quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O pintassilgo

Felizmente, consegui que o ritual da leitura se integrasse tão naturalmente no meu dia a dia, como se da necessidade de comer ou beber se tratasse.
Às vezes, leio apenas na esperança de que o livro ganhe alma e me prenda;
Às vezes, perco a paciência e, não querendo perder o meu precioso tempo, ponho-o de lado porque não me merece;
Às vezes, deixo-me envolver pela musiquinha fácil que dele flui, e com ele danço;
Outras vezes, entrego-me, rendo-me, prisioneira da intriga, da linguagem certa, do desenho impecável das personagens!
Às vezes -  poucas - leio, releio, saboreio!


Prémio Pulitzer!
Não por acaso!
São cerca de 900 páginas que temo gastar!
900 páginas - como direi? - envolventes, vivas, mágicas, magnéticas?
Tudo isso e muito mais!
Um daqueles raros livros que apetece devorar noite adentro num pleno estado de entrega.
Puxa! Acho que estou apaixonada pelo Pintassilgo!

Beijo
Nina

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cascas de laranja cristalizadas


Parece-me irresistível o contraste ácido / doce das cascas de laranja cristalizadas.
Mais do que irresistível, viciante! É só comer 1 que se comem 10 ou mais!
Além disso, ficam tão bem nos bolos, que uma reserva destas casquinhas é um tesouro com inúmeras aplicações.
Para as obter, dois processos:
-Ir ali ao supermercado comprá-las;
-Fazê-las, quase sem custo, na banca da cozinha;

Prefiro, sem discussão a segunda hipótese!


- Para o efeito, lavámos, escrupulosamente as laranjas, à medida que são utilizadas, guardando as cascas numa caixa hermética, no frio, até que a quantidade desejada seja alcançada.

- Deixámos as cascas de molho em água, durante 3 dias, mudando várias vezes a água.
- Escorrem-se.
- Deitam-se num tacho posto ao lume com água a ferver e, logo que recomeçar a fervura, retiram-se, escorrem-se num passador e espalham-se numa toalha para que a maior parte da humidade seja absorvida.
- Pesam-se!
- Põe-se ao lume igual peso de açúcar, com a menor quantidade de água possível.
- Logo que começa a ferver, vai-se mexendo, até atingir um ponto muito grosso, quase sem vestígios de líquido.
Deitam-se então as cascas e deixam-se ferver, mexendo sempre ...
( aparecerá líquido, devido ao contido nas cascas ...)

... até que o líquido desapareça!
Nesta altura, despejam-se numa travessa, separando-as imediatamente.


Polvilham-se com açúcar ...
... e guardam-se em recipiente fechado.
Isto se não forem comidas imediatamente, sendo essa, uma fortíssima possibilidade.

Beijo
Nina

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Almofadas


Faço e refaço almofadas, à medida que se me apresentam como uma necessidade inadiável da qual depende a felicidade das nações.
Sou assim, repentista e muito exagerada, querendo tudo para ontem.
Portanto, andando a embirrar com umas desgraçadinhas que fiz em crochê para o meu quarto azul, sabia de antemão, que as pobres tinham o destino traçado - a inevitável e radical reciclagem.


Demasiada cor, demasiado enfeite, demasiada informação!
Não, não queria olhar mais para aquele emaranhado de cores!
 - Assim são as paixões - desfazem-se em cinzas, em nada, quando menos uma pessoa se prepara!
Brinco, naturalmente!
Pois bem, ontem, tarde de feriado, decidi-me por concretizar a transformação.
Como?
Costurando, que é técnica rápida e espetacularmente eficaz, se dominada, porque, se acaso nos desentendemos com a máquina, o prazer some e são só desgostos e consumições e eu sei do que falo, oh! se sei!


Do forro da cadeira em primeiro plano, tinha sobrado um retalho ...

Na Zara Home, comprara fronhas em envelope, das que dispensam botões ou fecho ...

Não inventei nada de nada ...

Limitei-me a copiar e em menos de 1 hora tinha as almofadas revestidas, renovadas, repaginadas.
Prefiro mil vezes este novo look!
Fiquei feliz!
Domino a técnica do envelope!
Fiquei feliz!
Prossigo a transformação / decoração do meu quarto azul!
Fiquei feliz!
Em suma, um nada me deixa feliz!

Beijo
Nina

domingo, 7 de dezembro de 2014

Cheesecake de Framboesas

Adoro framboesas de uma forma quase infantil, tal como adoro todas as bagas e morangos.
Sobre os outros frutos, a framboesa tem a seu favor o casamento perfeito de sabor, odor e aspeto!
Diria que é o fruto perfeito.

Atualmente, encontram -se, todo o ano, congelados nas arcas das grandes superfícies e, por precaução - sabe-se lá qual o intempestivo apetite que, sem se fazer esperar, me ataca? - faço questão de sempre ter de reserva uma destas preciosas embalagens.

Verifiquei, fazendo a habitual pesquisa no congelador, que, lá atrás, escondidinha, jazia uma embalagem.

Imediatamente, como sempre, as minhas glândulas salivares, dispararam em chuva incrontrolável. 
Apetecia-me tanto, tanto que não hesitei.
Consultando o meu depósito de tesouros, parti para a ação imediata, assim nascendo este transcendente, divino, incomparável, cheesecake!



INGREDIENTES:

1 pacote de Bolacha Maria (ou outra!)
100 g de manteiga


- Pica-se a bolacha até ficar reduzida a uma espécie de farinha;
- Junta-se- lhe a manteiga derretida, incorporando;
-Com esta pasta, forra-se uma forma de fivela;
-Aguarda;

Passamos ao recheio:

- 450g de queijo creme (Philadelfia light, por exemplo)
- 1 lata de leite condensado;
- 3 ovos
- Raspa da casca de 1 limão
- Meio pacote de framboesas congeladas + 2 c. de sopa de açúcar, para cobrir

No copo liquidificador, mistura-se o queijo + leite condensado + 3 ovos inteiros + a raspa de limão.

Depois de bem misturado, despeja-se na forma previamente forrada.

Assa a 180 graus durante 40 minutos, adquirindo o aspeto que a imagem anterior documenta.


Passamos à cobertura, levando a fogo lento o açúcar e as framboesas até que apresentem o aspeto de uma geleia ...


... com a qual se cobre o cheesecake.

Ao servir, a calda escorre preguiçosamente ...

... colorindo o branco do "cake" num contraste sublime de cor e de sabor, onde o doce do bolo se mistura com o ligeiramente ácido das framboesas.
Esta receita deveria continuar sendo um segredo de família, mas ... é natal e a generosidade invade seres e  compromete segredos ...
Logo, compartilho!
É favor experimentar e maravilhar os comensais!

Beijo
Nina

sábado, 6 de dezembro de 2014

Já é natal!

Por aqui, já é natal!
Fiz a árvore e decorei a casa!
Com parcimónia que não me atraem os excessos!



Uma ou outra bota , umas quantas grinaldas nas portas ...

... e uma árvore com tudo a que tem direito!

Tenho , dos natais anteriores, caixas de enfeites. Tantos, que há vários anos nada compro.

Só árvores de natal, são três:
- Uma, megalómana, que depois de montada toca o teto e duas menores.
Confesso que não tenho pachorra para montar a grandona! Não tenho! Exige uma tarde de trabalho para a montar e outra para a desmontar!
Exige transporte a quatro braços para sair da arrecadação!
Exige escadote para que a decoração atinja o cume!
Exige paciência!
Dá uma trabalheira incrível que não me apetece enfrentar.
Por isso, monto uma menorzinha, que se abre como um guarda chuva e que depois enfeito, abrindo caixas ao acaso.
Tudo está devidamente empacotado o que não impede que  uma poeira fina penetre nas embalagens . Resultado, no fim da decoração as minhas mãos encardidas confirmam que a tarefa deixa marcas!
Mas é natal! Há que cumprir rituais, sendo que o da árvore é incontornável.
Pela minha parte, está cumprido!
Verde, vermelho e dourado como se exige e muitas velas acesas pela noite dentro - dessa parte, gosto muito! E lareira, que o frio e a quadra aconselham.
Até janeiro, será assim.
Depois, quando chegar a altura de desmontar "a tenda", talvez siga uma sugestão  revolucionária e radical que por aí circula - embrulhar a dita, montada e decorada, em plástico, assim seguindo para arrecadação ...
Para o ano seria só desembrulhar ... Má ideia, não?
Isto sou eu a fantasiar, sonhando com facilidades! 

Beijo
Nina

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Que frio!


Uma vaga de frio polar, é o que é! 
Hoje, pela manhã, 5 graus!
 Depois, ao longo do dia, enquanto o sol brilha, vai aquecendo, para, ao anoitecer, se enregelar novamente.
Ainda assim, não consigo vestir grandes agasalhos.
 Explico:
-Dentro de casa, nas lojas, no Shopping temos temperatura amena.
Só no exterior se congela.
Por isso, continuo fiel à teoria da cebola e, como ela, sobreponho camadas.

Um top, uma camisa e um colete, é tudo quanto visto ...
sem esquecer o incontornável lenço
à volta do pescoço.
 É que adoro lenços!
 Acho-os super confortáveis e muito femininos,
 dando um "acabamento"
 cuidado e elegante ao mais simples conjunto, como é o caso.

Aliás, como já aqui referi, este inverno fui absolutamente controlada no que às compras diz respeito. Comprei pouco e muito ponderadamente, por muitos motivos entre os quais se inclui a defesa da minha sanidade mental. É que  o excesso  do que quer que seja aproxima-se perigosamente de um estado de alma alucinado, que não traz nada de bom!
Recapitulando, portanto:
- Não tendo caído no extremo de rejeitar liminarmente qualquer tipo de consumo, de fugir radicalmente às compras - atitude perigosa, pois, como todos os excessos, pode conduzir a uma situação desenfreadamente consumista - comprei  com muita parcimónia, comprei com qualidade e foi muito bom e mais do que suficiente.

É que, dos invernos passados, muito transitou para o atual.

É o caso deste colete!
Levezinho como uma nuvem, não oferece a menor dificuldade.
Aprendi com a ROSANGELA , que, me explicou tudo, como se pode ver AQUI!

Com uma blusa da Zara, um lenço do Roberto Verino ..

... calças e botas antigas, estou confortável sem, para este conjunto, este ano ter gasto nada.
Voltando ao colete, é uma ótima ocupação para o serão. Não exige atenção, sendo cada quadradinho tricotado em completo modo "piloto automático". 
Com o mesmo quadrado se tecem mantas lindas, ou écharpes, ou o que quer que dite a imaginação e criatividade de cada um.
Quando acabar o trabalho que de momento me ocupa, voltarei ao Quadrado Perfeito!

Beijo
Nina


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A minha casinha ...

A minha casinha está, finalmente, encaixilhada, pronta para se juntar à tribo que povoa uma das paredes do meu quarto azul.

Demorou, demorou muito, passou meses numa gaveta, incompleta,
 inacabada,
 pacientemente aguardando a sua vez.
Acontece que isto do ponto de cruz tem muito que se lhe diga.
 Exige atenção, dedicação, quase devoção!
Não gosto de exigências e, por isso, neste como noutros casos,
sou pouco colaborante.
O que eu gosto é de ir fazendo, longe da sensação de trabalho obrigatório.
Por isso, naquela zona de flores e relva- confesso, sem culpa, sem remorso -
inventei!
Fiz assim:
Delineei o contorno e, seguidamente, preenchi-o sem preocupações esquemáticas.

E funcionou muito bem!
De outro modo, se tivesse, escrava do esquema, utilizando as cores e
quantidades sugeridas,
não só ficaria vesga, à conta de tantas cruzinhas,
como - posso garantir - não concluiria o bordado.

Pois bem, está pronto em todo o seu colorido, em todo o seu esplendor, pronto para se juntar aos amiguinhos:

... esperando companhia.
Pareceu-me que a moldura deveria ser igual e, para evitar confusões, levei um dos já emoldurados, no momento em que me dirigi à loja para tratar do assunto.
Conversámos, comparámos cores e dimensões e ficou assente- estaria pronto dentro de uma semana.
No dia previsto, lá fui, desejosa de trazer para casa o meu tesourinho.
Estava pronto, "que nós somos pontuais!"
Mas ... que vejo?
Oh! horror dos horrores!
A cor não era a que eu escolhera!
Reclamei, que não, que não era o que eu tinha encomendado, que estava mal, que assim não gostava! Mas que diabo de trabalho era aquele?
O senhor, um velhinho empertigado, aceitou muito mal a crítica!
Puxou do mostruário e ... verificou que eu tinha razão. Ainda assim insistiu:
- A culpa é da fábrica!
Cansou-me! Cansou-me a beleza!
Desisti de argumentar!
Apenas acrescentei:
- No mínimo, deveria assumir o erro e pedir desculpa!
- Pedir desculpa para quê? - ripostou o garnizé vendedor velhinho e pequenino. Desculpas não mudam a cor à moldura!
- Ahhhhhhh !!!!!!! - emudeci e retirei-me do salão.

Beijo
Nina