quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Castelos

Há-os para todos os gostos, bem ou mal coservados, mais antigos ou mais modernos. Abundam.
E estes povos, com uma apurada noção de história e cultura, preservam-nos.
Como testemunho ...

Não tanto de glórias.
Muito mais como acusação perante as sucessivas agressões.
A última, a que terminou em 1991, da autoria da Rússia que, durante anos, como potência invasora, os dominou.

Mas não foram apenas os russos ...

... os suecos, os civilizados suecos, noutras eras foram também invasores.

Será por isso que noto uma certa agressividade, um certo azedume no tratamento social destes povos.

Os mais jovens, os que cresceram depois da reconquista da independência, esses que já interagem através do Programa Erasmus, esses limitam-se a ser jovens afáveis, jovens do seu tempo-

Os mais velhos, repito, os que sofreram a experiência na carne, esses permitem-se a desconfiança, exteriorizam naturalmente o azedume.

Estas imagens foram colhidas na bela Vilnius, no seu "Castelo de Cima" que oferece vistas magníficas a perder de vista.
Nelas sobressai a mancha verde, imensa, maravilhosa.
E os telhados e as construções primorosas.
Assim é Vilnius.

Beijo
Nina

quarta-feira, 31 de julho de 2013

E quando o dia chega ao fim ...

... impõe-se uma pausa.
Uma mesa e um jantar.
O almoço até pode ser improvisado, comido a correr, às vezes a andar, qualquer coisa que encha o estômago.
Mas o jantar, o jantar, não!
O jantar exige tempo e disposição, comido sem pressas, com muita conversa, com vagares de quem durante o dia "deu o litro".
Lá, em Vlinic, a comida era excelente, a preços moderados, inferiores aos dos restaurantes portugueses.



Muitos legumes, um peito de frango e uma espécie de croquete envolvido em bacon.
Pouco sal e muitas ervas.
Excelente!

Gelados.
Sempre um final de jantar fantástico.

A pausa para jantar é a cereja no bolo de um dia de descobertas.
Descobrir os saberes e os sabores de cada povo, um desafio e um ensinamento.
Aprendo sempre com estes momentos. Às vezes não passam de combinações inusitadas, mas acaessíveis, que até registo para em casa repetir.

Beijo
Nina


terça-feira, 30 de julho de 2013

Vilnius

É a capital da Lituânia.
Uma cidade encantadora, repleta de tesouros de arte.



Começa-se a visita da cidade velha entrando por esta porta, a Porta da Alvorada ...

... que sobre ela suporta uma capela ...

... que, de janela escancarada ...

... expõe uma imagem  de Nossa Senhora, tida, aqui, como particularmente milagrosa.
A imagem é belíssima.
 Esta é a primeira. Seguem-se dezenas de outras, Católicas e Ortodoxas, todas maravilhosas no seu esbanjamento de artifícios barrocos.



Não as nomearei. Aliás, na minha memória não estão catalogadas.
São tantas e tão lindas.

Esfusiantes de luz ...

nas suas nuances pastel ...

... nos seus arcos e arcadas sobrepostos.

Esta é a Catedral ...

... especialmente notável,  com a Torre do Campanário, especialmente bela, especialmente única.
 As ortodoxas não se mostravam compatíveis com a fotografia. Proibiam explicitamente. Numa, porém, em que a proibição não era visível, registei a medo o colorido interior.


Igual às católicas.
Igual como reduto de fé.
Só mudam alguns intervenientes.
Chamam a Vilnius a capital do barroco.
Percebi porquê.

Beijo
Nina

domingo, 28 de julho de 2013

Mar na montanha!


Não é bem mar ...

... é um lago!

Cruzado por dezenas de barcos ...

... e nas suas margens, a praia.
 Não é bem montanha, é um planalto, cruzado por rios, semeado por lagos.


Com pontes, portas e comportas, estradas aquáticas super ocupadas.


Água transparente, céu azul e espelho de água.

Não admira que aqui aterrem, às dezenas, polacos sedentos de mar.


Com o seu estranho e impronunciável nome, situa-se ao norte da Polónia, a caminho da Lituânia e eu chamo-lhe, apenas,  Paraíso.

Beijo
Nina

sábado, 27 de julho de 2013

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz


Avião às 6, check in às 4, alvorada às 3!
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!!!!
Uma canseira! Taralhouca, bêbada de sono, não entendo nada.
zzzzzzzzzzzzzzz, zzzzzzzzzzzzzzz, zzzzzzzzzzzzzzz!
20horas. Quero uma cama. e silêncio. E escuro.

Num jardim de Varsóvia ...


... quente ...

... como só conseguem ser os países de eternos e gélidos Invernos.


Quando chega o calor, é inferno.
São lindos estes imensos verdes. Lindos e vividos e aproveitados com avidez.
E eu, zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Morta de sono!
Amanhã, composta, recomposta e refeita tratarei de me misturar nesse profundo verde.

Beijo
Nina

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Malas!

Refiro-me às de viagem, às que é suposto encher de uma forma racional, às que mantêm comigo uma incontornável relação de amor/ódio.
É que não nos entendemos.
Precisamos uma da outra, mas não nos entendemos.
Em suma, não sei fazer malas.
Já li tratados, conselhos, avisos... em vão. Nada resulta.
Levo tralha a mais, que regressa amachucada, imprestável, pronta para a lavandaria ou para a máquina.
Levo tralha a menos. Passo frio de rachar por falta de um agasalho. Apanho molhas monumentais, por falta de guarda-chuva.
Compro sapatos para me acudirem em aflições de chuvadas diluvianas.
Compro roupa fininha, assada no calor tropical que, inusitadamente, de propósito, na hora em que chego, incendeia os países nórdicos.
Sempre, mas sempre, se alguma coisa tem que correr mal, corre no momento da minha chegada.

Já fiz malas por cores.
Tudo a combinar com tudo. Tudo em declinações de bege e branco.Tudo insuspeito.
Nem assim!
Ou está demasiado calor, ou demasiado frio.

Aprendi - foi essa a última aprendizagem - que o esquema é , deve ser outro:

Jeans, escuros, sempre jeans. Casando com t-shirts lisas que se mudam diariamente.
Um agasalho, tipo sweater, um impermeável, um guarda-chuva, ténis e sandálias, um par de cada.

Assim me organizei. Cega, sem pensar em combinações, sem pensar em ocasiões especiais de jantares elegantes.
Nada.
O princípio é estar limpa e confortável.
O bom gosto, o estilo fica para depois.
Na mala, metade de metade da tenda que costumo carregar.
Se faltar, para uma ocasião especial, algo insubstituível, olha, azar, compro!

Sinto-me rebelde, hippie e liberta.
É bom!
A ver como corre.

Beijo
Nina

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Tricotando


Esta manhã, chovia. Não uma chuvada de inundação, não! Uma chuvinha miúda, que caía de um céu cinzento. Frio, não. Não estava frio. Ainda assim, a chuvinha fina exigia braço tapado.


Lembrei-me deste casaco em tricô.
Fio de algodão, agulha muito grossa ...

... e o resultado é uma quase renda.

Excelente para o Verão. Quase tapa, quase agasalha, como se necessita.

Visto de perto descobre-se o grau de dificuldade:
Zero!

A isto se resume o modelito:
Um retângulo grande, que colocado à volta do tronco o envolva, mais que o necessário, em sobreposição excessiva.
Calcula-se, ( a olho, pois então!), o local das cavas.
Aí nascerão 2 fendas que, no final, receberão as mangas.

Este, é meu há muitos anos.
Veio de Santiago do Chile (sim, Angélica, de Santiago!) e é o ovo de Colombo dos tricôs, na sua absoluta simplicidade e look exótico.

Veste muito, muito bem. Compõe o mais simples visual. Ideal para o Verão. Faz-se com uma perna às costas.
Nenhuma desculpa para não pegar imediatamente nas agulhas.
Vou pôr mãos à obra!

Beijo
Nina