segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cheira a bolo!

A minha casa cheira a bolo recém assado!
Cheira tão bem!
Cheira a tardes de outono quando se come uma fatia, ainda quente, com uma fumegante chávena de chá!
É bolo inglês!
O clássico, o tradicional, o intemporal!


Tudo começou quando encontrei, meio esquecida, esta embalagem de frutos cristalizados.
 Tratei de lhes dar uso.
No meu velhinho Pantagruel, a receita mais que perfeita:

250g de açúcar e farinha
100g de manteiga
3 ovos
1 cálice de vinho do Porto
1 colher de sobremesa de fermento
250g de frutos cristalizados
nozes q.b.

Mistura-se, batendo bem, o açúcar com a manteiga.
Acrescentam-se os ovos, alternando com a farinha misturada com o fermento e o vinho do Porto.
Bate-se até que a mistura se apresente absolutamente homogénea.
Acrescenta-se os frutos cristalizados picados em pedaços miúdos, reservando parte para cobrir a superfície do bolo.

Verte-se em forma untada e polvilhada com farinha

Nozes e a porção de frutos reservada, recobrem o bolo que vai ao forno, a 180 graus, durante cerca de 1 hora.

Desenforma-se ...

... e fazemos um grande esforço para deixar que arrefeça sem que o ataquemos.

Beijo
Nina

Relembro:



Esta bolsa procura dona(o)!
Ver aqui!

Mais beijos
Nina

domingo, 12 de maio de 2013

Foi neste cenário ...


... que, esta manhã, fiz a minha caminhada.
Mudei de poiso, apenas porque o trajeto habitual se encontrava encerrado devido à realização de uma prova desportiva.
Abençoada, não me faltam alternativas, nesta cidade linda onde tive a sorte de nascer.
Assim, é só atravessar uma das pontes que liga as duas margens do rio Douro e, em Vila Nova de Gaia, o que não faltam são espaços de uma beleza arrebatadora, como este:


Ao fundo, o Porto, a foz do rio Douro.
Em primeiro plano as praias de mar bravio e água gelada, onde a reia branca se veste de flores de todas as cores.

Tenho, com este local, uma ligação quase umbilical.
Aqui passei grande parte da minha infância e adolescência, em praias de forte iodo, nortadas agrestes, dias imensos de alegre convívio, em Agostos saboreados ao minuto.
Éramos muitos. Amigos e familiares. Em grupos felizes, como só se é na adolescência.
Deles guardo doces, dulcíssimas recordações.

O local perdeu o perfil selvagem. Ganhou condomínios, prédios elegantes debruçados sobre o Atlântico, mas a luz, o cheiro e o vento, continuam os mesmos.

As águas de um verde profundo, debruadas com espuma de renda branca, não enganam.
Banho, aqui, nunca.
O perigo é real.
E, se iludidos pela beleza paradisíaca do lugar, os mais afoitos  arriscam um mergulho, as consequências poderão ser trágicas.
Este é um mar para admirar respeitosamente de longe. 

Foi assim que o vivi.
De longe. Pano de fundo dos meus felicíssimos dias de adolescentes Agostos.
Gostei tanto de o revisitar.
Por momentos tive 15 anos.

Beijo
Nina

P.S.
O sorteio desta beleza continua aberto.


Ver aqui!

Mais beijos!

sábado, 11 de maio de 2013

A grande aventura de uma frigideira!

Pois bem, a frigideira supimpa que ontem mostrei, encontra-se no olho do furacão, heroína de uma tempestade de emoções com fim incerto.
Ontem, objeto do meu enlevo.
Hoje  fonte do meu ressentimento.
Eu conto:
A dita dormiu na bancada da minha cozinha, ainda com rótulo e etiqueta, esperando lavagem com água quente e detergente suave, de acordo com as instruções do fabricante, que sou pessoa para cumprir à risca com as determinações de quem sabe mais do que eu.
Ficou pois, sossegada, na bancada da cozinha e ainda lá permanece, que o sábado predestinado a saída matinal para Cerveira não se compadecia com atrasos motivados por lides domésticas.
Segui, então, para Cerveira, relegando a frigideira para tratamento posterior.
Com sol, Cerveira borbulha, agitada e viva e a feira anima-se:

São as  ofertas mais variadas ...


... rolos e rolos de tecidos a quase nada ...

... e fitas e rendas e fechos e coisas e coisinhas ...


...para não falar nas echarpes e guarda-chuvas e chapéus e cachecóis...

... e 1000 bolsas e carteiras maradas, absolutamente contrafeitas que a imaginação é grande e o controle escasso!
 Isto para apontar apenas uns poucos exemplos do que aqui se vende.
Que há mais, há muito mais, há frigideiras com revestimento de porcelana.
E chegamos ao cerne da questão!
É que, curiosa, observei, toquei, avaliei e perguntei preços.
No Continente, ontem, paguei cerca de 30€. Aqui custavam 18!
Então como é?
Vamos falar de lucros excessivos!
O mesmo produto por quase metade do preço dá que pensar. Obriga a agir. A frigideira retornará devolvida ao Continente, primeira coisa, máxima prioridade, na próxima segunda feira pela manhã!
No próximo sábado, de Cerveira, virá uma irmãzinha igual, mas muito mais barata, cá para a minha cozinha!
Não é por nada, é só porque não me apetece apadrinhar tais esquemas!

Beijo
Nina

Mantem-se aberto o sorteio desta lindeza.
Ver  aqui!




Beijo
Nina

Sexta-feira ...

... quase fim de semana, definitivamente não é dia favorável a incursões no supermercado.
Aliás, para mim, nenhum dos dias da semana o é, já que abomino grandes superfícies e continuo, mentalmente, ameaçando não voltar a pôr nelas os pés.
É muito chato, perde-se imenso tempo, não gosto.
Começa pela saga de arranjar lugar no parque de estacionamento. Um horror! cada vez mais difícil.
Depois, são quilómetros a percorrer em corredores repletos de pirâmides ameaçadoras que quase atingem o tecto. Mil marcas de detergente, mil aromas ... e eu que só quero um, e que seja rápido.
A ida ao supermercado deprime-me e irrita-me em doses iguais.
Se podia encomendar pelo telefone?
Se calhar podia, mas, desconfiada, prefiro escolher a embalagem  intacta, a data de validade que mais me satisfaz e por aí fora, num rol de argumentos que me levam ao sofrimento de entrar naquele pandemónio.
À sexta-feira, aviso os incautos, é ainda pior.
São multidões alucinadas, filas imensas nas caixas, tudo mau.
Hoje, na minha caixa, à minha frente, apenas um casal!
Bom, não é?
Não!
Tenho a especial capacidade de escolher sempre a caixa pior. Sempre! Até já estudei o caso.
Ou se esqueceram de pesar as bananas, ou o preço da lata de atum não corresponde, ou o cartão de crédito não funciona, ou ...
Hoje, o abençoado casal esquecera o vale de 10% em descontos no cartão!
Para tudo!
Lá foram não sei onde reclamar o tal vale.
E a fila crescia.
Ensanduichada entre o casal esquecido e um carrinho de compras monumental, impossibilitada de fugir, saídas barradas à frente e atrás, aguentei!
Resolvido o drama do vale, aliviada, suspirei de felicidade!
Suspirei demasiado cedo!
 O suplício ainda não terminara.
Hora de mudar a funcionária da caixa!
Nova paragem, para passar o testemunho.
Finalmente, depois de muitos olhares furibundos, fui atendida.
Desta experiência traumática, apenas um lado bom:
Comprei uma frigideira moderna (para mim, pelo menos ...)antiaderente revestida a porcelana.
Asseguram os entendidos que o revestimento a Teflon é altamente prejudicial, cancerígeno, até!
Portanto frigideira nova.
Se funciona?
Não sei.
Para já é apenas linda!
Vejam:


Oh! Pr'a ela ...

Gira!
Será que cumpre o que promete?
Antes de terminar, deixo o lembrete:
Esta bolsa procura dona!
As informações encontram-se aqui!




Beijo
Nina

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Querem ganhar esta bolsa?

Quando, orgulhosa e feliz,  mostrei ontem, este projeto bem sucedido, acabadinho de fazer, não imaginei que seria tão bem recebido, a avaliar pelos comentários que têm chegado.
Mas foi!
Foi muito, muito bem recebido!
O que me fez ficar ainda mais contente.

Resolvi, então, que quero oferecer  esta beleza.

Vou, pois, fazer um sorteio.
Que nunca fiz. Nem nos aniversários do blog.
O sorteio será aberto a todos, independentemente do país onde residam, pois para isso existem os Correios.
Quem quiser concorrer e habilitar-se a ganhar a bolsa verde pode, pois, fazê-lo! 


Com renda branca!

As condições para concorrer são as seguintes:

1- Ser minha (meu) seguidora (seguidor)
2- Deixar um comentário neste post, incluindo o mail de contacto.


Com renda laranja!

O apuramento e divulgação do nome da (do) vencedor(a), será feito no próximo dia 1 de Junho, terminando a inscrição às 24:00H do dia 31 do mês de Maio.
Assim, fácil e simples!

Não foi premeditado. A ideia surgiu assim de repente, como é costume acontecer com as boas ideias.
E, como gosto muito da bolsa, o prazer de a oferecer é ainda maior.
Se tomo o gosto à brincadeira, ameaço que repetirei.

Beijo
Nina


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Alguém me explica ...

... como foi possível viver bem, tantos anos, sem blog?
Alguém?
É que, atualmente, criei uma verdadeira dependência desta atividade. É muito estimulante.
Mexo-me para "fazer coisas" para o blog.
Pesquiso os blogues amigos e aprendo técnicas, adquiro competências, inspiro-me em projetos que me atrevo a reproduzir.
E assim cresço que, tenho para mim,  se pode sempre crescer, alargar horizontes e enfrentar desafios. 



Em dezenas de blogues encantei-me com o patchwork.
Trabalho rigoroso, fascinava-me e intimidava-me em doses iguais. Logo eu que nem coser à máquina sabia!

O que é verdade é que se aprende com os erros e imprescindível será não permitir que o erro se transforme em fracasso.
Assim, caindo e levantando, sem angústias, sem aflições, sem desmedidas ambições, lá fui progredindo.
Comprei até uma base de corte, ferramenta milagrosa que vale cada cêntimo que custa.

Como princípio básico, aprendi que não existe lixo, desperdício ... que o mais ínfimo retalho pode ser aproveitado, tal como faziam as mães da técnica, as pioneiras, as colonizadoras da América.
E que uma rendinha de nada pode e deve ser aplicada a favor do resultado final.

Se em vez de uma se aplicar duas, melhor. Importante é aproveitar os recursos a favor de um feliz resultado final.

Aproveitei restos de restods de tecidos em que predominava o verde, cor mestra de um espaço cá em casa.
Mas os restos eram mesmo restos. Não chegavam para completar o projeto. Foi então que recorri a esta chuva de flores em que um apontamento verde acena alegremente.
E a bolsa tomou forma.
Como?
Através da JU
Aprendi!
Num PAP impecável, aprendi!
E se eu aprendi, todos podem aprender que as minhas ferramentas em termos de costura são quase nulas!

Com os tais restos de restos de tecidos, nasceu esta bolsa.


Forrei-a com a tal chuva de flores ...

... aplicando TODAS as indicações fornecidas pela Ju (obrigada, obrigada, amiga!)

Cá está ela, forrada, mas ainda sem alças. Ainda pensei deixá-la assim , um cesto para acolher os mil trabalhos em que me meto.

Depois pensei ...
Achei que não, que o melhor seria transformá-la, definitivamente, em bolsa ...

--- com duas faces distintas, duas rendas, que as exíguas quantidades assim determinaram.

Tratei de  lhe aplicar alças, duas, distintas, que o tecido para mais não deu.
Usei botões enormes, os que tinha ...

E gostei, tanto de um lado ...

...como do outro!


A bolsa confunde-se com as almofadas, já que, como repeti, foi feita com sobras ...
... e ficou assim, linda, enchendo de luz o meu dia!

Beijo
Nina

terça-feira, 7 de maio de 2013

Bordados ...

A minha mãe bordava, bordava muito bem. Lembro das tardes calmas em que ela, sentada na sua cadeira predileta, fazia deslizar a agulha através do pano, levemente, docemente, assim como quem afaga.
Estimulada pelo exemplo, quis dar também uns pontinhos.
Eram pêras enormes com duas folhas no topo; maçãs redondas; cachos de uvas; e algumas flores.
Tudo em ponto de pé de flor! Tudo desenhado pela minha mãe em pedaços de tecido. Foram tardes e tardes de companhia, de conversa e de doces silêncios.
Depois cresci e desinteressei-me.
Esporadicamente, um ou outro motivo em ponto de cruz que rapidamente transformave em quadro. Quase sempre copiado da Rakam, revista italiana de todas as maravilhas.
Ao ponto de pé de flor não voltei mais.
Até encontrar a  Nina Dias.

Com ela, repeti o caminho de aprendizagem. Porque há pessoas assim como a Nina, maravilhosas, absolutamente generosas.

Enviou-me o esquema ...
... todos os detalhes ...
... que me limitei a copiar.

Agora, a medo, com todos os cuidados vou ensaiando os primeiros passos, inseguros, titubeantes, mas, ainda assim, passos.
Bordo!
Tão lindo, tão bom!
É quase um regresso à infância. Sem pêras gigantes, sem maçãs redondas, sem cachos de uvas, é certo, mas não faltam as florzinhas, as borboletas, o anjinho com chapéu, casinhas e passarinhos.
Vai ser um quadro!
Pode ser que não perfeito. Não importa. A delícia da experiência, essa, é minha. E tudo porque há pessoas assim, com a Nina Dias, maravilhosas e de uma generosidade sem limites.

Beijo
Nina