domingo, 7 de maio de 2017

Dia da mãe



Já sei! Já sei que por detrás da comemoração existe um forte aproveitamento comercial.
 Já sei!
Sei, ainda assim, - e apesar disso -  que se este dia passasse despercebido por aqueles que me chamam mãe, eu ficaria na maior das tristezas.

Não passou!
Tive os pintainhos comigo e adorei.

Foram momentos muito bons que exigiram planeamento (deles), beijinhos e prendinhas.
Também tivemos almoço, desta vez, num excelente restaurante vegan - que a minha gente é dada a tendências radicais.

Foi no Lupin, aqui no Porto, que não é local novo para mim- já lá comi, várias vezes, sempre muito bem - daí que "virar vegan" me parece ser uma opção plausível... quem sabe?
Desta vez escolhi  feijoada como prato principal e mousse de chocolate como sobremesa, ambos os pratos absolutamente fantásticos, de tal modo que, se não soubesse qual a natureza do restaurante, diria que se tratava de  pratos "carnívoros"
Nada como experimentar para entender a minha avaliação.

Antes do almoço, aproveitando o dia esplendoroso, tomei café e li o jornal na Praia da Quebrada, em Leça e, só não realizei a longa caminhada que se impunha, porque já estava vestida para o almoço... Amanhã, porém, cumprirei com o ritual dos 5 Kms.

Mostro agora, a fatiota:



Em tons pastel ...


Calças amplas (muito antigas), blusa branca e mala azul - a blusa e a mala são compras recentes .

Sou apologista de malas de qualidade - o resto pode ser banal, fraquinho até, mas malas e sapatos salvam o conjunto.

A blusa é da Zara, ampla e confortável, mas com calças largas exige cintura marcada - doutro modo sinto-me cilíndrica, um verdadeiro saco.





Há muito que queria uma mala neste azul, cor de Verão e de momentos felizes

Nos pés, uns sapatos também em azul, mas mais claros 

Ao redor do pescoço , pérolas.
As lojas chinesas apresentam-nas bem bonitas e tenho-me abastecido com múltiplos colares e pulseiras.
Este colar é chinês!
Quem diria?

Gosto de pérolas  e, embora , não podendo aceder às verdadeiras, não deixo de  usar estas, porque ficam bem com tudo e promovem mesmo a mais simples das combinações.
No mundo imenso dos colares, as pérolas são, sem a menor hesitação, as minhas preferidas.

Espero que tenham tido ou estejam a ter um muito feliz dia da mãe - com ou sem pérolas, mas rodeadas pelos pintainhos.

Beijo
Nina

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Tricô, bordado, almofadas, etc.




Lá porque tenho aproveitado o bom tempo para dar umas voltinhas, não quer dizer que tenha posto de lado os trabalhos manuais. Não! Aliás são imprescindíveis ao serão - como já repetidamente tenho afirmado. Sem eles, o risco de cair para o lado, inconsciente, vítima de uma síncope de sono, é real e mais que provável. Por isso, é um olho aqui, outro ali, que é como quem diz, um no trabalho, outro na TV.

Atendendo a que as noites continuam frescas, continuo agarrada ao que mais me agrada - o tricô!
Mas nada de camisolas/ blusas, casacos ou cachecóis! Nada! O que realmente me prende são as almofadas, que em tricô, resultam simplesmente adoráveis.


Entre mãos, mas já bem adiantada, tenho esta - em fio de algodão branco misturado com um rosa de que tinha imensa quantidade.

Tenho a sala predominantemente bege. Acho que este rosa subtil casará com o conjunto - sem gritarias - não me agradam estridências. Privilegio a suavidade. Em tudo.


Prontas estão três:


Esta resultante de uma combinação de fio branco com um pérola, num esquema de "tranças" muito simples - não exige contagem nem atenção exclusiva e, se ocorre um erro, desmancho, sem dramas!
Esta, "brinca" com uma menorzinha, feita com retalhos e valorizada com um inocente bordadinho.


Mais complicada - mas sem oferecer dificuldade - é esta que em tempos tinha mostrado:


Encontra-se alojada num canto de sofá ...

... casando com a primeira que tricotei.
Parece-me que já mostrara ambas.

Gosto tanto delas que lhes dou espaço para um segundo desfile.

Este modelo foi o que repeti na rosa ...

O sofá é simples, de linhas direitas bege, sem pretenções.

Com as almofadas ganha personalidade e de banal torna-se único.

Como estavam no ângulo da fotografia, mostro as flores.
São uma variedade de "jarros" numa extraordinária cor:


De momento, assim exuberantes, encontram-se em lugar de destaque, sendo o que primeiro se foca ao entrar na sala.
A sorte é que, envasados com raiz , acabada a floração serão transplantados para um recipiente maior, aguardando no exterior o seu próximo momento de glória, isto é, a próxima floração

Tenho referido a minha preferência por flores naturais, embora, esporadicamente, abra uma excepção para as artificiais de boa qualidade- que as há!

Recebi de uma amiga um fantástico arranjo de orquídeas brancas ...


Este!
 Acontece que duas das hastes são artificiais, mas tão bem feitas, tão perfeitas, que não há como identificar as verdadeiras das falsas.
Ambas são lindas.

De momento, orquídeas não (me) faltam.
Os meus vasinhos adormecidos decidiram acordar todos ao mesmo tempo...
A minha casa e a minha alma agradecem.


Esta é exclusivamente verdadeira.
Absolutamente perfeita.

Durante semanas, será esta festa!
Como não ficar grata?

Beijo
Nina

terça-feira, 2 de maio de 2017

Para o fim de semana ...



Um excelente programa para o fim de semana na montanha é uma ida ao Gerês.
No caso, um dia é suficiente!
Saindo de casa pelas 10:00 H, chega-se à vila do Gerês a tempo para almoçar muitíssimo bem - que por aquelas bandas a comida é de elevada qualidade ... - e, pela frente, agora que os dias são maiores,  tem-se várias horas para  deambular pelos caminhos florestais - aqui tudo é extraordinariamente bonito, independentemente da estação do ano, mas, na Primavera, preparemo-nos para o mais profundo mergulho no verde intenso da natureza.

Evidentemente que quem se deslocar de longe, deve providenciar alojamento, que não falta, quer seja na Pousada da Caniçada, quer em hotéis ou turismo rural.

Os caminhos florestais encontram-se perfeitamente identificados não havendo o risco de desorientação.

Estive lá na ponte do 25 de Abril e a afluência de visitantes era considerável, mas dada a amplitude do terreno, ninguém pode queixar-se de indesejadas aglomerações.

Depois de almoçar, sem rota determinada, quase por acaso, dirigi-me ao Miradouro da Pedra Bela:                                                                           


No percurso, sempre a paisagem magnífica de cortar a respiração- a partir da estrada florestal, empoleirada na encosta íngreme,  avistam-se povoações aninhadas na quietude do vale, sugerindo imagens de "calendário":





O verde sempre, sempre presente em árvores gigantescas que crescem em direcção ao céu 



... formando túneis ...

... quase telhados ...

... e abóbadas sobre a estrada.


É muito lindo!
É outro mundo!
Um mundo de luz filtrada, de sons musicais de pássaros ocultos, um mundo essencialmente verde.


Os "ohs!" de espanto sucedem-se, com cada paisagem mais deslumbrante que a anterior.

Até que, lá no fundo mais profundo do vale, se enxerga o Cávado


Nada como a água para acrescentar beleza ao que, em si, é já absolutamente belo

O trajecto até ao Miradouro da Pedra Bela é curto - torna-se longo apenas porque as pausas são sucessivas, na ânsia de armazenar na alma o BELO no seu estado puro!
Como dizia alguém,coberto de razão,  as melhores coisas da vida são grátis!
Aqui, a vista é quase aérea, limpa, límpida, cristalina- apesar da ligeira neblina que neste dia cobria o paraíso

Mais fotografias ...

... mais "ohs!" de contemplação!


Entretanto chegou um exausto grupo de caminhantes ...




Aqui mesmo, perto céu, decidiram descansar, apanhar sol, recarregar baterias ...


As pontes - as pontes que obrigatoriamente se cruzam apara aceder à Vila do Gerês - neste paraíso, alguns, poucos, muito famosos, muito ricos (como o Cristiano Ronaldo), possuem casa e cais para barco e - de novo - sem pagarem nada, cada manhã, ao abrir os olhos para a vida, deparam-se com este pedaço de paraíso.

Não me canso de fugir para o Gerês.
Sem motivo, sem justificação.
Limito-me a ir. Uma e outra vez.
Enchendo a alma de paz.
Sem nada pagar.



Se olharmos para o chão ...


... vemos flores , densos tapetes floridos !


... e o  verde interrompe-se em pontos de luz ...


Às vezes, se tivermos sorte, descobrimos ainda estes habitantes coloridos, que inocentes não reconhecem o perigo na presença do homem deixando-se placidamente fotografar.

São as belezas do norte!
Haja Primavera e sol que elas não se esgotam.

Beijo
Nina

sábado, 29 de abril de 2017

Coimbra


 Há muitos anos que não ia a Coimbra .
Fartava-me de repetir que esse era um destino agradável para um curto passeio de fim de semana, tanto mais que fica bastante perto.
Tanto repeti que  no último fim de semana, com muito sol, finalmente concretizei o meu desejo de rever Coimbra.
Que me lembre, estive lá com os miúdos, no PORTUGAL DOS PEQUENITOS, há muitos anos.

Desta vez, já sem filhos pequenos, quis rever a Universidade, a parte antiga e almoçar no Zé Manel dos Ossos,  O RESTAURANTE em Coimbra.

Começando pelo restaurante, foi impossível concretizar o meu desejo porque, não havendo reservas, quando cheguei encarei uma fila que se estendia pelo passeio . Desisti de imediato e encontrei, muito perto, um local menos famoso (nem sei o nome...), mas simpático, onde sem confusões, almocei lindamente.
O interior é até bastante engraçado, decorado com colecções de objectos antigos, muito ao estilo dos pubs ingleses.






Daqui, comecei a caminhada que me levaria até à Universidade cuja história pode e deve ser lida AQUI.

Mostro uma série de imagens que documentam a (violenta) subida












Finalmente -ufa! - chega-se à Universidade ...








Engraçado que a maioria dos numerosos  turistas  era composta por alegres  brasileiros!







Nem mesmo a estátua de D. Dinis escapou à sanha estúpida e selvagem das inscrições reivindicativas

Não estudei em Coimbra por pouco.
Devido a uma série de circunstâncias que não vêm ao caso, acabei por me formar no Porto, mas, no fundo, sinto uma certa certa nostalgia por um projecto não concretizado.
Por isso, esta visita foi quase uma viagem no tempo, no tempo em que eu com 17 ou 18 anos  supostamente deveria ter circulado por estas ruas e encostas e ter frequentado estas instalações.

Com "uns anitos" (muiiiiitos) em cima, assim deambulei, não de capa e batina, mas assim, de branco, azul e vermelho!














Com muito calor, um pouco cansada e muito feliz, conclui o percurso da saudade!

Beijo
Nina