quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Metz

As cidades, todas as cidades, ao domingo, perdem a alma e a personalidade.
As ruas vazias, o silêncio postiço, as lojas fechadas, sâo um qudro de tranquilidade de que não gosto.
Por isso, quando viajo, procuro preencher o domingo vencendo grandes distâncias, mas às vezes, não são suficientemente longas e, antes de jantar, vagueio sem entusiasmo .
Assim foi em Metz, mas com uma enorme diferença - quem precisa de movimento nas ruas, se tem isto?





Não é mais uma catedral! É a catedral!


Entra-se e a sombra, o silêncio, o perfume o recolhimento é magicamente perturbado pelos lampejos coloridos que nascem nos vitrais.

Depois, o espaço dobra-se e desdobra-se em cantos e recantos de pedra, de sombra e de luz.


Pensei, por associação de ideias n'OS PILARES DA TERRA, o sonho megalómano do primeiro arquiteto medieval que, em projeto delirante, desenhou a catedral das catedrais.
Gostei, devorei o livro.
 Entendi-o agora.

Submissa, abençoada e iluminada por uma quase revelação .


Senti-me quase escolhida - imagine-se!
Esolhida!
Eu!


Beijo
Nina 



terça-feira, 4 de agosto de 2015

Chenonceau - Castelo das Damas

Quando estava em Tours , onde dormi duas noites, planeei visitar um castelo em especial, o Castelo das Damas e não foi por acaso que o escolhi.
Eu conto:

Tenho andado envolvida na leitura de um romance histórico, com protagonista feminina - as minhas protoganistas preferidas, sempre, sempre, muito melhores que as masculinas.
No caso, Catarina de Médicis, rainha francesa de conturbada ascendência italiana, que viveu durante o século XVI, com acão decisiva no desenrolar da história francesa e por consequência na europeia da época.

Enquanto lia e leio o desenrolar da ação tomo partido por Catarina, grande mulher, grande sobrevivente, grande fazedora de história.


Esie o livro.

Pois no desenrolar da história, assisti e tomei partido entre o duelo surdo travado por Catarina, esposa legítima de Henrique, rei de França e a amante deste, Diana de Poitiers.


Ocorre que entre muitos dos confrontos, um  toma visibilidade especial:
- A propriedade de Chenanceau, legitimamnente possuído por Catarina e, por subterfúgio institucional, transferido para as mãos da maquiavélica Diana - que raiva!

De facto, o castelo foi, depois de muitas peripécias, propriedade de Catarina, depois de Diana e, finalmente, de novo e definitivamente, de Catarina.

Fui, sonhava ir a Chenonceau!

Valeu tanto, tanto a pena!

Vejam:


Ao longe, muito ao longe, plantado no meio de imenso verde - esta maravilha!

Chega-se por frondoso e mágico túnel verde!

E, inevitavelmente, sustemos, perdemos a respiração!
A toda a volta, os jardins de Catarina ...
e, no interior, o primeiro quarto ...
... o de Diana, que atenta e maleficamente nos observa.

Mostrando a privacidade do seu quarto .,..

... da sua cama!

Não é extraordinariamente tocante que seis séculos volvidos , as teias desta paixão continuem arregimentando apoiantes?
São ou não são figuras extraordinárias, daquelas que verdadeiramente nunca morrem?
Por mim, espírito simples, continuo fervorosa apoiante de Catariana, votando a Diana a maior das má vontades - sua feiosa, sua gorda!


Assim reajo, no balanço dos triângulos insuportáveis.

Beijinhos, queridos!

Nina


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Amboise


Nisto de passeios de carro, o bom mesmo é ir vogando ao sabor do apetite, ainda que, à partida exista um plano elaborado - plano para ser cumprido ou não!

Quando, como atrás contei, razões incontornáveis - no caso, um gigantesco bouchon/engarrafamento - a chegada prevista a Tours verificou-se com 3 horas de atraso e um imenso cansaço.
 Daí que, sair no dia seguinte, para nova etapa, estava, definitivamente fora de conjectura. 
Ficamos.
Não uma, mas duas noites. Excelente decisão!

É que Tlours fica no coração do Vale do Loire, pátria de muitos, muitos castelos, sendo portanto o melhor ponto de partida para, paulatinamente os explorar.

Pela manhã, com aconselhamento da recepccionista do hotel, seguimos para Amboise, distante cerca de 30 km, localizada numa das marbgens do rio Le Cher.

Valeu muito a pena, porque é uma cidadezinha encantadora.


No alto de uma colina, o castelo medieval ...

... em muito bom estado de conservação e aberto ao público.

Ao seu redor, cresceu a cidade.
Quase uma cidade de brincar, de sonhar.

Enfeitada com bandeiras e pendões, ruas fechadas ao trânsito, esplanadas e flores.

Um bom local para almoçar e passear pelas ruelas que se engtrecruzam!
Um bom local para iniciar o percurso dos Castelos do Loire.
Gostei muito!

Beijo
Nina

domingo, 2 de agosto de 2015

Férias versus blog


Garanto é uma combinaçao impossível, por muitos assuntos interessantes que surjam para publicar - e surgem ...- o casamento continua sendo muito, muito difícil ou porque o tempo é escasso ou porque a net  invibializa a operação.
 Neste momento, por exemplo, tento descarregar algumas fotos que gostaria de partilhar, só que duvido do sucesso. Nunca mais se conclui a operação .. Oh! Vida.
Seria interessante publicar diariamente um resumo das atividades, uma coisa tipo diário, mas, como disse o projeto apresenta-se difícil.
Gostaria de deixar sugestões, de aconselhar atividades, mas - de novo - a eletrónica não ajuda.
Vou, portanto, aparecendo apenas, com vontade de aparecer muito.
Adio o projeto.
Vou contar tudo.
Tudo tenho fotografado.
Tudo merece ser visto.
Fica para depois.
Fica para mais tarde.
Será tipo diário de bordo.
Lido no futuro.

Tenham muito boas férias.
E arrumem o chato do computador.
Como eu!

Beijo
Nina

sábado, 1 de agosto de 2015

BOUCHON /ENGARRAFAMENTO!


Viajar pelas excelentes estradas francesas no fim de Julho,começo de Agosto é ... pesadelo, inferno, suplício, filme de terror.
Por quê?

Porque, do sul, vêm todos os que acabaram as férias a 30 ou a 31 de Julho!
Do norte, partem os que iniciam as férias a 1 de Agosto, nas praias do sul.

Seguindo para Paris, ali perto de Bordeaux, encontram-se as duas correntes. É o pandemónio absoluto!
Ouvi, pela rádio, que o tráfego era NEGRO - a pior das classificaçõres - e que as filas paradas - os assustadores "bouchons" - somavam 400Km!
Não sei que diga!
Sei que cheguei ao destino com 3 horas de atraso e que a viagem prevista de 4, se transformou em 7.
Foi mau!
Foi tão mau!
Muito cansativo!
Um horror!

O bom destas viagens de carro - e sim! tem muitas coisas boas, únicas, delicosas - é que se pode mudar o trajeto todos os dias.
Assim, a estadia em Tours prevista para uma noite, foi alterada. Ficamos duas. Estamos a gostar muito.

Da cidade, algumas imagens:


A bela estação central dos caminhos de ferro

e ...

Uma praça refrescante  ... que estas cidades do interior ou são geladas ou  infernalmente quentes.
A manhã foi ocupada com um programa soberbo! tão fantástico que será só por si motivo para outro post.

Aconselho a que, visitados os locais imperdíveis, nos percamos pelas ruas peatonais onde se sente verdadeiramente o palpitar do coração da cidade.

As esplanadas, bares, confeitarias e restauurantes são os melhores locais para passar alguns momentos vendo a vida a passar.

Compras também as há  ... as lojas internacionais que estão em todo o planeta - e que, naturalmente, evito - e as outras.

Gosto de trazer um ( ou vários ...) presentes para a minha casa, para o meu mundo.
Achei uma MAISONS DU MONDE e , felizmente, orgulhosamente, convictamente, não resisti.

Mostrarei os tesouros mais tarde, quando em casa os desembrulhar.


Beijo
Nina

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Meus amores!

Só para dizer que, quando em casa, em breve, responderei a todos , todos, todos os  comentários.


Entretanto ...

... aqui e ali ...

... como!


... passeio, arejo e guardo novidades para depois  partilhar.

Mais beijos
Nina

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Bonjour!

Queridas, queridos, não poderei, pr muito que queira,  responder aos vossos lindos, doces, maravilhosos comentários!
Quase sem rede, digo, BONJOUR, aqui, daqui,  em Biarritz!



Sim,  Biarritz, aquela praia no sul de França, refúgio de aristocratas perseguidos, no início do século passado.


Aristocratas, não vi, mas os vestígios perduram.


São palácios e palácios e jardins e puro luxo



O céu, o mar e a areia são os mesmos.
 Iguaizinhos aos olhados e tocados pelos príncipes sem trono.
Não foi por acaso que aqui fizeram ninho!
É perfeito.


É a GRANDE PLAGE ...
... um baia branca debruada por palácios.

Pena que a ligação à rede seja quase nula!
Conclusão:
Já não se fazem paraísos como antigamente.

Beijo
Nina