sábado, 10 de março de 2012

Estou ...

... bem, mas completa e absolutamente impossibilitada de responder aos doces comentários e de postar mais do que meia dúzia de linhas.
Ainda assim, não resisti e espreitei por uma nesga da porta, este espaço que tanto me completa.

Logo, logo, estarei de volta, inteira, mergulhando de cabeça nesta nuvem de palavras, sentimentos, ideias, abraços, suspiros, confissões e projetos feitos realidade.
Logo, logo ...

Beijos, beijos,

Nina

quinta-feira, 8 de março de 2012

Quando...


... tecidos, linhas e agulhas eram materiais preciosos, nasceu o patchwork, tal como o conhecemos nos nossos dias.

Se recuarmos bastante mais para trás, encontramos indícios que, já os faraós no antigo Egipto usavam aplicações dessa técnica, então ainda incipiente, no seu vestuário.

Foi, contudo, na América recém colonizada que a prática ganhou estatuto de arte, tomando parte ativa nos rituais sociais.
 Assim, cada jovem casadoira, deveria produzir 12 colchas em patchwork, antes do casamento.
 Creio que seria uma espécie de garantia sobre os dotes de gestão doméstica da noiva que, com quase nada produzia maravilhas. 
Nesse contexto, era da praxe que a menina costurasse uma DOUBLE WEDDING RING, manta, em que dois anéis entrelaçados, sacralizavam o eminente enlace.

Curiosamente, assiste-se a uma explosão da técnica a quando o grande crash da bolsa americana, em 1929.

Conclusão:
-O patchwork é uma arte ancestral?
-É!
-Aparece associada a momentos de aperto económico?
-Aparece!
-É uma arte de miseráveis?
-JAMAIS!

É a atividade mais gloriosamente criativa que se pode desenvolver com pedaços de tecido, linhas e agulha     ( sim, porque primitivamente era inteiramente cosido à mão).

Sei, de um saber sem a mais pálida dúvida, que não o executo corretamente.
Sei, que tal não me impede de arriscar.
Sei que cada nova tentativa é mais bem sucedida que a anterior.
Sei que cada trabalho concluído me enche de alegria e de uma vontade indomável de o oferecer a quem amo.
Sei que vou aprender, cada dia, um pouco mais.
Sei que é um apelo irresistível., a que não procuro resistir.

E assim, persisto ...

...com uma segunda almofada emparelhando com a anterior.

E insisto!
Já sei costurar fechos!

Lindas, prontas, com asas para voarem até às mãos que escolhi.

As combinações foram surgindo ao acaso, segundo o capricho de uma opção momentânea.


Com pintas, libélulas e flores.

Muitas flores, restos da minha primeiríssima costura, esta toalha para uma mesa de camilha.

Com mais restos fiz almofadas,

...e as almofadas vestem um branco sofá ...
E ainda sobram retalhos.
Algum destino terão, só ainda não sei qual.
Sei apenas que a minha casa fica mais casa e mais minha e eu muito mais rica, muito mais sonhadora, muito mais feliz.
E os projetos não param de nascer.


Beijos
Nina

quarta-feira, 7 de março de 2012

Não sei como se chama,

... alta, esguia, elegante, exótica e distante.
Sigo-a com o olhar quando atravessa o meu horizonte.
Não sei se o encantamento é só meu, não sei!
 Magnetiza-me tão fortemente, que acompanho a sua passagem como se do único e último ser vivo se tratasse.
Vive na minha área, respira o meu ar, sente o mesmo vento que sai do mar, húmido, fresco , ligeiramente salgado.
Talvez por isso, envolva a cabeleira numa sobreposição de lilazes degradé, protegendo os louros cabelos que deles escapam em mechas douradas.
Esse é parte do sortilégio, a ousadia da conjugação do roxo com amarelo.
Nada tem de moderno, de provocatório.
Parece intemporal, uma figura que, desde o princípio dos tempos, imune a tendências, independente de modas, sempre existiu, limitando-se a passear a sua perfeição, superior a comentários, segura da sua eterna beleza.

Chamo-lhe lírio! 


E venero a sua perfeição.
Beijos
Nina

terça-feira, 6 de março de 2012

Limoeiros

Das árvores que melhor se dão envasadas, segundo a minha experiência, a melhor, a rainha, é o limoeiro.
Num cantinho da varanda, regado moderadamente, sem exigências de maior, o limoeiro é um verdadeiro sobrevivente, um vencedor.
Já tentei  (quase) todas as variedades de árvores de fruta, que, lá vão prometendo, ano após ano, colheitas substanciais, a avaliar pelas flores e folhas, mas que, com excepção das macieiras e das figueiras, se quedam pelas promessas. Sei do que falo quando falo em promessas.
 As duas tangerineiras, que sustento e acalento há anos, terão dado, no total das colheitas, quatro frutos. 
As duas cerejeiras, que em breve estarão cobertas de magníficas flores, apresentarão meia dúzia de bolinhas vermelhas, mais caroço do que polpa, amargas como fel.
Quanto ao meu pessegueiro que, pimpão, se mascara de rosa, perde, em pouco tempo as flores e as próprias folhas se encarquilham numa síncope incompreensível.
Já os limoeiros, não!
Tenho dois, um tipo lima, de casca fina e odor e paladar intensos, e um segundo, menos sofisticado, que fornece uns frutos enormes , de casca dura e grossa, e sabor penetrante.
Os limoeiros, salvam a minha carreira de fruticultora, manchada pelos desaires que humildemente confessei.
O mérito, reconheço, é inteiramente deles, dos sobreviventes.
Anualmente, presenteiam-me com mais do que uma colheita de frutos.
Neste momento, precisamente, tenho a gaveta do frigorífico cheia e a árvore, quase despida de folhas, oferece-se, magnífica.

Um dos recursos possíveis para evitar que os frutos se percam consiste em espremê-los, congelando o seu sumo em bandejas, tal como se faz para obter cubos de gelo.
Esses cubos serão posteriormente usados de acordo com as necessidades.

As própias cascas, depois de espremidos os frutos, podem ser congeladas.
Se colocadas no congelador, soltam um agradável aroma que perfuma o interior do frigorífico, local, como se sabe, propenso a reter cheiros indesejáveis.

Se conservadas, congeladas, num frasco ou saco hermético, servem para rechear o clássico frango assado com limão.

Evidentemente que lhe pode ser destinado um fim muito mais glamoroso, como seja o sorvete de limão, que, combinado adequadamente, dissolve possíveis excessos de açúcar.
A solo, constitui um ponto final delicioso numa refeição em que a ingestão calórica tenha sido excessiva. 

Como ex-libris da minha lista de sobremesas, guardo uma tarte merengada de limão, que, um dia destes, partilharei.

Até na manutenção da casa, estes novelos dourados se mostram prestativos.
Removem marcas de calcário, na casa de banho ou na cozinha, onde outros elaborados e caros produtos se mostram impotentes.

Na limpeza e manutenção do microondas, são também ajudantes de peso. Depois de limpar o interior dos mesmos, com um pano humedecido num detergente comum, é passar a polpa de limão sobre toda a superfície, antes de a secar.
Instantântaneamente brilha com um brilho de novo.



AQUI , encontrarão  o desenvolvimento da síntese que a seguir exponho.

DICAS CULINÁRIAS:

- para dar um gosto especial aos bolos, basta acrescentar raspa de casca de limão.
- o limão é o melhor tempero para ostras.
- para acompanhar legumes cozidos, peixes e assados, experimente o seguinte creme: misture 5 colheres (sopa) de suco de limão, 1 lata de creme de leite, um pouco de sal e pimenta-do-reino
- as bebidas alcoólicas, os refrescos e os chás ficam excelentes quando são temperados com umas gotas de limão
- para conservar a metade de um limão que ainda não foi usada, coloque num pires com água, com a parte cortada para baixo, e leve à geladeira.
- um pouco de suco de limão acrescido à água de cozimento dos frutos do mar deixa as carnes mais brancas e firmes.
- se for usar apenas algumas gotas de suco de limão, não desperdice a fruta toda. Faça um buraquinho com um palito e esprema a quantidade desejada. Depois volte a guardar o limão na geladeira.
- para conservar o limão por mais tempo, guarde em um vidro bem fechado.
- para obter mais suco do limão, bata a fruta com um martelinho antes de cortar.
- após ter espremido um limão para usar seu suco, embrulhe a casca em papel de alumínio e congele. Use em receitas que pedem casca de limão.
- quando for usar a casca de limão ralada, tome cuidado para não ralar junto a parte branca, porque ela amarga a receita.
- para que o doce de casca de limão fique bem verde, ferva em tacho de cobre.



Fica o desafio:
Qualquer cantinho é um bom cantinho para plantar um limoeiro.
Nunca mais comprei limões, desde que tomei essa decisão.


Beijos,
Nina


domingo, 4 de março de 2012

A cabeça das mulheres ...

... é, está cientificamente provado, diferente da dos homens! Diferente, para melhor, desculpem e perdoem a franqueza, os meus amigos queridos.
Fazemos mais e melhor, indiscutivelmente.
Posso prová-lo, todos os dias, aqui em casa. Posso! Sem entrar em detalhes, repito, posso prová-lo!
Então, hoje, tarde de domingo, que dedico em grande parte à costura, foi intercalada com ações no âmbito da culinária que deixariam qualquer varão às aranhas.
Fiz o almoço (risoto de camarão), o almoço para amanhã (sopa de legumes e lasanha de pescada) e uma sobremesa nova, Tarte de cenoura com doce de chila.
Foi tal o movimento, que lavei três máquinas de louça, de modo a manter a cozinha impecável.

Enquanto a tarte assava, fui costurar.
E é aí que reside a tal grande diferença, isto é, tocar vários instrumentos ao mesmo tempo.

Tenho presente, bem presente, a minha imagem com um bebé nos braços, preparando o almoço e vigiando o mais velho. Tudo ao mesmo tempo!
Não que esta capacidade transforme os homens em seres preguiçosos e lentos, não, nunca o afirmaria, mas, seguramente, faz deles pessoas diferentes de nós mulheres.
Somos mais rápidas e mais eficazes, atrevo-me a opinar:
Então, como estava dizendo, enquanto a tarte assava, conclui a almofada que vou oferecer, deliciada , a uma amiga querida:

Para além do resultado final me agradar plenamente,

... consegui o que me parecia impossível:
Costurar o ziper!

Foi uma vitória e tanto.
Só eu sei quantas vezes já cosi e descosi os abençoados fechos. O que é certo é que desta vez, consegui, de uma forma que me parece muito aceitável.
Esta é a parte de trás da almofada, toda ela borboletas.
Aposto, atrevo-me a apostar, que a minha amiga aprovará.

Além da almofada, removi o forro que aplicara na bolsa de tricô, cujo efeito final não me agradava, por este xadrezinho em tons de azul e cinza.
Agora, sim, agora, gosto!

Esperando que a introdução a este post não desencadeie tormentas, vou fazer o jantar, retirar a louça da máquina e continuar a responder aos comentários que recebi.
Privilégio feminino...

Beijos
Nina

sábado, 3 de março de 2012

Finalmente ...

... caiu alguma chuva. Ainda escassa para a seca que se prolonga há quase dois meses, mas, enfim, choveu!

Frio não está e, por isso, optei por vestir uma saia de couro que habita há anos no meu armário.
A surpresa muito querida foi verificar que  a dita está larguíssima  descaindo da cintura par o nível da anca.
É tão bom quando se comprova que a disciplina e um novo estilo de vida funcionam!
Preciso agora descobrir um local onde me apertem a saia que, usada assim, fica desconfortável.
Usei-a com um blusão também de couro, preto, e um colete sem mangas que desconfio ser de pelo de coelho.
É quentinho, leve e confortável.
A proteger o meu belo cabelinho um chapéu muito retro.
O look  preto total é quebrado pelas botas vermelhas.

Hoje, ocupando o parque de estacionamento, o CIRCO CARDINALI.
Em criança, adorava.
Atualmente, não acho a menor piada.


Este cavalinho deve ser uma das estrelas da companhia...

Regalando-se com a erva verdinha.

Em jaulas, estes infelizes!

Desumano e revoltante é como classifico esta prática.

Inaceitável e inadmissível numa sociedade que se proclama civilizada.
Só por este detalhe, jamais assistiria a um espetáculo

Entrei no recinto da feira com o objetivo de comprar fio de algodão para crochê, uns metros de renda branca e dois fechos.
Consegui tudo o que queria, menos o fio.
Entretanto, vi algumas tendas com ofertas agradáveis:

Por exemplo, esta oferecia uma incrível variedade de tapetes.
Alguns pareceram-me interessantes para casa de banho.
Os preços são muito acessíveis.

Esta oferece uma incrível variedade de louça de gosto discutível, embora, entre os horrores, se consiga pescar peças interessantes.

Do que mais gostei foi da oferta de pães.

Para todos os gostos, misturados com bolos e bolachinhas.

Aqui é o reino dos queijos e dos presuntos.

Os compradores diminuíram, queixam-se os feirantes, refletindo a crise económica que atinge toda a Europa, com particular incidência em Portugal e Espanha, país de onde, dada a proximidade, provêm grande número de compradores.
A feira já foi um recinto muito mais animado, quase claustrofóbico, onde, inclusivamente, era sensato prestar atenção às bolsas e às carteiras, dado que os apertos favoreciam os ladrões.
Hoje circula-se sem congestionamentos ou apertos, o que me agrada muito mais e, não sei como consigo, mas o certo é que consigo:
-Todas as semanas faço uma ou outra comprinha ( principalmente agora que sou costureira :-) !!!)

Beijos
Nina

sexta-feira, 2 de março de 2012

Proposta para Março

Não será para já mas dentro de poucas semanas, poderemos começar a guardar os abrigos de Inverno, sendo, portanto, este, o momento próprio para, sem cometer loucuras, em termos económicos falando, dar início a umas peças em crochê que alegrarão, sós ou conjugadas com outras mais antiguinhas, os nossos dias de sol.


Esta blusinha em filé branco, conjugada com jeans, fará furor.


A sua realização não poderia ser mais simples.
Exige conhecimentos rudimentares.

Completa-se o conjunto com uma saia bege, sobreposta numa de tecido branco.

Ou, versátil como é, pode conjugar-se com um qualquer top em malha.

Estas são as instruções para confecionar a saia

E estas destinam-se à blusa.

O esquema das flores, que se realiza com "abertos e fechados", é extremamente simples.
As instruções que aparecem à direita, na foto, destinam-se a outra peça.

Repete-se aqui o esquema das flores.
Pessoalmente, gosto de branco para o Verão e nunca as peças nessa cor me parecem em demasia. Por outro lado, a conjugação do branco com bege remete-me para uma certa atmosfera do country inglês ou para os ambientes em tons pastel, que nos filmes de Ingmar Bergman, compunham a imagem e à qual não resisto.

Tendo entre mãos um projeto de peso (o meu vestido de tricô verde água...), seria da mais elementar sensatez não me aventurar em novos desafios.
Mas quem disse que eu sou sensata?

Amanhã vou a Cerveira, à feira e se lá encontrar o fio que me agrade, à noite, farei o primeiro ponto dos muitos que esta beleza exige.
Se consegui cativar a tenção das minhas amigas queridas para este desafio, poderíamos, em tempo oportuno, mostrar o resultado desta empreitada.

Beijos
Nina