terça-feira, 13 de junho de 2017

OIA



No sábado passado, uma vez mais rumámos a norte- a Cerveira ... where else? -  onde, depois de umas comprinhas optámos por almoçar em Espanha, em Oia, local de todos os encantos :

- Na Casa Henriqueta come-se maravilhosamente;
-O restaurante rústico é encantador;
- O atendimento não podia ser mais simpático e atencioso;
-A paisagem, com todo o Atlântico a nossos pés é de cortar a respiração;

- Só vantagens, portanto.

Porém, fizemos uma pequena alteração, substituindo o passeio à beira mar, depois do almoço, por um passeio na aldeia tipicamente galega, com as suas casas em granito e profusão de flores.

Mais revelador do que as palavras são as imagens.
Ora vejam:




Sala de jantar - paredes em granito e dois banquinhos também em pedra junto à janela.
Entre eles um magnífico ramo de hidrângeas.

A lareira apagada que o calor aperta, ladeada por jarras de flores.

Creio que são agapantos - será este o nome correcto?

Das traves do tecto, um candeeiro em ferro, rústico - totalmente adequado ao ambiente.

Nas paredes em pedra aparente, os quadros modernos não destoam

Aqui, a representação da própria Casa Henriqueta.

Depois chegou a comidinha, sempre espetacularrmente fresca ... são zamburinhas daquele mar !

E pimentos padrão, "uns picam, outros não!"
Estes estavam deliciosos , nenhum picou e foram todos devorados.


A seguir pedimos dourada, também ela magnífica.
Sobremesa, dispensámos.
Terminámos com um café.

E fomos passear pela aldeia:

Muito tranquila ...


,,, com poucos turistas.

A arquitectura é simples, mas genuína, bem galega ...

Outro restaurante, que nunca experimentei, porque tenho dificuldade em trocar quando os lugares me encantam.



Seguramente que não se encontram habitadas ...

... e até estão à venda, estas construções bem antigas.

Típico da Galiza são os espigueiros, local onde, como o nome indica, se guardavam os cereais.
Creio que actualmente a sua função é meramente decorativa.
Este encontrava-se num jardim, debruçado sobre o mar e rodeado de flores - um espanto!

Deixo pois a sugestão:



Oia!
É lindo!
É perto!


É quase Portugal. Basta atravessar o rio Minho, seguir ate A Guardia e depois, a marginal!
Nenhuma dificuldade.

Beijo
Nina

domingo, 11 de junho de 2017

Do fim de semana


O fim de semana que agora quase termina foi muito bom, como se quer e espera dos fins de semana.
Tivemos muito sol e calor e tivemos também ideias. Por isso rumámos ao Alentejo, Queríamos ver ao vivo a nova praia fluvial que nasceu nas margens do Alqueva. E fomos!

No caminho, inesperadamente, avistámos alto castelo. Nunca por ali andáramos e o desvio impôs-se.
Estávamos em Portel!

Estacionámos num largo rodeado por laranjeiras, junto aos Paços do Concelho. 
Que lugar bonito, que cobertura única para abrigar os carros do impiedoso sol alentejano.



Foi aqui, sob laranjeiras carregadas de laranjas que parámos - parque de estacionamento mais bonito, aposto que não existe.


Na praça, imponente estátua de D. NUNO ÁLVARES PEREIRA.




Como pano de fundo, o céu muito azul e o calor dos dias muito quentes, daqueles que, além de se sentir na pele, também se ouve ... porque o calor tem um zumbido muito próprio 

Aqui o centro de Portel e daqui se segue para o castelo .

Entrando por esta porta ...



... entra-se num recinto fechado e surge a Torre de Menagem 

As paredes exteriores encontram-se em razoável estado de conservação ...

... infelizmente, do interior, sobram ruínas - aqui de uma primitiva igreja.

Por íngreme escadaria sobe-se até ao alto das muralhas ...

... avistando-se, pelas ameias, a imensa planície.


Em resumo, esta a história do Castelo de Portel

Daqui rumámos a Monsaraz, para testemunhar a qualidade da nova praia, inaugurada apenas no dia 1 de Junho.

No percurso, este interessante monumento:
Ao Cante Alentejano, Património  Imaterial da Humanidade :











Todo o percurso se realiza avistando o imenso lago que é a BARRAGEM DO ALQUEVA, com paisagens extraordinariamente bonitas.





Por fim, chega-se à praia.


Areia limpa, parque de estacionamento e todos os requisitos que se podem exigir a uma praia.

Água quente, rondando os 30 graus, de uma transparência imaculada - não se pode exigir mais, pois não?

Parece-me, contudo,  que nos meses de Verão, a zona poderá ser muito,  concorrida ...

... demasiado concorrida para meu gosto que prefiro espaços amplos e despovoados.
Ainda assim, o local é indiscutivelmente de alta qualidade.

Do fim de semana pretendo registar ainda outras ocorrências - para registo de memória.
Continuarei o passeio na próxima publicação.

Beijo
Nina

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O suplício das madeixas.


Duas vezes por ano, cada seis meses, é  sagrado e absolutamente  inevitável  - lá  tenho eu que repetir, reparar, renovar as madeixas.






Uma trabalheira!

São arrepelos de tufos mínimos  (quanto menos cabelos, melhor - assegura a entendida), cada tufo pintado ou repintado de loiro, cada tufo envovido em pedaço  de papel de alumínio,  o que me confere a aparência  de ter a cabeça  coberta de rebuçados. 

É  coisa meticulosa, coisa demorada.
Entretenho-me com uma revista (cor de rosa, as únicas por lá  existentes e fico informada acerca dos amores e desamores de criaturas cuja existência me era até aí absolutamente desconhecida ), consulto o correio, respondo a comentários  no blog, até  que (finalmente!) chega a libertação. 
- Está  pronta! (esta fase, enteda-se)  - determina a "artista" e passo a outro departamento.

Agora é  retirar (arrancar ...) cada "rebuçado " passando, sem tardar, à  lavagem. 
No caso inclui champô  especial e máscara  hidratante .
Agora há  que ter paciência e esperar para que a "coisa" funcione.

Nova lavagem. 
E finalizador. 
E pentear. 
E desembaraçar.  
E secar.

Finalmente ... chega a libertação! 
Estou pronta!
Apresentável! 
E farta!
Tão farta e tão  impaciente que dispenso o corte.

Adio.
Para a próxima  semana.

Haja paciência! 

Beijo 
Nina





segunda-feira, 5 de junho de 2017

Slow croché




Tenho lido testemunhos muito interessantes sobre o papel que o croché  ( ou o tricô  ou a costura ou o bordado ... ou o que seja ...) desempenha na nossa vida, contribuindo grandemente ou não  para um estado  de paz, de conforto e, em última análise,  de felicidade.

Iniciei-me muito tarde nestas actividades. 
Iniciei-me com muito entusiasmo e grande vontade de aprender, o que comprova a minha tese de que,dentro de mim, habita uma artesã,  que não  o foi, apenas porque o meu contexto encaminhou os meus passos e as minhas decisões  noutro sentido.

O certo é  que, embora o meu mundo tenha evoluido essencialmente no meio de livros e de leituras, sempre senti a forte compulsão  para "fazer" com as minhas próprias  mãos. 

Como hobby, passeei pela pintura, pela olaria e por imensas outras atividades  que solicitavam a criatividade, a "habilidade de mãos " bem como uma dose forte de atrevimento e desfaçatez,  quando sem me enxergar, proclamava, inimputável :
-Fui eu que fiz!

Sim, sei que divaguei, sei que quase me perdi!

Retomando "o fio à  meada", que a isso vim, proclamo o conceito de slow croché - que, repito, nao fui a primeira a verbalizar.

Acontece que quando o vi desenvolvido pela primeira vez, me reconheci em cada palavra, em cada conceito.

Assim como proclamo o valor da slow food, replico-o no slow croché, isto é,  a "arte" serve quem a pratica e nunca, nunca o inverso.





Duranteo meu dia não dedico qualquer tempo a esta atividade.   
Pego-lhe ao serão,  num ritual pacificador que complementa as cerca de duas horas que compõem  este espaço. 
Porém  ...

Trabalho sem pressa,  sem urgência,  sem meta.
Trabalho enquanto me apetece e só. 
Nem mais um minuto, nem mais uma malha. 






Deste modo, cultivo o lazer, o ocupar os minutos conforme me apetece.
Nada mais que isso.






Estes quadrados vão-se repetindo numa sequência prevista.





São  seis  cores. Cores pastel. Para uma manta de que não  preciso, mas que me apetece.







Serão ligados entre si com um azul ligeiramente  mais forte e, num impulso indisciplinado já  juntei quadrados, já  compus duas carreiras.

Assim, apenas porque me apeteceu.
E assim é  bom. Sempre bom.


Sintetizam-se assim os benefícios  destas artes às  quais se associa o relaxamento,  a introspecção,  a autoestima e  paz interior.

Uma espécie de meditação,  de plenos momentos  zen.

Beijo
Nina

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Blusas sem ombros, mangas de folhos, calças "boca de sino"



Será que agora é p'ra valer?
Refiro-me ao bom tempo...

Aqui, perto do mar, sopra uma gélida nortada durante a tarde, mas as manhãs têm sido gloriosas.

Vai daí que, eu que já há semanas arrumei a roupa de Inverno, agora com sol tenho todos os motivos para  arejar roupinha fresca, com especial vontade de vestir as novidades - no caso:

-Blusa sem ombros;
-Blusa com mangas aos folhos - tipo abat-jour;
Calças à "boca de sino" - apertadas em cima e largas em baixo;

Acho piada  à tendência sem cair no exagero dos vestidos vichy cravejados de folhos -  vistos em abundância e que a mim sugerem bibes de criança - em pequena usei muitos.




Vermelho e branco não falha, combina sempre bem.

Blusa da Zara ...

...e calças também.
As sandálias vieram da Feira de Cerveira e são bonitas e confortáveis.




Acrescentei ao conjunto uma pitada de dourado, nas sandálias e na mala.
Funcionou!
Deixo a receita.

Beijo
Nina

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O Porto é perfeito!


O Porto é perfeito!









AQUI! pode ler-se o  porquê da cidade do Porto - a minha cidade! - ser  considerada perfeita seja qual for o ângulo pelo qual  é avaliada.

Esta avaliação enche-me de orgulho e confirma a minha profunda convicção - vivo na melhor cidade do mundo - depois de ter percorrido tantas, tantas por esses continentes distantes.

Ok! Bem sei  que "sou suspeita" porque aqui tenho as minhas raízes,por que aqui passei quase toda a vida, porque aqui formei família, porque aqui vive a maior parte dos meus amigos!
Bem sei!
Insisto, mesmo assim:
-O Porto é perfeito!






Vivo numa cidade que pode ser rural - das janelas de minha casa avisto vacas pastando , campos cultivados, bosques e mar, muito mar - mas , ao mesmo tempo é imensamente cosmopolita, com os melhores centros culturais, museus, lojas, shoppings, centro histórico medieval, restaurantes e bares.







Por isso há tanto turismo!
Que eles sabem o que vale a pena visitar.
E o Porto é perfeito!





Abaixo, o texto quase na íntegra que me deu tanta alegria!




Uma recente vaga de estrangeiros chegou ao Porto não para fazer turismo, mas para fixar residência, criar o próprio negócio e usufruir da segurança, das tradições e do crescimento económico numa cidade premiada três vezes como melhor destino europeu.








"O Porto foi eleito melhor destino europeu em 2012, 2014 e 2017 e a “avalancha” de turistas é um facto, atingindo quase 6,9 milhões de dormidas.






Mas, nos últimos meses, a cidade tem registado uma nova tendência com a chegada de estrangeiros que não querem fazer turismo, mas antes pretendem realizar o sonho de viver numa cidade segura, que une tradição e contemporaneidade e que também está na moda por proporcionar crescimento económico a quem for empreendedor, explicou à Lusa Maria Kulagina, uma russa que abriu um estabelecimento comercial há cinco meses na típica Rua das Taipas, onde serve pequenos-almoços saudáveis e aluga bicicletas.




“Quando pensámos numa cidade para estabelecer o nosso negócio, pensámos em primeiro lugar no Porto. O Porto está a crescer, isso vê-se. Ganharam o título para melhor destino europeu, também têm muitas companhias aéreas que asseguram bilhetes baratos de outras cidades europeias”, enumera Maria Kulagina, 26 anos, uma antiga relações públicas que aterrou no Porto em dezembro passado com o seu marido Alexey Mikhaylov, 34 anos, ex-diretor financeiro, para abrir o ‘Hungry Biker.



Depois de palmilharem Portugal de lés-a-lés, a escolha recaiu no Porto, por causa da “atmosfera”, pelo “espírito aberto das pessoas” e “autenticidade” e, porque as pessoas têm os “olhos postos no futuro, mas não se esquecem das suas tradições”, explica o casal russo.





Maria e Alexey deixaram Yekaterinburg, cidade entre a Ásia e Europa, a dois mil quilómetros de Moscovo, e destacam que encontraram no Porto pessoas amigas de ajudar, que “não se escondem atrás de muros”.




O casal brasileiro Felipe Sales, 39 anos, informático, a mulher, Daniela Sales, 40 anos, e o filho de cinco anos também imigraram para o Porto há cerca de um ano, deixando para trás o Rio de Janeiro, a violência e a crise económica sentida no seu país natal.






Abriram dois negócios. Uma marca brasileira de joias e uma marca de acessórios para telemóveis. “Viemos em busca de uma vida mais tranquila, com mais segurança e uma vida melhor para o nosso filho”, resume Daniela Sales, destacando que o Porto tem um bom clima, uma gastronomia interessante e “muito boa” mobilidade urbana.
“Para a gente a adaptação foi muito fácil”, conta Felipe Sales, considerando ainda que aquela imagem que se fala dos portugueses serem “maldispostos” e “mal-humorados” e que “tratavam mal os estrangeiros” não foi vivenciada, pelo menos para já.
“Agora só de férias volto ao Brasil, porque a situação está complicada em temos económicos, políticos e de segurança”, assume o casal brasileiro.




A alemã Svenja Specht, ‘designer’ de moda, alugou uma casa no Porto há dois anos com o seu companheiro, Yoske Nishiumi, natural de Tóquio (Japão), e mudou a sede da sua empresa ‘Reality Studio’, em Berlim, para um primeiro andar de um edifício da Baixa portuense.






Entretanto o japonês Yoske Nishiumi decidiu também abrir o seu próprio negócio e apostou numa loja conceptual com produtos japoneses, alemães e portugueses no centro da cidade, nas Galerias Lumiére, onde 70% dos clientes são portugueses.





Amigos da cena musical que faziam intercâmbios entre Porto e Berlim e amigos do estúdio Colönia – arte e ‘design’ – foram alguns dos responsáveis por apresentarem a cidade do Porto ao casal Svenja e Yoske, que visitou a cidade pela primeira vez em 2011."

Ler mais AQUI!

É isto, portanto!
O Porto é perfeito! 
Mais-que-perfeito! 
Sem qualquer dúvida!

Beijo
Nina