quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Dicas ...


... Da Fada do Lar que vive dentro de mim!

1- Esta fada do lar detesta passar a ferro. Mas passa. Se tem que ser, passa. À trolha ( sem desprimor para os trolhas, classe de inestimáveis méritos ...), como diz uma amiga, que comigo comparte talentos.

2- Esta fada do lar é sustentavelmente consciente. Logo, evita gastos supérfluos de energia.     Portanto restringe a ponto de quase abolir, o uso da secadora eléctrica, uma loba a deglutir KWs.

3- Esta fada do lar desenvolveu uma técnica para estender a roupa no varal da lavandaria:
Tudo esticado, irrepreensivelmente esticado, o mais esticado possível,  sem sombra de ruga, sem vestígio de dobra.

4- Esta fada do lar reduziu a mais de metade, a pilha de roupa a passar.

5- Esta fada do lar, que, manienta, só usa guardanapos de pano, que muda os guardanapos de pano a cada refeição, inventou um método quase científico para não ter que os passar a ferro:



Dobra-os, assim, num quadrado enrugado ...

...que enfia, bem enroladinho, numa argola de guardanapo.
A excepção aplica-se, apenas, aos guardanapos brancos, daqueles trabalhosos e implicativos, com a mania de reterem nódoas e que, para não serem chatos, só saem da gaveta quando o rei faz anos:

... merecendo, então, ferro bem quente e tira nódoas se necessário.

6- Esta fada do lar aboliu a passagem a ferro dos panos da louça.
Gosto de panos impecavelmente limpos e cheirosos.
Fada do lar que se preza não deixa que os panos de louça usados e molhados sequem para serem reutilizados. Nada disso. Pano de louça usado é pano de louça trocado. E máquina com eles.
Repito, secam bem esticadinhos e depois, viajam para a gaveta, em montinhos mais ou menos simétricos:

...sendo permanentemente chamados à ação.

7- Fada do lar que se preze, muda frequentemente as toalhas na casa de banho.
Se fosse necessário passá-las, oh! horror dos horrores! Nem pensar! Ficam até mais fofas se apenas dobradas.
E nas prateleiras em que se alojam, em coluna, aprumadas, impecáveis, oferecem-se prontas para o uso  do corpo e  deleite dos olhos.



Fada do lar tem objetivos, sempre! Melhorar sempre! Simplificar sempre!
Esta fada do lar ainda vai dispensar os lençóis, aquelas superfícies imensas que alisam por um lado, enquanto enrugam pelo outro, do tormento do ferro.
É uma questão de tempo!

Beijo
Nina

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As donas de casa ...

... toda a gente sabe, não fazem nada!


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Levantei-me, tomei banho, preparei e tomei o pequeno almoço, tirei a louça da máquina, estendi uma máquina de roupa lavada, fui ao banco, depois ao supermercado, regressei a casa, preparei o almoço, arrumei a cozinha, arrumei roupas nas gavetas, fui à farmácia, fiquei retida no trânsito, voltei a casa, retirei a louça da máquina, comecei a preparar o jantar, adiantei refeições que serão congeladas, voltei a arrumar a cozinha, dei-me meia hora de blog...
Esta sou eu com o apoio de uma empregada que, durante a tarde, limpa e passa a ferro.



As donas de casa não fazem nada!

Beijo
Nina

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A mulher de vermelho...


... foi título de filme. Uma comédia romântica em que uma beldade, quase uma deusa, de vermelho, hipnotiza um pobre mortal.
Para além de linda, não vestia de vermelho por acaso, já se sabe.
Gosto de vermelho. Desde criança, quando as meninas idolatram o rosa, eu não. Eu escolhia vermelho. E continuo com essa fraqueza. De vez em quando tenho umas ânsias de vestido novo e, na linha da frente, na preferência, surge o vermelho.
Daí que comprei vestido novo. Vermelho. Vermelho vivo.
Sabendo que não me cansa, invisto na qualidade, fugindo de Zaras e afins.
Assim sendo, rumei ao Outlet de Vila do conde e na loja de Roberto Verino, descobri esta lindeza que me assenta que nem luva.
Carote, é investimento para render.




Há que subir-lhe a baínha que os tempos não estão para joelhos tapados. Ainda que estivessem, não aderia. Não gosto do look pós guerra. Ou é curto ou comprido, sem indecisões!

Curiosamente, li, ainda hoje, um post da Cristiane, no qual se desmistifica os ícones de beleza criados pelos media.
Para além de denunciar o papel do photoshop, denuncia os esteriótipos de elegância, leia-se, magreza extrema, que formatam a concepção de beleza de todas nós. É que ninguém está imune. Pode-se resistir mais ou menos, mas que o padrão estético é ditado por quem pode, lá isso é.
Ainda vou descobrir, cá nos  meus mais íntimos  impulsos, de onde vem esta apetência irresistível pelo vermelho. Depois conto ou talvez não!

Beijo
Nina



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Isto não é uma mini-saia!


Vamos esclarecer!
Não, não é !
É uma túnica (bastante comprida, até...) que uso com leggings e botas.
Veio de Lamego, de uma lojinha provinciana que vende tudo a metade de metade de metade do preço que se encontra em lojas de marca.
Acho linda! E comprida, ok?



Já tive que esclarecer esta nomenclatura, hoje, repetidamente! 
E, assim, por escrito, parece-me ainda mais convincente!


Portanto, clarificada que está a questão, explico que cheguei a esta TÚNICA (!!!) através de uma amiga presente no almoço de sábado, que, vivendo em Lamego, conhece todos os truques e potencialidades do comércio tradicional.
Ainda lhe cobicei umas calças de couro preto, empiriquetadas com taxas douradas, que, me pareceram irresistíveis.
Ela, muito querida, prontificou-se para mas enviar caso, estivessem já esgotadas.
Mas como encomendar um qualquer tamanho sem experimentar?
Sábado, a seguir ao almoço (vide almoço s.f.f.), pareceu-me de uma lógica inatacável, que comparássemos partes anatómicas que, forçosamente, têm que ser contidas pelas calças.
Aos mais chegados, pedi opiniões, tendo em vista tamanhos. Uma tristeza! Cada um, desprovido da mais elementar objetividade, opinava sem merecer credibilidade.
Tanto eu era mais magra, como, para outro, era o dobro da dona das calças.
Resultado, fui à loja. Mergulhei na balbúrdia, só restava um par. Um 36. Pareceu-me que só cabia uma perna. Ficaram lá, para uma anorética ( isto é o meu despeito a falar ...)  que tenha a sorte de as vestir.

Mas, voltando à TÚNICA!
Custou 20€, é forrada e extremamente confortável ( além de ser comprida...)


Uso-a com este casaco da Mango que tem mais de 10 anos, tantos como as botas  e a mala.

Por 20€ resgatei o casaco que, estagiava em caixa fechada, tendo escapado, não sei como, à doação.
Quando falava dos encantos da interioridade, era, também disto que falava.
E, convenhamos, chamar interior a uma localidade servida por auto-estrada que, em menos de 1 hora, nos conduz ao litoral, parece-me exagero.

Beijo
Nina

domingo, 18 de novembro de 2012

Que sábado louco! Parte 2


Toda a loucura que no título da postagem de  ontem deixei transparecer, limitou-se à desusada hora da alvorada.
É que, 7 da manhã, para mim, para os meus hábitos noctívagos, é muito, é muitíssimo cedo. Estraga-me o dia uma alvorada tão precoce. Ainda mais agora com chuva e frio...
Quando, perto da meia-noite reentrei, a blogo dependente que aqui se expõe veio, lesta, deixar umas linhazinhas um tanto mal alinhavadas.
Delas ressaltou a ideia, que defendo com unhas e dentes, que viver longe dos grandes centros, aporta melhor qualidade de vida e daqui não saio, em defesa de tal convicção.
Quanto às loucuras de sábado, mais nada referi, mas que foi louco, foi.

Lamego.
À chuva!
Igreja da nossa Senhora dos Remédios

O almoço/reunião dos antigos alunos do colégio, deu-se nas Caves da Murganheira! ... Dado este esclarecimento, começa a vislumbrar-se a loucura, suponho!
Esclareço que o vídeo não reporta a nossa visita. Encontrei-o no youtube e, para os interessados, documenta a dimensão das caves

As hostilidades, começaram, portanto, com uma visita guiada pelas masmorras gélidas, onde cubas gigantescas processam o vinho. Foi giro! Mas, a dada altura, de tão técnica a explicação, levou a que as meninas presentes se agrupassem no fim da comitiva, trocando confidências, dicas e truques sobre os tesouros (compras, comprinhas...) a efetuar após o almoço.

Este, começou com a degustação das célebres bolas de Lamego, cada uma seu sabor, cada uma sua delícia. Desde a de bacalhau, à de vinha-de-alhos, frango, sardinha, queijo com fiambre e presunto, percorre-se uma galeria de sabores memoráveis.
E começa-se a beber.
O Murganheira é muito bom, qualquer que seja o tipo. O Bruto, o Meio-Seco e o Rosé fluíram, deslizaram sem entraves, escorregaram com a simplicidade das coisas sublimes.

Depois, um almoço de leitão magnificamente assado. E mais, muito mais Murganheira!

Na minha mesa, éramos quatro íntimos, os restantes acomodaram-se aleatoriamente.
Foi tão divertido!
Um dos presentes, advogado de nomeada, envolvido em casos "quentes" da atualidade, revelou-se a alma da festa, a estrela da companhia, com uma narrativa absurdamente real sobre personagens da nossa praça tidos como intocáveis. Foi delirante!
A meu lado, um simpático desconhecido.
Com o empurrão do Murganheira desenrolou um relato trágico-cómico versando a esfera conjugal. Repito, foi o Murganheira a falar, pois, é velho o aforismo, in vino veritas (não garanto a correção do latim, pois longe, muito longe, vão as aulas do Padre Ervilha, como carinhosamente nomeávamos o nosso professor de latim).
O autor da narrativa, asseguro, hoje não se lembra de nada. Ainda bem!

A sala, magnífica, na sua simplicidade requintada:

Um gigantesco painel, todo ele realizado com tampas de garrafas!

Numa parede, uma estante envidraçada exibindo obras de autores famosos, prémios, diplomas, documentos...
Tudo de uma enorme elegância!

Armanda Passos.
Em todo o fulgor da sua obra, do seu colorido.

José Rodrigues, magnífico.

Uma peça da Vista Alegre, do par que encima dois magníficos contadores ...

... como este, de uma beleza absoluta, se exibiam.

Foi, então, neste espaço, que decorreu o repasto.
As horas passaram e passaram e passaram... Eram 5 quando nos levantámos e 6 quando partimos, pois nestas circunstâncias, as despedidas tendem a eternizar-se.
Para o ano, haverá mais!

Já no centro da cidade, seguindo as indicações das locais, ainda nos aventurámos, com sucesso, esclareça-se, numa investida nas compras que ficarão para um próximo tema a explorar.

Beijo
Nina

Que sábado louco!

Começou com desusada alvorada às 7 da manhã, seguida de uma vigem a todo o vapor até Lamego. Aí, uma reunião anual de antigos alunos do colégio local. Foi bom reencontrar pessoas, almoçar muito bem, comer e beber um pouco além da conta.
Passarinhando pelas ruas antigas, com comércio tradicional, com frio, mas sem chuva, descobri que Lamego é uma terrinha  simpática onde poderia e gostaria de viver.
É provinciana quanto baste para marcar um tranquilo ritmo de vida (nem sequer tem Zara...), mas suficientemente perto de grandes centros para não forçar ao isolamento.
Com as imensas dificuldades que os grandes centros implicam, pareceu-me, assim de repente, que uma retirada estratégica para cidades do interior pode ser a solução para grande número de problemas.
Foi assim, sem magicar, que esta perspectiva de mudança de vida associada à mudança de local de habitação se me apresentou.
Vive-se com mais tranquilidade, muito mais barato e os recursos acabam por ser mais abundantes do que nos superpopulosos centros urbanos.
Não sei por que não encara esta possibilidade o batalhão dos que, em dificuldade, persistem em permanecer nas grandes cidades. Não sei!

Beijo
Nina













sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Onde dependuro este quadro?


Pelas razões mais diversas, tenho vindo a  acumular quadros.
Enchi e preenchi paredes, até ao momento em que as esgotei.
Não tinha sobrado mais nenhum espacinho.
E, o certo é que, as paredes iam recebendo quadros para ficarem bonitas, não atafulhadas.
Foi então que tive assim como que uma espécie de inspiração.
Reservar paredes, do solo ao teto, para acolherem as pinturas.
Como se de uma espécie de galeria de arte se tratasse.
Ainda há espaços a ocupar. Que venham mais pinturas, visto que este é um processo dinâmico.

Vi aqui  e aqui  soluções similares à que adotei e que continua em curso.
Aconselho uma visita a ambos os blogs, senhores de muita qualidade e imenso bom gosto.

No declive de umas escadas, iniciei a exposição ...

...que dispõe, ainda, de alguns lugares vagos ...

... mas que, ainda assim, resulta numa composição colorida e muito agradável.

Noutro lanço de escadas, seis quadros rigorosamente iguais, alinham-se, perfilados.


Numa sala de estar, toda uma parede, recebe  um conjunto diverso.

São recordações de viagens, pinturas naif e até bordados e aplicações de tecidos, como é o caso destes dois trazidos da Venezuela.

Aqui, uma sala de estar, de trabalho, de televisão, de música, mobilada com peças de uma antiquíssima sala de visitas de  antepassados familiares, este grito de cor quebra a seriedade do espaço.

Quem, como eu, gosta de decoração, quem, como eu, acha que essa é uma tarefa permanentemente inacabada, dar início a uma galeria de pinturas é divertido e gratificante e, sempre que nasce um novo irmãozinho para se juntar à família iniciada, nasce, também, um bom motivo para festejar.

Beijo
Nina