quarta-feira, 6 de março de 2013

Bolo de banana e côco!


Gosto de banana, gosto de coco.
Separadamente.
Agora, também em conjunto, casados em perfeita comunhão.
Só que nunca me ocorrera juntá-los.
Até que um dia...
Entrei no blog de uma amiga , a Fatinha do  blog Costurar e Renovar e encontrei isto.
Gravei.
Experimentei.
Agora aconselho e aplaudo.


Com esta superfície dourada, ondulada, quase imperfeita, esconde  surpresa  DE-LI-CI-O-SA!!!!
Recomendo e volto a recomendar.
Com chá, a meio de tarde fria e chuvosa, com café, a qualquer hora, como sobremesa, rematando um jantar levezinho, daqueles com muita sopa e uma fruta.
É absolutamente delicioso, perfumado, de interior fofo e húmido e exterior crocante.
Poucos ovos e quase nenhuma manteiga garantem baixo nível de colesterol mau, o malvado LDL.
Peca-se, mas pouco.
Assim como surge, assim desaparece na voragem dos comensais rendidos à sua delicia.




Já agora,e para que a informação fique completa e porque é da mais elementar justiça, refiro:
O blog da Fatinha é só poesia, todo ele, um doce...
De bom gosto, de perfeição, de elegância.
É verificar, é visitar, se faz favor.

Beijo
Nina

terça-feira, 5 de março de 2013

Jacintos e narcisos ...


... aquelas belezas que iluminam o o nosso Inverno, têm vida curta. É uma pena, mas duram muito pouco.
Rapidamente perdem o viço e rançam. O perfume inebriante transforma-se numa mistura bafienta de coisa morta ou prestes a morrer.
É uma pena, repito.
Há, portanto que deles desfrutar em pleno no tempo certo, aceitando a inevitabilidade da sua precariedade.
Custa-me muito dar-lhes como destino o balde do lixo.
É contra os meus princípios, porém, infelizmente, em experiências anteriores, quando os guardei resguardados, constatei que, postos em terra na altura própria, degeneravam numas florzitas tristes e sem graça.
Ora, o defeito só podia ser fruto da minha inépcia. Fui, portanto informar-me e descobri um local paradisíaco, onde nada destoa, onde a mais perfeita harmonia impera.
Está aqui

Portanto, quando as flores murcham, há que agir.

Cortam-se os caules rentes ...

... deixando os bolbos ( ou bulbos?) no recipiente.


Este, ainda viçoso, enfeitará os meus olhos ainda em sucessivos serões.
(Sim, leio, deliciada, Anna Karénina, de Tolstoi, assunto para futuro texto)

Depois, um a um, os bolbos são desenterrados, são-lhes cortadas as raízes, são escovados e, durante 48 horas permanecerão expostos, ao ar livre.
Findo esse tempo, permanecerão no escuro, em local fresco, até que no próximo Outono sejam de novo plantados.
As normas, colhi-as no link que acima indiquei.


Entretanto, as orquídeas que de 9 em 9 meses dão à luz, já desceram da estufa, plenas de filhotes que, em breve, alegrarão os cantos da casa.
Estranhamente, não me seduzem as flores sobre as mesas.
prefiro encará-las, inesperadamente, em posições menos óbvias


Esta, ainda incipiente, não permite antever o colorido, que, seja qual for, trará sol e vida para dentro de casa.

As flores, digam lá o que disserem, ainda são o mais inegável testemunho do dedo do Criador na natureza.

Beijos
Nina

P.S.
Repito o endereço de todos os ensinamentos, muito grata à sua autora:
http://www.plantasonya.com.br/sementes-e-bulbos/bolbos-dicas.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

Atalhos, transvias, transversais, beterrabas ...






A rotina cansa-me, a rotina mata-me. Por isso, e só por isso, como disse Martha Medeiros, sou constante na minha inconstância.
Sem chegar ao ponto de bater com a porta, jogar tudo para o alto e sair por aí, mochila às costas e uns euros no bolso, sou, ainda assim, uma hyppie bem comportada.
Detesto obrigações, rígidas leis que me mecanizam feita robot pré programada. Por isso me rebelo.Como posso, como vou podendo. Rebelde chique, concedo, mas rebelde, ainda assim.
Sem agredir , mansamente, conduzo a vida, a minha e a de quem me rodeia, por estradas paralelas, nada óbvias. Disciplinada no sentido de fugir a convulsões, desarmo expectativas e invento, vajando sempre.
Dai a mulher dos sete instrumentos em que me reconheço.
Nada a fazer.
Sabendo, embora, que canalizando os possíveis talentos numa única direção, poderia, quem sabe?, atingir mais elevados patamares. Melhor sucedida, talvez e, seguramente, infeliz!
Não quero, não posso ... A genética, a hereditariedade, o que seja, vencem critérios práticos e ganham contornos da felicidade. Que, como se sabe, toda a gente sabe, não existe. O que existem são momentos felizes que, olhando para trás brilham, pedras preciosas, por entre o cascalho do quotidiano.
Todo este mergulho introspectivo para concluir que, em meros, banalíssimos detalhes, dou por mim subvertendo regras.
Sopa, é do que falo.
A sopa nossa de cada dia.
Gosto muito e como profundo embora não praticável desejo, poderia alimentar-me apenas de sopa.
Desde que ... lá está, não óbvia, nunca da óbvia, sopa de batata, cenoura, couve e algo mais, assim  a básicos ingredientes.
Não.Não é assim que funciono! Abro a gaveta dos vegetais e vejo beterraba. E brócolos e cebolas e alhos.
Porque não?
Tudo cozido.
Tudo reduzido a puré.
Zero de sal, que eduquei o gosto nesse sentido.
Zero de gordura, que quanto menos melhor.



Depois de fria, frigorífico com ela. Em caixa de vidro, se faz favor, que amaldiçoo os plásticos.
E assim, almoçaria, jantaria, cearia ... Se fosse da cepa de um Che Guevara, capaz de cortar amarras seguindo em frente, seguindo a estrela no céu dos seus sonhos.
Tímida! Embora, raiando o marginal, o inconvencional, sempre.

Beijo
Nina

domingo, 3 de março de 2013

Sábado, divino sábado!

É o meu dia preferido. Sempre foi! Vem antes do Domingo, ainda dia de descanso e promete mundos e fundos de felicidades inesperadas.
É assim um mito que gosto de alimentar.
Ontem, sábado, foram horas magníficas.
Horas de convívio com amigos do coração que só de vez em quando se concretizam.
Porquê?
Porque sim, porque a vida, os horários, os compromissos inadiáveis, se encarregam
 de tornar menos constantes, espaçados,  os encontros.
Porém, quando se realizam é de peito aberto e a gente vai fundo na conversa, nos risos, nos segredos, nas trocas...
Assim foi!
Assim me vi chegada a casa tarde, noite escura, feliz, cansada, viva, com preguiça de abrir o computador.
Pela preguiça, já fui cobrada!
Hoje, mesmo, uma amiga muito, muito querida, incrédula, adiantava que o meu post de sábado se havia perdido lá pelos infinitos da blogosfera, descartando a possibilidade de que eu apenas tivera preguiça!
A ser absolutamente sincera, teria que admitir que, também hoje, o sofá, o livro chegando ao fim, o calor da lareira , todos juntos me chamam.
Vencida a inércia, aqui estou.
Sem nenhum assunto em concreto, com muitos assuntinhos na manga.


A fazer:
Mudar urgentemente as roseiras para o exterior, juntando-as num vaso grande.
Aí estão os sinais de alerta.
-Folhas que caem, pontas esgalgadas, flores secas.
 Não passa de amanhã!
Vão mudar de poiso para habitat mais saudável.

Os jacintos também.
Agora que as flores se foram, há que retirar e guardar os bolbos para uma próxima replantação.

E  lá ao fundo, a fogueira cantando, chamando por mim.
 Não vou!
Por enquanto, não caio na tentação.
Outras tarefas me esperam.


Comprei esta seda colorida para uma blusa.
Já escolhi o modelo e agora, vou-me aos moldes.
Tenho ouvido comentar que esta é a operação mais complexa do processo da costura.
Discordo!
É de uma absoluta simplicidade. Tenciono demonstrar que tenho razão, fotografando cada passo a executar.


Daqui nascerá uma saia.
Não me limitarei a decalcar os moldes.
Vou aventurar-me na costura das partes, porque, com as costas quentes ( refiro-me à Mira...), será a minha primeira verdadeira incursão na costura real.

Adianto, que está em curso, um blazer, neste mesmo tecido, mas para tais voos faltam-me as asas.
De novo, a Mira é que sabe!

Beijo
Nina

sexta-feira, 1 de março de 2013

ARGO



O vencedor dos Óscares deste ano!
O filme que todos querem ver! O filme!
Também eu. E , ao contrário do que é habitual, fui à sessão das 16h. A minha preferida. A mais tranquila. Aquela a que sempre assistia nos idos da minha adolescência.
Portanto, fui.
Já conhecia a história, o enredo do princípio ao fim ... principalmente o fim.
A intriga é pública e foi divulgada durante a presidência de Clinton, que, pelos vistos, não fez tudo à socapa.
Eram 4 da tarde e sentia um desconforto, um ronronar a nível de estômago que sugeria comida.
À falta de melhor comprei uma embalagem de pipocas, mesmo não sendo fã.
Entrei. Acomodei-me. O filme começou.
Tudo tão real, tão arrebatador, tão cativante, que, sem saber como, vi-me nas ruas de Teerão, esmagada pela turba enfurecida.
Ansiosa, ataquei as pipocas. Uma a uma. Às mãos cheias. Em catadupa.
Até que cheguei ao fim do pacote.
Os bons encontravam-se, então, no aeroporto, sendo escrutinados.
Já conhecia a história, relembro.
Mas senti taquicardia, aflição, medo verdadeiro.
O avião levantou voo e fez-se o mais absoluto, o mais ensurdecedor dos silêncios.
Deixei de respirar.
Suei frio. Gelado!
Cravei as unhas nas palmas das mãos.
Quase gritei!
Finalmente, uma eternidade volvida, uma voz anunciou, no interior do avião que este se encontrava fora do espaço aéreo iraniano!
UFA!!!
Vão ver! Vão preparados! Vale a pena!

Beijo
Nina

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A seguir aos "entretantos" ...

... os "finalmentes"!
Quero com isto anunciar que vou mostrar e comprovar que a invenção resultou.
Refiro-me ao lombo emborrachado, flambeado e estufado.
Resultou!
Repito!



Esta pasta, recém chegada de Roma, com este colorido que sugere o arco íris, foi o acompanhamento.
Coze apenas 10 minutos para que fique al dente!

Depois, mergulha no molho onde estagiou a carne, em lume muito lento.

Cobre-se com muito queijo ralado e deixa-se, tranquilamente, tapado, que espere pela sua hora de glória.



Acompanhando o lombinho, os cogumelos e as castanhas.

Queria uma sobremesa rápida, mas muito boa!
Lembrei, então, que possuo ainda vários frascos de doce de chila.
Com umas folhinhas de massa Filo, fiz uns embrulhinhos de chila com canela, que tostaram, muito ligeiramente no forno.
Come-se como quem mastiga nuvens, Nuvens doces. Nuvens crocantes.

É favor ter presente que apenas no aspeto são inocentes!
São, na verdade, muito calóricos.
É comer um com o cafézinho e chega!

E já que o forno estava quente, e já que sou muito boa gestora, e já que o bolo fofo de iogurte se prepara num instante e se come sem precisar de motivo, fiz um bolo fofo de iogurte e, quase tive uma over dose de doce e estou muito arrependida.
 Mas lá que é bom, lá que merece o pecado, lá isso merece, lá isso é!
Agora, congelador com ele, que se resiste a tudo menos às tentações.
Sofrerá posologia médica:
-Uma vez por semana, à sobremesa.
Em caso de abuso, 1 hora a pé, em passo rápido!

Beijo
Nina

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Gosto muito de cozinhar ...


... se calhar é, até, a tarefa doméstica que mais me agrada.
Mas ... há sempre um mas!
Às vezes fico sem ideias, é o vácuo total!
E aborrece-me voltar ao bife de sempre, ao assado de sempre ... gosto de surpreender, pronto!
É o meu lado vedeta, que se há de fazer?
Então, hoje, a vedeta, para o jantar, decidiu fugir ao óbvio lombo de porco assado, embora fosse essa a matéria prima de que dispunha, retirada ontem do congelador.
Peguei então na peça e envolvi-a em farinha.


Em seguida, friteia-a em lume forte ... para selar, como dizem os profissionais.

Em seguida, reguei-a com rum, numa golada generosa ...

... e cheguei-lhe fogo, para flambear.

Depois, outra golada, agora de vinho do Porto.
Muita cebola alho e tomate picados, que fritaram destapados.

Para criar molho, uma cerveja ...

... e os temperos:
Louro, sal, pimenta, molho de soja, molho inglês e mostarda.

Tapado o tacho, deixamos que a carne fique muito tenra e vamos fazer outra coisa, que a panela não precisa de adoração. Antes de servir, coisa de 30 minutos de antecedência, juntam-se cogumelos e castanhas.
As últimas, que adoro, tenho sempre em quantidade, congeladas.
Ligam com tudo e favorecem o mais insípido dos pratos.

O golpe de asa será dado com este mamão cozido em açúcar.
Comprei-o lindo e amarelo (e caro...)
Quando o descasquei tive a triste surpresa de trincar uma massa de borracha amarga.
Não deito comida ao lixo. Nunca. É um sagrado princípio.
Por isso, cortei-o em cubos e deixei que cozesse em açúcar.
Ficou uma espécie de chutney aldrabada, mas vai ser comido com o lombo e dar um ar exótico ao jantar inventado.

Cheira bem!
Suspeito que está bom!
Vou servir com uma massa cozida!
Vou arriscar!
Já arrisquei!
Depois dou o feed back!

Beijo
Nina