domingo, 1 de setembro de 2013

Leipzig

Há tanto tempo regressada e ainda não consegui automatizar as minhas rotinas... 
Muita roupa esperando tratamento, muita operação a nível de plantas, muita compra para abastecer o frigorífico, muita limpeza de fundo a concluir, que, já se sabe, casa fechada suja muito, acumula pó que não dá para acreditar. Mas, assim é!
De modo que, descurando até o meu amado blog, tenho andado numa roda viva.
Neste fim de tarde, deixo imagens deLeipzig, uma cidade cheia de vitalidade, repleta de argumentos para ser visitada.
Cruzei-me com ela rumo ao sul e nela parei, nela me instalei, muda de espanto e veneração, por 24 horas.




Cada praça, cada recanto, é um bom espaço para eternizar os heróis da cultura alemã

E, familiarmente, entre os imortais, circulamos nós, os anónimos ...


Era uma tarde de sábado.
Uma tarde quente.
Nesta esplanada lotada, as pessoas ouviam música quase ao vivo, através de uma gigantesca tela.
A música, a arte e a cultura fazem parte do seu dia a dia.

Achei graça a esta montra.
Expõe fatos tradicionais do Tirol.
As alemãs usam-nos, tanto no dia a dia, como em eventos elegantes, orgulhosas da sua história e da sua tradição.
Como eles, apenas conheço os escoceses, com os Kilts!

Outro imortal!
Bach!
Convive amenemente com os passantes, com as tribos diversas que por aqui se aglomeram.

Ouvem-se os clássicos, em plena rua, sem pompa nem circunstância.
Eles, os IMORTAIS, repito, fazem parte do quotidiano desta gente.
Admirável gente!

Beijo
Nina

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Alice no país das maravilhas


Pareceu-me que cheguei lá, ao tal país, ao tal reino encantado, incongruente e absurdo.
Eu, sou a Alice!
Uma Alice espantada!
Possuída pelo nonsense!

Uma casa rosa!
Informe, disforme, enfeitada com gigantescas esferas douradas ... ou serão mesmo de ouro?

Nas esquinas nascem torres e os pilares, esses são enfeitados com contas gigantescas de colar imaginado.

As janelas duplicam-se, triplicam-se, multiplicam-se num corropio imparável.




Juraria que cúpulas e mais torres desabrocharam face aos meus perplexos olhos.


Até as borboletas, de tão grandes, de tão lindas, invadiram as mais lógicas proporções, destruindo-as!

(Quase) vi a Rainha de Copas e a Branca também!
O Chapeleiro Louco, esse, ultrapassou-me numa esquina. Juro!

E aí sim, em Magdeburgo, o meu pensamento viajou.
Ao edifício rosa chamam  Hotel das Artes.
Não acredito!
Estive no reino de Alice.

Beijo
Nina

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ich bin ein Berliner...

Berlim é um caso à parte entre todas as (belíssimas) cidades alemãs.
E é-o pela carga histórica que comporta.

Após o final da II Guerra Mundial, quando à antiga URSS coube o domínio da parte oriental da Alemanha, iniciou-se uma nova contenda, a Guerra Fria.
Do encontro dos vencedores resultou a divisão da Alemanha  que perduraria até  1989, ano em que foi derrubado o Muro de Berlim.

Churchill, Truman e Stalin ...
Tão amigos que nós éramos!


A contrução do Muro de Berlim viria a agudizar a tensão existente.
Foi então que apareceu um príncipe, um paladino, um herói que ainda hoje, muitos anos após a sua morte,sobrevive,  perdurando como mito:
John F. Kennedy!
O presidente sedutor!
O estadista!
O herói americano!
O sedutor, o sedutor, o sedutor ...


Da sua visita a Berlim, em 1963, do discurso inflamado que produziu, para a história ficou a declaração genial

-Ich bin ein Berliner!
(Eu sou um berlinense)

Com esta declaração, Kennedy incluia-se na Berlim Ocidental, um enclave no território comunista, cujos habitantes temiam a ofensiva e ocupação russa.

-Ich bin ein Berliner!
Isto é, como todos os cidadãos livres, onde quer que se encontrassem, também J.F. Kennedy enfatizava o seu apoio a Berlim Ocidental.

Foto da época.
O check poin Charlie, local de passagem entre as duas Berlim.

Neste ponto, existe hoje um museu notável.
Documenta os truques  utilizados para fugir da parte oriental para a ocidental.
Não é um museu "bonito"
É um museu épico.
Que emociona e arrepia perante a coragem quase absurda de quem punha em risco a vida para alcançar a liberdade.

O mapa da divisão ...
... que terminou, como sempre acabam por terminar, esmagadas pela própria brutalidade, as decisões despóticas e irracionais.

Este não foi, bem sei, um post que permita viagens ao pensamento.
Acontece que, às vezes, é preciso focar o julgamento, focar o raciocínio e ... vá lá! ... suspirar e repetir:
-Ich bin ein Berliner!

Beijo
Nina












terça-feira, 27 de agosto de 2013

No reino das Tildas

É verdade, existe.
Ganhando cada vez mais seguidores, ou deverei dizer  devotados súbditos?


Encontrei este Clube, no meu piso preferido na grande cadeia de armazéns alemã, Karlstadt.
Esse piso é o das linhas, das lãs, dos fios, dos botões, das rendas, dos tecidos e afins.
É um reino encantado, onde o "meu pensamento viaja".
São mesas e mesas ...

...rolos e rolos de tecidos ...

... cada um mais sedutor do que o outro, numa oferta de ilimitadas possibilidades.

É o Clube das Tildas!

Beijo
Nina

domingo, 25 de agosto de 2013

Berlim!

Não foi para mim novidade, mas continua sendo uma revelação pelas surpresas que esta incrível cidade seguramente proporciona.

Cheguei a Berlim de comboio, vinda de Varsóvia.
Desembarquei na incrível Hauptbahnhof, a moderníssima estação central que, por momentos, sugere um espaço do século XXII, toda em metal, toda em vidro, cruzada e recruzada por dezenas de comboios que ininterruptamente chegam.



Eram 16 horas e estava muito calor.

Aqui tudo é ultra moderno, cheirando a poder e a muito dinheiro.

Esperta, espertíssima ... reservei um hotel a 100 metros da estação.
Um   descoberto no site www.booking.com, com classificação de muito bom, não hesitei.   .
Com a mala de rodinhas deslizando pela calçada, entrámos.
No tugúrio!
Na verdadeira espelunca!
Um edíficio novo, no centro da zona mais barulhenta da cidade.
Uma ilha. De um lado, os comboios.
Do outro, o trânsito infernal.
Do outro, obras.
Sem ar condicionado, exigia janelas abertas.
Mas como?
O barulho era ensurdecedor.
De janelas fechadas, abafava-se, destilava-se em sauna de mais de 30 graus.

O pequeno almoço, prometia, na avaliação feita por anteriores clientes, ser agradável, bom, variado, a tender para o excelente.
Foi?
Não!
Foi péssimo.
Com mesas que não eram limpas após o uso, por manifesta falta de pessoal e os alimentos, aos montes, em montanhas, eram de baixíssima qualidade.
Aguentei. Não tinha escolha, mas odiei. Não recomendo. Deixo o aviso:
Passem ao largo, longe, o mais longe possível!
Foram 2 noites para esquecer. Felizmente, nisso sou boa. Posso ser péssima a eleger hoteis, mas em esquecer os dissabores, repito, sou boa!
Já comecei a deletar e por essa razão não tenho a certeza do nome do dito...  Meinninger!? Será? Por aí...

Contudo, Berlim não é isto.





Berlim é um espetáculo.







Pensem em museus! Tem!



Pensem em excelentes percursos a pé! Tem!
Pensem em parques! Tem!
Pensem em restaurantes e esplanadas! Tem!




Pensem em compras! Tem!



Pensem em música nas ruas! Tem!
Pensem no que pensarem! Também tem!



Tem até esta senmhora que nos inferniza a vida!


Só não tem o nosso mar, as nossas praias, numa gloriosa e justiceira lei das compensações.




A isto,(desgraçados!) chamam praia!

Deus é justo!

Beijo
Nina

sábado, 24 de agosto de 2013

Os meninos adoram!

... mas como sou menina não acho a menor piada a este brinquedinho:


Bugatti, de seu nome, estava exposto na avenida principal de Berlim - Unter den Linden - custa não sei quantos trilhiões de Euros e vi lágrimas de emoção brilhando nos olhinhos fascinados de todos os meninos (barbados)

Entrei, arrastada, para ver de perto, para sentir o magnetismo da máquina, a magia da obra prima, o sublime perfume da perfeição...
Olhei mais para os espectadores embasbacados, babando,comovidos,  do que para o carro!


Esta a sua ficha, o seu B.I., o seu ADN!

Semanas volvidas, continuo a ouvir falar da máquina, escutando, compreensiva e benevolente os suspiros, os "ais" de adoração, de amor não correspondido.
Quanto a mim, prefiro sapatos.

Beijo
Nina

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Circulando


Ainda que as belezas locais sejam avassaladoras, não há bela sem senão!
As estradas nos países Bálticos são muito deficientes, com nenhumas ou pouquíssimas autoestradas.
Acontece que, para se ver um país com olhos de ver, apenas circulando de automóvel se chega aos locais que só os locais conhecem, locais vedados ao turismo em massa,.
Daí que a nossa opção foi o automóvel, conseguido num "rent a car" no aeroporto de Varsóvia.
Feita a viagem até Tallinn, a capital mais a norte, regressámos a Varsóvia, devolvemos o automóvel, e aí permanrcemos 2 dias, calcorreando a cidade.

A etapa seguinte era Berlim, a bela, a estonteante Berlim.
600 Km nos separavam.
Recorremos ao comboio, ao moderníssimo, confortabíssimo e rapídissimo comboio que, em 5 horas, com algumas paragens, venceu os 600 Km.
Foi uma excelente opção.

Eram 16 horas.
Deixada a bagagem no hotel, saímos.
Com fome, com muita fome.

Foi então que:


Oh! My God!

e ...


Oh! My God!!!!
...de novo!

Beijo
Nina