manifestação de hostilidade por parte da criatura foi largar, uma  a uma todas as folhas.
e, da noite para o dia, à sua volta formou-se um  minúsculo tapete de folhas secas.
Foi o primeiro aviso de que o calvário se repetiria.




Calmamente, como quem aceita um inelutável destino pré-definido, mudei-o de  poiso e saltou para a cozinha.
Aí, num ambiente naturalmente humedecido pareceu revigorar.
Gostei.

Comecei, então, a terapêutica do borrifo.
Todos os dias a extravagante criatura era sujeita a  duas ou três sessões de borrifo.
E, para meu espanto, a moribunda reagiu.
Pequenas folhinhas verdes começaram a despontar nos caules despidos.
Será esse o segredo?
Tão simples e tão bem guardado...
Há que borrifá-los.
Será que descobri, por puro acaso, o segredo, se não da vida eterna, da longevidade dos bonsais?
Perante o ar prometedoramente saudável, já arrisco umas fugazes estadias na sala, onde, se exibe, vaidoso.




Entretanto, comprei mais jacintos.
Não lhes resisti.
Prometem flores rosa e encontram-se bem mais desenvolvidos que os irmãozinhos ontem regatados.

Em grupo, espreitam numa janela ensolarada.
Prometem delícias ...




... desafiados pelas orquídeas que já floriram, vaidosas ...

...enquanto outras começam a despontar.


Será uma vigilância diária atenta.
Palpita-me que dentro de dias se consumará a festa.
Teremos flores , muitas cores, muitos odores.

Beijos
Nina

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Este poente ...

 ... não engana.
Amanhã, teremos novamente um dia de sol, gelado.
É um tempo lindo, embora a falta de chuva comece a fazer-se sentir na agricultura.


O céu vermelho, o mar parado, ao fundo e, em primeiro plano as árvores que quase entram pelas minhas janelas.

A noite aproxima-se e a temperatura desce vertiginosamente.
Apetece casa, lareira, jantar tranquilo, um vinhozinho e um filme na TV.
Com este conforto, não resisto. Ou me ocupo ou caio no sono.

Assim, ontem, com um pouco de lã e uma lata de cogumelos vazia, fiz esta gracinha.

Na minha mesa, guarda tubos de cola e nunca a cola se sentiu tão bem instalada.

Entretanto, esta tarde, descobri no cimo de um armário bem alto, daqueles a que só limpamos o pó quando o rei faz anos, esta preciosidade:
Três bolbos de Jacinto que lá esperavam, esquecidos, quietinhos, desde o último Inverno, a hora de renascer.
Sem cuidados, sem água, sem nutrientes, decidiram que chegada era a hora de acordar da letargia de um ano.
É a renovação da natureza em toda a sua pujança.
Fiquei feliz, tão feliz como se houvesse descoberto um tesouro.

Quase os beijei, como quem beija um recém-nascido.
Peguei-lhes com carinho, reguei-os e coloquei-os junto a uma janela virada a sul.
Vão explodir em cor e aroma, garanto.
Por isso, estarei atenta e documentarei o seu desenvolvimento.

Continuando as voltas pela casa, achei, no fundo de uma gaveta, esta lindeza:

Tem mais de 100 anos, pelas contas feitas, atendendo às gerações passadas.
É um linho finíssimo, rematado por uma renda de filé preciosa.

Nos topos, umas fiadas de ajour e nada mais.

Aqui e ali, uns buraquinhos revelam-lhe a idade avançada.
Nem sei como ainda não se desfez em pó.
Enquanto persiste, repousa sobre o tampo de uma papeleira.
Porque merece!

Beijos
Nina