sábado, 18 de maio de 2013

Não sei bordar!

Não sei mesmo!
Não sei executar pontos!
Não identifico designações!
Não tenho mão que só se adquire com a prática.
Apenas gosto!
E a gostar eu sou boa!
Gosto com entusiasmo e assim dou o peito às balas, intrépida.
Que mal pode vir ao mundo se o meu bordado não resultar perfeitinho?
Nenhum!
E o que ninguém me tira são as horas de puro prazer que a tarefa me proporcionou.
Como resistir?
Tanto mais que, lá longe, do outro lado do Atlântico tenho uma amiga, uma doce amiga, que tudo faz para incentivar o deleite.
É a Nina !
Responsável por este esquema, de momento concluído.
Ficou muito lindinho e não me venham com "mas"!
Até já tem dona, que não lhe aponta defeito!

Será um quadrinho, indo, por isso, receber moldura adequada.

Entretanto, e enquanto não me chega às mãos o segundo esquema, resolvi repetir o primeiro.
Agora numa só cor. Será verde!

E o ponto começa a adquirir regularidade, que, como todos sabemos, a perfeição vem com a repetição.

Os diversos esquemas são variações sobre o mesmo tema:

,Anjinhos, passarinhos, borboletas e flores numa composição despretenciosa e naif, e,  por isso mesmo irresistivelmente  adorável
Creio que serão 4 os motivos e mal posso esperar por os ver concluídos, enfeitando uma das minhas paredes.

Chegou, pois, a hora de perguntar:
Porque não bordam, porquê?

Beijo 
Nina




sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quando ...

... mostrei o colete Quadrado Perfeito, o feed back não foi unânime, não!
Houve quem achasse que o coletinho era curto;
Houve quem achasse que era bonito;
Houve quem achasse que deveria mostrá-lo vestido!


Só o não fiz da primeira vez que o exibi, por falta de fotógrafo.
Ultrapassado que foi o entrave, façam o favor de observar:


Não é curto!
Tem a altura certa e adapta-se como uma luva.

Neste clima surpreendente em que vivemos, quando está frio para sair só de blusa e quente para casaco, o colete  acaba por ser a escolha acertada.

Confortável e leve ...

... embora quente q.b.

Palpita-me que vou usá-lo muito, já que tem a característica, para mim indispensável, que é a de ser uma quase segunda pele.
Não sei do que estão à espera!
Vá!
É copiá-lo quanto antes!

Beijos
Nina

E as inscrições continuam abertas.
É só espreitar aqui!
Depois é só esperar o dia 1 de Junho e ganhar esta lindeza!


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Porto medieval!

O Porto é uma cidade antiga, muito antiga, repleta de vestígios da sua fundação na Idade Média.
Aqui nascidos e criados, raramente nos damos ao trabalho de ver com olhos de ver, as marcas da sua antiguidade, que ainda perduram.
São zonas antigas, velhas, que não fazem parte do nosso quotidiano e que por serem velhas evitamos.
Nelas, dada a sua exígua dimensão, quase não circulam automóveis, o que ainda mais as distancia.
Não me passaria pela cabeça circular por essas artérias  a pé e muito menos sozinha.
Fui porém desafiada a participar num percurso guiado, visitando a judiaria do Porto, local onde, até à sua expulsão do país, no reinado de D.Manuel I, se desnvolveu o bairro judeu.
Dessa visita guiada, registei momentos, testemunhos do seu passado.



As casas, entretanto "modernizadas" com revestimento atual, apresentam uma estrutura própria.
São de pedra, com divisórias em madeira, sendo ocupadas, por piso, por famílias diferentes.

Estamos na Rua dos Caldeireiros.
A Igreja da Nossa Senhora da Silva, apertada entre dois blocos de casas, persiste com ar festivo, invocando a religiosidade popular.


Muito mais rica que as restantes fachadas, não passa desapercebida.

A identificação para informação turística.




E toda a rua, estreitinha e inclinada, em sombra perpétua, se desenvolve assim, numa colmeia de habitações.

Na saída, o edifício magnífico da antiga Cadeia da Relação, hoje dedicada a exposições e escolas de arte,
albergou famosos reclusos, como Camilo Castelo Branco.

Numa vista inesperada, o horizonte alarga-se em ampla varanda e ao fundo a Sé Catedral. 

O nome da rua não surgiu por acaso.
Aqui se desenvolvia a atividade relacionada com o ferro.
Seria, por isso, na Idade Média, uma rua de artesãos, barulhenta e suja.

Atualmente, a movida noturna agita-se por aqui ...

... a par com a vidinha tranquila dos seus habitantes.


Perpendicularmente, a Rua de S. Bento da Glória, bem mais rica, bem mais monumental.
Num destes edifícios funciona um tribunal criminal e uma importante esquadra da polícia judiciária.
Vendo esta multidão ocupada apenas em olhar, pensei tratar-se de outro grupo de visitantes.
Afinal, não!
Era uma comunidade cigana!
Solidários até ao último suspiro de vida, acompanham-se em tribo, sempre que algum deles se encontra em dificulade, quer seja por doença, quer por transgressão legal, como era o caso.
E dali não arredam pé até que  seja libertado o que caiu nas malhas da lei!

O Convento de S. Bento da Vitória, deve o seu nome à expulsão dos judeus já mencionada.
O "da Vitória", refere-se à vitória da religião cristã sobre a "das trevas" representada pelo povo expulso.
Este, perseguido, espalhou-se por toda a Europa do norte, contribuindo para o seu desenvolvimento.
Isto de expulsões e persiguições, está provado, não funciona!
E nós, os virtuosos, é que ficámos a perder!

Não me dou com paredes, não me ajeito com muros.
Gosto de amplitude.
Chegando ao término da rua, este postal!
O Douro glorioso e, na outra margem, Vila Nova de Gaia! 


A velha ponte de D. Luís I e , no alto, o Mosteiro da Serra do Pilar.

E os telhados, num jogo de faces, de orientações de ângulos.
E o rio!
O rio sereno e vigilante.

Foi um percurso de 2 horas.
Foi um abrir de janelas sobre a minha cidade.
Foi uma perspetiva reveladora.
Foi como que se visse o Porto pela primeira vez.
Gostei muito!

Beijo
Nina

Não posso deixar de relembrar que continuam abertas as inscrições para o sorteio desta bolsa:



Estas são as regras.

Vá, concorram!
Beijo

terça-feira, 14 de maio de 2013

Colete "Quadrado Perfeito"!


Terminado!
Num instante. Composto por 8 quadrados, 4 grandes e quatro menores.
A receita, como atrás já referi, foi-me oferecida pela Rosângela e pode ser encontrada aqui!


Em branco pérola, uma das cores ( ou não cores ) da minha eleição, resultou nesta coisinha fofa que veste muito bem, sendo o mais adequado possível para este clima de quase verão ventoso.

À frente, dois botões e uma tirinha em ponto baixo, aplicada em 8, unindo as duas frentes.

Uma golinha  executada com agulha circular:
- 10 carreiras em liga.
Já está!

Depois, a toda a volta, Ponto de caranguejo, assim chamado porque evolui ao contrário do habitual.
É ponto baixo executado da esquerda para a direita!
Super fácil e com ar de coisa difícil.

Nas costas, a vista é esta.
4 quadrados perfeitos que resultam neste aspeto mais que perfeito.

A golinha. Uma dobra que remata com muita graça.

Visto de perto.
Os pontos formam carreiras perpendiculares.
De novo, mais fácil impossível!
Gostei muito de realizar este trabalho.
Desta vez nasceu o colete, mas da próxima será uma manta, ou uma almofada, ou uma echarpe, ou ...

Beijo
Nina

Recordando!:
Continua aberta a inscrição para o sorteio desta coisa linda que chama pelo verão, por tardes de praia, por noites de esplanada:




As instruções encontram-se aqui!

Vá, é só deixar lá um comentário!

Beijo
Nina

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cheira a bolo!

A minha casa cheira a bolo recém assado!
Cheira tão bem!
Cheira a tardes de outono quando se come uma fatia, ainda quente, com uma fumegante chávena de chá!
É bolo inglês!
O clássico, o tradicional, o intemporal!


Tudo começou quando encontrei, meio esquecida, esta embalagem de frutos cristalizados.
 Tratei de lhes dar uso.
No meu velhinho Pantagruel, a receita mais que perfeita:

250g de açúcar e farinha
100g de manteiga
3 ovos
1 cálice de vinho do Porto
1 colher de sobremesa de fermento
250g de frutos cristalizados
nozes q.b.

Mistura-se, batendo bem, o açúcar com a manteiga.
Acrescentam-se os ovos, alternando com a farinha misturada com o fermento e o vinho do Porto.
Bate-se até que a mistura se apresente absolutamente homogénea.
Acrescenta-se os frutos cristalizados picados em pedaços miúdos, reservando parte para cobrir a superfície do bolo.

Verte-se em forma untada e polvilhada com farinha

Nozes e a porção de frutos reservada, recobrem o bolo que vai ao forno, a 180 graus, durante cerca de 1 hora.

Desenforma-se ...

... e fazemos um grande esforço para deixar que arrefeça sem que o ataquemos.

Beijo
Nina

Relembro:



Esta bolsa procura dona(o)!
Ver aqui!

Mais beijos
Nina

domingo, 12 de maio de 2013

Foi neste cenário ...


... que, esta manhã, fiz a minha caminhada.
Mudei de poiso, apenas porque o trajeto habitual se encontrava encerrado devido à realização de uma prova desportiva.
Abençoada, não me faltam alternativas, nesta cidade linda onde tive a sorte de nascer.
Assim, é só atravessar uma das pontes que liga as duas margens do rio Douro e, em Vila Nova de Gaia, o que não faltam são espaços de uma beleza arrebatadora, como este:


Ao fundo, o Porto, a foz do rio Douro.
Em primeiro plano as praias de mar bravio e água gelada, onde a reia branca se veste de flores de todas as cores.

Tenho, com este local, uma ligação quase umbilical.
Aqui passei grande parte da minha infância e adolescência, em praias de forte iodo, nortadas agrestes, dias imensos de alegre convívio, em Agostos saboreados ao minuto.
Éramos muitos. Amigos e familiares. Em grupos felizes, como só se é na adolescência.
Deles guardo doces, dulcíssimas recordações.

O local perdeu o perfil selvagem. Ganhou condomínios, prédios elegantes debruçados sobre o Atlântico, mas a luz, o cheiro e o vento, continuam os mesmos.

As águas de um verde profundo, debruadas com espuma de renda branca, não enganam.
Banho, aqui, nunca.
O perigo é real.
E, se iludidos pela beleza paradisíaca do lugar, os mais afoitos  arriscam um mergulho, as consequências poderão ser trágicas.
Este é um mar para admirar respeitosamente de longe. 

Foi assim que o vivi.
De longe. Pano de fundo dos meus felicíssimos dias de adolescentes Agostos.
Gostei tanto de o revisitar.
Por momentos tive 15 anos.

Beijo
Nina

P.S.
O sorteio desta beleza continua aberto.


Ver aqui!

Mais beijos!

sábado, 11 de maio de 2013

A grande aventura de uma frigideira!

Pois bem, a frigideira supimpa que ontem mostrei, encontra-se no olho do furacão, heroína de uma tempestade de emoções com fim incerto.
Ontem, objeto do meu enlevo.
Hoje  fonte do meu ressentimento.
Eu conto:
A dita dormiu na bancada da minha cozinha, ainda com rótulo e etiqueta, esperando lavagem com água quente e detergente suave, de acordo com as instruções do fabricante, que sou pessoa para cumprir à risca com as determinações de quem sabe mais do que eu.
Ficou pois, sossegada, na bancada da cozinha e ainda lá permanece, que o sábado predestinado a saída matinal para Cerveira não se compadecia com atrasos motivados por lides domésticas.
Segui, então, para Cerveira, relegando a frigideira para tratamento posterior.
Com sol, Cerveira borbulha, agitada e viva e a feira anima-se:

São as  ofertas mais variadas ...


... rolos e rolos de tecidos a quase nada ...

... e fitas e rendas e fechos e coisas e coisinhas ...


...para não falar nas echarpes e guarda-chuvas e chapéus e cachecóis...

... e 1000 bolsas e carteiras maradas, absolutamente contrafeitas que a imaginação é grande e o controle escasso!
 Isto para apontar apenas uns poucos exemplos do que aqui se vende.
Que há mais, há muito mais, há frigideiras com revestimento de porcelana.
E chegamos ao cerne da questão!
É que, curiosa, observei, toquei, avaliei e perguntei preços.
No Continente, ontem, paguei cerca de 30€. Aqui custavam 18!
Então como é?
Vamos falar de lucros excessivos!
O mesmo produto por quase metade do preço dá que pensar. Obriga a agir. A frigideira retornará devolvida ao Continente, primeira coisa, máxima prioridade, na próxima segunda feira pela manhã!
No próximo sábado, de Cerveira, virá uma irmãzinha igual, mas muito mais barata, cá para a minha cozinha!
Não é por nada, é só porque não me apetece apadrinhar tais esquemas!

Beijo
Nina

Mantem-se aberto o sorteio desta lindeza.
Ver  aqui!




Beijo
Nina