quarta-feira, 26 de junho de 2013

Finalmente ...

... consegui que os quadros saíssem do chão e voassem, como estava previsto, para a parede.

Mede aqui, acerta ali, marca acolá... foi uma epopeia colocá-los nos locais que me agradavam e acertá-los de acordo com o esquema.
Não foi fácil, mas, finalmente, depois de muito pó, muito barulho e muito acerto, lá conduzimos o barco a bom porto.
Ficou assim:

O espelho dourado, virou branco e foi, apartir da sua localização, que se desenvolveu todo o esquema.

Os quadrinhos!
Ficaram maravilhosos com a moldura. Gosto tanto deles que não me canso de agradecer à Nina,
graças a quem fui capaz de tal proeza.

Tinha, há muito tempo, um conjunto de bordados em ponto de cruz que, permaneciam escondidos, incompatíveis com a decoração que, entretanto, desenvolvera.
Resolvi resgatá-los.

São três.
Ingénuos e despretenciosos ...

... ocupando agora esta parede azul.

Mais virão, que o conjunto agrada-me.

Entretanto, a cadeira recebeu o novo estofo e assim, sem pressas, o conjunto vai tomando forma.
Tudo azul. Tudo azul e branco.
Como gosto!
Como imaginei!

Beijo
Nina

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Melhor ...

... Cada dia, melhor. Assim tem evoluído o tempo. Dias cada vez mais limpos, mais livres de vento, mais calmos e mais azuis.
 Tem sido uma praia deliciosa. Até mesmo a temperatura da água do mar subiu um pouco.
O areal imenso está quase deserto.
Um ou outro casal e alguns cães, felizes, sem trela, numa felicidade plena de louca liberdade.
É aproveitar agora, que dentro de dias, com as enchentes em férias, aos cachorros será interdito o acesso ao areal.
E olhando o mar, o céu, o vazio, ouvindo as ondas, cheirando o sargaço e sentindo o bafo quente do sol, têm transcorrido estes dias. Sem relógio, nem horário, nem telefone.
Um pouco mais  e voava, solta e liberta. Feliz.
As noites quentes permitem jantares ao ar livre, em esplanadas perto do mar.
Dele nos chega, fresco, imaculado, o peixe, apenas grelhado, apenas peixe.
E depois a cerveja, muito gelada, borbulhante.
E o silêncio da noite calma, ainda deserta da agitação de Verão.
Assim , seguramente que assim, será o paraíso.

Beijo
Nina

sábado, 22 de junho de 2013

Chegou!

Com um dia de atraso, é certo, mas chegou!
Chegou de mansinho, silencioso, sem fazer alarde, mas chegou!
Chegou o Verão!
Chegou em toda a sua glória, com um profundo céu imaculadamente azul.
Sem réstia de nuvem, sem ponta de vento.
Chegou ameno. Chegou delicioso.
E nós, tontos de incredulidade, entregámo-nos aos seus afagos, feitos de doces brisas, de suave voo de aves.
Deitados na areia, olhos semicerrados, olhando o vazio, respiramos o Verão.
Tão bom, tão desejado!
Foram nove meses de frio, de céu cinza, de tanta chuva.
Agora, é só entrega.
Entrega sem reticência, entrega plena ao arzinho quente que nos toca a pele.
Hoje foi assim.
Hoje chegou o Verão!

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A banhos ...

Hoje, primeiro dia de Verão, fugi para o sul. Num fim de semana que tentarei esticar!
A banhos, como outrora se dizia.
Sol, algum.
Vento, mais do que seria desejável ...
Mar feito lago.
Água gelada, agressiva, quase assassina, de partir o osso.
Ainda assim, valeu a pena.

Deixarei meros apontamentos.
Depois, muitas fotos e histórias e o que mais surgir.

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Prosseguindo a remodelação ...

... a passo de caracol, dado o infeliz precalço que sofreu o pintor, dou-me tempo para tomar decisões.
Numa ou duas horas,brevemente, tudo estará concluído.
Os móveis estão prontos e pouco mais haverá a fazer.


Esta, que em tempos funcionou como lavatório, é a mesa onde localizei o meu PC.
Tem tampo em mármore, numa preciosa combinação de brancos e cinzas.
Sobre este tampo, na sua origem, existia um conjunto de bacia e jarro que solucionava as necessidades higiénicas básicas, em tempos distantes, quando numa moradia existia apenas uma casa de banho.
Em cada quarto era obrigatória a sua presença.
Esta mesa pertenceu a meus remotos antepassados e foi-me oferecida pelos meus pais.
Apresentava-se na sua cor primitiva de mogno, que tratei de eliminar com a pintura.
Ficou bem mais leve , bem mais harmoniosa.

Para além do PC, umas caixinhas recicladas que vesti em tonalidades de azul ...


Acontece que este tampo de pedra é extremamente frio, extremamente desconfortável, ao fim de um certo tempo de uso, em contacto direto com os braços que nele se apoiam.
Daí que resolvi vesti-lo, em nome do conforto.

Farei um caminho, utilizando sobras de tecidos aplicadas na sala.
Gostava que fosse um patchwork fácil e simples.
Gostava que fosse um patcwork para iniciantes.
Gostava de receber ajuda, sugestões, links.
Gostava que me ajudassem.
Vá!
Ajuda, precisa-se!

Beijo
Nina



quarta-feira, 19 de junho de 2013

E compensa viver aqui?






Compensa!
Economicamente, compensa em absoluto.
Um pouco mais alto que em Portugal é o preço das casas. Sem dúvida que é mais caro. Mas, tudo, ou quase tudo o resto é igual ou mais barato.
A comida, por exemplo...
Comprando no supermercado para cozinhar em casa, os produtos são ao mesmo preço ou ainda mais baratos que em Portugal.
Se decidirmos jantar no restaurante, aí as coisas mudam de figura, já que os serviços são caríssimos.

A gasolina, um bem que se reflete em variadíssimos custos, é mais barata.

As autoestradas são gratuitas.

O vestuário tem preços interessantíssimos, existindo uma enorme variedade de oferta, em lojas tipo outlet que vendem restos de coleções de roupa de muito boa qualidade, a preços irrisórios.
Confesso, mesmo, que não resisti e numa loja Karen Millen, adquiri umas coisinhas lindas a preços muito convidativos.

Depois, todo esta avaliação se realiza em função dos vencimentos auferidos. Estes não têm a menor comparação com os que aqui são pagos.

Um médico, por exemplo, com o mesmo número de horas hospitalares, facilmente ganha o dobro, o triplo ou o quadrúpulo do que ganharia aqui, dependendo do posto que ocupará na escala hierárquica.
Se ainda por cima, se irá  viver numa zona aprazível, tranquila e com resposta a todas as exigências da sociedade atual, fica claríssimo o quanto compensa viver e trabalhar em Inglaterra.

Beijo
Nina

terça-feira, 18 de junho de 2013

Poderia viver aqui ...

... e ser muito feliz!
À chegada, de dia, se for o caso, encanto-me com este imenso tapete de verde patchwork.
Sei bem que não está ali por acaso. Sei bem que assim cresce verde e fresco porque a chuva é presença constante, quase diária. Sei-o bem!
Ainda assim, se esse é o preço para que os meus olhos mergulhem no verde mar, pagá-lo-ia.

Era um dia com algum sol, com algumas nuvens, com um pouco de vento, com alguma chuva, como faz questão de ser o clima inglês ...

... que no decorrer do mesmo dia ...

... mostra todos os elementos ...

... um a seguir ao outro, ou, em assomo de forte e indomável personalidade, tudo misturado, tudo ao mesmo tempo.
 Daí que, com uns fresquíssimos 12 graus, as meninas inglesas circulem descapotáveis, já que o Verão (de calendário ...) o permite, ainda que roxas de gelado arrepio.
Vestem-se mal, muito mal,  as inglesinhas!
Superiormente, indiferentemente, soberanamente mal.
Convictas, porém, das suas opções.
A praga da obesidade grassa, genericamente entre grande parte da população, fruto de uma alimentação muito incorreta.
Sinal dos tempos!

O Reino Unido é, contudo, um grande país!
Um país de oportunidades numa Europa doente, uma Europa que atravessa uma das mais negras fases da sua história económica e social.
Por isso, para além do imenso, sedutor manto verde, outros argumentos haveria que me convencem de que seria feliz neste país.
Optaria, se fosse o caso, por uma cidade de modesta dimensão, como é o caso de Southampton.
Aí, não falta nada, nada do que a civilização moderna exige, oferecendo a mais valia, de um lugar tranquilo, seguro, limpo e preocupado com o bem estar da sua população.



Viveria calmamente, com muita qualidade de vida, neste local, de moradias excelentes, rodeadas por jardins e prados como este.

Muros?
Estes ou nenhuns, já que, repito, a segurança, esse bem precioso, é garantida por um atento corpo policial, bem como por associações de vizinhos empenhados.

Depois, oferecem, gratuitamente, isto ...
Veredas, caminhos, parques ...

... jardins, que estão ali para serem vividos, em amena contemplação do adorado sol, em lazeres de horas serenas de leitura, de conversa ou, simplesmente, horas de nada, horas de estar vivo, atento ao crescer da relva.


Então, se o sol aparece ...


... é hora de sair, calçar ténis e sair, pegar na bicicleta e sair, ou apenas abrir a porta e sair, vagueando ao acaso, respirando fundo, saboreando o silêncio.
Por isso, por isto e por muito, muito mais, repito:
- Poderia viver e ser muito feliz aqui!

Beijo
Nina