sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sábado, chuva, dia dos namorados e cozido à portuguesa.


Um sábado triste este que coincidiu com o Dia dos Namorados.
Esta chuva miúda que ainda não parou de cair, gela a alma. O vento frio acentua o desconforto.
Passei pela feira, comprei uns paninhos, almocei em Espanha, passei por Esposende para me abastecer de hortaliça fresca e voltei a casa. E a chuva continua, persistente, chata.
Parece que conseguiu molhar-me, arrefecer-me a alma, logo a mim, que quase sempre enxergo o lado iluminado das situações.
Sei que é temporário, como tudo na vida, mas hoje, está sendo difícil manter o sorriso.
Nestes momentos soturnos e melancólicos, comigo, funciona muito bem ocupar-me para espantar a nuvem cinza que paira, chata, sobre a minha loura cabecinha.
Resolvi, por isso, preparar o almoço de domingo:

Que tal um cozido?
Gosto muito!
Com hortaliça fresquinha - esta penca foi apanhada à minha frente - cenouras e batatas, tudo do quintal da Fátima.
 Vou prepará-las e só amanhã entrarão na panela.

Quanto às carnes, exigem cozimento prolongado.


Já fervem!
Já cheira!
Cheira a comidinha caseira, boa e saudável.

Prefiro sempre carne com osso, muito mais saborosa e suculenta.
Juntei-lhe um chouriço que lhe acrescenta paladar, e cozo  quantidade suficiente para duas ou três refeições.

Amanhã, como disse, trato dos legumes e preparo um arroz utilizando o caldo do cozido.
Será um almoço feliz.
E, como já afirmara, nada como me ocupar para assim dissipar a nuvem negra.
Garanto que já me sinto melhor, mais animada e pronta para o jantar do dia dos namorados, que será coisa simples e muito rápida, como sempre prefiro.

Tenham um final de dia muito feliz.

Beijo
Nina




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Agora, é oficial!

Agora é definitivamente oficial!
Conclui a manta de patchwork e garanto que foi um trabalho muito gratificante.


Dobrada no braço do sofá ...

... ou aberta, as opções são infinitas.

E, já que a ideia era reciclar e reutilizar, no forro, apliquei um lençol que,
 entretanto, ficará diminuto para a dimensão das camas king size.

Ei-la, em todo o seu esplendor.
Confesso que o resultado superou em muito as minhas expectativas.



Pretendo repetir a experiência, agora com outra desenvoltura, pois ocorreu muito " faz / desfaz ) que aprendi como evitar.
Entretanto, comprei uma revista contendo uma série de projetos muito interessantes e, o que é mais importante, uma série de informações e dicas preciosas para quem, como eu, marinheira de primeira água, procura aprender novas técnicas e apropriar-se de informações.





Aprendi, por exemplo, que existe uma espécie de manta térmica termocolante que, seguramente, facilita a etapa do quilt, a mais melindrosa. Não sei se esse material se encontra disponível nas nossas lojas, mas se não estiver, é sempre possível encomendá-lo via net, o que me anima imenso.

Da manta sobraram uns quantos blocos que já têm destino. Com eles farei - aliás já comecei a fazer - um caminho para esta mesa com tampo de mármore, que me congela os braços, sempre que "piloto" o novo computador.

Esta a mesa assassina, super repaginada, que veio de casa dos meus avós ...


Este o caminho que ainda hoje irá cobrir  o mármore.

Este trabalho de dimensão reduzida manipula-se com a maior das facilidades. Aconselho a quem se inicia nestas lides que opte por um projeto de tamanho reduzido para assim escapar ao trauma que foi tentar quiltar a manta à máquina - uma coisa assim muito próxima do pesadelo! Eu, que sou dura na queda, resisti,  mas reconheço o sério risco de pura e simplesmente desistir.

E é isto!
Parece-me que a aventura do patchwork se pode facilmente comparar às cerejas - é só mais uma, e mais uma, e ainda mais uma, até acabarem as cerejas ou os paninhos!
Segue-se uma almofada para o sofá azul do quarto azul, que, até eu, eternamente inquieta com a decoração, até eu, dizia, considero satisfatoriamente pronto.

Tenham uma boa seta feira, 13!

Beijo
Nina

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Rosas amarelas e Pão de Ló!


Rosas amarelas - as minhas preferidas - e pão de ló ...
Recebi-os ao abrir a porta à minha empregada, a M. J.-
Esclareço que muito mais que empregada - que é, e a melhor que alguma vez tive - a M.J. é minha amiga e não me canso de lhe declarar que, por muitas voltas que dê a vida, ela ficará para sempre na minha, porque é gentil, porque é decente, porque é atenciosa, porque é de uma honestidade a toda a prova, porque me é indispensável!
Preciso muito mais dela do que ela precisa de mim e, ainda assim, aqui está, presente, sem falhas, na sua discrição bem educada.
Gosto tanto dela!

Hoje, apareceu -me com este maravilhoso ramo de 7 rosas amarelas:


Porquê?
Porque, faz hoje 7 anos que começou a trabalhar aqui. E ela faz questão de comemorar!
Não é linda, e querida a M. J.?

Nunca, nunca esqueceu a data, para ela importante.
Foi a primeira vez que desempenhlou este papel. Chegou tímida e inibida e cedo me conquistou.
Foi a vida, numa curva mal desenhada que a  forçou a enfrentar este desafio.
Entretanto, as coisas compuseram-se, mas a M.J. continua comigo, porque gosta, porque acha que teve sorte ... quando quem a teve fui eu!

Acompanhando as rosas, este pão de ló delicioso, do mais amarelo que pode ser um pão de ló, porque os ovos "têm de ser caseiros!"
Sou pessoa de sorte, está visto!
Agradeço todos os dias o presente que o acaso me concedeu.
E cada vez gosto mais da M. J.

Beijo
Nina

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O meu bebé!

O meu bebé faz hoje 4 aninhos!
Parece que foi ontem!
Nasceu trémulo, inseguro, desorientado como todos os bebés!
Apapariquei-o quanto pude, com atenção permanente e muitos mimos, duvidando, receosa,   da sua viabilidade.
Sem quase dar por isso, tal era a constante atenção - atenção de mãe, atenta à cria ... - sem quase dar por isso, dizia, o meu bebé ganhou forças, ânimo e fez-se gente, crescendo vivo e saudável, para minha alegria e meu contentamento diário.
O meu bebé é a luz dos meus olhos!
O meu bebé  retribui em dobro os meus cuidados!
O meu bebé enche o meu mundo!

O meu bebé, chama-se O MEU PENSAMENTO VIAJA, o blog que aquece o meu coração e ilumina os meus dias, por mais escuros e tristes que estejam.
O meu blog é mágico e terapêutico.
O meu blog faz de mim uma pessoa melhor, mais rica, mais informada.

Ao meu blog e à multidão de amigos que ganhei, o meu obrigada!

Beijo
Nina

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Senhor António


Conservo com o maior carinho o contacto com pessoas de antigamente, quando as coisas tinham valor e longevidade, escapando à fatalidade do descartável. Aflige-me ver que a solução para o que quer que seja que apresente defeito, se limite ao caixote do lixo.
Daí que, conservo carinhosamente a relação com pessoas que me entendem, como é o caso do Senhor António.
O senhor António é eletricista, atualmente aposentado, mas não inativo.

Cá em casa, como em todas as casas, os objetos deterioram-se e exigem reparação.
Sempre que se trata de intervenção elétrica - já se sabe ...- chamo o Senhor António.

Desta vez, elaborei uma longa lista para que, numa só visita, se resolvesse tudo.
Assim foi!
Numa tarde, o Senhor António mudou interruptores, tomadas, colocou lanternas, eletrificou um candeeiro de pé e ainda consertou um aquecedor.
Uma maravilha!

A ver:



Este candeiro - que pode ser visto AQUI ... - esperava, muito triste eletrificação decente ...

Pois o Senhor António tratou do assunto.
Informou-me, ainda, que a eletrificação antiga estava mal feita e poderia criar problemas.

Ficou excelente, apagando e acendendo sem capricho e sem ameaça de curto circuito.
O abat - jour veio do Leroy Merlin, loja onde me perco, onde me apetece comprar tudo ou quase tudo.

O meu quarto azul compõe-se, bonito e confortável, embora ainda não esteja pronto - pergunto-me se algum dia estará, com esta minha mania de ir inventando modas!

No terraço, a iluminação provinha de dois pontos de luz, nas paredes.
Com o tempo, a chuva e o calor, os candeeiros estragaram-se e havia que os substituir.


Escolhi duas lanternas brancas que ficariam muito bem não fossem as marcas horríveis que os antigos deixaram ...

Portanto ... outra reparação se aproxima:
-Pintar as paredes do terraço!

Tenho outro especialista, que não o Senhor António, a quem vou recorrer e, com a mão na massa, mandarei pintar também as floreiras!
Já admiti que sou pessoa de inventar modas!
E, digam lá, não é bom dar cara nova à nossa casa?

Beijo
Nina

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Avental!


Na cozinha, não dispenso o avental!
É tão prático e tão eficiente na proteção da roupa que me tornei avental dependente.

Quando chego a casa, entro de imediato na cozinha, sem tempo para mudar de roupa.´
 Tenho amigas que, a primeira coisa que fazem é vestir a chamada roupa de andar por casa, coisa que não tenho. A minha roupa, com raríssimas excepções serve para sair e para estar em casa. Por isso o avental se torna indispensável.
Tenho vários, quase todos oferecidos e dou-lhes imenso uso.
Neste momento, mergulhada na aventura da costura, apetece-me imenso costurar um, escolher o tecido e o modelo e meter as mãos na massa.
Este que hoje uso, veio de New Orleans, mas, na minha gaveta, tenho-os da Costa Rica, do Brasil e também, muitos portugueses.

Em breve, espero poder exibir a minha própria criação.

E vocês, usam avental ou preferem a roupa de "andar por casa"?


Beijo
Nina



domingo, 8 de fevereiro de 2015

Faz / Desfaz!



Foi isto!
Depois de ter costurado duas carreiras de "quilting" tive a desagradável surpresa de constatar que ficaram pavorosas!
Limitações da máquina ou da costureira, não sei!

Sei que para grandes males, grandes remédios e desfiz tudo, pontinho por pontinho, uma trabalheira infernal, concluindo que o melhor seria fazer o trabalho manualmente ... como antigamente!



Alinhavei, depois de ter colocado muitos, muitos alfinetes, ao longo das costuras
que decidira pespontar, começando pelo meio da manta, como manda o figurino!

 Agora, já noite, consegui completar três das dez costuras, com resultado muito satisfatório!

Consegui, igualmente, deixar a sala em pantanas, porque a mesa foi necessária para esticar muito bem o trabalho.
Continua em pantanas, desarrumadíssima, mas não vale a pena preocupar-me com a estética, já que a mesa é necessária para alinhavar cada costura.

Num site inglês, li que este trabalho,o quilting,  a etapa final do patchwork, é frequentemente entregue a profissionais com máquinas capazes de concluir a obra.

Não me parece que, por aqui, exista esse recurso, o que é uma grande pena!

Assim sendo, mãos à obra!

Beijo
Nina