sábado, 16 de janeiro de 2016

Uma nova vida - A NEW LIFE!

Tenho, neste percurso que iniciei em 2011, encontrado e feito sólidas amizades, em Portugal e no Brasil, principalmente, mas também por esse mundo fora.

Na Aústria, conheci Traude, uma mulher interessantíssima e já uma amiga com quem interajo periodicamente.

E quem disse que a língua é entrave?
Não é, não!
Ela fala alemão, que eu não domino. Eu falo português que ela desconhece completamente. Por isso, quando nos contactamos diretamente usamos o inglês, sem o menor problema.
Quando se trata de traduzir os respetivos posts, "a coisa" complica-se ou não fosse o Google translator uma completa anedota. Ainda assim, anedota à parte, conseguimos entender-nos muito bem.

Ocorre que a Traude decidiu iniciar uma rubrica com o nome A NEW LIFE, focada na defesa do meio ambiente e, em última análise , na defesa de nós todos.

No post que pode ser lido AQUI, Traude lança um desafio a todas(os) as (os) leitoras (leitores) - pede testemunhos do esforço de cada um feito no sentido de preservar e defender o meio ambiente, facultando um link através do qual podemos publicitar uma postagem em que o objetivo de preservação está presente.
No meu caso, "linquei" uma receita de bolo na qual, os iogurtes empregues haviam sido salvos do caixote do lixo por aproximação da data do termo de validade, através da congelação. Forneci este exemplo como poderia ter fornecido muitos outros uma vez que, há muito, interiorizei a necessidade imperativa de um consumo responsável.
Acho que esta preocupação é a de muitas (os) das (dos) minhas (meus) leitoras ( leitores). Tenho a certeza que é.
Venho, por isso, deixar o convite para que visitem o blog da Traude. Através dele chegarão a muitos outros blogs o que só enriquecerá a experiência pessoal de cada um.




Será para mim uma enorme alegria ver o vosso nome na lista dos links publicados pela Traude.
Ainda que não falem inglês.
Publiquem os vossos textos.
O google translator lá está para iluminar o conteúdo ainda que de uma forma primária.
O importante é participar, espalhar a ideia e o princípio que a orienta.
Participem.
Façam-se notar.
Tornem-se conhecidos (as)..

Vou lá espreitar a vossa participação.
Coisa mais gira não há!

Beijo
Nina

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Plantas dentro de casa



 Gosto de ter plantas dentro de casa, mas com peso e medida.
Quero com isto dizer que não me agradam amontoados caóticos que sugerem amostra de floresta tropical. Disso não gosto.

Quando, no início de Janeiro regressei a casa, encontrei-a muito fria, triste e desconfortável. Tenho o dom de sentir os ambientes e determinar os que são caldo para um ambiente feliz.
Será talvez por isso que me desagradam as casas fabricadas por decoradores onde tudo está em equilíbrio perfeito. Tão perfeito que não se coaduna com a vivência de pessoas reais.
Voltando ao ambiente frio, triste e desconfortável, tratei de literalmente o aquecer com lareira à noite, velas acesas e aquecimento central ligado.
Passei depois aos detalhes.
E foquei-me nas plantas. Poucas, que como disse, não me agradam excessos.


Nesta mesa, por exemplo, numa bandeja comprada na "CASA", coloquei 3 vasinhos floridos. São mínimos, mas no conjunto resultam.
Juntei bolbos de Jacintos que não tardarão em abrir.

Recebi uma oferta que alegrou a minha alma e os meus olhos:



Este ramo de rosas brancas, quase verdes, que fazem companhia à bandeja florida.

É neste espaço que passo a maioria dos meus serões e adoro a possibilidade de deixar que os olhos vagueiem sobre esta paisagem em flor.

Outro local onde admito plantas, é na cozinha.
Não podem, contudo, ser umas plantas quaisquer. Não! Exijo aromáticas:


Cebolinho, manjericão e coentros 

Todos serão usados na preparação de pratos e assim junto o útil ao agradável.

E, por aqui me fico no que diz respeito a plantas dentro de casa.

É certo que tenho outras, muitas outras, mas essas vivem num espaço envidraçado, uma espécie de estufa/ jardim de inverno, com clima muito adequado ao seu crescimento. Aí vivem as minhas orquídeas enquanto não florescem. Também aí repousam as doentinhas e, geralmente, recuperam.
Dentro de casa, propriamente dita, sou bastante restritiva e, como mostrei, opto pelas floridas.

São da minha opinião ou, pelo contrário, gostam de vê-las no interior?
Por quê?
Vá, contem-me tudo!
Quero aprender.

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Para terminar ...


Para terminar a visita à Bretanha, ficam imagens de dois locais únicos, St. Malo e o monte de Saint Michel... e quando digo ÚNICOS, quero dizer isso mesmo, pois nunca encontrei outros que a eles se assemelhassem.


Saint- Malo criou raízes e cresceu sobre o mar, tendo sido, no passado, uma cidade de corsários.

As suas muralhas, rodeando a cidade velha encontram~se em perfeito estado de conservação ...

... e pelas suas ruas, durante o Verão, circulam multidóes de turistas.
Por essa e por outras razões é que prefiro visitar estes locais fora da "época alta",  quando todo o mundo decide reunir-se nos mesmos sítios.



Abundam as esplanadas, os cafés e os restaurantes e, por acaso, almocei aqui muitíssimo bem.
Há, contudo, uma precaução a tomar em termos de restauração - aqui os horários cumprem-se, as cozinhas fecham e depois do horário estabelecido não há nada para ninguém.
Em França come-se cedo!

Por estar situada sobre o mar, esta cidade tomou precauções para se defender da fúria marítima ...


Por isso, em redor das muralhas. no areal, esta proteção extra ...




... centenas, milhares de troncos alinhados sofrem o primeiro embate das ondas.
Em ilhotas adjacentes ...


... outros fortes, mais defesas que o ambiente de então assim o exigia.












Diz-se que uma imagem vale mais que mil palavras.
Valerá!
Mas, no caso, nem palavras nem imagens transmitem a espetacularidade da cidade que, de longe, se apresenta ...


...assim!
Magnífica!
Uma manhã foi o tempo que aqui passei.
Parti a seguir ao almoço, rumo ao monte de S. Michel!



Ei-lo!
A maré estava baixa e, por isso, o monte aparece rodeado de areia.
É porém muito mais espetacular quando surge, nascido do mar!

Há anos, quando pela primeira vez aqui estive, era possível chegar até ao monte de carro. Hoje não. Hoje o carro fica a vários quilómetros de distância e os visitantes são conduzidos por carrinhas até ao local.
Depois, sobre este passadiço atravessa-se sobre o mar, até ao monte propriamente dito.
Nele existe uma povoação medieval muito virada para o comércio e , no cume, o mosteiro.

Tive a sorte de já ter visitado este sítio mágico, em diversas ocasiões. Não sei dizer se é mais belo banhado pelo luar, se ao anoitecer, no crepúsculo, se em plena luz do dia.
Sei apenas que a sua visão deixa qualquer um mudo de espanto.

Tanto, tanto para ver na Bretanha!
Na Bretanha que eu amo e onde não me canso de voltar!

Beijo
Nina

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Imagens, recordações ...

A viagem pela Bretanha já lá vai, mas a reportagem encontra-se incompleta.
Não falei, por exemplo, em Vannes, uma cidadezinha que justifica ser visitada.
Tem um porto. Cheio de barcos. Um local lindo!
Tem avenidas orladas por árvores onde sabe bem caminhar e tem a cidade antiga!
Foi murada e disso mantem muitos indícios - portas e muros.
A cidade foi maioritariamente construida no século XVI, conservando desde então, este seu coração intocável.

No coração da cidade antiga, abundam as casa com estrutuira visível de madeira - um encanto!

É um local concorrido, cheio de vida, por onde não circulam carros.

Perdemo-nos neste emaranhado de ruas e ruelas...


com  muitas lojas - lojas verdadeiras, nada de shoppings, nada de  "Zaras" !


Há quem leve a fotografia muito a sério, como este casal, que transporta a traquitana completa.

O céu escuro, anuncia a chegada da chuva.
Ainda assim, na praça principal, meio mundo circulava.

Palas ruelas encontra-se tudo - muitos restaurantes, muitos bares, muitos cafés.


Para pecar em grande, com gelado ...

... ou tarte de maçã ...

... num local moderno, dentro da cidade medieval.

Gostei muito de Vannes!
Fica ali, no noroeste de França, na Bretanha.
Não tem que enganar.

Beijo
Nina

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Velas


Sou grande consumidora e apreciadora de velas.
Gosto da luz ténue e do ambiente intimista que criam.

Já não gosto tanto do "day after", quando a cera derretida invade superfícies e objetos.



Apresentando este aspeto deplorável.

Tinha uma quantidade apreciável de castiçais sofrendo deste mal - eu olhava para eles, eles olhavam para mim e lá permaneciam, conspurcados, esperando solução.
Ontem decidi atuar:
- Liguei o forno a 100 graus. Sobre uma das grelhas coloquei um jornal dobrado, formando espessa  resma de papel.
- Sobre o jornal, coloquei os castiçais.
 -Como seria de prever, a cera derreteu e foi absorvida pelo jornal.
- Seguidamente, retirei com papel de cozinha a ceraderretida, mas que ainda não desaparecera.

O resultado foi bastante satisfatório.

Os meus catiçais em vidro, libertaram-se da cera e estão de novo apresentáveis.

Só que perdi o ânimo para os sujar novamente.
Por outro lado, não quero privar-me da luz das velas.
 O que fazer, então?

Decidi recorrer a estas velinhas que duram apenas uma noite.
É certo que não podem ser utilizadas nos castiçais clássicos, mas existem outras opções ...

... como esta, em que minúsculos copinhos acolhem as recargas de cera.
A vantagem acrescida destas velinhas é que podem ser utilizadas em qualquer tipo de copo ou taça.


Estes, são "rendados" e o efeito é muito engraçado.

Gosto de abrir a porta e receber quem chega neste espaço com o seu quê de mistério.


O meu hall de entrada transfigura-se ...

Ele que é um espaço pouco luminoso, quando a noite cai, cresce graças às velinhas.

São baratíssimas e compram-se em embalagens gigantes na loja chinesa.

Não chega a ser um truque para embelezar o ambiente. É apenas a consequência de experiências com custos excessivos - que isto de meter os castiçais no forno após cada utilização é, no mínimo, desmotivante.
Assim, nada me impede de diariamente recorrer a estas luzinhas mágicas.

Gostaram?
- Do truque?
- Da alternativa?

Sugestões?
- Venham elas!

Beijo
Nina

domingo, 10 de janeiro de 2016

Domingo, fim da tarde!


 Domingo, fim da tarde, já foi hora de grande nostalgia, outrora, em tempos idos. Hoje, não é mais. É apenas domingo, fim da tarde, fim de três dias bem vividos e ainda com uma noite pela frente que pretendo muito cozy, muito intimista, com velas, lareira acesa, chá perfumado e muitos filmes para assistir.

A tempestade que todo o dia cresceu, torna ainda mais apetecível o casulo!

O que fiz, em que me ocupei?
Numa sessão light de destralhamento e reorganização, esta impossível, sem a primeira, já que não é possível organizar tralha.

Curiosamente, tenho constatado que a aplicação destas regras ao meu contexto material se reflete no meu mundo interior, também ele sempre clamando pelas duas operações - destralhar e organizar .
Se paro para pensar, para (me) observar, sempre, mas sempre, verifico que "cá dentro" há tralha desnecessária que urge ser removida. É um procedimento muito terapêutico através do qual me liberto de coisinhas chatinhas que "só ganham pó" não tendo qualquer utilidade para o meu crescimento como pessoa.
A sério!
Quem se educa no destralhamento material e posterior organização, acaba por aplicar a mesma estratégia à sua organização interior.

Aprendi-o há pouco tempo e sou defensora ferrenha do princípio.

Porém, para que não nos sabotemos, há que ir com calma, isto é, por etapas. Devagarinho para que nao canse nem sature.
Sabendo-o, cumpro horários - meia hora, no máximo! E o destralhamento continuará amanhã.

Por exemplo, num canto da minha cozinha, insidiosamente, instalou-se a desordem - que, evidentemente não fotografei, mas que - garanto - me incomodava.
É o canto do tabuleiro para pequeno almoço e lanche, muito, muito fácil de desorganizar - são compotas, bolachas, frutos secos ... sem saber como, os frascos de compotas multiplicaram-se e o espaço "adoeceu".


Tratei-o!
Destralhei-o!
Ficou apenas o essencial.

 Tudo o que daqui saiu, viajou para uma prateleira da despensa ... que agora precisa de ser organizada!
Sê-lo-à, a seguir!
Nunca hoje!
Seriam horas, seria castigo, seria suplício!


A ideia é esta:
Organizar (bem, muito bem, o melhor que se fôr capaz) uma só área!
Amanhã, continuo, que a desordem permanece imutável, não foge, espera por mim,
 até que decida enfrentá-la.


Aqui, nasceu um novo projeto:


Sobre esta toalhinha que muito acarinho - foi-me oferecida como "quadro para recados" pela minha querida  ANA -  estes 3 vasinhos adoráveis, comprados numa das muitas lojas MAISONS DU MONDE espalhadas por França.
Aqui viverão ervas aromáticas que, na próxima ida ao supermercado, virão comigo.

A minha cozinha é pequenina. Muito mais pequena do que eu gostaria - um espaço enorme, com uma grande mesa -, mas é o que temos e, ainda que pequena, acomoda uma mesa, habitualmente usada em lanches e pequeno almoço.
Acontece que, quanto menor o espaço, mais importante a arrumação e organização.

Este o canto das refeições.

Digamos que, com o novo ano, tornou-se psicologicamente incontornável as tais operações - destralhar e reorganizar - não só a casa, como a vida, que não há nada pior do que a inércia, o deixa andar, o imobilismo!

Concordam?
Então, destralhemos!
Depois, reorganizemos!

Acho que lá para o fim do mês a tarefa ( pelo menos a material ...) estará concluída!

Beijo
Nina

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Uma bela chávena de chá e uma fatia de bolo!


Há bolos perfeitos!
São o equivalente, na culinária, ao LBD - little black dress - o eterno "Vestidinho Preto", de quem se diz, justamente, que "com um simples vestido preto, eu nunca me comprometo".
Pessoalmente gosto muito de preto, seja o preto total, seja combinado com branco ou outras cores. Preto, como cor, é perfeito. E para viagem, quando se pretende reduzir a bagagem, funciona maravilhosamente, mesmo no Verão!
Sou, portanto, fã do preto, quer seja vestido, quer não!
Hoje, dia de chuva torrencial, vesti-me de ... preto, é claro.
Saia "pencil" preta, pelo joelho, blusa de seda azul com pintinhas pretas, botins pretos e anorak da mesma cor. Senti-me bem e podia ter recorrido à selfie para documentar, mas agora é tarde. Em casa, privilegio o conforto e já desmontei o boneco.
Fui para a cozinha com vontade de bolo!
Finalmente, depois de tanto rodeio, chego ao título deste post.

( Por favor, não esquecer que "o meu pensamento viaja" - posso e devo divagar!)

Na culinária, tenho uma lista de bolos perfeitos, daqueles que sempre saem bem, como é o caso do Bolo de iogurte!
O eleito!
Por quê?
Porque, antes de partir, congelei 4 iogurtes cujo prazo de validade seria ultrapassado - e aqui fica a dica:
-Congelem, congelem tudo desde que dentro do prazo de validade.
É gratificante, politicamente correto, sensato, exemplo de boa gestão, não desperdiçar alimentos.
O frio é um recurso excelente e a ele recorro permanentemente. 
Na arca e no congelador agora cheios, aguardam sobras do natal - perú, bacalhau, bolo rei, rabanadas, legumes, etc.
Tudo será consumido!
Não ao desperdício!

Preparei, portanto, este bolinho...


Com 4 ovos, 3 medidas de açúcar (usando o copinho do iogurte), 1 iogurte, 1 medida de óleo, 3 medidas de farinha, 1 colher de chá de fermento, raspa da casca de 1 limão e uvas passas - também elas sobras dos festejos.

Juntam-se os ingredientes pela ordem atrás citada, batendo bem entre cada adição. 

Coze em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, em forno previamente aquecido a 180 graus, durante 40 minutos.
Desenforma-se ainda quente testando a cozedura com um palito.

Está ali, sobre a mesa, esperando arrefecer.
Cheira lindamente, é bonito, é perfeito, é um LBD!

Beijo
Nina