domingo, 23 de agosto de 2015

Cebolas



Passeando pelo Pinterest encontrei este apaixonante tema -  CEBOLAS




Apaixonante, repito, porque como boa cozinheira portuguesa não sei cozinhar sem elas.
 Acho até que só não as incluo (para já) nas sobremesas.
 De resto, em sopas, arrozes, massas, assados, saladas, fritos ... entram em tudo!

Este amor sem tamanho só não é de corpo e alma porque detesto descascá-las. Choro como uma Madalena e abomino o perfume que deixam nas mãos.
Para as lágrimas, depois de ter testado o truque de as manipular mergulhadas em água, sem sucesso, já recorri a óculos de natação - e, se calha, alguém me surpreender nesses preparos, julgará que na cozinha se encontra uma réplica do ET!

Luvas de latex, evitam que o odor se impregne na pele, mas dificultam a tarefa.

Só dificuldades!

Por isso, pago para que as minhas cebolas e os meus alhos sejam descascados e guardados no frio em caixas herméticas.

Porém,
AQUI ,
encontrei um upgrade muito convincente e estas são as diversas fases do procedimento:

- Descascam-se as ditas;
- Picam-se - à mão ou na picadora;
- Congelam-se porções em formas de silicone;
- Guardam-se as "bolinhas" depois de congeladas, em recipiente fechado, ou envolvendo com película, cada uma delas.

Achei genial!

Agora, não só terei cebolas descascadas, mas cebolas prontas a serem utilizadas, sem a premência do tempo, já que, uma vez congeladas, duram uma eternidade.




À AUTORA da ideia todos os créditos e o meu agradecimento.


Beijo
Nina



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

( Às vezes... ) Come-se muito bem em França!



Para os mais sensíveis, este título pode provocar sérios conflitos éticos!
"Às vezes ..." ????
Como, "Às vezes"????

Na pátria da alta cozinha? "Às vezes ... ?
Não há "Às vezes ..."! Retire-se o "às vezes ..."
Era o que faltava!
Já a formiga tem catarro ...

Pois, meus amigos purista, tenho muita pena, mas mantenho e reafirmo o "Às vezes ..."

É que na França para turistas, na França da cozinha massificada, na França - por exemplo ...- dos Campoe Elíseos, come-se mesmo muito mal.

Bem, muito bem, divinalmente,  come-se nos pequenos restaurantes frequentados pelos locais e são esses que procuro descobrir.

No regresso a casa, numa das últimas etapas, em Perpignan, descobri.
 Descobri um dos legítimos restaurantes franceses, com excelente comida a preços absolutamente comparáveis com os que aqui pagamos.
Tive sorte!

Comi:


Uma espécie de crepe preparado conforme a receita a que o link nos remete.
É só "linkar" e a tradução  surge, automática, para quem dela necessitar.

A minha galette estava divina, recheada com cogumelos, queijo, fiambre  e ovo.
Oh! É ver o aspeto e salivar!



Com muita pena, conclui não ser possível comê-la na totalidade, o que foi um desperdício imperdoável


Acompanhei com uma salada magnífica:



Com beringela grelhada, queijo feta, tomate, azeitonas e folhas de alface.

Adorei a inclusão da beringela grelhada e, na primeira oportunidade, repetirei o esquema na minha cozinha.

É favor experimentarem!

Tenham um feliz fim de semana.

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Mónaco


Na fase final da viagem, rumando ao sul, em direção a Génova e depois a oeste, rumo a França, passa-se ao largo de Mónaco, o principado das princesas badaladas, refúgio de milionários.

Aqui, como aliás em toda a Europa, Agosto é o pior mês para uma visita.
Ainda assim, deixámos a autoestrada e rumámos ao principado, o que se revelou vir a ser uma muito má ideia.
É que se conviver com multidões em grandes cidades não é agradável, aqui, num espaço restrito, é trágico.
Só que, depois de entrar, impõe-se o trajeto inverso, com compactas filas de tráfego.
Má ideia, repito.

Ainda assim, aparcámos, dando uma volta pela marginal e no porto, lá estava, o iate do meu jardineiro: 



Fotografei apenas um, mas, barquinhos como este eram muitos!

Quem os ocupará?
A outra fração da população que vive noutro universo!

Registei ainda a encosta onde cada centímetro quadrado é pago ao preço da grama de ouro, se não for mais!


De novo:
Quem habitará estes espaços?


E estes?

Sinceramente! Não trocava, em hipótese alguma, a minha casa, a minha cidade, o meu país, por este onde me parece que a vida é uma coisa assim a modos que virtual!

Ainda vi uns automóveis estranhos, com aspeto de Fórmula 1 e muitos Ferraris  com cavalos a mais para tão pequeno território.

Enfim! A fiscalidade, ou ausência dela, estará por trás das opções de quem aqui habita, o que me leva a concluir que ser milionário dá imenso trabalho! Demasiado, para o meu padrão de vida!

Beijo
Mónaco

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

No topo do topo ... quase no céu!


Estou em casa há 3 dias e, aos poucos, muito lentamente, vou organizando a desordem - é espantoso o que duas semanas fora de casa provocam nas rotinas diárias.

Cheguei e vi-me a braços com 1000 tarefas!
Eram tantas e tão prementes que receei nunca conseguir dar conta do recado.
Puro engano!
As tarefas vão sendo cumpridas e, sem ajuda, vejo que a rotina doméstica  se restabeleceu ( sem contar  com as grandes limpezas que ficarão para Setembro - já com ajuda!).
Abasteci-me no supermercado, tenho preparado as refeições - e hoje, até fiz um bolo, para aproveitar um frasco de claras congeladas.
Dei-me ainda ao luxo de arranjar as unhas, como mostrtei no post de ONTEM!
Continuo lavando máquinas de roupa, mas, felizmente, a "montanha" quase desapareceu.
Necessário será, ainda, passar a ferro, mas, para tal tarefa não me disponibilizo, tanto mais que, na próxima semana, já terei a minha preciosa ajudante.

Da viagem, guardo ainda algumas imagens que me parecem merecer ser expostas.
As de hoje, referem-se a uma fuga à multidão, que, como já mencionei, durante o mês de Agosto, se torna incomodativa.

Por isso, ainda no norte de Itália, nos arredores de VIPITENO , decidimos aventurar-nos por uma estrada de montanha que, no inverno, conduz a uma estação de sky.
Valeu muito a pena, pois a vista é verdadeiramente aérea!





A paz impera!
Não que não haja pessoas - há, há muitas, do tipo que prefere a natureza em estado puro a qualquer cidade.
Mas, na imensidão da montanha, o conceito de multidão não existe.

Muito céu, muito verde, muito silêncio!

Aqui, já bem alto, subindo sempre, rumo ao céu!

São verdes vales, rodeados por cordilheiras.
São os Alpes em toda a sua imponência.


Aqui almoçámos!
Uma pasta despretenciosa!
Depois, mais vistas de avião:


O mundo é lindo ...

... em estado puro ...

... intocado!

Lá ao fundo, o restaurante da pasta!

Adoro este tipo de desvio e a escolha de atalhos não formatados.
Adoro o ar selvagem destas paragens.
Oxalá assim permaneçam para sempre.

Beijo
Nina

terça-feira, 18 de agosto de 2015

As minhas (medonhas) unhas


Mostrei AQUI, a consequência de uma impensada e repentina decisão - fazer manicure com gel:




Sem refletir, pareceu-me que daqui não viria mal ao mundo - pelo contrário, teria pelo menos duas semanas de sossego com as unhas apresentáveis.

E tive!

Só que a partir dessa altura, a coisa descambou. As unhas cresciam como garras e, junto à cutília, via-se uma meia lua descorada, uma coisa indescritivelmente feia .
Tenho provas:


OK?

Estava eu, então,  longe, lá pelas Europas e a coisa parecia-me insolúvel - como foi!
Tratei de limar "as garras", mas, a meia lua, continuava lá, medonha!
Aguentei!
E só hoje, há exatamemnte 3 semanas, resolvi o problema.



Continuando com as cores de férias!


Informei-me:
- Como remediar, ou melhor, remendar os estragos do tempo?
- Fácil! Com umas pinceladas na mesma cor.


Acontece que, por coincidência, tenho um frasquinho que resolverá a urgência.


Foi uma excelente dica!

Decidi aplicar a mesma cor nos pés e gostei do efeito - digamos - festivo:


Aproveito para exibir as sandálias novas ...

... também elas hiper  festivas, compradas na viagem.
Tão festivas que não destoariam no desfile de uma escola de samba!


Estou, portanto, pronta para enfrentar areias da praia e ondas do mar, sem perder a compustura das unhas!

Não sei, mas desconfio, que este método terá os seus inconvenientes para a saúde das unhas, uma vez que o verniz é retirado através de lima. Ainda assim, para os meses de Verão, parece-me que as unhas de gel são a verdadeira resposta às nossas preces - mãos e pés duradouramente impecáveis!

E as meninas, o que opinam?

Beijo
Nina

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Lago di Garda



Já em Itália, a paragem prevista foi a cidade de Brescia, na região dos lagos.

A cidade em si não me impressionou.
 Tem alguns edifícios arquitetonicamente interessantes, mas, talvez por ser mês de Agosto, achei-a com pouca vida, com ar de cidade abandonada ... não me seduziu.

Nos arredores, como disse, situam-se grandes lagos e esses sim, queria conhecer.

Escolhi o Lago di Garda, ( porque sim, porque não podia conhecer todos ...) uma imensa massa de água, no perímetro da qual se situam localidades muito, muito interessantes.

Condicionada, pois, pelo tempo de que dispunha, visitei ...



Uma ilha ... SIRMIONE ...


... fortificada, situada no final de uma península.

O dia estava lindo e muito quente.
A multidão era imensa.
- A tal grande desvantagem de viajar no mês de Agosto.


Na ilha de Sirmione, imponente, uma fortificação, com direito a ponte levadiça!

Nas margens do lago, muitas embarcações, permanentemente ocupadas por quem o pretendia atravessar.


Estes barcos têm todo o aspeto de serem particulares, uma vez que na povoação, muitos italianos possuem casa de férias.


Para quem aqui pretender permanecer, não faltam ofertas.

A fortificação é o principal ponto de interesse local.
Presumo que, em tempos, tenha servido como posto avançado na defesa da povoação.

Atualmente, o seu interior é maioritariamente ocupado por estruturas que servem o turismo.

Eis um dos muitos barcos que fazem a travessia do lago ou apenas circundam a ilha!
Não me candidatei!


A ponte levadiça em perfeito estado de conservação!


... eo  interior da cidade murada,  onde a agitação fervilha ...



... não faltam motivos para cirandar.

Um belo ângulo da muralha, rodeada por um canal.
Ao fundo o Lago di Garda.

Existe uma espécie de praia - pequenina, ridiculamente pequena  - com cisnes que não demonstram o menor receio face aos turistas ...

... de quem recebem guloseimas!

Esta a praia, em todo o seu esplendor !!!!!
(Bem disse quera ridiculamente pequena!)

Fora das muralhas, na margem do lago, esta a vista da colina  ...

... e, noutro extremo, um pequeno porto.

Esta região é de uma beleza ímpar!
Encontra-se equipada com um vasto número de hóteis e campings.
Presumo que, em Julho ou Setembro, tenha outra atmosfera - mais paz e tranquilidade.
Então, seguramente será um excelente destino para quem quiser juntar o melhor de dois mundos - o "mar" calmo que é este lago e os arredores repletos de motivos de interesse para visitar e desfrutar.

Adorei ter tido a sorte de conhecer.
Fi-lo por moto próprio, apenas porque me pareceu ser um local interessante.
Não me enganei!

Beijo
Nina

domingo, 16 de agosto de 2015

Da Áustria para Itália!




Retomando a narrativa da viagem, depois de MONDSEE - um verdadeiro presente da natureza, absolutamente imperdível - seguimos para sul, rumo a Itália, concretamente, rumo a VIPITENO, uma aldeia alpina, no norte de Bergamo, deliciosa.
Aliás, devo acrescentar que nos Alpes, tenho descoberto pequenas cidades ou meras povoações encantadoras, vocacionadas para os desportos de Inverno ou para o montanhismo, no Verão.
Aí, fazem questão de acolher com conforto e servir com qualidade, o que significa que se dorme muito bem e se come ainda melhor.

No caso, escolhi e reservei quarto nesta estalagem:



Apesar de localizada em Itália, a influência alemã é fortíssima e a região é bilingue, falando italiano ou alemão e quase nada de inglês, o que não será entrave de maior.

Chuviscava e o céu estava cinzento.
Ainda assim, a casa pintada de bege, com apontamentos em madeira e debruada com flores, provoca uma excelente primeira impressão a quem chega.
Silêncio em volta!

Depois de jantar, um breve passeio pela encosta ...


... e mais verde e mais silêncio!

Pela manhã, nada de chuva.
A paisagem anima-se!


Para que não restem dúvidas, o nome do alojamento que recomendo!

Agora, com sol, muito mais exuberante!

Olha-se!
Vê-se isto!
Este quadro!

O centro de Vipiteno encontra-se a meia dúzia de quilómetros que se vencem sem qualquer dificuldade.
Uma vez que pretendia seguir viagem, desloquei-me de automóvel que aparquei sem o menor problema, chegando ...


...aqui!
Depois, há que, obrigatoriamente, passear pelas poucas ruas, com esplanadas, cafés, restaurantes e lojas.
Tudo perfeito!
Quase mágico!


Desce-se esta, que parece ser a principal e ...

... deixamos que o encantamento nos abrace ...

Almofadas, toalhas, coisas, coisinhas ...
Apetece apetecer!

Os "ohs!" de espanto sucedem-se!
Isto, esta beleza é uma tabuleta que publicita uma loja!

Sem trânsito, evidentemente! Que nestas paragens nada nem ninguém é mais importante do que as pessoas!


E atinge-se o final da rua!


Com a majestade de uma torre com os seus relógios!

O bom aspeto, o cuidado com a arquitetura é constante!
Afinal, estamos na Cidade Nova:


Sempre bilingue!

Vamos parar.
Respirar este ar!
Beber esta luz!
E ...

...tomar, sem pressas, um café!


Antes de partir, ainda alguns irresistíveis detalhes:


Flores, muitas, para onde quer que se olhe, por onde quer que se passe!

E, como bónus, a inspiração:


Esta almofada perfeita!

Ah! Eu quero!
Eu vou copiar!

Ofereço o modelo!
Copiem!
E um dia, qualquer dia, visitem o norte de Itália, logo ali na fronteira com a Áustria e, se der jeito, passem por Vipiteno!

Beijo
Nina