quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Compota de morango


Vistoriando o congelador - tarefa muito importante para quem não quer desperdiçar alimentos ... e eu não quero! - encontrei uma embalagem de morangos congelados, esperando oportunidade para serem utilizados. Só que era um saco enorme ocupando demasiado espaço.

(Tenho permanentemente que controlar a gestão do espaço. Por isso, na garagem, existe um frigorífico e uma arca congeladora vertical para armazenar produtos que , às vezes, surgem em grande quantidade.)

Na cozinha, o espaço do frigorífico e congelador é limitado e precisa ser bem gerido. Assim cheguei aos morangos, passando a ocupar o seu espaço com vegetais prontos para usar na sopa:

Em sacos etiquetados armazeno legumes lavados, cortados e prontos para entrar no que quer que seja.


Mas voltemos aos morangos!


Gosto de os encontrar inteiros na compota e, seguindo uma receita do Pantagruel (whatelse?) procedo assim:

1kg de morangos
600 g de açúcar
sumo de limão

Coloco o açúcar numa panela, intercalando camadas de morangos ...

Deixo que levante fervura - sempre atenta para que não queime - e depois baixo para lume brando

Dou uma mexidela esporádica e controlo o ponto do açucar ( a olho) - deve fazer estrada, testado num prato frio.

Junto o sumo de limão e delicadamente envolvo - não quero morangos esmagados, daí a delicadeza do procedimento.

Deixo que arrefeça um pouco e vazo para frascos esterilizados em água fervente.
Quando frio, coloco as tampas.

É tão bom, mas tão bom, que não vai durar tempo algum!
Inútil pensar em guardar para presentes de Natal. Desaparecerá muito antes.
E fácil, mais fácil é impossível!
Nenhum segredo para o fazer, pois não?

Vou ali tomar um chá e comer uma torradinha com compota de morango!

Beijo
Nina

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Para um fim de semana ...




Visitem Arcos de Valdevez porque vale a pena.

Estivemos lá no último fim de semana - era o Festival do Pica no Chão, que é como quem diz, o festival do arroz de cabidela, um dos pratos mais deliciosos da gastronomia portuguesa.

Havendo festival, havia gente, muita gente - e disso já não gosto nada.
O arroz de cabidela ficará para outra ocasião.

Limitei o passeio às maravilhosas margens do rio Vez, este deslumbramento:














Acho que se vive muito bem nesta terra que fica perto de tudo, mas conserva um encanto muito especial.

Um dia, ainda vou ter aqui uma casinha de fim de semana.

Beijo
Nina

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Do fim de semana ...


Saímos procurando o Outono.
Queríamos vê-lo nas árvores douradas e vermelhas, nos tapetes de folhas, e na vegetação rasteira que se tinge de roxo.
Queríamos fotografar o Outono idealizando faias douradas e vinhas sangrentas.
Daí não passámos. Do sonho.
A zona que visitámos estava linda, mas não ainda deslumbrante. Há que dar tempo ao tempo, suponho. Talvez para a semana, quem sabe?

Ainda assim valeu a saída, primeiro na Galiza, junto ao mar e a seguir em Portugal, às portas do Gerês.


Vesti-me de vermelho, porque é uma das minhas cores ...




Dos saldos da Zara, esta blusa ..

... com colar ...


... casando com o resto.




Combinei com o preto e branco das calças e a carteira vermelha que, se por acidente, me toca diretamente a pele, produz descomunal alergia ...

...e blusão de couro preto, muito, muito antigo - daquelas peças que merecem o investimento porque NUNCA passam de moda.

O dia estava sereno, quase quente, quase de Verão ...


À falta do tapete que queria dourado e não achei, contentei-me com as humildes florzinhas selvagens 

Almoçámos bem e bebemos vinho branco.

Achando que duas doses seriam excessivas ( e foram) questionei a empregada.
Assim me esclareceu:
- São nada!
É preciso encher "aqui" e "aqui" - e apontava detalhes anatómicos que, em mim,  não pretendo de modo algum "encher".
Porém, obedeci!
E deixei metade no prato!

Depois, do mar, seguimos para o interior.


Revisitando os espigueiros do Soajo ...

... seguindo depois, por estrada florestal, atá à Peneda, que se vislumbra ao fundo.

Lindos, os campos verdes divididos em socalcos.


O Santuário é, na sua ingenuidade, encantador ...
Encostado à gigantesca "Peneda"



Do santuário parte uma escadaria que, em cujo patamar, alberga duas capelas que representam cenas da via Sacra ...



Terminando neste arco ...

Que aloja este cruzeiro.

Daqui seguimos para Arcos de Valdevez, uma vila preciosa que mostrarei proximamente.


Beijo
Nina

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Sexta-feira de neblina e chuva miúda ...

Nunca uma sexta-feira tristonha me deixou tão bem disposta!

Que chova, que chova muito, que empape os solos e lave o ar, é o que necessitamos depois da calamidade , do horror dos incêndios, tanto mais que se prevê subida de temperatura para o fim de semana.

Fiquei em casa e continuei as arrumações, mas agora com um foco diferente - enchi vários sacos com roupas para o Inverno, bem como calçado, que vou enviar para as vítimas da catástrofe.


São casacos e camisolas de lã, algumas t-shirts e cachecóis ...

São sapatos e botas de Inverno ...

... Parkas, gabardinas e anorakes ...

Seguem também camisas de homem, bem como sapatos e roupa de casa.

Enfim, acredito que será uma ajuda bem recebida , imprescindível para quem tudo perdeu.

Quem pretender tomar iniciativa semelhante, vivendo aqui no Porto, poderá entregar os donativos na:

 Cruz Vermelha Portuguesa - Rua de Nossa Senhora de Fátima, 108 - 4050-425 Porto, com o telefone número - 22 600 63 53.

Esta delegação funciona de 2ª a 6ª feira, das 9H00 às 17H30M.

No resto do país, suponho que o contacto com a delegação local da Cruz Vermelha, funcionará igualmente como elo de ligação.

Tenham um bom fim de semana.

Beijo
Nina









quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Madeixas, mechas, nuances, transparências, luzes ...


Chame-se lá o que se chamar, este é um suplício  procedimento a que alegremente nos sujeitamos

em nome de um cabelo bonito.

Sou alérgica a tintas no couro cabeludo. Já insisti e o resultado chegou a ser assustador, de tal modo que me conformei a mostrar cabelos brancos semeados na cabeleira. Não são muitos, porque tive a sorte de ter sido favorecida pelos genes, mas estão lá . E eu não gosto.

Já que a necessidade aguça o engenho, facilmente cheguei a esta solução que (quase ) só tem vantagens. A saber:
- Só retoco as raízes da frente de 2 em 2 meses;
-Só em cada 6 meses "faço" a cabeça toda.

Perante a exigência imposta a quem pinta que se vê na obrigação de retocar as raízes cada 2 ou 3 semanas, este processo é incomparavelmente mais cómodo.

Então onde está o "suplício"? - perguntarão.

_ no tempo, no tempo imenso que demora a ser concluído - esclareço.

Com o cabelo ainda seco, inicia-se a cirurgia - são mechas finíssimas escolhidas, pintadas e embrulhadas em papel de alumínio.
Demoooooora!

Depois é necessário deixar que a tinta atue!
Demooooora!

Só então a especialista que, entretanto, examinou madeixa por madeixa, determina se é tempo de retirar a papelada e lavar.
Segue-se um banho qualquer;
Depois o hidratante que atua looooooongamente.
Só então o cabelo é lavado
Depois, seco.
E só depois, finalmente, estou pronta!

Fantástica e loira, mas com uma dor no pescoço considerável.
Mas valeu a pena, não valeu?

Beijo
Nina

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Chegou aquela época do ano ...


... quando, por muito que me custe - e custa-me imenso - tenho que trocar as roupas da estação passada pela que agora se inicia.

O ideal (inatingível) seria não me ver forçada a estas mudanças, mas ... o que fazer?
Cada um é como é e eu sou assim, gosto de roupa, gosto muito de roupa, acabando por ter mais do que o necessário.
Mas, já agora, entremos num debate filosófico:
- O que é o necessário?
- Quem sabe a resposta?
- O necessário para mim é, seguramente, supérfluo para outra pessoa.

Posto isto, adaptemo-nos à realidade, por outras palavras ... é o que temos!
Eu, pessoa que gosta de roupa e cai em frequentes tentações. Sempre assim fui e receio que sempre assim (alegremente) serei.

Portanto, quando os primeiros frios e as primeiras chuvas se anunciam ... troco tudo.

Foi o programa da tarde de ontem.


As calças (que se vêem em primeiro plano) são uma feliz excepção porque com ou sem casaco vestem-se durante todo o ano.

Já com os casacos a coisa fia mais fino - os de linho são arrumados esperando clima mais ameno.
Estes, apesar das cores suaves, são para o Outono/Inverno

Em gavetas fundas, guardo malhas volumosas por duas razões:
-1º porque ocupam imenso espaço se penduradas;
- 2º porque deformam no cabide, ao nível dos ombros.

Dobro as malhas e agrupo-as em três colunas, sabendo de antemão que dentro de semanas estarão todas misturadas.

Descobri um blazer "príncipe de Gales" antiquíssimo - o que prova que fiz muito bem em guardá-lo.
O vermelho é também do tempo da Maria Cachucha - deve ter uns bons 20 anitos ... e está na crista da onda em termos de moda.



Estes objetos informes são caixas desmontadas.
Nelas guardo roupas que não estão a uso.
Vão hibernar até ao próximo Verão.
E as meninas?
São umas princesas bem comportadas que dispensam esta confusão porque são moderadas nas compras ou são como eu?
As duas possibilidades estão super corretas! Não poderiam estar mais certas!
Chama-se direito de escolha e ainda bem que existe.

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Antigo



Gosto do antigo, de muitos aspetos dos outros tempos, dos tempos em que se vivia mais lentamente, quando havia "tempo", disponibilidade para  afazeres que tornavam a vida mais bonita.
Não confundir com saudosismo, por favor.

É devido a esse gosto que me perco nas feiras de rua e nas lojas de caridade, resgatando tesouros - que provavelmente não passam de tralha, para quem deles se pretende desfazer.

Vem isto a propósito de lençóis - que adoro imaculadamente brancos, concedendo muito esporadicamente, uma leve corzinha.

De vários enxovais que fui herdando, e do meu próprio, acumulei uma tal quantidade que me parece impossível vir a ter necessidade, algum dia, de comprar lençóis novos - embora, às vezes, face à oferta da Zara Home, me apetecesse verdadeiramente alterar o espólio.

Infelizmente, algumas das preciosidades herdadas, pecam de defeito grave - são demasiado estreitos para as camas da actualidade. Tirando isso, são incomparáveis em beleza, como este:


É 100% algodão, por isso muitíssimo confortável ...

Na ponta, foi-lhe aplicada uma renda ...

... igual ao entremeio!


Dá um trabalhão !
Depois de lavado é passado a ferro com vapor ...

... ficando impecável!


Aqui, coloquei a colcha em tons pastel que aquece na medida certa, neste clima incerto.
Já tinha sido mostrada AQUI!

Para que não restem dúvidas da propriedade, um monograma bordado a branco completa o conjunto.



Da colcha, que não destoa, o pormenor dos pompons na borda.


Sou assim!
Antiiiiiiiga, não sou?

Beijo
Nina