quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ponto de Ziguezagues Curvos


De todas as artes feitas com e a partir de fios, a que mais me agrada é, de longe, o tricô, que, sendo embora a minha favorita, é também a que maiores dúvidas e desafios me coloca.
O tricô é um mundo imenso, um universo ilimitado.

Já aprendi, porém,  à minha própria custa, que tudo se aprende, desde que se queira aprender - e assim tem sido.

Infelizmente, com a chegada do tempo quente, as lãs são forçosamente postas de lado, porque incompatíveis com o calor, o que é uma enorme pena.

Porém, numa ida recente à minha fornecedora , descobri uma forma de contornar o problema:
- Um fio lindo e irresistível adequado ao tricô -  fininho, ligeiramente mesclado, 95% acrílico e 5% viscose, com um distinto aspeto de algodão.
A marca é Klass e aconselha-se a utilização de agulhas grossinhas, variando entre o 5.5 e o 6.
O resultado é um trabalho fofo, com malha bastante aberta, muito apropriado para a estação.



Comprei o fio, numa cor de areia deliciosa.
São vários novelos para dele fazer surgir uma camisola / blusa / túnica - a ver vamos, de acordo com o meu humor e o  evoluir da situação.


E assim vai crescendo ...
Para combinar com branco, uma combinação sempre feliz.

O PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVO em todo o seu esplendor!

Não hesitei, portanto,  quanto ao ponto a aplicar - PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS!

A minha primeira experiência com este ponto quase é histórica. Ocorreu, quando em 2011, no início do blog, decidi tricotar um vestido de lã.
Então,  muito a  medo, reproduzi uma amostra,  concluindo que o PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS é absolutamente acessível sendo o resultado  fantástico.

O PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS compõe, neste caso,  a saia!


AQUI encontrarão informações detalhadas de como tricotar o ponto dos ziguezagues curvos,  sendo que, depois de repetidas as primeiras carreiras, o esquema passa a fazer sentido lógico não precisando de ser consultado.


Gostei tanto do resultado, que tratei de repetir o ponto dos ziguezagues curvos, nesta camisola/blusa de meia estação, que se encontra AQUI! num  fantástico look safari.


De novo, utilizando um fio leve que simula o algodão.

O ponto dos ziguezagues curvos foi utilizado no início, como se de um canelado se tratasse.

A parte superior é lisa, com um jogo de mates e laças.

O ponto de ziguezagues curvos presta-se particularmente bem para situações que não exijam mates (como, infelizmente, é o caso das cavas e do decote).


No trabalho atual que será, como já disse,  blusa / camisola / túnica, irei optar por não desenhar cavas, deixando que o ombro fique descaído.
Do mesmo modo,  o decote será "de barco".
Dessa forma, escapo ao constrangimento dos "mates" que podem não bater certo.

Possuo muita documentação escrita - livros e revistas - para além da própria NET que fornece pistas e informações preciosas e, pretendendo não só evoluir, mas  gostando também do desafio, atrevo-me por novos caminhos.
Porém, no caso do PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS, a paixão é tão forte que não me importo de repetir uma e outra vez.

Prova disso encontra-se,aqui, conforme o que as imagens documentam.

Beijo
Nina









quarta-feira, 13 de maio de 2015

Tralha ...

Tenho muita, muita tralha!
Cansa-me a falta de espaço, cansa-me o atafulhamento, cansa-me, cansa-me muito.
Porém, destralhar é igualmente cansativo.
Destralhar por atacado é tarefa diabólica.
Tenho, no entanto, a noção clara e indesmentível que o destralhamento é saudável.
Tenho igualmente presente que não quero arruinar o meu dia com tarefa tão mortificante.
Decidi!
Pensei!
Descobri!
Será assim:
- 5, 10, quando muito, 15 minutos por dia. Não mais!
Sem disciplina rígida que não tenho feitio para sofrer.
A disciplin,. a haver, será determinada pelo meu humor.

Por onde começar?
- Por onde me apetecer!

Por exemplo, hoje, enquanto, depois de almoçar, metia a louça na máquina, reparei que, sobre o balcão da cozinha, num recipiente próprio, jaziam - como se de mortos se tratassem ... - jaziam, dizia, um conjunto de acessórios que, otimista, num dia remoto,  comprei, achando que me seriam imprescindíveis nos cozinhados!
Não são, não foram e seguramente nunca serão.
Meti-os num saco.
Fechei o saco.
Olhei a bancada livre de tralha.
Demorei menos de 5 minutos.
Foi a minha ação destralhadora diária.
Suspirei de alívio.
Sorri de felicidade.
Não doeu nada.
Aconselho!

Beijo
Nina

terça-feira, 12 de maio de 2015

O patinho feio!


Quem não ouviu, em criança, a história do patinho feio, o mais feiinho de todos os irmãos, o mais desdenhado, o menos querido? Quem?

Afinal, o patinho feio cresceu e revelou ser um belíssimo cisne!
Moral da história ... há que ser comedido nas avaliações!

Quando, uns dias atrás, mostrei o início de uma almofada resultante de sobras de fio, acreditei piamente que a coisa não resultaria, porque, " o que nasce torto ..." - preconceituosa, eu!



Mas lá que era pouco ou nada promissora, a tarefa era!

Pois enganei-me!
Redondamente!



E, uma vez mais, o patinho feio, superou-se!

Deu origem a este monte de flores coloridas que alegrarão qualquer canto, qualquer sofá, qualquer cama, por mais soturnos e tristonhos que sejam, porque, às vezes um nada basta para iluminar o ambiente.


A toda a volta, uma carreira em azul turquesa,em ponto baixo,  e, a seguir, umas conchinhas em verde limão - uma das minhas combinações cromáticas favoritas.
 Depois, a costura.

Aplicando o método do "envelope", uma maravilha que dispensa fecho ou botões, cortei o tecido de modo a criar uma almofada que, no tampo, receberia as florzinhas de 1000 cores.

Depois, foi só alfinetar e coser todo o perímetro.

Estava pronta.

"Recheei-a"  devidamente e instalei-a num sofá branco ...

... fazendo companhia a uma irmãzinha mais velha, também ela muito colorida.
 Depois foi um tal inventar de situações:


Com a manta de corações como pano de fundo, assim mesmo, pousada e não milimetricamente arrumada, que as casas e os espaços querem-se vivos e vividos, com o desalinho próprio de quem neles se movimenta.

O tecido, todo ele salpicado por corações e pintinhas, funcionou muito bem neste casamento, onde não queria sobriedade, mas divertimento.

Se ainda não sabem confecionar almofadas de "envelope", há que aprender.
 A dificuldade é de grau zero e o efeito fantástico.

Aqui, vê-se muito bem a dobrinha do "envelope" que envolve completamente o enchimento / recheio / miolo ... seja lá como for que se designe!
 E pronto, está pronta!

Só  mais esta pose, de perto, e esta ...

... de longe  ...

... e a última que me deslumbra.

Confesso que ainda não parei de admirar o conjunto.
Sempre que consigo um resultado satisfatório, fico assim, criança deslumbrada.

E vocês?
Não gostam de lamber a cria, uma e outra vez?

Beijo
Nina

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Farwest

É que tenho mesmo queda para o farwest!
Índia ou cowboy, tanto dá!


Esta bolsa, por exemplo, poderia muito bem ser usada por um qualquer caçador de bisontes nas imensas pradarias americanas.
Franjas não lhe faltam!
 Ok! Eu sei que é tendência deste ano! Eu sei!
Acontece que não é de agora e sempre me deixei arrebatar por franjas.
Que o diga esta bolsa que guardo há muitos anos.
Comecei a usá-la agora, porque, consegui que um santo de um sapateiro milagreiro  que eu conheço, lhe colocasse um fecho. Não tinha! Provavelmente porque no farwest não existiam carteiristas!
Agora, devidamente fechada, passeia assim no meu ombro.

Depois, saindo para jantar, exibi ... mais franjas!
Se calhar é amor a mais por franjas!

Agora neste casaco de couro bege!
 Como o tempo melhorou e a temperatura subiu, arrisquei cores pastel - no caso, branco e bege - e lá fui ... cavalgando!

Franjas, franjinhas, everywhere!
 Prometo! Não compro mais franjas!

Quanto a estas, uso, volto a usar e a abusar.

 Portanto, se na rua, se cruzarem com um ser drapejado de franjas ...


Não tem dúvida!
Sem medo, sem hesitação, dirijam-se à índia apache.
Sou eu!
Beijo
Nina


sábado, 9 de maio de 2015

Apetece-me ... tudo!


Sou assim, disciplinada e comedida ... apetece-me tudo :-)!!!!

Terminado o monte de corações, dei uma volta por aí e, de repente, vejo-me com três desafios entre mãos:



The African Flower Granny - presente em dezenas de páginas!
É só digitar o título e escolher a fonte de informação.
No meu caso, tudo conseguido na base do "olhómetro"
É, tenho a certeza, um desafio que dará um resultadão!
Fiz esta amostra com sobras de fios, num arco-íris berrante e despropositado.
Imagine-se agora como resultará com uma combinação criteriosa de cores - uma beleza!
Se amanhã não fosse domingo, se as lojas não se encontrassem encerradas, amanhã mesmo - que não sou pessoa de esperas -  iria comprar os fios.

Entretanto, com lã branca, vou avançando no casaco em Ponto Estrela.
É obra para demorar muito. Mas não tenho pressa. Lá para o próximo Outono teremos casaco.

A primeira amostra que, anteriormente, reproduzi não seguia criteriosamente os passos e o resultado foi um ponto diferente.
Depois de muito faz/desfaz lá consegui atinar.
 O terceiro trabalho resulta das sobras dos "Corações".

Será almofada!
Este, um trabalhinho muito simples, destinado a dar uso aos fios sobrantes e - muito importante - a ser bonito!.
Com um bocado de jeito, ainda começo mais dois ou três projetos. Porque sim. Porque me apetece. Porque é muito bom variar.

Feliz final de sábado.

Beijo
Nina 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Antes / depois

As minhas orquídeas de interior, todos os anos, resolvem florir ao mesmo tempo - lá terão as suas razões!

Começam por lançar umas tímidas hastes. 
É o primeiro sinal.
 Essas hastes devem ser atadas a estacas para ajudar o seu desenvolvimento.
 Depois é regar uma vez por semana e deixar que o milagre aconteça.

A medo, primeiro uma, depois outra e, finalmente, todas desabrocham.
São tão lindas que as trago para perto de mim, para o local onde passo os momentos mais calmos e descomprometidos de tarefas ...
 A sala!
 Concretamente, semeio várias sobre a mesa de apoio aos sofás.


Digamos que, apesar da beleza,  esta exuberância florida tem um não sei quê de coisa sem rumo,sem linha mestra, sem objetivo.
Fica-me a impressão que as pouso ali, como poderia pousar o jornal ou uma revista.
Não gosto!
Estas lindezas merecem outros cuidados.
Hoje decidi-me.
Decidi agrupá-las!
Dar-lhes rumo!

Agrupei quatro variedades nesta terrina!

Que não é uma terrina qualquer.
É centenária e absolutamente insubstituível, até por razões sentimentais.
Fazia parte de um serviço "de todos os dias", da casa dos meus avós maternos.
Quando a minha avó faleceu e a casa foi desfeita, divididos os bens pelos herdeiros, este serviço calhou a uma das minhas tias.Na altura não dei grande importância ao facto, mas, mais tarde, sempre que visitava essa tia, suspirava olhando a linda terrina da avó.
Tão visível deveria ser a minha emoção que, um dia, a preciosidade chegou às minhas mãos, oferecida pela tia querida.

Ninguém lhe toca que não deixo, mas, sempre que pretendo valorizar um espaço, penso na "terrina da avó".
Foi o que aconteceu esta tarde.
Organizei quatro variedades de orquídeas no seu interior e gostei muito.


Aquele aspeto de coisa desorganizada, de feira,  desapareceu e as flores passaram a fazer todo o sentido

Todas lindas na sua exuberância exótica ...

Todas com um ar de felicidade - que as flores têm sentimentos! - que prometem muitas semanas de repouso zen!
Basta olhá-las.

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de maio de 2015

96 Corações!


96  corações!
Ena!
Tantos!


Inicialmente, como previra AQUI, necessitaria de 8 tiras, cada uma delas com 8 corações!
Enganei-me, porém,  redondamente.

Os 64 que tinha julgado suficientes, não o eram, de modo algum!
Compunham uma mantinha insignificante, sem préstimo.
 Portanto, acabei por tecer 12 tiras, atingindo então o tamanho que pretendia - 1.30 m/ 1.60m.

O resultado foi este:


A toda a volta, uma carreira em rosa, em ponto baixo e uma segunda , em branco, com um simples picôt!

A ideia inicial - dar vazão aos restos de lãs - foi completamente ultrapassada,
porque, por várias vezes,
tive de comprar provisões.
Dei por muito bem empregue o meu tempo, que este, é o tipo de trabalho que se realiza em modo "piloto automático"!


O ponto baixo, confere-lhe uma textura densa, que torna a manta muito quente.
É o tipo de trabalho que vicia, tal os dividendos que paga.


Para já, vai repousar nas costas de um sofá branco ...

No inverno, alegrará um quarto de dormir.
Agrada-me vestir as camas com várias camadas sobrepostas, e, os corações vão colorir uma cama que, normalmente, opta pelo branco.

Como seria de prever, não despejei a gaveta das lãs e já me conformei com essa impossibilidade - desse assunto já falamos repetidamente.



Porém, já que estou com as mãos na massa, iniciei uma almofada com a mesma decoração ...

Porque, na minha opinião, corações nunca são de mais ...

Cabe sempre mais um e garantem momentos de puro prazer para os olhos.


Beijo
Nina