sexta-feira, 27 de abril de 2012

Esta sexta-feira ...

...  nasceu assim, gloriosa.

Os surfistas não perderam a maré e, apesar do frio, ei-los, golfinhos nas ondas.

O areal, em redor do Castelo do Queijo, lavado, branco e liso, sugere passeios.

Ao fundo, o terminal onde encostam os grandes barcos de cruzeiros, hoje desocupado.

Ao longo da praia desenrola-se o passadiço que, até à Praia da Luz, permite uma caminhada de 1 hora.

Sinto-me rica, riquíssima, privilegiada por, ao pé de casa, a natureza me presentear com esta dádiva.

Para completar o quadro, hoje, o ar encontrava-se perfumado por forte maresia.
Assim, os sentidos prendem-se neste quadro e o espírito voa.
Desconfio que é por isso que o meu pensamento viaja.

Beijos
Nina

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quando chega a Primavera ...


... fartos de frio, de chuva, de dias curtos, de lãs, casacos compridos, cachecóis e botas, estamos prontinhos a abraçar as novas tendências. Só que, rotativamente, como as estações, ano após ano, as tendências repetem-se.
Sem surpresa vemos as montras vestirem-se de cores pastel, às vezes da clássica combinação                                                                                                                                     navy, marcada pelo azul marinho e branco, riscada acidentalmente por vermelho, ou casamentos de vermelho e branco, ou amarelo, ou verde, ou ... qualquer outra conjugação mais ou menos inesperada, porém, respeitando sempre, determinadas regras:
-Laranja e vermelho, nunca!
-Coral e rosa, nunca!
-Vermelho e rosa, nunca!
- Azul e verde, nunca!

Cresci com estes conceitos estéticos enraízados na minha cabeça, porque sempre assim foi e sempre assim haveria de ser!
Até que, este ano, sem saber como nem porquê foram derrubados estes tabus.
E a Primavera está diferente, original, uma verdadeira Primavera, repleta de inovações e arrojo.
Comecei por achar graça.
Agora, adoro e adiro.

Na Zara de Vigo comprei este conjunto impensável.
Blusa rosa pálido, saia salmão e écharpe  em tons pastel e motivos florais, sobre fundo branco. 

A blusa é de uma malha de seda suave e leve como uma pena

A saia comprida, num tecido semi-transparente, é forrada apenas até à altura dos joelhos.
Veste lindamente e, neste caso, requer apenas que lhe suba a bainha.

A écharpe, muito comprida, brinca perfeitamente com o conjunto, quer se sobreponha à saia,

... quer à blusa.
Ainda não vesti o conjunto, porque está frio e tem chovido todos os dias, mas acho-o muito engraçado e, principalmente, muito diferente, dada a conjugação de cores inesperadas que, afinal, convivem perfeitamente, assim, próximas.
Para o completar, necessito apenas de umas sandálias sem salto ou  de umas sabrinas numa das cores dominantes.
Vou tratar do assunto.

Beijo
Nina









quarta-feira, 25 de abril de 2012

Costurando a crise.



Há muito que suspirava por uma máquina de costura. Tinha uma velhinha que se recusava a trabalhar e a quem foi declarada morte cerebral quando a levei, em desespero de causa, ao especialista.
Que não tinha conserto, que não valia a pena, que o melhor era deixá-la e comprar uma moderna.
Comprei.
Foi em Abril do ano passado. O tempo passa tão depressa que até me arrepio.
Já passou um ano!
As primeiras relações entre mim e a dita foram desastrosas. Conclui que a bicha não funcionava, que o defeito era dela, chinesa e barata, e nunca meu, exímia costureira. Quase nos divorciámos.
Contudo, conhecendo-me, teimosa, persistente, insistente, pedi ajuda, azucrinei as amigas mais pacientes e sabedoras, ouvi conselhos, tomei notas e insisti.
Ainda bem!
Hoje dámo-nos como Deus com os anjos, numa paz interrompida por pequenos sobressaltos insignificantes.
Certo, certo, é que a máquina já está paga e mais que paga.

Para o provar, mostro estas calças, todas muito compridas pedindo, exigindo bainhas que as encurtassem.
Agora que perdi o medo à tesoura, marquei com  régua a linha do corte e Zás!
Marquei as bainhas com alfinetes e nada de alinhavar, que não tenho pachorra para o que é desnecessário,
Em menos de 1 hora, 3 calças com bainhas cosidas.
Ok! não são maravilhas de criatividade, são banalíssimas bainhas, bem sei!
Mas são 15 € que não saíram da minha carteira e, posto assim o problema, parece-me que não há argumento a contrapor! 
Repito, a máquina de costura pagou-se a si própria num instante.
Em tempos de crise é um investimento com dividendos garantidos.

Beijos
Nina

terça-feira, 24 de abril de 2012

Finalmente, pronta!


Depois de muita hesitação, muita cogitação, pesquisas, troca de opiniões e de informações, encontrei a solução para a minha bolsa.


No extraordinário blog da Roberta que, generosamente, faculta toda a informação necessária, neste e noutros capítulos.
Esse blog é um tesouro, um achado para quem gosta de manualidades.
Já agradeci em privado, mas faço-o de novo publicamente:
Obrigada Roberta!


Esta é uma das fases da conclusão de uma das alças.
Fácil, fácil ...

Concluída, admito, ficou uma beleza!

Mais de perto, um acabamento perfeito.

Noutro ângulo, sempre com um look de profissional.

Aqui, displiscente, pronta para brilhar.





Exibindo o florido forro, esperando que o sol volte, para combinar com o céu!
Gosto muito da bolsa.
Vi-a, pela primeira vez, numa loja Gérard Darel, marcada com um preço astronómico. Na altura, fotografei-a e mostrei-a aqui no blog. De imediato choveram comentários, informações e PAPs para levar a cabo a empreitada. Adiei, mas agora, com a Primavera a rondar, tomei a decisão que me trouxe a este resultado.
Havia o problema das alças. Recorri à Casa Crocodilo que tudo resolve, mas, desconsolada, recebi um não.
Novos comentários, novas pistas, novas sugestões, até que cheguei ao blog da Roberta ( obrigada de novo, querida) e, ao mesmo tempo, cheguei a bom porto.
Esta é a maravilha da blogosfera, que recusa impossibilidades e em cada dificuldade vislumbra um desafio.
A todas as amigas que opiniram e sugeriram, obrigada!
Visitem o tesouro que é o blog da Roberta, é o conselho que deixa quem do nada fez uma bolsa.

Beijos
Nina

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nada como uma pausa...

Ontem, concluída uma almofada, senti que a vontade de costurar  me abandonara, por isso parei e mostrei a obra pronta.
Intervalei, então, com 1 hora de blog, durante a qual visitei amigos, respondi a comentários e, em resumo, pus a escrita em dia.
Voltei, então, a olhar para a mesa desarrumada, a máquina parada e montes de fios no tapete.
Apeteceu-me pôr mãos à obra e concluir a tarefa.
Foi o que fiz.



Numa gaveta, esquecida, estavam  estas flores que, em tempos, serviram de tampo a uma almofada.
Num repente, decidi reaproveitá-la, aplicando retalhos vários para  atingir os 45/45 cm, tamanho final da almofada.

Resultou muito melhor do que esperava.
Tornou-se apenas necessário um forro sob o crochê.

Nas margens, flores e mais flores.

E, sem saber como, sem pressão nem pressa, surgiram 3 almofadas.
Já estão entregues.
Deixei-as há pouco em casa da amiga a quem se destinam.
Sei que irão para o sofá de uma sala, numa casa de campo lindíssima.
Todas as vezes que me sentar nesse sofá, terei um olhar especial para estas meninas a quem dei vida e utilidade.

Beijo
Nina

domingo, 22 de abril de 2012

Domingo

Domingo é, tradicionalmente, dia de grande neura, véspera de segunda, quando recomeça o corre-corre.
Penso que a melhor maneira de espantar o mal estar é ocuparmo-nos. 
Aliás, a ocupação espanta tudo, desde o tédio ao sofrimento por antecipação.
Não que precise desta terapia, porque ocupada estou eu sempre, nem que a ocupação se limite à leitura, mas, na verdade, escolhi a tarde de domingo, quando nada nem ninguém me faz sair de casa, para a costura. 
É uma atividade muito gratificante. Tudo aparece feito num instante, ao contrário do crochê ou do tricô, nos quais o trabalho se vai fazendo.
Há contudo, um aspeto chatinho... suja muito, há muita linha, muito fiapo e, por maior que seja o cuidado, sempre escapam uns quantos, agarrados com unhas e dentes aos tapetes.
Por isso, costuro ao domingo. Sujo tudo e limpo tudo.

Acabei de fazer uma almofada, de um conjunto de três que oferecerei a uma amiga.
Os tecidos utilizados são retalhos, sobras de outros trabalhos que guardei.
Comprei apenas os fechos e o recheio.



Combinei o branco pérola com um estampado laranja, em chenille, tecidinho abençoado que desfia assim que se lhe toca.


A cor dominante é o marfim que completei com uma tira em laranja.

Gostei do resultado final.
Se me apetecesse, poderia costurar uma segunda almofada, mas, para dizer a verdade, precisei de um intervalo e, quando assim é, melhor não insistir ou o que pretendia ser momentos agradáveis transforma-se numa grande maçada.
Está tudo ali, em cima  da mesa a olhar para mim. 
Não prometo retomar a tarefa.
 Veremos.

Do jantar de ontem, posso dizer que foi agradável pela companhia e mediano quanto ao restaurante que não vou nomear porque não me parece que mereça publicidade.
Comida tradicional portuguesa razoavelmente confecionada, serviço muito lento e espaço demasiado acanhado para as mesas que comporta, o que implica um barulho de fundo muito cansativo.
O grande pecado, porém, é outro.
É um restaurante para fumadores!
Eu, ex-fumadora, como todos os ex-fumadores, não suporto, sou absolutamente intolerante ao fumo.
O que mais queria era pagar e sair dali para fora.
Nesse aspeto, a culpa da escolha foi nossa, desatentos ao detestável detalhe.
A noite acabou num bar de um hotel com música ao vivo.

No lobby, situa-se uma joalharia que aqui já mostrei, com as peças  mais maravilhosas que alguma vez vi.
É o Luís Ferreira, uma casa centenária, que geração após geração, mantem a beleza, originalidade e um bom gosto irrepreensível em cada peça que produz.

Este conjunto de colar , pedras semi-preciosa e anéis é um deslumbramento.

Será um gafanhoto ou um louva-a-Deus?
Resulta da conjugação de osso com prata e é assim, lindo, lindo!

Esta taça em prata martelada com fundo em lápis lazuli dispensa comentários.
À frente, uma caixinha do mesmo material.

Os preços destas maravilhas estão de acordo com elas. Altos, muito altos, altíssimos, mas quem puder tem um local certo e seguro onde aplicar o dinheiro.
E, quem não puder, pode, gratuitamente, deleitar o olhar.

Beijos
Nina


sábado, 21 de abril de 2012

Chanel

 Absolutamente intemporal, é um estilo que assenta bem em qualquer mulher, mais, é um estilo que acrescenta elegância a qualquer mulher.
Há, contudo um "mas", um grande "mas"!
Há que saber usá-lo.
Não me parece que um look total faça mais do que acrescentar ,pelo menos, 10 anos, a quem o usa.



Cá estão elas, as pérolas, em fiadas de tamanhos e comprimentos diferentes.

O casaco é azul muito escuro, com um fiozinho brilhante.
Comprei-o há séculos ( já disse que era intemporal...), na Carolina Herrera.

A abertura da frente remata com um uma espécie de folho na mesma cor, que, esconde os botões.

Combinei o casaco com uns jeans manchados, em branco e azul clarinho, da Zara.
Por baixo, vesti uma blusa também azul, em cache-coeur, do Adolfo Domingues.

Nos pés, a minha coroa de glória, uns Gucci em azul escuro, comprados no outlet The Mall, ao sul de  Florença.
E, agora, vou jantar.

Beijos
Nina