terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Eu e as minhas plantinhas



Falo muitas vezes nas minhas plantinhas porque elas fazem realmente parte da minha vida.
Frequentemente compro vasos com flores que durante semanas alegram o ambiente - muito mais duráveis, portanto, que as flores propriamente ditas.
Com esses vasinhos componho arranjos e brinco tanto quanto me apetece.

Recentemente, mostrei AQUI um lindo centro de mesa em tons rosa que, enquanto durou - e durou várias semanas - alegrou o espaço como só as flores alegram.

Porém, cumprindo o ciclo que a natureza determina, acabaram por perder a graça e o vigor ...


Ficaram assim - com as flores secas e murchas.


Que fazer então?
Há que escutar o apelo!
Os vasos eram minúsculos não garantindo o espaço adequado para que as raízes crescessem e a planta se desenvolvesse.
Para garantir que, dentro de algum tempo terei plantas fortes, viçosas e floridas, há que ter algum trabalho - pouco, para a alegria que proporcionam.



Comprei esta taça em barro - prefiro este material ao plástico.
O barro permite que as raízes "respirem", isto é, não sendo impermeável como o plástico, impedem a acumulação de excesso de água.

Ainda assim, há que ter precauções elementares:
Colocar alguns cacos no fundo, antes da terra, que
 facilitarão a drenagem.
A terra deve estar húmida, mas nunca ensopada, porque, morrem muito mais plantas "afogadas" do que devido à seca.


As plantinhas foram retiradas dos vasos originais e colocadas neste espaço muito mais favorável, onde criarão raízes e terão alimento para se desenvolverem.
De momento, dada a "cirurgia" encontram-se em observação em ambiente adequado.
Quando superarem esta fase, circularão sem problemas por toda a casa.

Reconheço que trato as plantas com desvelo. Afinal são seres vivos e incomoda-me quando, por descuido, alguma morre.
Por isso, o meu "jardim" não para de crescer e, posso garantir que algumas das minhas plantas são bem velhinhas, com família constituída, porque, a partir de uma planta "mãe" reproduzo outras, numa incessante multiplicação.

No exterior, de momento, dados os extremos do clima, a paisagem é invernosa, nua e triste.


Ainda assim, alguns bolbos floresceram ...

... estes lírios robustos ,,,

... um ou outro narciso ...

... e mais lírios.

Logo que o Inverno rigoroso termine, sei que as minhas árvores envasadas se cobrirão de folhas, muitas flores e alguns frutos.

Acho graça ...
Gosto de brincar aos jardineiros!

Beijo
Nina

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Costurando almofadas




Preciso urgentemente de organizar os meus materiais de costura e essa organização passa por aplicar retalhos e retalhinhos que constantemente se acumulam.
Por isso e porque o que custa é dar o primeiro passo, dediquei a tarde, cosendo paninhos.
Fiz almofadas.
Duas.
Muito, muito coloridas.
Ficam bem no sofá branco que ocupa uma das paredes desse compartimento multifacetado - atelier de costura, estufa, hospital de plantas, jardim de inverno, local de leitura.

Acontece que, com as duas recém nascidas almofadas, terei que pôr um ponto final às mesmas - é que já não tenho local para as colocar.
Quando muito, se / quando repetir a aventura, será para oferecer.
Dito isto, vamos às imagens que dão conta da tarde bem ocupada:




Cá está a primeira.
Um conjunto de retalhos, mais ou menos combinados e rematados por tiras.
 E o bordado, repararam no bordado?


O bordado pertence a uma série muito engraçada, muito própria para quarto de menina, cujo esquema me foi fornecido por uma querida amiga brasileira, a Nina Dias que podem encontrar AQUI!

Bordei diversos esquemas que vou aos poucos aplicando.


O sofá branco, coberto com a MANTA DE CORAÇÕES, recoberto com almofadas, convida a uma pausa , à leitura, ao descanso.

Aos poucos, com restos de lãs. multipliquei as almofadas ...

Todas muito coloridas ...

... umas costuradas com retalhos ...

... outras em crochê.

O resultado é alegre e agradável ...

Esta mancha de cor ...

... de muitas cores ...

... no meio do verde.

Ainda acabei uma outra menorzinha...


Esta - uma face ...

... e outra ...

São tantos os pedacinhos de tecido  ...

... tantos desenhos ...

... tantas estampas ...

... que quase parece termos entrado num mundo paralelo, no mundo de Alice no País das Maravilhas.
Por agora basta.
Ponto final nas almofadas.
E, por hoje, também na costura que, provavelmente só retomarei no próximo fim de semana.
Cheia de vontade, que a pausa forçada estimula o apetite.

Em suma, foi uma tarde feliz.
E a vossa?
Como foi passada esta linda tarde de domingo?
Contem-me, inspirem-me!

Beijo
Nina

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Bolo de limão


Bolos de limão há muitos.
É um clássico que nunca falha.


Nunca, porém,  havia preparado este ...

... uma receita incorporada nas receitas da Bimby!

O mais extraordinário é que quando se fala em "bolo de limão", este é-o de facto!
Leva 3 limões!

Cresce muito!
 Fofo como se adivinha e exalando um delicioso perfume a limão.

Quente, acabado de ser desenformado, arrefece.
Aposto que está bom, muito bom!
Excelente para com uma fatia de queijo
 acompanhar o chá do pequeno almoço ou do lanche.

Aos poucos vou dominando a "bicha" que é como quem diz, a Bimby!
Maquineta que exige habituação para nela dominar as idiossincrasias, que são muitas! Não vale a pena pensar que é apenas ligá-la e seguir as indicações, que não é! Há que adaptá-la à realidade de quem a utiliza. De outra forma, servirá apenas para preparar sopa o que seria um gigantesco e absurdo desperdício de capacidades.
Para já, perante este bolo apetitoso, a Bimby ganhou créditos. A juntar aos muitos que tem vindo a acumular. No mundo real da minha cozinha, longe do mundo perfeito da demonstração da vendedora.
Continuo na senda da descoberta, afoita e confiante no sucesso.
Ainda vou ser uma Master Bimby, se é que a expressão existe.

Beijo
Nina 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Lareira, crochê e "GUERRA E PAZ"


 Com lareira acesa, crochê entre mãos e GUERRA E PAZ na TV, consegue-se algo muito próximo do serão perfeito.

Referir ainda um monte de jornais e revistas, iPad e uma caixa de bombons ...

Vale a pena ver a série - muito bem feita ...

... e, ao mesmo tempo ...

... ocupar as mãos.
Este saco, um dos meus sacos de trabalhos, é motivo de grande orgulho, porque bordei e costurei e, como ontem referia, sem medo de errar.
Afinal resultou!
Ficou lindo  e adoça-me o olhar, que gosto de focar no que para mim é bonito.


Quanto aos quadradinhos, completei o 25º e mais não farei por falta de fio.
Ainda assim vou fazer umas incursões nas lojas da Baixa. Pode ser que tenha sorte e encontre algumas meadas esquecidas.
Se não, seguindo o conselho de uma amiga (obrigada, Lete) tratarei de combinar com outra cor.

E foi assim o meu serão de ontem.
FIM!

Beijo
Nina

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Costura e jardinagem



São 18:00 horas e continua dia. Tão bom ver os dias a crescer! Há 2 meses, chegavámos às 16:00 e começava a escurecer.
É claro que todas as estações têm o seu encanto, mas, quanto a mim, prefiro os dias compridos, aqueles com luz natural até às 21:00 horas.
Esses é que são mesmo bons!

Hoje, temos também sol, embora muito frio e o ambiente no meu "atelier" torna-se muito convidativo quando através das paredes de vidro se vislumbra pleno céu azul. Daí que aí passei grande parte da tarde, terminando definitivamente a MANTA.

Já "quiltada" - manualmente - faltava o remate em todo o perímetro e, fazendo absoluta questão de utilizar os tecidos em stock, optei por um bege com coraçõezinhos vermelhos e não ficou mesmo nada mal.

Sobraram "corações" que tenciono aplicar em almofada(s) - a ver o que dá, sem projeto definido.

Não há dúvida que este é projeto trabalhoso, com muitas etapas ...

... que se inicia com o corte dos tecidos. Para esse efeito acho absolutamente indispensável o cortador circular, a régua e a base de corte  que facilitam a tarefa e garantem razoável rigor .

Razoável, repito!
Há que aceitar os milímetros de desvio sem drama, porque cedo aprendi que "o bom é inimigo do ótimo"!

Quem a si próprio exigir o ótimo, provavelmente nunca se aventurará em nenhuma iniciativa - e não falo apenas na costura, mas no mundo em geral - e não provará a delícia que é desfrutar de um trabalho por si realizado, com empenho, com todo o empenho, mas também sem absurdos ( e psicóticos) rigores de absoluto.

Sobre um sofá, enrugada, convida ao repouso, ao conforto doméstico, a um quase estado de felicidade.

A minha manta, com os seus milimétricos erros, está linda e confortável.
Nela gastei horas, muitas horas, mas valeu a pena.
Se pretendo embarcar de imediato em aventura similar?
- Não! De modo nenhum!
O prazer transformar-se-ia em dever e disso não gosto.

Mas foi bom!
Foi uma lição. Aliás foram muitas lições!
Sei que a vontade de embarcar em nova aventura acabará por surgir e desta aplicarei "os truques", as manobras que facilitam a obra.





Acrescento que alguns, poucos, remates manuais estão ainda por executar.
Lá iremos!


A jardinagem do título deste texto foi muito simples.
Tratou-se apenas de trocar plantas.
Os jacintos, já murchos, deram lugar a orquídeas (antigas) que começam a florir.

São brancas, as minhas preferidas ..

... e, só por si, mudam tudo.

O espaço revitaliza-se.

O cachepot de crochê, ajuda!
Veio da loja chinesa que, como se prova, não vende apenas horrores.



Beijo
Nina

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Poirot e crochê!


O serão é uma boa hora do dia, diria mesmo que é a melhor e quando aplico o singular, não me refiro a 60 minutos. Longe disso! Aliás, gosto de prolongar o serão e deitar-me tarde - sempre depois da meia noite.
Deixo que o "dono" do telecomando "brinque" um bocadinho - será que esta é mais uma particularidade dos homens? Refiro-me à atividade enfurecida do dedo mudando de canal, à qual também se chama zapping.
Pois, como dizia, deixo! Um bocadinho. Pouco. Depois imponho regras.

Gosto particularmente do Fox Crime e delicio-me com Hercule Poirot, aquele belga janota, cheio de maneirismos e com uma incrível quantidade de hiperativas celulazinhas cinzentas!

Só que, olhos no ecrã e mãos desocupadas é sono garantido.
 Colapso de sono!
 Nem sei contar como acontece.
 Mas é!

Por isso, mãos ocupadas e olhos na TV.
Muito bom.

Tenho um cestinho que me acompanha ao serão:



Este!
 No topo, vislumbra-se o crochê que agora me mantem acordada.
Coisa muito simples ...


Uns quadrinhos sem mistério ...


... mas que, uma vez ligados, funcionam com certa graça.

O fio foi comprado em saldo e sendo a sua textura irregular, numa mistura de linho e seda, poderia até funcionar bem como blusa.
Mas tenho blusas suficientes e, a aumentar o stock teria que ser com peça muito sedutora.
Por isso, à blusa disse não e iniciei uma mantinha para sofá.
Estes quadradinhos, se trabalhados com fio mais fino, dariam uma cortina linda.
 Ou uma toalha de mesa para quem aceitar o desafio - pois é empreitada para muito tempo.



Com o fio disponível idealizei uma manta com 25 quadrados.

Depois, gostei tanto do resultado que decidi aumentar o tamanho.
Fui, portanto, à loja procurando mais fio. Infelizmente, tudo quanto consegui foi uma mísera meada de 50 gramas e o esclarecimento de que " não há nem vai haver!"
Paciência!

É por estas e por outras que os saldos- com raríssimas excepções - não me convencem.

Beijo
Nina