quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Echarpe!

 Acho que lenços, cachecóis, xailes  e echarpes são acessórios muito importantes no dia a dia. Tanto no Verão como no Inverno. Mas, é claro, mais no Inverno.

Tenho uma quantidade razoável, umas compradas outras oferecidas. O que eu ainda não tinha era uma echarpe feita por mim. Agora já tenho!


Esta!
 Vamos lá à história - que tudo tem história ...

Deambulando pela net encontrei um site de costura - há muitos, muitos, muitos ... - onde o assunto era Echarpes e Lenços!

À primeira vista estamos perante um simples quadrado ou rectângulo de tecido, certo?
- Certo!
Só que o dito quadrado ou rectângulo necessita de uma bainha , mas não de uma bainha qualquer - tem de ser muito, mas mesmo muito fininha!
E aí é que a coisa se complica!
Pois como é que eu, simples curiosa vou conseguir tal proeza?

Foi então que entraram os ensinamentos da divina e sacrossanta NET!

Há que costurar, primeiro,  uma dobrinha à volta do tecido;
Aparar o excesso pela linha de costura;
Voltar a dobrar e coser mesmo pela "beirinha".

Resulta!
Funciona!
Um sucesso!


Esta echarpe mais não é que um retalho pelo qual paguei 5€!
Costurei a bainha ...

... e fiz um "vistão"!
Digam lá se não parece mesmo um lenço caríssimo?
Pois parece!
Mas, na verdade, não passa de um humilde retalhinho!

Moral da história:
- Vou abastecer-me de retalhos;
- Vou oferecer lenços e echarpes a todas as amigas e familiares;
- Vou ser um sucesso!

Assim, fácil, fácil!

Portanto ... mãos à obra!
(Não é necessário agradecer)

Beijo
Nina

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Vamos cozinhar almôndegas?


Vamos cozinhar almôndegas?


Estas?
Vamos?
Então, vamos!

Ontem, quando falei de cozinha, de cozinhados e dos meus gostos e preferências nesse capítulo, mostrei as (minhas) almôndegas e o (meu) bolo de abacaxi invertido.

Não inclui receita porque me pareceu que não seria interessante. Enganei-me! Afinal há quem tenha interesse no petisco - concretamente, nas almôndegas!

As "minhas" almôndegas são minhas apenas porque me apropriei da receita há muiiiiiitos anos atrás quando nem suspeitava qual o procedimento que dava origem às bolinhas suculentas.
Não sabia, mas aprendi.
Aprendi onde quase tudo me foi ensinado -  N' O livro de Pantagruel!
Li-o como quem lê um tratado, uma enciclopédia ... nele bebi todos os ensinamentos, dos mais elementares aos mais sofisticados, quando não sabia praticamente nada acerca do tema culinária. 

Ainda hoje, este  é o meu livro de culinária preferido, no meio das centenas, dos milhares que aparecem (e desaparecem) continuamente nas prateleiras das livrarias.

É, portanto, do Pantagruel, a receita que utilizo e transcrevo:


ALMÔNDEGAS À BOURGUIGNONNE

Carne picada - 750g
Ovos - 2
Caldo de carne - 1/2 litro
Vinho tinto - 2 e 1/2 dl
Cebola média picada - 1
Sal, pimenta, pão ralado, margarina e óleo - q.b.


Amassa-se a carne com os ovos, sal, algum pão ralado (1 c. de sopa), e a pimenta;
Tendem-se bolinhas que se passam por farinha e se fritam levemente numa mistura de óleo e margarina;
Refoga-se a cebola com um pouco de margarina, sem deixar fritar;
Despeja-se o caldo de carne e o vinho e logo que levanta fervura, juntam-se as almôndegas;
Tapa-se e deixa-se estufar em lume muito brando, cerca de 50 minutos;
Prova-se o molho, que devido à farinha deve estar grossinho,  retificando os temperos;

Serve-se muito quente com puré de batata ou arroz branco ou massa.

Acrescento que a carne picada poderá ser de vaca, frango ou porco ou uma mistura das três.
Como divertimento, às vezes, no interior de cada bolinha, coloco uma azeitona sem caroço - é inesperado e divertido.

Pronto!
Missão cumprida!
Qualquer dúvida é só perguntar à tia Nina,



Beijinhos
Nina

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Na cozinha ...


Não gosto nem quero passar horas na cozinha, embora goste de cozinhar e ( modéstia aparte ) goste dos meus cozinhados.

Por outro lado, não me dou nada bem com pressas. Comigo conduzem fatalmente ao desastre.
Mas, é claro, isso é comigo, essa sou eu, querendo não perder tempo na cozinha e simultaneamente não se encaixando num esquema de 15 minutos - como o Jamie Olivier que o prova, comprova e demonstra na TV. 
Defeito meu, está provado.

Mas então - perguntarão - como associar pretensões que se excluem?

À moda antiga, mesmo antiiiiiga - quando se iniciava a preparação do almoço às 10:00 - almoço que seria servido às 13:00.
Só que - sublinho - ninguém permanecia na cozinha adorando panelas. Não! Elas eram deixadas em paz preparando lentamente, muito lentamente o repasto.

Pois é assim que eu gosto!
Chamam-lhe slow food!
E tudo leva o seu tempo!

Concretizando:

No frigorífico tinha um abacaxi descascado.
Abacaxi azedinho - ninguém lhe pegava ...
Condenado ao lixo, portanto!

Porém, além de não me dar bem com pressas, ou-me ainda pior com o desperdício ...
E saiu bolo!

Daqueles invertidos, com fruta no topo e forma forrada com caramelo!

Num passe de inspiração, aproveitou-se o abacaxi e providenciou-se sobremesa - para várias refeições.

Assou durante 45 minutos e, entretanto ...
 Enquanto  assava, preparei almôndegas que serão servidas com uma qualquer massa/pasta , não numa, não duas, mas três vezes, que a coisa rende!


Borbulham na panela num molho de vinho tinto temperado com ervas!

Se é rápido?
- Não, não é rápido! É demorado, que os sabores levam o seu tempo!

Porém, multipliquei o tempo!
Preparei as almôndegas enquanto o bolo assava.
Neste momento, o bolo está pronto, arrefecendo como convem e as almôndegas continuam o seu delicioso banho, numa calda que não ferve - fervilha, digamos!
Sem pressas!
Falta cozer a massa/pasta - no caso espirais/ fusili, que regados com o suculento molho serão de comer rezando!

É, pois, assim, à moda antiga, lentamente, porém sem a escravatura presencial, que se prepara a verdadeira comida portuguesa.
A melhor do mundo, como sabemos!

Beijo
Nina

domingo, 13 de novembro de 2016

Porto ... ainda!

Nos meus momentos livres, continuo a percorrer a zona antiga do Porto  e continuo a descobrir e continuo a encantar-me.

Desta vez - na última sexta-feira - decidi atravessar o rio Douro  em direcção  Vª Nª de Gaia, seguindo um trajeto diferente, cruzando a Ponte D. Luís, no seu tabuleiro superior.
Atualmente, este tabuleiro encontra-se fechado ao tráfego, sendo utilizado apenas pelo Metro, com passagem para peões.
É uma experiência deslumbrante, garanto.

O melhor será estacionar no lado do Porto, num dos vários parques junto à Sé Catedral.
Depois, faz-se o percurso a pé.

Sendo esta zona extremamente concorrida em termos turísticos, abundam cafés, esplanadas e bares.



Neste, um rés do chão antigo, recuperado, funciona um cafezinho muito simpático ...

... que serve bebidas quentes e frias e ainda bolos caseiros.

Engraçado!
Era a única portuguesa, para além das funcionárias!

Continuando, chega-se à ponte ...


... e este é o tabuleiro por onde circulam o Metro e os peões.
O próprio Metro é ocupado por imensos viajantes estrangeiros - sinal dos tempos!

Do lado esquerdo da imagem vêem-se as ameias das Muralhas Fernandinas que defendiam a cidade, na Idade Média.


O passeio do lado esquerdo , quando se vem do Porto em direção a Gaia é o que oferece as melhores vistas ...


... como esta encosta quase totalmente revestida por trepadeiras

Aqui, no plano mais elevado, um ângulo do Paço Episcopal que, pela sua majestade confirma o poder económico da igreja, então como agora


Acho esta imagem particularmente curiosa porque para além de mostrar o casario, mostra ainda a entrada do Túnel da Ribeira, o qual, saindo da ponte usando o tabuleiro inferior, se atravessa para chegar ao antigo coração comercial do Porto, a Bolsa, o Instituto do Vinho do Porto e o Mercado Ferreira Borges - todos eles merecedores de minuciosa visita.

E de novo o rio, e os barcos que constantemente nele navegam e a velha Ribeira ...

Esta a margem de Vª Nª de Gaia onde se situam as Caves do Vinho do Porto, visita incontornável.

Já em Gaia, esta uma perspetiva da ponte.
 Acho-a impressionante.
Única.

O Porto - visto de Gaia!

Em Gaia, o belo Mosteiro da Serra do Pilar.

Uma última vista quase aérea.

O dia estava nublado, mas o Porto, cidade em/de pedra, cinza, antiga, medieval, moderna, sóbria, única, não se ressentiu da falta de sol.

É assim a minha cidade!
Vivo longe do centro e, sempre que o revisito, sempre, sempre, me espanto, me deslumbro, me fascino.

É assim a minha cidade!

Beijo
Ninaq

sábado, 12 de novembro de 2016

Costurando!

Tenho montes, resmas de tecidos esperando que lhes dê destino, mas nada! Não tenho tido tempo e, para costurar, esse elemento é indispensável. Não se pode ir ali costurar um quarto de hora, pois não?
Por outro lado, se não faço nada, adio, adio sempre e a estagnação mantem-se - quanto menos se faz, menos apetece fazer !

De modo que ...

Está-se mesmo a ver - hoje passei boa parte da tarde  costurando ... ou o que quer que se chame àquilo que faço.


Com este tecido florido, tinha, há anos, realizado a minha primeira
aventura no mundo da costura ...
Tratava-se de uma toalha para uma mesa redonda.
Caía até ao chão e ficava lindamente.
Lembro do entusiasmo que senti ao vê-la cobrindo a mesa.
Só que ... cansei,
Cansei das flores!

Portanto, congeminei substituí-la. Queria uma toalha lisa e branca!

Porém,prometi - e vou cumprir - que não entra nesta casa nem mais um centímetro de tecido enquanto não der vazão aos que tenho.
Por isso, hoje, além de costurar reciclei.

Tinha costurado - há vários anos - uma colcha. Também em relação a ela senti grande orgulho... Foi complicado, foi quase doloroso, gerir aquele monte pesadíssimo de tecido usando uma máquina de costura chinesa, fraquinha, muito fraquinha.
Enfim, sobravam-me motivos de orgulho, pois contra todas as expectativas levara o barco a bom porto, como podem ver ou rever AQUI e AQUI!


Assim se apresentava e assim me satisfez até deixar de me agradar ...


Acontece que, como disse,  o entusiasmo passou, acabando por substituir colcha e almofadas, sem saber qual o destino a dar a tantos metros de pano.

Acabei por descobrir - sempre acabo por descobrir!

Transformei a colcha em toalha, a tal que pretendia ver na mesa (antes) florida...


Embora fotografada no escuro da noite, é visível o efeito.

Sobre a a toalha de tecido, uma de crochê cuja autoria desconheço - ou herdei ou foi-me oferecida ...

Para finalizar, um círculo de vidro grosso que mandei cortar num vidraceiro.

Sobre o tampo, vidros transparentes e objetos de porcelana branca, além de um conjunto de lavatório - esse herdado - que encho de hortênsias secas.

Se está pronta a decoração?
-Não! Longe disso! Aliás a decoração nunca está pronta, como bem sabemos, mas vai evoluindo no bom sentido.

E o imenso e pesadíssimo rolo de tecido que jazia imprestável num qualquer canto, ganhou vida.
Sabe mesmo bem assim resgatar o que parecia imprestável.
Resgatemos, pois.

Beijo
Nina

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nux, sua linda!


Esta manhã, (quase) sem chuva, foi tempo de passeio com esta menina  - a Nux, que está cada vez mais bonita, mais doce e mais dengosa!

Percebe tudo o que lhe digo e quando digo tudo, é tudo mesmo! É muito esperta!
Para me agradar e me conquistar, obedece-me cegamente, por isso, no parque, onde tem grandes amigos (humanos e não humanos) deixo que passeie sem trela. E lá vai, à minha frente, felicíssima, sempre olhando para trás para não me perder de vista.






Antes de entrarmos no parque, não me atrevo a deixá-la sem trela, embora, no fundo, ache que o poderia fazer sem problema - a Nux é inteligentíssima (já tinha dito?) 

Cá estamos, posando para a fotografia!

Este é o momento em que vou retirar-lhe a trela ...
Ela, de fofa que é, finge-se distraída, não se importando de continuar presa perto desta humana que tanto gosta dela.
E eu derreto!

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mais uma prenda de Natal



Descobri um ponto lindo em crochê!
Não apresenta a menor dificuldade e resulta lindamente.
Pode ser visto  Aqui.

Foi por pura curiosidade que resolvi reproduzi-lo utilizando a lã que sobrou da camisola que ontem mostrei:

Esta,  para os esquecidos ou para os distraídos que não leram o post ...

Com menos de metade de um novelo, teci esta gola:



Alegra qualquer conjunto tristonho ...

Será presente para a noite de Natal.
Acho que agradará a quem a receber.

Vantagens:
- É alegre e vistosa;
- Faz-se num instante - mudando a cor, serão golas diferentes para a mesma ou para diversas pessoas;
- Pode ser transformada em cachecol ou écharpe;
- É única e original;
- Não custa quase nada;

Razões mais que suficientes!

Beijo
Nina