sábado, 4 de maio de 2013

Sábado ...

... de sol e calor. Tão bom! Foi tempo de rumar ao norte, a Cerveira, é claro e depois, atravessando o rio Minho, a La Guardia, em Espanha.
Cerveira fervilhava.
Espanhóis, uma multidão de espanhóis invadiu-a, alegre e barulhenta, numa azáfama de compras e de intervalos de cerveja gelada nas mesas das esplanadas. Nestes dias Cerveira, além de linda, fica alegre. Gosto muito!
Na feira, com uma amiga, tentei-me com irresistíveis ofertas de peças alegres, fininhas, próprias para o verão. Mas não comprei! Não comprei porque, acabei as mudanças de roupas verão/inverno esta semana, tendo concluido que tenho uma quantidade escandalosa de roupa. Haja contenção!
Limitei-me aos tomates.

4 pezinhos por floreira!

Dentro de dias, a diferença será notória.
Dentro de semanas, quilos de tomates! Espero!

Na área das agriculturas, abasteci-me de mudinhas de tomate coração de boi (assim me garantiu o vendedor) que já estão plantados nas floreiras e devidamente regados.
Agora, exige-se atenção e rega diária, que a fase é crítica!
Tenho tido muito sucesso com estas experiências agrícolas, pese embora a minha ignorância. Acho que compenso a falta de conhecimentos com carinho e atenção e tenho esperança que da próxima vez que aqui fale tomates, seja para mostrar a sua evolução, crescimento e,( quem sabe?), a sua colheita.
Esta fase, quando o inverno se vai, é maravilhosa. Tudo verde, tudo em flor, num hino impressionante à vida.
O meu jardim em vasos, está assim:

O limoeiro...

... a macieira ...

... a cerejeira ...

... os morangos ...

... e este bolbo que anualmente me surpreende numa explosão de cor.

É a natureza a despertar!
É empolgante!
Vital!

Beijo
Nina

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Queridas, queridos ...


... muito obrigada pela colaboração.
 Consegui clarificar, com a vossa preciosa ajuda, esta pobre cabeça!

Assim, conclui que:

1º - Se me é posta, diretamente, uma pergunta, poderei deixar a resposta aqui ... ou, por outro lado, ir responder ao blog de quem me questiona;

2º -Raramente os comentadores vêm reler o post publicado o que, portanto, transforma as respostas assim dadas em perfeitas inutilidades;

3º - Se responder no próprio blog, tal poderá ser interpretado como tentativa para aumentar o número de comentários;

4º - Responder aqui e no blog de quem comenta é trabalho insano e escravizante;

5º - Quem comenta e visita o blog, espera que a gentileza seja retribuída;

7º - Para não repetir respostas num mesmo post, poderei deixá-las no meu;

6º - Poderei fazer o que bem entender sem me sentir obrigada a seguir esquemas rígidos;

Neste caso, como em tudo na vida, conclui-se, o importante é o bom senso.
Não pretendendo dar a impressão que deixo as pessoas falando sozinhas, sempre, respondo ao comentário, visitando quem se deu ao trabalho de me comentar.
A excepção aplicar-se-à, apenas, nas situações em que os posts dos comentadores, já foram por mim comentados. Nesses casos, deixarei a resposta aqui mesmo!

Esta era uma questão que volta e meia surgia.
Tenho amigas que deixam as respostas no próprio blog.
Outras que, além de as deixarem, me visitam duplicando as respostas.
Tenho outras que me lêem diariamente, mas só esporadicamente comentam.
Outras, ainda, que lêem e nunca comentam, mas que estão lá, atentas e atenciosas que o número de visitantes não engana.

De tudo isto, concluo que, para a questão não existe uma, mas várias respostas.
E que viva a pluralidade e diversidade!

Beijo
Nina

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dilema!

Respondo aos comentários aqui no blog ou vou responder no blog de quem me visita?
Não sei que faça!

Tem acontecido deixar, no blog dos amigos, no mesmo post, vários comentários. Isto ocorre porque, postando quase diariamente, recebo visitas de amigos que não têm o meu ritmo.
Ora, parece-me estranho deixar vários comentários no mesmo post.

Por outro lado, imaginar que os meus leitores procederão  a uma segunda leitura do texto que publiquei no dia anterior, também se me afigura irreal e um nadinha presunçoso da minha parte.
Tento contornar o problema, respondendo aqui e, ao mesmo tempo, visitando o blog de quem comenta.
Aí, se encontro um texto novo, comento, caso contrário, não o faço.

Ora esta solução é muito exigente, em termos de tempo e, para ser franca, não sei se irrealista.
Repito:
-Não sei que faça!
Respondo aos comentários aqui, ou no blog de quem comenta?
Me ajudem, vá!

Beijo
Nina

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Tarte de maçã

 Existem dúzias de receitas para esta sobremesa.
Conheço várias, mas hoje, resolvi inovar, inventar, criar.
Acho que, se calhar, deveria registar os direitos de autor:-)
O encanto da cozinha é este. Poder dar asas à imaginação, porque, no fim, tudo acaba por resultar.

Então, comecei por descascar, cortar em quatro, retirar o coração e dividir em fatias 5 maçãs.

Resolvi fritá-las e, para o efeito, utilizei Becel que apregoa vantagens aos quatro ventos.
Fica-nos a impressão de que não pecámos comendo o docinho, a impressão que estamos a tratar da saúde e da linha.
Enfim, as impressões contam!
Ainda que falsas!
Contam!

Uma colher numa frigideira quente ...

... derrete ...

... e acrescenta-se a maçã ...

... que se vai mexendo enquanto ganha cor e amolece.
Acrescenta-se uma colher de açúcar para que caramelize.
E espera.
Utilizaremos uma forma de fivela para que se desenforme sem dificuldade.

A forma será revestida com massa quebrada, comprada feita ...

... ficando assim.
Aguarda.

Num recipiente, despeja-se uma lata de leite condensado, 3 gemas, raspa  ...

...e sumo de limão ...


... que se extrai até à última gota, utilizando este engenhoso artefacto.

Mexe-se, misturando muito bem todos os ingredientes...

... que se despejam sobre a massa que forra a forma.

Depois, acrescenta-se a maçã frita ...

... que se polvilha com abundante canela.

Vai ao forno, a 200 graus, durante 20 minutos ...

... findo os quais se cobre com as 3 claras sobrantes.
Foram batidas em castelo muito firme, com 4 colheres de açúcar.
Deixa-se no forno por mais 10 minutos, para que o merengue asse.

Desenforma-se, aspira-se o aroma  ...

... e saliva-se abundantemente.

Beijo
Nina

terça-feira, 30 de abril de 2013

Algarve ... ainda!


Praias como as do Algarve, não existem, ou existem poucas. E posso afirmá-lo por experiência própria.
É certo que há locais no mundo onde as águas são mais quentes, o mar mais azul e mais sereno, as praias mais brancas e mais extensas.
Lembro, por exemplo as praias do Índico, em Goa, concretamente.
Também nas Caraíbas, em Cuba, na República Dominicana ...
Ainda, na Ásia, na Tailândia, a oferta é sedutora ...
Mas ficam do outro lado do mundo, implicando viagens aéreas, fusos horários, vacinas, jet lag e uma grande trabalheira.
Aqui, na costa sul, temos o paraíso à porta.
Sempre que se pode, está-se lá num instante.
Sem sair de casa.

Esquecendo o relógio e horários, ( a começar por aquele que proíbe praia, a entre as 12:00  e as 16:00 H) 
curte-se o sol e o mar sem restrições.
São grandes passeios no imenso areal, muito banho, um lanche levezinho e ... chega de praia.
É então que outro horizonte de opções se abre . O campo algarvio.


...que, nesta primavera, após um inverno de chuva copiosa, está em festa.

Flores, montes de flores, de todos os tipos, de todas as cores ...

...brancas, azuis, amarelas ...

..em grupo, compactas, torcendo e entrançando caules ...

... em delírio.
Aqui e ali, papoilas ...

... lindas, vaidosas, sedosas e frágeis.

Sem nome, apenas lindas pintinhas brancas ...

... e a papoila de agreste caule e  berrante corola!

Assim é o campo no Algarve.
São passeios sem rumo, repletos de  pausas, de fotos, de "Ohs!" de espanto.
Assim se escoa o tempo, num deambular por trilhos e caminhos em que os sentidos se purificam, em que o espírito se revigora, em que a alma rejuvenesce.

Beijo
Nina

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Compota de Morango

Num erro de planificação, comprei uma enorme caixa de morangos, lindos e suculentos, 2 dias antes de sair para o fim de semana prolongado no Algarve.
Eram tão lindos, vermelhos e perfumados que mereciam ser degustados ao natural.
Porém, foi impossível. Não houve barriga para tantos olhos...
Foi pois necessário dar-lhes destino.
Assim, depois de muito bem lavados, depois de lhes ter sido extraído o pedúnculo, foram congelados.
1.5 Kg de morangos!
Um enorme volume atravancando o congelador, que isto de congeladores - aviso - são um bluff!
Enormes, gigantescos por fora! Por dentro, um nico de espaço!


Um pedregulho de morangos!
 Face à sobrelotação do dito congelador, retiraram-se e pesaram-se os frutos.
Aplicou-se depois a regra:
- Para cada quilo de morangos, 800 g de açúcar e casca de limão.


Numa panela funda (que a mistura tende, fervendo, a ultrapassar os limites do vasilhame, provocando a maior das sujeiras sobre a placa).
Nesta, na minha, subsistem resíduos calcinados de marmelada feita há um ano atrás.
Avisei!
Panela grande, portanto!

Liga-se o fogão em calor moderado e, pa-ci-en-te-men-te, vai-se mexendo até que o açúcar se dissolva no suco dos morangos.

Depois, calor moderado SEMPRE e uma mexidela com a colher de pau, de vez em quando.

Nada de pressas, repito, ou a mistura ficará horrorosamente agarrada no fundo da panela, contagiando a compota com um detestável sabor a esturro!

De repente, vemos os morangos em suspensão numa calda deliciosamente borbulhante.

Chegada é a hora do teste.
Vamos testar o ponto do açúcar.
Terá que ser de ESTRADA!
Quer isto dizer que, ao vertermos uma pequena porção de calda num prato frio e a atravessarmos com uma colher, surgirá uma estrada que não se fecha.
Está pronto!

Com a ajuda do funil das compotas - invenção miraculosa que impede salpicos e pingos das mesmas - enchemos frascos escrupulosamente lavados e fervidos.

Enchi 5 frascos.
Desaparecerão num ápice que eu sei do que a casa gasta e gosta.
Há tantos morangos!
Nunca serão melhores nem mais baratos do que agora!
Vamos fazer compota?

Beijlo
Nina

sábado, 27 de abril de 2013

ALGARVE



É o meu refugio. Onde me reencontro. Me reformato.
Fora da época alta, já se sabe.
Quando o espaço é ilimitado e o silêncio audível.
Se, com sorte, encontrar sol aberto, mar manso e amena temperatura, o cenário é perfeito.



Assim foi.
Areia branca, dunas suaves. Tudo em azul e branco.

Aqui e ali, uma pincelada de cor garrida.

E o mar manso, silencioso ...

... tranquilo, embora (ainda) frio.

Saindo da praia.
Caminhos debruados por flores. Enfeites que assim desabrocham porque a natureza é pródiga.

São rosas. Centenas, milhares de rosas ao longo dos caminhos.

Ria Formosa.
Mar, terra, mar.
E as flores, montes de flores.

A Ria Formosa é Parque Natural protegido.
Percebe-se porquê.

E a arquitetura tradicional local não nega a influência árabe.

Algumas das ruas, homenageiam mesmo poetas árabes, que, em distante época, ocuparam o sul da Península Ibérica.

Os detalhes, são assim... rendas em cimento.

A vegetação é manto espesso que cobre a vertente até à praia.

... assim...

Não é o paraíso, mas parece.

Um forte (Cacela) observava, em tempos, o perigo que do mar poderia chegar.

Hoje alberga uma povoação ...

... limitando-se a ser lindo.
Como se, ser-se lindo e assim alegrar o mundo, fosse coisa pouca.

Camaleões nidificam e crescem neste habitat.
Aqui um exemplar, talhado em metal, como ex-libris da terra.

O mar azul e plano.
Ao fundo, Montegordo, cidade turística, demasiado turística para meu gosto.

Parece composição. Mas não. É assim mesmo que a natureza decide manifestar-se.

Será que os motivos que me ligam a esta terra foram devidamente expostos?
Acredito que uma imagem vale mais que mil palavras.
Será que valeu?

Beijo
Nina