terça-feira, 14 de outubro de 2014

1221 - AZUL PETRÓLEO

Acho que é o nome desta cor que nem é verde nem azul!
É, decididamente uma cor outonal que combina  muito bem com castanhos, cor de vinho, azul turquesa e alguns amarelos.
Procurei nos "guardados" dos outonos/invernos passados e encontrei um número considerável de peças que casarão lindamente entre si..


Foi a primeira compra!
É um casaco/camisa comprida - chega quase ao joelho - em camurça.
"Cai" solto e veste muito bem, combinando com vestidos, saias, calças e até jeans!
O lenço em seda é muito bonito e, só por si, completa um conjunto, dando-lhe um ar requintado e moderno.

Encontrei-o na Uterque, onde, por norma, apenas compro sapatos, carteiras e malas.
Desta vez, porém, não resisti à tentação.

Estou focada em comprar pouco, apenas me deixando arrebatar por peças que valham a pena, que sejam de qualidade, que sejam diferentes, que combinem com o que já possuo dando-lhe um ar atualizado.
Acho que este é um bom critério de compra, privilegiar a qualidade, desprezando a quantidade.
Não quero com isto dizer que não vá entrar na Zara! Entrarei, seguramente! Mas apenas para procurar detalhes que completem outros conjuntos ... sei lá! Camisas brancas, por exemplo, nunca são de mais, e será por aí, que poderei vacilar.
De resto, prometi a mim mesma respeitar estes critérios.
E eu sou boa a cumprir promessas.

Beijo
Nina

domingo, 12 de outubro de 2014

1220 - Sou tão chique!


Chique e inventiva!
Que isto impressiona, mas é "chiquismo" ( será que existe a palavra?) de pobre, vá, de remediado!

Umas folhas de alface, que, feita grilo, como em quantidade, umas rodelas de tomate, algumas azeitonas sem caroço e ~o toque chique! - peras cortadas em quartos.
Tempera-se a gosto com um fio de azeite e umas gotas de vinagre balsâmico!
Ficou chique!
Acompanhando um peixe grelhado e um arroz branco!
Chique e barato, como convem.

Beijo
Nina

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

1218 - Sapatos


Rebobinando o percurso do Homem, desde o seu aparecimento na terra, vários marcos são considerados marcantes:
- A descoberta do fogo e a invenção da roda são dois que de momento me ocorrem!

O fogo deixou de ser ameaça divina que se abatia sobre pobres e trémulos seres indefesos, geralmente na sequência de trovoadas que, com os seus raios tudo consumiam.
Presumo que por puro acaso, os nossos antepassados tenham constatado  que o choque entre duas pedras provocava a faísca, antecessora dos atuais isqueiros, passo a maluquice da comparação.

Com a invenção da roda, processo bem mais elaborado, tudo se terá simplificado em termos de movimento, o que, numa cadeia ininterrupta de consequências, se terá refletido nos mais simples atos do quotidiano, levando ao paradigma dos nossos dias em que a roda - 4 rodas, bem entendido - são inegável símbolo de status.

Sinto que me alongo em considerações que se afastam do tema deste texto:
- Os sapatos!
É que a invenção dos mesmos não foi coisa pouca, coisa leviana de quem os venera e por eles tem fixação - falo no geral, no abstrato, em ninguém em particular, muito menos na minha pessoa ...
Temos, portanto, os nossos antepassados correndo descalços.
 E como, e quanto deveriam ser obrigados a correr!
Até que, um belo dia, descobriram que se protegessem os delicados pezinhos ganhariam, além de vantagem sobre os perseguidos/perseguidores, ganhariam também asas!
Assim nasceram os sapatos!
Assim nasceu a perdição!


Confesso, reconheço, penalizo-me:
Sou louca por sapatos!

Tenho muitos, das mais variadas cores, dos mais variados feitios, para todas as circunstâncias, nunca me achando desprevenida.

Estes foram os últimos que comprei.
Vieram da Uterque e são irresistíveis!
Acontece, porém, que a seguir aos meses de verão, em que os pés apenas calçam sandálias, tudo me dói!
Tal como a MONTANA , minha amiga algarvia muito querida, passado o verão, chegado o outono, a sensação dominante no momento de calçar sapatos fechados, ainda que inocentes sabrinas, é que os pés cresceram, que os sapatos encolheram e que o desconforto é garantido.

Estes sapatinhos em verniz preto, com laçarote de veludo e salto incrivelmente baixo, completam muito bem o look quando se pretende um "acabamento" refinado.
Porém, servem apenas para ir jantar, quando se sai do carro, se entra no restaurante, se desfila da porta até à mesa e, horas depois se faz o percurso inverso (sob o atento escrutínio das impiedosas mulheres presentes).  
Não me deixam ficar mal!
Mas deixam-me os pés latejando de dor!
É o preço!

Beijo
Nina


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

1216 - Risotto

Salivo, só com o nome.
Gosto muito de risotto, de todos os risottos, que mais não são que um arrozinho incrementado.
No caso, tinha sobras de salmão e de pescada.
Sobras de peixe não admitem espera. Ou se comem no dia seguinte, ou lixo com elas.
Tratei, pois de as libertar de peles e espinhas, deixando que aguardassem a hora de entrarem em cena.



Fritei cebola, meio pimento vermelho e igual quantidade de verde, cortados em pedacinhos bem miúdos,num pouco de azeite.
Juntei  alho picado, bem atenta, que o dito tem tendência a esturricar face à menor distração e, nesse caso, o infeliz não só muda de cor, como transmite um gosto desagradável ao prato. Olho nele, portanto, seja qual for a preparação em que entre.
Já agora relembro que as propriedades do alho são extraordinárias para a saúde e bem estar. Pode, por isso, exigir ser tratado com pinças, o príncipe!

Aos poucos, acrescentei um copo de vinho branco, mexendo sempre e, quando do dito não restava vestígio, juntei o arroz, sempre atenta, sempre vigilante, não deixando de mexer, até fritar e absorver toda a gordura da mistura.

Fritou!
E, para completar o procedimento, recebeu o dobro da quantidade do arroz em caldo de peixe.
Paramos de mexer!
Ufa!
É bom, mas exige permanente atenção!
Retificam-se os temperos.
Coze em lume brando até que o líquido quase desapareça.


Recebe então  o peixe - o que sobrou do jantar de ontem - e, para parecer chique ...

Meia embalagem de camarão descascado  e uns quantos raminhos de brócolos ... já que estamos na onda "saudável" não esqueçamos o rei dos verdes, o imperador dos antioxidantes!



Esta, a paisagem!


Tapa-se o tacho.
Desliga-se o fogão.
Espera-se um pouco (quanto? Não sei! Tudo na base do improviso!)
Polvilha-se com queijo ralado.
Come-se!
Vale repetir.
E suspirar.
Escusado será dizer que os comensais não precisam nem devem ser informados que o opíparo almoço resulta das sobras do jantar anterior - garanto que são muito mais felizes assim!
(A minha avozinha não parava de garantir - para que eu não esquecesse - que "aos homens, é muito a comer e pouco ou nada a saber!)

Beijo
Nina

sábado, 4 de outubro de 2014

1215 - Uvas com queijos ...

... são como beijos!




A frase é do Miguel, do restaurante  O LAGAR EN EIRAS, um dos meus restaurantes preferidos.

Existe comparação mais perfeita?


Ele há beijos e beijos, já se sabe!
Mas a combinação de uvas muito doces com o ligeiro travor de queijo em minúsculos cubinhos, é algo que transcende a imaginação!
Com vinho branco, por favor! Estupidamente gelado, obrigatoriamente!
Só experimentando!

Beijo
Nina

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

1214 - Dicas!


Decidi mostrar os saquinhos utilizados para lavar, na máquina, roupa delicada, já que, o último texto que publiquei - sobre os afazeres de uma dona de casa - mereceu variadíssimos comentários e algumas perguntas, concretamente, sobre os ditos sacos.
Não há o menor segredo:


Têm este aspeto.
Este, em particular, é excelente e serve até para lavar ténis.
É forte e muito bem acabado.
Comprei-o na Alemanha, numa loja irresistível, onde me perco, do mesmo modo que outras pessoas se perdem nas sapatarias... é que tenho sapatos em excesso e a fixação de outros tempos, hoje, apenas me cansa. Mas isso será conversa para outra ocasião.

 Voltando, pois, ao belo saco (o Mercedes, o Porsche dos sacos ...), trouxe-o de uma das muitas lojas Tchibo, que vende café sempre, e utilidades variadíssimas cujo stock renova cada segunda-feira.
É meu há muitos anos, sendo de uma eficiência garantida.

Mais tarde, em Portugal, comprei vários como este, em diferentes tamanhos.
Não tendo a qualidade do primeiro, vão, ainda assim, cumprindo o seu papel protetor.
Encontram-se em qualquer grande superfície, na secção de detergentes e acessórios para tratamento de roupas.

O tecido fininho, é uma espécie de rede, quase tule, fechado por ziper -  já me têm dado alguns desgostos. Não tenho dúvidas de que eu própria os vou costurar assim que necessário e, já que falamos em economia doméstica, aconselho as destemidas costureiras a que façam o mesmo.
Dos comentários que recebi, todos super simpáticos, adoráveis de ler e que muito agradeço, destacarei dois, por razões diferentes:

Da  TERESINHA, recebi esta delícia:

" ...E vou acrescentar uma dica, porque também só uso atoalhados e lençóis brancos: se estendidos ao ar
livre e estiver luar, ficam mais corados do que se apanharem apenas sol. Como moro no último andar, uso essa técnica: experimenta agora na próxima lua cheia."

Não é uma maravilha?
Obrigada, Teresinha!
Experimentarei com toda a certeza.

Da  MARIA JOÃO, pessoa muito prática, chegou o ensinamento:

"Ainda faço melhor, como não tenho especial interesse em mudar o visual da cama sempre que mudo os lençóis, no verão, lavo-os de manhã para ao fim do dia estarem prontos a voltar à cama, com o seu cheirinho de acabados de lavar e secar, que por vezes se dilui na arrumação"

Obrigada, amiga.
Pratico o mesmo sistema com toalhas de mesa, daquelas que, pela sua natureza, passam bem sem ferro e para dizer a verdade, também com guardanapos, que só uso em pano (dobradinhos e enfiados numa argola ficam perfeitos).
Já nos lençóis não consigo ser tão expedita. É que ainda sou do tempo dos enxovais, dos lençóis em linho bordados e, às vezes, para complicar ainda mais o assunto,  rematados com rendas. Nesses casos, o ferro de engomar é imprescindível. 
Dá trabalho, claro que dá trabalho, mas são tão lindos que merecem o esforço.

Beijo
Nina

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

1213 - Tratamento de roupa

Sempre que a máquina de lavar fica cheia ( e nunca antes!), lavo a roupa em programa adequado, tendo como principal cuidado a separação por cores.
Tendo particular predileção por lençóis e atoalhados de cor branca, a tarefa simplifica-se.
Depois, há a considerara as peças que, pela sua fragilidade exigem especiais cuidados na temperatura e na centrifugação as quais, nesses casos podem chegar  à água fria e à centrifugação nula.
Comprei para a roupa delicada - porque fui tola e precipitada, não me ocorrendo que eu própria os poderia costurar - uns sacos em rede que protegem a lingerie. Aconselho-os, vivamente.
Em resumo, praticamente não lavo nada à mão.
A excepção ocorre com guardanapos  e toalhas brancas cujas nódoas de fruta resistem a qualquer lavagem. Nesses casos a lixívia é fundamental e, sujeito-as a um banho prévio antes de entrarem na máquina.
Mas, como disse, são excepções.
Lavada a roupa, há que secá-la e embora disponha de uma excelente secadora, raramente a uso - a dizer a verdade não me lembro da última vez que a utilizei.

Porquê?
Porque é desperdício desnecessário.
As máquinas de secar gastam balúrdios de energia elétrica - bem me lembro das contas astronómicas quando os meus filhos pequeninos sujavam toneladas de roupa.
A razão económica é forte, mas a ecológica também.
Desde que haja o cuidado de estender a roupa muito bem esticada, grande parte dispensa o ferro - atoalhados de banho, panos da louça e até pijamas e peças para o desporto.
Faço questão de  ser eu a realizar a tarefa, pois tenho a certeza que fica bem feita.
Abro a janela da lavandaria e deixo que a minha roupa lavadinha e perfumada seque ao ar.

Quando a apanho, seleciono imediatamente. A que precisa de ferro fica dobradinha neste cesto. A outra, segue imediatamente para o seu local de arrumo, que nada me aflige mais que uma montanha de roupa para passar.
O detergente e o amaciador vai variando de acordo com as promoções oferecidas no supermercado.
Este - Doussy - tem um cheirinho particularmente agradável.

Faço, pois, como fazia a minha avozinha:
Estendal, molas para a roupa e brisa fresca.
Amanhã, a tarde será  para  passar a ferro.
Confesso que odeio.
Confesso que pago para que o façam por mim.
Mas uma coisa garanto, seguindo este método passa-se apenas 1/4 de toda a roupa lavada e poupa-se 3/4 de energia elétrica.
Se é para gastar, gastemos com inteligência.

Beijo
Nina