segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Avignon

Deixando a Alemanha, descemos até Avignon, uma cidade no sul da França que, durante anos, foi residência  de vários papas.
É Património Mundial da UNESCO desde 1995. E não por acaso!


Mostro aspetos do Palácio Papal e não encontro adjetivos para o classificar na sua grandiosidade.
É impressionante!

É possível visitá-lo e , de resto, merece a visita.

Há  edifícios  majestosos no centro histórico da cidade velha ...

...onde se encontram ângulos inusitados ...

... sendo de notar a altura imensa em que se desenvolve o Palácio Pascal.

Sendo tão diferente do que normalmente se observa, merece uma visita.
Não são necessários dias. Um é suficiente.
Pode-se fazer a visita embarcando no comboiozinho turístico, mas preferi percorrer as ruas e ruelas a pé!

No centro da cidade encontram-se imensos hotéis, mas a quem preferir a tranquilidade dos arredores, não faltam opções muito simpáticas.
De referir que, na cidade velha, só se acham lojinhas de comércio tradicional ... muito, muito caras!
Nos arredores, multiplicam-se os modernos centros comerciais, onde os preços altos se mantêm, o que aliás acontece em toda a França ... vá ser careira assim lá nos quintos do inferno!
Ainda assim, não se pode deixar passar a vida, sem, pelo menos uma vez, dar um mergulho pela incrível França!

Beijo
Nina




domingo, 4 de janeiro de 2015

O primeiro dia de 2015


O primeiro dia de 2015 amanheceu branco, tranquilo e com céu azul.
Nas ruas, ninguém e o único sinal de vida era o fumo que se escapava das chaminés, rodopiando em direção às alturas, numa povoação harmoniosa onde apetecia viver.

A neve deixara de cair e apresentava-se imaculada, intocada por pés ou pneus de automóveis!

Tão lindo, numa tão profunda paz, convidava à muda contemplação e meditação.

Para onde quer que se olhasse, o mesmo mar de neve!

O inverno no seu máximo esplendor!
No mesmo dia, rumei ao sul e, gradualmente, o mundo perdeu este manto branco.
Na memória ficou a recordação de uma  realidade quase paralela.
Para o ano, se tudo correr bem, haverá mais!

Beijo
Nina


sábado, 3 de janeiro de 2015

O meu reveillon!

Sendo absolutamente sincera, não dou nenhuma importância a esta data e, normalmente, comemoro-a em privado, limitando-me a comer as uvas da praxe e a brindar com um golinho de champanhe. Chega!
Este ano, porém, estava em Freiburgo, como, na altura,  referi.
O hotel, quase familiar, de seu nome Lowen, muito acolhedor, simpático, bem situado, impecavelmente limpo, foi o poiso escolhido.
Dispunha de um quarto amplo, com casa de banho e uma vista ampla sobre a paisagem branca.
Servia um pequeno almoço substancial, com produtos de primeira qualidade, em mesas impecáveis, sempre com toalhas lavadas e passadas e guardanapos de pano branco. Estes detalhes dizem-me muito!

Jantei sempre no hotel e jantei muito bem.
Até que chegou a noite de passagem de ano.
Aí é que foram elas!
O menu era looooongo e sem opção.
O primeiro problema que se me pôs foi a falta de vestimenta adequada, eu que, imprudente, metera dois pares de calças na mala e pouco mais.
Perante a eminência do desastre, - olha! - desliguei o ralador!
E lá me apresentei de calças e botas pronta para destoar muito. Mas não! Os restantes hóspedes não primavam por extraordinária elegância,  portanto, nesse aspeto, tudo correu bem!


Este senhor, proprietário do hotel e mestre de cerimónias, abriu as hostilidades
com um discurso do qual não apanhei nada, o que não me impediu de aplaudir entusiasticamente!
Chamo a vossa atenção para o artista vestido com camisa roxa em lamé, ao fundo,
e para a comensal de rabo de cavalo e blusa laranja!
Em comparação, eu estava um "must"!

Depois escolhemos o vinho e ...

...  meia hora depois surgiram os "amuse bouche", uma espécie de choux de peixe com um gostinho a caril!
Mesmo bom!
O que não foi tão bom, foi o ritmo da refeição - entre cada prato, a meia hora de intervalo da praxe!
2 horas volvidas, a pedido, desistimos das restantes iguarias e comemos a sobremesa.
Entretanto, iniciara-se o divertimento, com música e dança, em que não participei dado o pé de chumbo de uma certa pessoa ...
Da janela do quarto, vi o céu acender-se em mil luzes, antes e durante as 12 badaladas e, assim, confortavelmente, o reveillon, decorreu e terminou a festa!
E no outro dia já era 2015!

Beijo
Nina

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Tarte flambée

Descobri uma receita de Tarte Flambée, AQUI em português - iiiiéééé!!!- e não deixarei de a experimentar.



- 1 kg de massa de pão
- 2 cebolas
- 600 g de bacon
- manteiga q.b.
- 20 cl de creme fraiche
- 20 cl de queijo branco
- 1 colher de óleo
- sal, pimenta e noz-moscada q.b.

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 250 ° C (termóstato 9-520 ° F). 
Corte as cebolas finamente e coloque-as numa panela com a manteiga e deixe que frite ligeiramente.
Retire a cebola da frigideira e frite o bacon em  por alguns minutos, sem adição de gordura.
Misture o creme de leite (natas), o queijo branco, a cebola e os pedaços de bacon, fora do lume.
Adicione sal, pimenta e noz-moscada a gosto.
Abra a massa em  camada muito fina sobre uma base redonda
Cubra a massa com a mistura de queijo branco, a cebola e o bacon.
Regue a superfície uma colher de azeite.
Leve ao forno 10 minutos. 


À  ANA ,  todos os créditos e o meu agradecimento!
Este conjunto de ingredientes parece-me corresponder exatamente à tarte que comi, a qual, tal como acontece com as pizzas, pode ser incrementada com 1000 outros ingredientes, sendo que, o princípio básico é este.

Esclareço - e perdoem-me as entendidas - que "creme fraiche" mais não é que as vulgaríssimas natas e que a massa de pão pode ser comprada crua, na padaria de qualquer supermercado.
Acrescento, ainda que à receita original acrescentei algumas ligeiras alterações de modo a torná-la mais clara.

Serve para aproveitar sobras e não, não é pizza ...
É incomparavelmente melhor!

Beijo
Nina


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

As minhas viagens ...


Prefiro o automóvel ao avião ... sem hesitar!
Nada melhor do que a liberdade da ausência de horários, nada!
Depois, é sempre possível cancelar, mudar tudo, sem consequências!
Na Europa, é assim! Desde que se disponha de tempo!
É fantástica a sensação de começar as férias no momento em que se sai da casa!

Depois, gosto de escolher um local que funcionará como base, como quartel general  e, a partir daí, partir à descoberta.

Desta vez, instalei o cérebro das operações em Freiburg e, a partir daí," voei!"
Tudo é muito perto, tudo é muito bonito, muito sedutor, tudo merece uma visita.

Curiosamente, estando em Freiburg, está-se na França, na região da Alsácia-Lorena, com cidades que apaixonam, como Colmar ou Mulhouse!




Apontamento da tradicional arquitetura alsaciana!
Faltam os duendes, as fadas e outras magias ( que seguramente se esconderam ...) porque o cenário está lá!

Durante um dia visitei as duas e em Colmar, provei esta delícia:


Tarte flambée!
Uma espécie de pizza, no aspeto, mas incomparavelmente melhor na textura finíssima e no sabor requintado.
Pesquisarei para descobrir o segredo.

Esta era coberta com cebola e bacon fumado e só de recordar a sensaçãogustativa, salivo.
 Viajar é também isto, é também descobrir gastronomicamente um local.
Será por isso que tanto me atraem os mercados de rua e mesmo os supermercados, onde, facilmente sobressaem as particularidades do seu povo.

Já em casa, terei, durante meses, baterias de pleno entusiamo, dias ganhos ao tempo - que o tempo, está provado, estica quando se viaja - e a rotina, se tudo correr bem, não passará de pausa até uma próxima fuga.

Beijo
Nina

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015

As povoações que rodeiam Freiburg conseguem ser ainda mais interessantes do que ela. É que eu gosto, sempre gostei de cidades / vilas pequeninas, com a sua rua comercial, geralmente reservada a peões, onde as lojas conservam um ar especial, um ar de outros tempos, que nada tem a ver com o gigantismo dos Shopping Centers - face aos quais desenvolvi profunda alergia, exacerbada na quadra natalícia.

Desta não guardei o nome ...
Fica a meia dúzia de quilómetros de Freiburgo, quando se sai para Colmar, na França e é absolutamente encantadora.
Na pastelaria local, tomei um chá verde e dividi uma fatia de tarte de amêndoa.
Ainda comprei umas maçãs prateadas na loja de decoração ... não resisti ao seu brilho e, mentalmente, achei-lhes lugar numa mesa da minha sala, que ficará a ganhar com a aquisição.
Voltando às cidades pequeninas ... aqui, no norte, são caprichosamente decoradas e suponho que, esta noite, quando soarem as doze badaladas, haverá festejo!
Assim me ocorre que mais um ano terminou.
Não me apetece fazer balanços!
Estou, estamos vivos e com saúde.
Houve momentos muito, muito maus que procuro esquecer, já que os ultrapassei, jazendo enterrados no passado.
Houve outros sublimes e por esses agradeço!
Que 2015 seja generoso, para mim, para nós, para todos os amigos ... e até , porventura, para algum inimigo de que não tenho consciência.
Peço paz, peço saúde, peço paz, peço paz, peço paz!
Deixo um abraço e um beijo de incondicional amor ao próximo.

Nina

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Tudo branco!


E que diriam se, de manhã, ao abrir a janela, tivessem este quadro?

É bonito, não é?
Mas, passado o encantamento, começa a perder a graça, quando a neve derrete e se transforma numa papa escura, onde os pés se enterram.
A fase seguinte ainda é mais gira!
Tem a ver com a congelação, quando em vez de neve temos gelo e escorregadelas incontroláveis e uns quantos tombos.
A neve é linda nas montanhas, quando se faz sky.
É também linda quando, imaculada, cobre a terra.
Muito linda, quando observada da janela, no conforto de uma casa quente!
Só para as crianças é que não perde, jamais, o encanto.


O centro da cidade - muito, muito bonito - lembrava o cenário de um conto de fadas ...

... que além de branco, me pareceu até mais silencioso que o habitual!
Enquanto nevou, foi indispensável o guarda chuva, mas, curiosamente, quando a neve cessou de cair,a temperatura subiu e foi quase mágico passear sobre a sua fofa e imaculada superfície.

Para assistir a este espetáculo, só viajando para o norte.
Desta vez, a partir do sul de França, o filme foi este, branco, branco, branco.

Beijo
Nina