segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Patchwork



Patchwork é uma designação abusiva!
Isto que eu faço ou tento fazer  não passa de um mero aproveitamento de retalhos.
Seria Patchwork se o trabalho final fosse milimetricamente impecável. Mas não é!
Limita-se a ser um conjunto de retalhos cosidos entre si, acolchoados com manta acrílica e forrados com uma terceira capa de tecido.

Tenho consultado muitas páginas que esclarecem o procedimento, mas, nem assim me atrevo a grandes voos. Limito-me a pregar retalhos atendendo  às minhas limitações, o que não deixa de ser entretenimento garantido e resultado final satisfatório - para a s minhas exigências.

Relembro a primeira incursão  ...







No final, obtive uma manta que apenas cobre o tampo da cama, o que, aliás, pretendia, já que gosto de ver as camas "vestidas" com camadas sobrepostas.

Esta tarde, limitei-me a cortar tiras de tecido, não porque tenha em mente um projeto específico, mas apenas para organizar os meus cestos que, para minha vergonha, se encontram caóticos.
Vim para a mesa da cozinha ( o atelier estava sendo aspirado ...) e produzi:

Aprendi à minha custa que cortador circular, tábua de corte e régua são ferramentas indispensáveis.

Fui cortando tiras com 12cm de largura ...

...  de imensas cores, imensos padrões ...

... tendo obtido um novo monte de retalhos, novas sobras que futuramente entrarão num outro projeto.



Cá estão elas, as sobras dos retalhos..


Este é o momento em que se exige disciplina - nada de fazer compras. A palavra de ordem é "paciência", muita paciência, tentando dar saída ao que , de momento, atafulha cestos e gavetas.


Nas costas da cadeira, o monte de tiras aguardando a fase seguinte - ligá-las entre si!

Mas não hoje!
O prazer desta atividade não se compadece com pressas, com urgências. Por isso, se puder, amanhã dou início à costura. Se não puder, começarei quando for possível, então cheia de vontade de meter mãos à obra!

Agora, pensem!
- Não têm por aí uns retalhinhos imprestáveis?
E camisas velhas, daquelas com o colarinho estragado, mas com costas, mangas e frentes em bom estado?
E vestidos? E saias de Verão que já não usam?
Têm?
Então, mãos à obra!
É desfazer, passar a ferro e começar a cortar tiras ou quadrados!
Vamos iniciar-nos no Patchwork?
É giro, moderno, criativo e barato!

Beijo
Nina




domingo, 1 de novembro de 2015

Almoço de domingo




Domingo, pela manhã, saio.
Se o tempo o permitir, faço uma caminhada no meu passadiço predileto, junto ao rio Douro, partindo do Cais de Gaia até à Afurada. Antes, porém, tempo para leitura de jornais e cafezinho expresso.

Se chover, elimino a caminhada, mas mantenho a permanência no café , alongando a leitura.
Depois regresso a casa, mesmo em cima da hora do almoço.
Daí a necessidade de deixar tudo antecipadamente pronto.
No caso, a indispensável sopa encontrava-se previamente preparada, pronta para ser aquecida.

O prato foi preparado de véspera - ALMONDÊGAS COM VINHO TINTO -  e, para sobremesa uma TARTE DE MARACUJÁ.

Arroz (já pronto) acompanhará as almôndegas.
Para rentabilizar e tornar ainda mais simpática a antecipação, acontece que o jantar de domingo está já garantido, o que equivale a dizer que não tenho que cozinhar nada de nada.
Sou muito esperta!
Estou muito feliz!
Viva a ntecipação!
Viva!


Almôndegas com vinho tinto

E a Tarte de Maracujá ...

... geladinha e já desenformada


Aliás, este prato - as almôndegas - são fabulosas para congelar e servirem como salvação da pátria numa emergência.
Façam almôndegas! Façam!
Além de deliciosas são uma das melhores amigas da dona de casa.
Da Tarte de Maracujá nada tenho a acrescentar para além de soltar profundos suspiros de pura delícia

Já experimentaram?

Beijo
Nina 

sábado, 31 de outubro de 2015

Barragem do Lindoso


No último percurso que fiz no Parque Nacional Peneda Gerês e que podem rever AQUI,   visitei a Barragem do Lindoso, impressionantemente majestosa.

A sua história pode ser lida AQUI! 

E estas são as imagens que recolhi:


Libertando água ...

... tal como aqui.

Uma perspetiva do rio "aprisionado" ...

... e, aqui, a estrada que se desenrola sobre a própria barragem ...

... e que conduz à margem oposta.

De novo a imponência do rio ...

... e a extraordinária vegetação que cresce nas suas margens.

No percurso que conduz ao Lindoso, a paisagem é extraordinária:


Um precipício assustador com o rio lá no fundo  e ...



... de quando em quando, uma aldeia perdida no meio de nada.

Repito, uma e outra vez:

- Vale o passeio!

Bom final de sábado!

Beijo
Nina


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Vestido de tricô

O meu vestido de tricô - WIP - avança. Devagarinho mas avança.



Atingida a cintura , tricotei uma barra 1/1 e iniciei o corpo.


 Decidi-me por um ponto muito simples, um jogo de meia e liga/tricô, que formando um canelado solto, se adaptará ao corpo de uma forma elegante.


Este ponto é designado pelo nome de escadas e executa-se assim:
 - Montagem de um nº de malhas múltiplo de 7, mais 2 para as ourelas.
- 1ª carreira - Todas as malhas em meia;
- 2ª carreira e todas as carreiras pares - tricotar as malhas como elas se apresentarem;
- 3ª carreira - malha de ourela,* 3 malhas de meia, 4 malhas de liga/tricô. Repetir a partir do sinal *; malha de ourela;
- 4ª carreira, igual à 2ª.
- Repetir desde a 1ª à 4ª carreira.




Fotografando a fotografia, parece-me que o resultado é mais claro.


Ponto de escadas - de novo,  muito mais bonito ao vivo do que na fotografia.


Entretanto, cheguei à altura das cavas, decidindo-me pela manga raglan.


Continuarei até realizar 27 mates de cada lado.

O efeito é lindo!



 A fotografiacontinua a não lhe fazer a devida justiça.

E as minhas amigas tricotadeiras, aceitaram o desafio e, neste momento, têm o vestido quase pronto?
Oxalá!
Então, é favor mostrar!

Beijo
Nina

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Bolo Alexandra






Este bolinho pode ser incluído na categoria das receitas feitas a pensar em quem "... não percebe nada, mas mesmo nada,  de culinária.

Mais simples, mais fácil, impossível.

Só que a simplicidade e a facilidade não significam falta de qualidade - de modo algum!

Este Bolo Alexandra - assim vem designado no Livro de Pantagruel, possivelmente porque a cozinheira/ inventora assim se chamava - é muito fofinho e muito agradável para acompanhar uma bela chávena de chá fumegante ...


Ingredientes

-  180 g  de farinha
- Açúcar e manteiga, de cada, 120g
- Ovos 3
- Fermento em pó, 2 c. de chá rasas
- Leite, 1 colher de sopa
- Compota de laranja e muesli para polvilhar


Bate-se a manteiga amolecida, primeiro com o açúcar, depois com os ovos, um por um, o leite e, no fim, a farinha misturada com o fermento.


Despeja-se a massa em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.

Na superfície da massa espalham-se algumas colheradas de compota de laranja, polvilhando-se, abundantemente,  com Muesli.

Vai ao forno a 180 graus, assando durante 45 minutos.

Mais fácil, impossível!

Uma fatia ( ou duas) ao pequeno-almoço, outras tantas ao lanche, sempre regadas com chazinho verde, o meu preferido, é absoluta perfeição.

E, sem  dar por isso, o bolinho quase já  sumiu!

Beijo
Nina

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Apelo!

Hoje, o conteúdo deste post é diferente do habitual - onde, habitualmente, falo de trivialidades.

Hoje, não!

Hoje venho fazer um apelo, dando eco às palavras  da ANA.

Vamos ajudar a construir "um castelo" destinado a alojar crianças  doentes, necessitando de cuidados paliativos.

A causa é nobre e não é possível olhar para o lado!

A Associação NOMEIODONADA IPSS  que lidera este projeto, necessita de apoio, pede ajuda.

Por favor, vamos ajudar!

Beijo
Nina 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Santuário da Nossa Senhora da Peneda






"Foi construído entre os finais do século XVIII e o terceiro quartel do século XIX. A igreja foi terminada em 1875.
Diante da igreja encontra-se o escadório das virtudes, com estátuas representando a Fé, a Esperança, a Caridade e a Glória, datado de 1854, obra do mestre Francisco Luís Barreiros.
Após um largo triangular onde se situam os antigos dormitórios para os peregrinos (hoje transformados num hotel), o santuário desenvolve-se numa alameda arborizada em escadaria, com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo (Natividade e Paixão). Uma das capelas ostenta uma inscrição que atesta ter ela sido oferecida pelo negus da Etiópia. Ao fundo da alameda, numa praça circular, situa-se um pilar oferecido pela rainha Maria I de Portugal.
Na primeira semana de Setembro realiza-se no santuário um grande arraial popular."

Da Wikipedia retirei a dfescrição.
Ao vivo, vivi a emoção.



O Santuário em granito, foi construído  quase encostado à serra e é extremamente surpreendente.

Foi a última etapa do percurso iniciado em ARCOS DE VALDEVEZ   e que, seguidamente, se desenrolou pelo Parque Nacional Peneda Gerês. 
Foi um roteiro plenamente conseguido e por isso o divulgo, ilustrado com fotografias provando  o rigor da minha avaliação.


O post de hoje, digamos que fecha com chave de ouro esta narrativa/descrição.



É muito fácil, a partir da Vila do Soajo, chegar à Peneda. A estrada de montanha encontra-se em bom estado e não faltam indicações.

Teria sido uma enorme perda não ter visitado o Santuário, que - repito - é absolutamente surpreendente.





Dadas as semelhanças  com templo homónimo, também é conhecido pelo nome de BOM JESUS DO GERÊS

Do adro da igreja, desenrola-se uma escadaria em degraus - o escadório das virtudes.

Em cada patamar, pequenas cpelas, num total de 20, representando cenas da vida de Cristo.

Ao longo da escadaria,estátuas que representam a Fé, Esperança, Caridade e Glória.


Diz-se que, no local, existiu uma pequena ermida construída para lembrar a aparição da Senhora da Peneda, a uma pastora, em 5 de Agosto de 1220, sendo, o atual santuário posteriormente edificado.

Surpreendente, continua sendo o adjetivo para mim mais adequado para carcterizar esta igreja, imponente, contruída no meio de nada.


Parece que, apesar da grandiosidade da romaria que, anualmente, se realiza durante uma semana, entre 31/08 e 08/09, nada mudou.
À volta, a paz do campo!


Uma casita aqui ...

... outra ali!
 Nada mais!

Junto ao Santuário existe um hotel de 3*, com aspeto acolhedor.
Acredito que, durante o verão seja ocupado pelos adeptos de férias na montanha e que, durante a Romaria se esgote com a imensa afluência de portugueses e espanhóis, também eles fervorosos crentes.

Concluído este testemunho, concluo que, há muito mundo para descobrir dentro das fronteiras do nosso pequeno e belíssimo  país!

Beijo
Nina