terça-feira, 2 de maio de 2017

Para o fim de semana ...



Um excelente programa para o fim de semana na montanha é uma ida ao Gerês.
No caso, um dia é suficiente!
Saindo de casa pelas 10:00 H, chega-se à vila do Gerês a tempo para almoçar muitíssimo bem - que por aquelas bandas a comida é de elevada qualidade ... - e, pela frente, agora que os dias são maiores,  tem-se várias horas para  deambular pelos caminhos florestais - aqui tudo é extraordinariamente bonito, independentemente da estação do ano, mas, na Primavera, preparemo-nos para o mais profundo mergulho no verde intenso da natureza.

Evidentemente que quem se deslocar de longe, deve providenciar alojamento, que não falta, quer seja na Pousada da Caniçada, quer em hotéis ou turismo rural.

Os caminhos florestais encontram-se perfeitamente identificados não havendo o risco de desorientação.

Estive lá na ponte do 25 de Abril e a afluência de visitantes era considerável, mas dada a amplitude do terreno, ninguém pode queixar-se de indesejadas aglomerações.

Depois de almoçar, sem rota determinada, quase por acaso, dirigi-me ao Miradouro da Pedra Bela:                                                                           


No percurso, sempre a paisagem magnífica de cortar a respiração- a partir da estrada florestal, empoleirada na encosta íngreme,  avistam-se povoações aninhadas na quietude do vale, sugerindo imagens de "calendário":





O verde sempre, sempre presente em árvores gigantescas que crescem em direcção ao céu 



... formando túneis ...

... quase telhados ...

... e abóbadas sobre a estrada.


É muito lindo!
É outro mundo!
Um mundo de luz filtrada, de sons musicais de pássaros ocultos, um mundo essencialmente verde.


Os "ohs!" de espanto sucedem-se, com cada paisagem mais deslumbrante que a anterior.

Até que, lá no fundo mais profundo do vale, se enxerga o Cávado


Nada como a água para acrescentar beleza ao que, em si, é já absolutamente belo

O trajecto até ao Miradouro da Pedra Bela é curto - torna-se longo apenas porque as pausas são sucessivas, na ânsia de armazenar na alma o BELO no seu estado puro!
Como dizia alguém,coberto de razão,  as melhores coisas da vida são grátis!
Aqui, a vista é quase aérea, limpa, límpida, cristalina- apesar da ligeira neblina que neste dia cobria o paraíso

Mais fotografias ...

... mais "ohs!" de contemplação!


Entretanto chegou um exausto grupo de caminhantes ...




Aqui mesmo, perto céu, decidiram descansar, apanhar sol, recarregar baterias ...


As pontes - as pontes que obrigatoriamente se cruzam apara aceder à Vila do Gerês - neste paraíso, alguns, poucos, muito famosos, muito ricos (como o Cristiano Ronaldo), possuem casa e cais para barco e - de novo - sem pagarem nada, cada manhã, ao abrir os olhos para a vida, deparam-se com este pedaço de paraíso.

Não me canso de fugir para o Gerês.
Sem motivo, sem justificação.
Limito-me a ir. Uma e outra vez.
Enchendo a alma de paz.
Sem nada pagar.



Se olharmos para o chão ...


... vemos flores , densos tapetes floridos !


... e o  verde interrompe-se em pontos de luz ...


Às vezes, se tivermos sorte, descobrimos ainda estes habitantes coloridos, que inocentes não reconhecem o perigo na presença do homem deixando-se placidamente fotografar.

São as belezas do norte!
Haja Primavera e sol que elas não se esgotam.

Beijo
Nina

sábado, 29 de abril de 2017

Coimbra


 Há muitos anos que não ia a Coimbra .
Fartava-me de repetir que esse era um destino agradável para um curto passeio de fim de semana, tanto mais que fica bastante perto.
Tanto repeti que  no último fim de semana, com muito sol, finalmente concretizei o meu desejo de rever Coimbra.
Que me lembre, estive lá com os miúdos, no PORTUGAL DOS PEQUENITOS, há muitos anos.

Desta vez, já sem filhos pequenos, quis rever a Universidade, a parte antiga e almoçar no Zé Manel dos Ossos,  O RESTAURANTE em Coimbra.

Começando pelo restaurante, foi impossível concretizar o meu desejo porque, não havendo reservas, quando cheguei encarei uma fila que se estendia pelo passeio . Desisti de imediato e encontrei, muito perto, um local menos famoso (nem sei o nome...), mas simpático, onde sem confusões, almocei lindamente.
O interior é até bastante engraçado, decorado com colecções de objectos antigos, muito ao estilo dos pubs ingleses.






Daqui, comecei a caminhada que me levaria até à Universidade cuja história pode e deve ser lida AQUI.

Mostro uma série de imagens que documentam a (violenta) subida












Finalmente -ufa! - chega-se à Universidade ...








Engraçado que a maioria dos numerosos  turistas  era composta por alegres  brasileiros!







Nem mesmo a estátua de D. Dinis escapou à sanha estúpida e selvagem das inscrições reivindicativas

Não estudei em Coimbra por pouco.
Devido a uma série de circunstâncias que não vêm ao caso, acabei por me formar no Porto, mas, no fundo, sinto uma certa certa nostalgia por um projecto não concretizado.
Por isso, esta visita foi quase uma viagem no tempo, no tempo em que eu com 17 ou 18 anos  supostamente deveria ter circulado por estas ruas e encostas e ter frequentado estas instalações.

Com "uns anitos" (muiiiiitos) em cima, assim deambulei, não de capa e batina, mas assim, de branco, azul e vermelho!














Com muito calor, um pouco cansada e muito feliz, conclui o percurso da saudade!

Beijo
Nina

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Bege e preto





Continuo repescando peças muito antigas, provando (me) que se pode dar segundas, terceiras, "n" oportunidades àquilo que um dia nos arrebatou.




Apostei no bege e no preto.







A parka é deste ano da Zara.
A mala, do último Inverno, Moschino, comprada em Andorra.
Os sapatos são muito, muito antigos.
A saia de couro  Mango é igualmente antiiiiiga.






Concluo que há boas e más aquisições.
As boas são as intemporais, como o é esta saia e estes sapatos.


A parka - nova - vai perdurar igualmente no tempo, porque os clássicos (bem como o bege) não passam nunca 






Juntei-lhe uma pitada de modernidade ...






A camisola / blusa às riscas (da Zara) é para mim sempre aposta segura, quebra a seriedade do clássico e é sempre bem vinda
Enrolei umas pérolas ao redor do pescoço porque - tal como às riscas - adoro.






Detalhe da saia -  diferente!
Logo eu que prefiro saias às calças, uso repetidamente, de forma desportiva (com ténis, por exemplo) ou mais formal




Os sapatos antigos estão novos porque os evito o mais que posso .
Já sei que saltos altos são elegantes - pena que também sejam um suplício para os pés.





Têm um certo ar Chanel, mas só no estilo, porque foram comprados no Corte Inglês por preço acessível.




Em clima retro / saudade resgatei estes óculos muito, mas mesmo muito antigos ...


E lá saí para enfrentar o mundo dos jeans!

É que às vezes apetece ser diferente e recusar o "uniforme", a ditadura que nos obriga a vestir todas de igual..
Estamos na Primavera, quando nos espera a mudança de roupas, trocando a de Inverno pela de Verão.
Não existe melhor altura do que esta para dar nova vida às antiguidades.

Beijo
Nina