quarta-feira, 12 de novembro de 2014

1246 - Candeeiro velho / Candeeiro novo


Continua a chover com intervalos tão irregulares que arriscar janelas abertas é perigoso. E é uma pena!
Por quê? Porque impede as minhas pinturas.
Estaminé montado, uma desordem de feira e nada de ver as pinturas avançando.
É que pintura exige ventilação e, como chove ... Aí está o impedimento,
Sempre que olho a paisagem chego a sentir formigueiro nos dedos tal é a vontade das pinceladas!



Das profundezas da garagem trouxe este horror!
Um candeeiro dourado!
Comprei materiais sem somitiquices!
À farta!
Mas espero! E desespero!

Hoje, num intervalo de ventania desabrida, fui-me a ele,
Que limpo, escovado e lavado aguardava a tinta!

A primeira camada está dada e a segunda não tarde que a tinta seca em poucas horas.
Amanhã leva a segunda dose e depois os detalhes de cor, para ficar original, colorido, belíssimo e irreconhecível!
Não faço por menos!
E pintar é das coisas mais giras, mais viciantes, mais gratificantes que existe!
A sério!

Beijo
Nina

terça-feira, 11 de novembro de 2014

1244 - Livros de cozinha!

Sou dona de uma pequena biblioteca de livros de cozinha.
 Tenho, aliás, o hábito de os comprar nos diversos países que visito.

Porém - porque não há amor como o primeiro ( ou como o último ...) 
- o Livro de Pantagruel
não é um livro de cozinha, é O livro de cozinha,
que me acompanha desde o século passado,
Desde que, casadinha de fresco, não fazia
a mais pálida ideia sobre o assustador
mundo das panelas.

Usei-o, manuseei-o tanto que acabou por quase se desfazer.

Mandei que o encadernassem e paguei quase tanto como pelo livro novo, na livraria. Foi muito mau negócio.
De momento, continuando a ser a minha bíblia, denota na lombada sinais de desgaste.
Resolvi, portanto, tomar uma atitude:

Forrei-o.
Na capa, um bordadinho lindo com o qual já bordei uns quadrinhos,
 e que me foi gentilmente cedido pela Nina Dias.
Adoro este arzinho naif!

Tirei medidas, cortei dois tecidos - um de quadradinhos, outro de riscas e igual quantidade de manta térmica.


Depois foi só alfinetar  e coser.

Vesti-o e assenta que nem uma luva.

Está tão bonito que me custa escondê-lo no armário, na sua casa de sempre.

Aproveitei sobras de tecido, restos de renda e o bordadinho infantil a que não sabia dar destino.

Desconfio que vai ficar em exposição.
Tenho direito a uma certa vaidadezinha!

Beijo
Nina

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

1243 - A absoluta (in)coerência dos dias que correm!

Chegado que foi novembro, o frio instalou-se, trazendo consigo dias pequeninos, chuva, vento e céu cinza.
Faz sentido?
- Claro que faz!
Todo o sentido!

Ontem, domingo, inauguração oficial de lareira acesa.
Muito agradável, confortável com as labaredas,
só por si, fazendo companhia!

Da garagem, subiu o primeiro carregamento de lenha que,
este ano, precavida, abasteci-me a tempo e horas.
Tenho lenha para todo o inverno!
Que continue o frio, que, já que chegou,
seja coerente e se prolongue pelo tempo devido.
Só que, algo não bate certo, está deslocado no tempo e no espaço, não fazendo o menor sentido!
Passo a explicar:
- As árvores e arbustos foram podados no tempo certo, no tempo que lhes permite a dormência retemperadora, aquela que se prolonga até à primavera, quando tudo renasce.

Então, o que é isto?
Não entendo!

Que ideia é esta de desabrochar em flor, prometendo colheita breve?
Terei ameixas em janeiro? E maçãs? E peras?
Expliquem-me, se é que para este fenómeno existe explicação!

Beijo
Nina

domingo, 9 de novembro de 2014

1242 - Bolo de chocolate com beterraba

Bolos de chocolate há muitos e eu já provei um número incalculável de variantes.
 Já provei até aquele que, a si mesmo, pomposamente, se apelida de "o melhor bolo de chocolate do mundo".
Uns , secos e empanturrantes, outros mais ou menos aceitáveis e alguns, muito, muito poucos,irresistíveis.
O que hoje trago, pertence à última categoria e, se tal fosse pouco, é um daqueles bolinhos simpáticos que se preparam num instante, dispensando complicadíssimas e baguncentas operações laboratoriais que deixam a cozinha em estado de sítio. 



É este.
Foi feito ontem e dividido em quatro partes.
As restantes três estão congeladas, aguardando vez!
Não preparei cobertura,
Mas, se o tivesse feito, a perfeição
teria sido alcançada.
 Bastaria derreter uma barra de chocolate com metade do peso de manteiga e pronto!
Mas não!
Como saiu do forno foi comido, misturado com framboesas, o casamento mais que perfeito.


Veio do blog / livro FLAGRANTE DELÍCIA
e
faz-se assim:

INGREDIENTES

100 g de chocolate em pó
225 g de farinha com fermento
200 g de açúcar
100 g de chocolate em barra (52%)
125 g de manteiga
200 g de beterraba cozida
3 ovos
icing sugar para polvilhar

PREPARAÇÃO

- Misturar a farinha, o chocolate em pó e o açúcar;
- Derreter o chocolate com a manteiga;
- Bater muito bem os ovos, a que se adicionam o chocolate derretido e a beterraba triturada;
- Juntar os ingredientes secos;

Coze a 180 graus em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, durante 25 a 30 minutos
Desenforma-se e polvilha-se com o icing sugar.

O único elemento extravagante é a beterraba.
Costumo comprá-la cozida e embalada em vácuo.
Só utilizei uma. O que sobrou foi para a sopa.

Portanto, concluindo, se têm beterraba em casa - os restantes ingredientes são banais - é favor correr para a cozinha e preparar um lanche divino para os vossos amores.

Beijo
Nina

sábado, 8 de novembro de 2014

1241 - A minha horta!

Se eu tivesse uma horta, seria biológica, completamente livre de tóxicos.
Nela colheria os produtos da época, às estufas dizendo não!
Agora, neste princípio de outono,  apanharia:


Nabos, alfaces, courgetes, alho francês,couves e tomates.

Mas não tenho!
O que tenho é a Fátima,
a minha fornecedora semanal,
em cujo quintal são colhidas
 - à minha frente -
estas maravilhas.

A Fátima é uma querida.
Mora perto do mar, em Esposende, numa zona onde a agricultura é uma das principais fontes de rendimento.
Tem uma casa espaçosa, decente, digna, face à estrada, com um quintal que se prolonga para as traseiras.
No portão, monta a banca de venda, mas a mim, faz questão de vender "fresquinho", "acabadinho de apanhar" e tira as folhas feias, limpa bem, às vezes borrifa com água fresca e só depois ensaca e coloca na mala do carro.
Hoje, por esta beleza, paguei 6€ e tenho legumes para toda a semana.
No último sábado, trouxe uma abóbora com 10 Kg que já está cortada, ensacada e congelada.
Na próxima semana, além das verduras, trarei batatas, cebolas, alhos e cenouras.
E assim, feliz, tenho a minha horta biológica.

Beijo
Nina

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

1240 - Entre mãos ...

ou, para ser mais cool ,WIP!

Naquela hora de todos os sossegos, depois de jantar, ocupo as mãozinhas, ora bordando, ora tricotando.

Era uma vez uma linda casinha rodeada por verde jardim!
São tantas as cores que, confesso, faço batota e improviso ao sabor do impulso.
Fica lindo à mesma, ainda que não siga religiosamente as cores tiranas das cruzinhas.




A malha, por outro lado,  avança quase em piloto automático, exigindo atenção apenas no momento dos "cruzamentos".
Gosto muito destes momentos de relax, com a televisão ligada, debitando, quase sempre, assuntos sem interesse.
Se, pelo contrário, o programa é bom, então as mãos descansam e sou toda olhos e ouvidos para a programação, sendo, (in)felizmente, raríssima essa situação.
De modo que, depois de jantar, é ver-me bem instalada no meu canto preferido, formiguinha trabalhadora.
Daqui a pouco, lá estarei.
Olhando para trás, para o dia que se escoou, não fiz nem metade do programado na minha lista de tarefas. Ainda assim, o que fiz, fiz bem ... até um novo bolo - vamos ficar obesos  - que de tão maravilhoso compartilharei neste espaço.
Mas isso fica para amanhã, que não quero ver "o meu pensamento ..." transformado em cozinha.
Tenham uma feliz noite de sexta feira!

Beijo
Nina

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1239 - Bolo de Merengue


Absolutamente deprimente, é como está o dia, banhado por uma cortina contínua de chuva miudinha, como se de cinza se tratasse.
Desmotivador! 
Para reagir, fui para a cozinha e fiz um bolo.
É tereapêutico, sim senhor!
Ocupa as mãos, a cabeça e os sentidos.
No Pantagruel, aberto ao acaso, parti para a aventura do BOLO DE MERENGUE!


Resultando nesta maravilha perfumada!

Precisamos de:
Farinha - 250 g
Açúcar - 300 g
Ovos - 2
Óleo - 1/2 dl
Leite - 1 dl
Sal fino - 1 c. de café
Raspa de 1 laranja
Fermento em pó - 3 c. de chá



- Batem-se  as claras em castelo, juntando, aos poucos, metade do açúcar pesado, até obter um merengue consistente;
-Numa taça, coloca-se a farinha com o fermento, o sal e o restante açúcar;
- Por cima, colocam-se as gemas, o leite, o óleo e a raspa de laranja, batendo até a massa fazer bolhas;
- Finalmente, envolve-se no merengue, levemente, utilizando a espátula de borracha;
- Assa em forma untada e polvilhada com farinha, a 160 graus, cerca de 30 minutos, sendo necessário confirmar a cozedura utilizando um palito.

Pode ser coberto com chantilly, embora, por uma questão de bom senso, eu me tenha limitado a polvilhar com icing sugar ... sempre é menos calórico.
Recomendo convictamente o bolinho, não sendo necessária uma neurótica tarde de chuva para o confecionar!
Ainda que o sol brilhe, merece ser feito.
Garanto eu, que acabei de o provar, como sobremesa do jantar.
É mesmo bom!

Beijo
Nina