sexta-feira, 8 de abril de 2016

Diz que é Primavera ...



Diz-se à boca cheia, mas eu não vejo nada - nenhum sinal de Primavera, digo eu!
Ontem, por exemplo, a temperatura subiu e o sol brilhou.
-Que bom! - pensou a minha pessoa otimista!
Depois saí - fiz imensas coisas (que depois conto) e o que é que me aconteceu?
Quase voei, levada por uma nortada diabólica!
Um vento forte, fortíssimo e gelado, estragou o cenário primaveril.
Isto junto ao mar, onde vivo.

Pois então, o que é que eu fiz ontem, que me obrigou a sair toda a tarde?
- Fui às compras!
Compras boas, nada de batatas e arroz, que só se encontram no supermercado.Isso não são compras. Isso é sobrevivência!
Repito, foram compras boas, muito boas!

A começar, tecidos!
Comprei dois padrões, um floral outro em xadrez, para forrar almofadas.
Bem sei que as minhas são recentes e bonitas. Bem sei! mas acho-as outonais, invernosas!
E já que a primavera lá fora se faz rogada, cá dentro, Primavera será!
Porque basta um ou outro detalhe - no caso almofadas e cobertura de mesa - que tudo se transforma.

Faltam-me os fechos!
Durante o fim de semana nascerão almofadas novas, o que me deixa ansiosa, numa ansiedade boa, de expectativa, com muito boas energias!

Passei ainda por uma das lojas de lãs onde me abasteço e escolhi 2 Kg (sim, dois quilos) numa imensa variedade de cores. Serão matéria prima para coisas giras, embora nada esteja ainda definido na minha cabeça. Acontece que possuo um monte, uma montanha de projetos registados. aguardando vez. A vez chegou!

Parece que vai chover durante o fim de semana, o que é muito irritante, mas, ao mesmo tempo muito bom - cenário ideal para mexer em fios, agulhas e paninhos.

Portanto, são estes os planos.
Desejo a quem me lê ( e também a quem não me lê) um excelente fim de semana.

E já agora, mostro as comprinhas:

Para as almofadas, este ...

... e este!

Em algodão bastante espesso, os fios  ...

... já o experimentei  e o resultado é fantástico.

A paleta de cores permite combinações muito interessantes!


Estou muito feliz com as comprinhas!

Apetece-me muito dar cara nova à casa e, para começar - antes de atacar paredes e móveis com tintas e pincéis - fico-me pelos paninhos e fios.

Quem me acompanha?

Beijo
Nina

terça-feira, 5 de abril de 2016

São flores e são pompons!


Comecei pelas flores - a receita está AQUI!
9!
 Arranjei  um raminho com 9 florzinhas.
Liguei-as à medida que as ia terminando, porque o pior, o menos agradável e, (por que não dizer?)  - o verdadeiramente chato é ligar quadradinhos. Por isso, contorno essa tarefa, unindo-os à medida que os completo.
No caso, idealizei um esquema, com a diagonal em azul. Depois foi só seguir a sequência lógica.
Do azul - a diagonal - não tinha nem mais 1 centímetro de fio. Era o que havia. Por isso "dancei" conforme a música.
No caso, o fio é uma mistura de lã e fibra, fininha, própria para roupa de bebé.
Conclui que com algodão  o resultado final será mais interessante e, por isso, para a próxima ( haverá uma próxima, sim!), utilizarei algodão.



A própria "flor" é uma aprendizagem recente, uma aprendizagem bem sucedida, admito.

Depois, pretendia efetuar o remate com pompons - coisa mais fofa está ainda por ser inventada!

AQUI, matei a charada.

Grau de dificuldade - zero!



Deu-me um imenso prazer!
Numa só peça apliquei duas técnicas novas - abençoada NET!

O tampo em crochê, forra uma almofada em tecido xadrez  azul e branco.



Custou-me mais,  muito mais, costurar o tecido - que inclui fecho - do que "brincar" com as linhas e agulhas, de onde se conclui que a minha relação com a costura é e sempre será complicada - nada flui, surgem constantemente intrincados problemas - oh! vida!



Não importa!
Venci o desafio!


... e, se eu fosse a vocês, começava, ainda hoje, uma destas almofadas que, aqui, ou na China, só podem ser classificadas como LINDAS!

Já dei todas as pistas!
Oxalá tenho também deixado no ar a semente para muitas florzinhas.

Beijo
Nina






segunda-feira, 4 de abril de 2016

Quiche é chique!



Acho que é do nome, com fortes ressonâncias francesas (não há nada mais chique!)
É que toda a gente associa a cozinha francesa à haute cuisine, não é?
Pois como dizia, quiche é chique, ainda que mais não seja do que a junção de sobras pendentes no frigorífico, enfeitadas com uns pozinhos de perlimpimpim!

No caso, cada vez que abria a porta do frigorífico, batia de frente com uma embalagem de massa folhada comprada sem fim específico.
Deixar que por ultrapassar o prazo de validade, acabasse no lixo, não era opção. Daí que ...


Forrei com ela uma forma de tarte, com fundo móvel.
Sobre ela, um estufado de curgete, cebola, alho e bacon.
Os pozinhos de perlimpimpim, os tais que contribuem para o ar chique, são frutos secos - alperces, ameixas, tâmaras e passas.

Sobre o estufado, uma mistura de 3 ovos + 1 pacote de natas, temperados com sal e pimenta.
Depois, uma mão cheia de azeitonas sem caroço.
Finalmente, muito queijo ralado!

40 minutos no forno e faz-se o milagre!

Milagre delicioso que serve como entrada - em vez da sopa - ou como prato principal acompanhado por uma boa salada.



E, mais uma vez fica provado, que o bom ( o muito bom, o excelente ) não tem que ser caro, nem difícil, nem demorado, nem complicado.

Simplifiquemos, pois!
Sempre!

Beijo
Nina

sábado, 2 de abril de 2016

Ainda mais pegas, pegadores de panela, pot holders - parte III


Para completar o conjunto que mostrei AQUI e vai direitinho para a cozinha de uma amiga, acabei de   fazer esta, que já tinha mostrado NESTE POST, com direito a tutorial- não tem dificuldade alguma, mas quem, ainda assim,quem  pretender esclarecer dúvidas, aí, estas serão totalmente esclarecidas. 



Temos pois as mesmas cores e uma espiral.


A parte posterior, na mesma cor, torna a peça suficientemente espessa, de modo a prevenir acidentais queimaduras.

Cá está a parte de trás, toda em ponto alto - tal como a frente - embora sem espiral!

Os fios resultaram de um vestido e de uma blusa em tricô de que nunca gostei, porque não assentavam como era esperado.
Quando os experimentei, soube de imediato que tinha sido um projeto falido, mas não inútil - aprende-se sempre, nem que seja com os erros.

O fio amarelo, quase acabou, mas do turquesa tenho imenso. É um fio de qualidade, a cor é linda e com certeza que merece uma segunda oportunidade.

Quanto a pegas, pegadores de panela, pot holders, estamos conversados- não me apetece fazer mais e esta é a delícia do craft, onde nada é obrigatório.


Antes de embalar as "irmãzinhas", fotografei-as.

Acho que a nova dona vai gostar...

Eu gostaria!
E sempre procuro oferecer o tipo de "coisa" que a mim me agrada. Esse é o critério.
Acho que nunca presentearia quem quer que fosse com algo de que eu própria não gostasse.

E as meninas, minhas amigas queridas, gostam do conjunto?

Beijo
Nina

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Pega, pegador de panela, pot holder - parte II


 Já tinha avisado que me encontrava em pleno processo compulsivo  - felizmente, apenas e só, no âmbito das pegas/ pegadores de panela/ pot holders!
Nada de admirar portanto, que ainda ontem, uma nova tenha nascido!
E que engraçada, que alegre e colorida!
Toda fruto de restos de restos de fio que teimam em não se esgotar.
É favor observar:



Uma flor!
De todas as cores!
Com 15 pétalas!

A parte de trás, mais sóbria, porque assim me apeteceu - aqui vale tudo!

Não lhe coloquei argola para pendurar e não foi por esquecimento, não!
É que me agrada vê-la(s) - vou fazer mais - sobre uma toalha branca, alegrando a mesa, esperando taças ou travessas quentes.
E acho que esta não será oferecida - fica para mim que mereço!

A receita veio DAQUI!
Sem segredo!
É só dispor de uns quantos restos de fio, de lã ou algodão, uma agulha e vontade.
Num serão fica pronta esta lindeza!

Gostaram?
Então ... mãos à obra!

Beijo
Nina


quinta-feira, 31 de março de 2016

Pegas e mais pegas, pegadores de panela, pot holders ...



Falo de PEGAS, PEGADORES DE PANELA, POT HOLDERS, aquele artefacto que utilizamos na cozinhar a fim de não queimar a ponta dos dedos nas panelas quentes.

Eliminei-as como "tralha" há anos. Mas, depois, não sei explicar a razão, comecei a achar graça às ditas. Quanto mais coloridas, melhor. E fiz umas poucas, sempre em crochê.
Utilizo-as também para proteger superfícies quando a panela está demasiado quente. E assim, de repente, voltei a gostar de pegas, pegadores de panela, pot holders, de onde se conclui que esta coisa de paixões e afetos  se define como muito volátil.

Fazem-se num instante, com um nadinha de fio.
Também permitem a inovação de técnicas, coisa que muito valorizo.
Por isso, juntando todos os argumentos, concluo que, decididamente, "estou numa de pegas" ,

É verificar, se faz favor:



Esta, foi uma total novidade, em termos de técnica -
Chama-se CATAVENTO e foi AQUI que aprendi como a executar!
Uma aula muito bem dada, muito clara, muito detalhada.

Cada vez gosto mais destes vídeos , onde tudo é explicado ao detalhe!

Para acompanhar o CATAVENTO (e também para aplicar fio que sobrou ...), surgiu esta!
Um hexágomo que parece um sol!


Veio DAQUI e embora não se tratando de um vídeo, a explicação com gráfico não oferece qualquer dificuldade!



As duas juntas, irão alegrar um certa cozinha!

Não a minha, mas a de uma amiga a quem pretendo fazer um carinho!

Gosto muito deste tipo de trabalho. Despacha-se num instante, sem necessidade de repetição - o que para mim é penoso.
Gosto de variar!
O que não significa que não repita o modelo, mas sem qualquer obrigação.

Em termos de tempo, num serão, concluo uma pega / pegador de panela / pot holder!
Não há nada melhor!
Por isso vou continuar! Modelos não faltam!
É só dispor de um restinho de fio e uma agulha!

Mãos à obra!

Beijo
Nina


segunda-feira, 28 de março de 2016

Eu e a cozinha


Eu e a cozinha mantemos uma relação saudável, isto é, damo-nos bem, mas sem exageradas e doentias dependências.

Horas na cozinha?
- Não obrigada!
Montanhas de louça?
- Não, obrigada!
Cogitações buscando a originalidade?
- Não, obrigada!

Cozinho sem sacrifício - tenho alguma sensibilidade para a coisa graças a anos de experiência - mas não sou escrava da cozinha ... ela sim, é minha escrava, no sentido em que a tempo e horas são servidas refeições saudáveis e razoavelmente apetitosas.

Do que eu gosto mesmo é de cozinhar apenas uma vez por dia! Esse o paradigma da perfeição prática.

Assim, sempre com o objetivo de descomplicar, sopas são preparadas em quantidade de modo a servirem pelo menos três refeições.
Sei que há quem cozinhe um panelão para a semana, mas, no caso, ao fim da quarta repetição, eu própria "torço o nariz".
O mesmo ocorre com o arroz, acompanhamento aqui muito apreciado - serve sempre para duas refeições.
As saladas verdes, estão sempre prontas, isto é, folhas lavadas e devidamente guardadas.

Aprecio igualmente pratos cozinhados lentamente - tipo estufados ou assados, as chamadas comidas de conforto, adequadas para o tempo frio - que não demandam atenção e ficam prontos para mais que uma vez.

Tento variar, dentro do descomplicado e hoje, por exemplo, preparo chili - que é bom, saudável e servirá para, pelo menos, duas ocasiões.



Não tem segredo. Trata-se de um simples estufado de carne picada, com muitos legumes, a que se junta feijão cozido.

Fica a fervinhar, sem pressas para que se preservem todos os sabores. Se o molho resultar demasiado líquido, é só engrossá-lo com uma colher de maizena.
No fim retificam-se os temperos e acompanha-se com arroz.
Será o jantar de hoje e o almoço de amanhã. Se sobrar, congelo e garantirá um jantar levezinho, quando oportuno.

Para chegar a esta simplicidade de sistema, penei muito, desarrumei montanhas de louça, empatei muitas horas na cozinha, porque , na minha opinião, tudo o que sendo bom parece simples, esconde muitos erros, muitos fracassos, muito investimento de tempo.
Recém casada, levava manhãs, tardes, dias inteiros  de maratonas culinárias.
Até que, a partir de certa altura, tudo se simplifica, pondo fim à escravatura.

Aliás, do que eu gostaria mesmo, era de aplicar o método a todas as atividades domésticas - isto é, 2 horas de aplicação diária e nem mais um minuto. Assim, se começasse às 9 da manhã, às 11 fecharia o expediente.
Cá para mim, uma ideia deveras sedutora.
Ainda chego lá.

Beijo
Nina