sexta-feira, 12 de maio de 2017

De robe ...


Perdoem a minha ignorância!
Sei, receio.  que brevemente irei engolir cada uma das frases e opiniões que agora emito.
Ainda assim, repito ... perdoem a minha ignorância!

É que hoje, animada e de espírito aberto passei pela Zara, a tal loja que copia modelos de alta costura e os transacciona por baixo preço.
Entrei.
Que vi?

Algumas funcionárias (as chefes, suponho, aquelas que não usam farda preta ... ) e umas quantas clientes circulando de robe ou de pijama.
Vi!
 Vi com estes dois que a terra não há de comer porque sou doadora de orgãos ...

Depois entendi!
É tendência!
Exposta ad nauseum em escaparates e cabides ...
Estas as imagens que não me deixam mentir - nem eu queria, que não é meu hábito!





Robe





Pijama




Soutien e calças de pijama


QUIMONO COMPRIDO ESTAMPADO FLORES
Robe (mais curto, mas robe ainda assim)

Digam-me que eu não percebo nada do assunto, que não me ofendem!
Digam-me que me cale, que fale apenas do que sei!
Tranquilizem o meu espírito atormentado!
Será que a partir de agora é só saltar da cama e sair para a rua?
Será?
Ou -  de novo - não percebo nada, mas mesmo nada, do assunto e, brevemente, desfilarei de robe, pijama e chinelos de quarto?
Oh! dúvida cruel!

Beijo
Nina

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Cheira mesmo bem ...

Cheira mesmo bem em toda a casa e tudo graças ao Bolo de Limão que acabei de assar.
Feito num abrir e fechar de olhos vem provar as vantagens dessa grande invenção que é a Bimby!

A receita que segui religiosamente pode ser encontrada AQUI!

neste momento, seguindo as indicações da receita, aguarda durante 10 minutos o momento de ser desneformado.

Confesso que esse procedimento contraria totalmente os meus hábitos que passam por desenformar assim que o bolo saia do forno.
Seja como for, tem corrido bem, sem percalços ou sobressaltos, como sejam deixar metade do bolo agarrado ao fundo da forma - que horror!


Deslizou que foi um gosto e nem uma migalha se agarrou!


Nesta altura do ano vejo-me, felizmente, invadida por limões, enviados por amigas queridas cuja produção excede as suas necessidades.
É por isso que tanto e tantas vezes repito esta receita.

Para completar, a superfície será coberta com uma espécie de glace de limão, obtido a partir do sumo misturado com icing sugar, a qual, apesar da simplicidade, contribui imenso para elevar o aspecto e sabor do bolinho.



E pronto!


Cá está ele pronto para ser devorado


Será ao jantar, como sobremesa.

Beijo
Nina

terça-feira, 9 de maio de 2017

Declaro oficialmente aberta ...





... a temporada do crochê - embora não me surpreenda nada se voltar a reincidir no tricô.
É só o calor não apertar, que lá estarei eu com a dança das duas agulhas ( quatro não, ainda não, não sei se alguma vez, que não me entendo com tantas!)

Então é assim:
-Terminei as quatro almofadas em tricô de que já muito falara AQUI!
Sobrou imenso fio e eu não gosto de sobras, de restos e restinhos que me atafulham gavetas. Iniciar nova almofada em tricô seria demasiado projecto para tão pouco fio.
Lembrei-me do crochê, em que apenas executo a parte da frente da almofada. Para tanto, o fio chega!

Procurei inspiração, no Pinterest, em revistas, livros  e, finalmente, achei!

Aqui!
É um livro interessante que não me arrependi de ter comprado - pleno de sugestões e modelos, sempre nele acabo por encontrar o que me agrada.

Desta vez, decidi-me por este quadradinho, simples, mas de grande efeito.

Este o esquema - sem mistério.

No livro achei a aplicação deste motivo, numa almofada.


São necessários 9 quadrados - fazem-se num instante!
Pelo menos 1 por serão o que equivale a dizer que a almofada estará concluída dentro de uma semana.


De momento, tenho prontos e ligados, dois quadrados.

Depois de cosidos entre si - vou pegando à medida que os acabo, que essa é, para mim, a parte menos interessante da função -
receberão, a toda a volta um remate, que para já, não imagino como venha a ser... qualquer coisa me há de ocorrer!
Posto isto, considero salvos os meus serões!
Confesso que os aguardo mesmo com alguma ansiedade, como quem espera a hora do recreio, depois de um dia pleno de azáfama!

Quem quiser acompanhar-me, não hesite!
Teremos as almofadas mais bonitas do país ( ou, já agora,- por que não? -  da Europa)!

Beijo
Nina

domingo, 7 de maio de 2017

Dia da mãe



Já sei! Já sei que por detrás da comemoração existe um forte aproveitamento comercial.
 Já sei!
Sei, ainda assim, - e apesar disso -  que se este dia passasse despercebido por aqueles que me chamam mãe, eu ficaria na maior das tristezas.

Não passou!
Tive os pintainhos comigo e adorei.

Foram momentos muito bons que exigiram planeamento (deles), beijinhos e prendinhas.
Também tivemos almoço, desta vez, num excelente restaurante vegan - que a minha gente é dada a tendências radicais.

Foi no Lupin, aqui no Porto, que não é local novo para mim- já lá comi, várias vezes, sempre muito bem - daí que "virar vegan" me parece ser uma opção plausível... quem sabe?
Desta vez escolhi  feijoada como prato principal e mousse de chocolate como sobremesa, ambos os pratos absolutamente fantásticos, de tal modo que, se não soubesse qual a natureza do restaurante, diria que se tratava de  pratos "carnívoros"
Nada como experimentar para entender a minha avaliação.

Antes do almoço, aproveitando o dia esplendoroso, tomei café e li o jornal na Praia da Quebrada, em Leça e, só não realizei a longa caminhada que se impunha, porque já estava vestida para o almoço... Amanhã, porém, cumprirei com o ritual dos 5 Kms.

Mostro agora, a fatiota:



Em tons pastel ...


Calças amplas (muito antigas), blusa branca e mala azul - a blusa e a mala são compras recentes .

Sou apologista de malas de qualidade - o resto pode ser banal, fraquinho até, mas malas e sapatos salvam o conjunto.

A blusa é da Zara, ampla e confortável, mas com calças largas exige cintura marcada - doutro modo sinto-me cilíndrica, um verdadeiro saco.





Há muito que queria uma mala neste azul, cor de Verão e de momentos felizes

Nos pés, uns sapatos também em azul, mas mais claros 

Ao redor do pescoço , pérolas.
As lojas chinesas apresentam-nas bem bonitas e tenho-me abastecido com múltiplos colares e pulseiras.
Este colar é chinês!
Quem diria?

Gosto de pérolas  e, embora , não podendo aceder às verdadeiras, não deixo de  usar estas, porque ficam bem com tudo e promovem mesmo a mais simples das combinações.
No mundo imenso dos colares, as pérolas são, sem a menor hesitação, as minhas preferidas.

Espero que tenham tido ou estejam a ter um muito feliz dia da mãe - com ou sem pérolas, mas rodeadas pelos pintainhos.

Beijo
Nina

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Tricô, bordado, almofadas, etc.




Lá porque tenho aproveitado o bom tempo para dar umas voltinhas, não quer dizer que tenha posto de lado os trabalhos manuais. Não! Aliás são imprescindíveis ao serão - como já repetidamente tenho afirmado. Sem eles, o risco de cair para o lado, inconsciente, vítima de uma síncope de sono, é real e mais que provável. Por isso, é um olho aqui, outro ali, que é como quem diz, um no trabalho, outro na TV.

Atendendo a que as noites continuam frescas, continuo agarrada ao que mais me agrada - o tricô!
Mas nada de camisolas/ blusas, casacos ou cachecóis! Nada! O que realmente me prende são as almofadas, que em tricô, resultam simplesmente adoráveis.


Entre mãos, mas já bem adiantada, tenho esta - em fio de algodão branco misturado com um rosa de que tinha imensa quantidade.

Tenho a sala predominantemente bege. Acho que este rosa subtil casará com o conjunto - sem gritarias - não me agradam estridências. Privilegio a suavidade. Em tudo.


Prontas estão três:


Esta resultante de uma combinação de fio branco com um pérola, num esquema de "tranças" muito simples - não exige contagem nem atenção exclusiva e, se ocorre um erro, desmancho, sem dramas!
Esta, "brinca" com uma menorzinha, feita com retalhos e valorizada com um inocente bordadinho.


Mais complicada - mas sem oferecer dificuldade - é esta que em tempos tinha mostrado:


Encontra-se alojada num canto de sofá ...

... casando com a primeira que tricotei.
Parece-me que já mostrara ambas.

Gosto tanto delas que lhes dou espaço para um segundo desfile.

Este modelo foi o que repeti na rosa ...

O sofá é simples, de linhas direitas bege, sem pretenções.

Com as almofadas ganha personalidade e de banal torna-se único.

Como estavam no ângulo da fotografia, mostro as flores.
São uma variedade de "jarros" numa extraordinária cor:


De momento, assim exuberantes, encontram-se em lugar de destaque, sendo o que primeiro se foca ao entrar na sala.
A sorte é que, envasados com raiz , acabada a floração serão transplantados para um recipiente maior, aguardando no exterior o seu próximo momento de glória, isto é, a próxima floração

Tenho referido a minha preferência por flores naturais, embora, esporadicamente, abra uma excepção para as artificiais de boa qualidade- que as há!

Recebi de uma amiga um fantástico arranjo de orquídeas brancas ...


Este!
 Acontece que duas das hastes são artificiais, mas tão bem feitas, tão perfeitas, que não há como identificar as verdadeiras das falsas.
Ambas são lindas.

De momento, orquídeas não (me) faltam.
Os meus vasinhos adormecidos decidiram acordar todos ao mesmo tempo...
A minha casa e a minha alma agradecem.


Esta é exclusivamente verdadeira.
Absolutamente perfeita.

Durante semanas, será esta festa!
Como não ficar grata?

Beijo
Nina

terça-feira, 2 de maio de 2017

Para o fim de semana ...



Um excelente programa para o fim de semana na montanha é uma ida ao Gerês.
No caso, um dia é suficiente!
Saindo de casa pelas 10:00 H, chega-se à vila do Gerês a tempo para almoçar muitíssimo bem - que por aquelas bandas a comida é de elevada qualidade ... - e, pela frente, agora que os dias são maiores,  tem-se várias horas para  deambular pelos caminhos florestais - aqui tudo é extraordinariamente bonito, independentemente da estação do ano, mas, na Primavera, preparemo-nos para o mais profundo mergulho no verde intenso da natureza.

Evidentemente que quem se deslocar de longe, deve providenciar alojamento, que não falta, quer seja na Pousada da Caniçada, quer em hotéis ou turismo rural.

Os caminhos florestais encontram-se perfeitamente identificados não havendo o risco de desorientação.

Estive lá na ponte do 25 de Abril e a afluência de visitantes era considerável, mas dada a amplitude do terreno, ninguém pode queixar-se de indesejadas aglomerações.

Depois de almoçar, sem rota determinada, quase por acaso, dirigi-me ao Miradouro da Pedra Bela:                                                                           


No percurso, sempre a paisagem magnífica de cortar a respiração- a partir da estrada florestal, empoleirada na encosta íngreme,  avistam-se povoações aninhadas na quietude do vale, sugerindo imagens de "calendário":





O verde sempre, sempre presente em árvores gigantescas que crescem em direcção ao céu 



... formando túneis ...

... quase telhados ...

... e abóbadas sobre a estrada.


É muito lindo!
É outro mundo!
Um mundo de luz filtrada, de sons musicais de pássaros ocultos, um mundo essencialmente verde.


Os "ohs!" de espanto sucedem-se, com cada paisagem mais deslumbrante que a anterior.

Até que, lá no fundo mais profundo do vale, se enxerga o Cávado


Nada como a água para acrescentar beleza ao que, em si, é já absolutamente belo

O trajecto até ao Miradouro da Pedra Bela é curto - torna-se longo apenas porque as pausas são sucessivas, na ânsia de armazenar na alma o BELO no seu estado puro!
Como dizia alguém,coberto de razão,  as melhores coisas da vida são grátis!
Aqui, a vista é quase aérea, limpa, límpida, cristalina- apesar da ligeira neblina que neste dia cobria o paraíso

Mais fotografias ...

... mais "ohs!" de contemplação!


Entretanto chegou um exausto grupo de caminhantes ...




Aqui mesmo, perto céu, decidiram descansar, apanhar sol, recarregar baterias ...


As pontes - as pontes que obrigatoriamente se cruzam apara aceder à Vila do Gerês - neste paraíso, alguns, poucos, muito famosos, muito ricos (como o Cristiano Ronaldo), possuem casa e cais para barco e - de novo - sem pagarem nada, cada manhã, ao abrir os olhos para a vida, deparam-se com este pedaço de paraíso.

Não me canso de fugir para o Gerês.
Sem motivo, sem justificação.
Limito-me a ir. Uma e outra vez.
Enchendo a alma de paz.
Sem nada pagar.



Se olharmos para o chão ...


... vemos flores , densos tapetes floridos !


... e o  verde interrompe-se em pontos de luz ...


Às vezes, se tivermos sorte, descobrimos ainda estes habitantes coloridos, que inocentes não reconhecem o perigo na presença do homem deixando-se placidamente fotografar.

São as belezas do norte!
Haja Primavera e sol que elas não se esgotam.

Beijo
Nina