domingo, 7 de fevereiro de 2016

Barcelos - The End!




Termino hoje o filme sobre Barcelos, essa cidadezinha minhota, perto do Porto, surpreendemente interessante a todos os níveis.

Recapitulando:
- Cheguei pelo fim da manhã,
- Estacionei.
Encantei-me com o RIO CÁVADO e com todo o espaço que o rodeia.
- Deambulei pelo núcleo Histórico e Cultural.
- Tratei de almoçar.
 Bem.
 Muito bem.
 Incrivelmente bem.

Já conto!

Caminhando pelo centro histórico, vi galos. Os de Barcelos. Aqueles famosos em todo o mundo. Quase metáfora de Portugal.
E li o relato, a razão de ser da sua existência:



Esta!
Meio ingénua, pueril, assente na convicção de que a justiça sempre vence.
(Seja ...)

Este, estilizado, achei-o junto à ponte, olhando o rio, no jardim do que haveria provar vir a ser um restaurante excecional.

Este, também!
Nova variação sobre o mesmo tema!

O TURISMO!

Ainda no exterior este conjunto de sinalizações.
Não tem que enganar - é só seguir as setas.
Mas, como todos os lugares se encontram "um bocadinho" distantes, fiquei-me mesmo  pelo TURISMO!

Espaço amplo, com mesas que garantem a privacidade, dado que o espaço entre elas é o desejado.
Mesas corretamente vestidas de branco  e vistas ...
 Ah! as vistas, senhores!
 Sobre a imensidão do Cávado com a linha do horizonte lá longe!

Os funcionários civilizadíssimos, privilegiam, mimam os clientes.
Éramos dois. Ofereceram-nos uma mesa para quatro, "para estarem mais à vontade"!
Gostei!
Cada vez gostava mais!

Depois, um dos responsáveis aproximou-se ( sorrindo - como é bom ser atendida com um sorriso!) e enunciou os pratos do dia, adjetivando - não era mero arroz de pato, não! Mas sim "um bom arroz de pato ..."

Apesar da suculência enunciada, preferi mergulhar na carta, pedir coisa mais elaborada, que para mim fosse preparada na hora.


E pedi!
Picanha, com ananás grelhado, banana panada  ...

... e um incrível arroz de feijão preto e chouriço!
Tão, mas tão bom!

A carne, essa, de excelente qualidade, temperada com alho e grelhada no ponto certo, estava uma obra prima!

Depois as sobremesas.
Que se comem com emoção.
Quase rezando!


Demi- cuit de caramelo com gelado de frutos vermelhos ...

... e demi- cuit de chocolate com gelado de frutos cítricos!

... apenas e só, incrivelmente perfeito!

Cá fora, o aviso:


Apenas discordo da última frase.
Por quê o aviso?
Por quê a advertência do "não se apaixone"?

Mas quem é que manda no coração?
Tanto mais que o caminho mais direto para chegar a ele - coração - é através do estômago!
Toda a gente sabe!
Logo, o risco de reincidir, levado pela paixão, é um risco sério, muito sério!

É favor fixar o nome!

RESTAURANTE TURISMO!

Digo eu, em plena liberdade de pensamento e direito de  opinião!

Beijo
Nina

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Ainda em Barcelos ...


Atravessando a ponte, deixa-se Barcelinhos e chega-se a Barcelos e, logo ali, se encontra o núcleo monumental que se visita livremente, sem pagamento de entrada, sem nada. Gosto!

É só aceder e deambular!

















De construção bem mais recente, os Paços do Concelho ...

... e este belo painel.

No coração da cidade, fechado ao trânsito, ruas estreitas ...



Esculturas - este grupo adjacente ao Teatro Sá de Miranda ...

... e pombas!
Bandos de pombas!
De que não gosto nada - já lhes ouvi chamar ratos com asas.


Numa hora dá-se a volta à cidade antiga.
Para além do núcleo monumental constituído por Igreja da Matriz, Museu e Paços do Concelho, cruzam-se algumas ruas de diminuta dimensão, reservadas a peões, com casas antigas em cujos rés-do-chão se encontram lojas.
Curiosamente, encontrei prontos-a-vestir cujo nome desconhecia e que me surpreenderam pela qualidade e originalidade.
Sempre, sempre, num ambiente de tranquilidade imensamente aprazível.
Por isso, como já antes referi,  conclui que esta é uma cidade com a dimensão perfeita, um local onde se vive muito bem.
Amanhã, publicarei o que foi a cereja no topo do bolo - um almoço a todos os títulos memorável.
Bom sábado de Carnaval!

Beijo
Nina

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Porque hoje é sexta-feira ...


Porque hoje é sexta-feira, porque está sol, porque apetece arejar, porque esquecer tintas e pincéis é preciso, quase sem itinerário, calhou rumar a BARCELOS, aqui tão perto e tão  inexplicavelmente desconhecida.

Chega-se quando se chega ao rio Cávado e os rios - todos os rios - favorecem, alegram, dão vida a qualquer local que atravessem.



Por isso, é lindo chegar a Barcelos ...

... sempre com a moldura do Cávado ...


... alegrando a zona nova ...

... ou apenas a própria natureza ...

... que hoje, com céu azul, se apresentava gloriosa.

Ao fundo a zona monumental ...

... onde se chega atravessando a velha ponte ...

... junto à qual trabalha uma azenha!

O olhar foge uma e outra vez para os arcos da ponte, para as águas revoltas ...

... para o espelho das águas calmas ...

... silenciosas!

Barcelos tem qualidade de vida.

Tem dimensão humana - nada de gigantismos ...

Esta turista apreciou, deleitou-se com o ambiente tranquilo ...

... com jardins cuidados ...

... e com o rio, sempre o rio!

Vale a pena sair e ver! Aqui tão perto e tão diferente.
Não é só natureza, não!
É história!
É gastronomia de primeira!
Amanhã mostrarei, que, por agora, vai longa a reportagem.

Beijo
Nina

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Pintando - continuação.



Como ontem declarei, a tinta acabou-se e, por isso, não tive outro remédio que não fosse parar e voltar ao Leroy Merlin!
Não sei o que acontece convosco, mas comigo, é uma perdição. Refiro-me ao Leroy Merlin! Apetece-me tudo! Mas mesmo tudo.
A começar pelas tintas - ia para comprar o branco / branco, mate e tive um impulso consumista de trazer uma gama infindável de cores - para outras pinturas, pensei.
A custo, a muito custo, contive-me e só vieram as latinhas brancas.

E meti mãos à obra, que o pior já estava feito - lixar e aplicar as fitas adesivas.



Empreguei rolo, só recorrendo ao pincel nos cantos que o rolo não alcança.

O efeito é espetacular, para meu gosto!
Aconteceu, porém, uma inesperada reação. No interior do móvel, a tinta branca virou rosa. Por mais que tenha insistido, o rosa acabou por vencer.
Penso que a madeira deverá ter sido sujeita a um banho com um qualquer colorante, o que provocou esta inesperada coloração.

A dizer a verdade, embora sendo totalmente inesperado, o efeito rosa muito suave não me desagrada.


Ainda assim, vou deixar que a tinta seca completamente, e amanhã repetirei uma nova aplicação.
O saldo desta aventura é muito positivo e ... muito cansativo.
Estive sentada, em pé, ajoelhada e não sei em quantas mais inusitadas posições, o que deu direito a verdadeiro cansaço - parece que corri a maratona.
Mas valeu a pena!
Já fui espreitar a obra de arte não sei quantas vezes. E, de cada vez, gosto mais.
Na calha, tenho ainda uma mesa de apoio e duas cadeiras, mas, de momento, chega. 
É que não sou pintora!
Sou apenas destemida!

Agora, a hora do descanso do guerreiro!

Beijo
Nina

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Pintando ...

Ando inquieta há algum tempo.
São uns móveis antigos e velhos, a causa dessa inquietação.
Aborrecem- me sempre que com eles me cruzo.
Digamos que os nossos santos não se cruzam!
São antigos, sim, mas estão velhos e sem graça.
Mobilaram uma "sala de visitas", quando ainda se mobilavam salas de visitas, sempre fechadas, quase inúteis, esperando as tais visitas.
Um dia, mudaram de dono e vieram cá para casa.

Tratei de dar cara nova aos sofás, com tecidos a meu gosto. E por uns tempos a convivência foi pacífica.
Até que começou a embirração.
Conhecendo-me, sabia que tinham o destino traçado - seriam repaginados.

Fui adiando a operação ou porque chovia, ou porque não me apetecia meter as mãos na massa.
Ontem, porém, venci a inércia.



Despejei-o!
E como estava carregado!
Tendo esta porta de vidro é o espaço perfeito para guardar e expor coisas e coisinhas que de outro modo se encheriam de pó.

Receando que a velharia se desintegrasse ao ser transportada para o exterior, aqui mesmo a lixei!
Uma poeirada infernal!
E eu sem máscara ... espirrei toda a tarde!

Mas ficou lixado e limpo, pronto a receber tinta.

Com as sobras de outra aventura neste domínio, iniciei a pintura, não sem antes ter aplicado a fita isolante que protege os vidros.
Acabada a tinta branca, experimentei pintar de azul claro o interior - detestei!
Assim, amanhã, passo no Leroy Merlin e abasteço-me de Branco/Branco - mate, para continuar a operação e ocultar o medonho azul, que foi mesmo má ideia. Mas, o bom destas coisas é que nada é definitivo - não agrada, muda-se!
O importante é ser arrojada, perder o medo à lixadora, à tinta e aos pincéis, tendo consciência de que, antes de ficar bonito, fica muito feio e que, além disso,  implica uma grande desarrumação e sujeira.

Depois deste móvel, outros da mesma família receberão igual tratamento, porque vale a pena.
É que - acreditem - o ambiente rejuvenesce, fica mais leve e irreconhecível.
Depois de pronto, mostrarei a sala.
Prometo!

Beijo
Nina