segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O meu jardim de Outono


O meu jardim em vasos sofre, tanto como eu, com este surto abrupto de calor.
Por ele faço o que está ao meu alcance, regando quanto posso, o que não evita que as flores - rosas, dálias, hidrângeas - estejam queimadas.
Nada a fazer  senão aceitar a inevitabilidade das coisas.
Aceito.
Para o Outono quero isto. Quero assim.



Muito verde, muito vivo, muito fresco!


Beijo
Nina

Orquídeas


Desde Maio que as orquídeas alegram os meus dias. São as minhas melhores amigas. Nada, nada exigentes ... um pouco de água de vez em quando é tudo quanto precisam. Nada exagerar na rega. Isso não toleram.
Tenho vários exemplares há muitos anos, sem problema.
Florescem de acordo com o seu relógio biológico e discretamente, passada a floração, permanecem na sombra. Descobri que se colocar os vasinhos sobre a superfície de vasos grandes, daqueles onde crescem plantas de grande porte, as minhas orquídeas agradecem, porque assim, quando são regados, não acumulam água nas raízes, situação que pode resultar fatal, como atrás referi.

Tenho lido algumas dicas sobre o assunto “orquídeas “, pelo que tenciono, no início do Outono, replantar, adubar e dividir, tudo operações muito simples.

A variedade mais comum, a que se encontra à venda nos supermercados, é esta, variando nas cores. Enquanto florescem são divinas. Depois, limitam-se a viver.
Dando os últimos suspiros florais, as minhas estão assim.



   



         


     


Seguem-se semanas em que darão os últimos suspiros 
Será tempo de investir nas resistentes suculentas.


Beijo 

Nina 










quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Unhas de Verão



Chamo-lhes "unhas de Verão" porque se trata de uma cor exuberante, chamar-lhe-ia "framboesa", nem vermelho, nem rosa, localizando-se algures entre ambas.




A anterior era um discretíssimo nude, porém ... vejo unhas tão flamejantes que decidi sair da minha zona de conforto e arrisquei e gostei.



Para já, com um dia de vida estão impecáveis ...

... e assim espero se mantenham por duas semanas ...


... quando, dado o crescimento da unha, se impõe a manutenção
Quando falo em "exuberância" da cor, tenho plena consciência de que nada sei do assunto, porque, EXUBERÂNCIA a sério, seria algo assim:



Pinterest
 Ou assim ...


Pinterest
Ou ainda assim ...
Pinterest

Que medo!
Não são unhas, são garras, são armas letais!
Ou, noutra perspetiva, são obras de arte.
Eu, não! Definitivamente, nunca, jamais, em tempo algum, ostentaria tal absurdo.
Contento-me com as minhas discretas, bem cuidadas, unhinhas de tamanho pequeno e cor alegre.

Pergunto-me, aliás, se as detentoras de tais "apetrechos" usam as mãos nas mais comezinhas tarefas sem correrem o risco de se ferirem ou arrancarem um olho ... ou, o que é muito pior - ferirem ou arrancarem um olho ao vizinho.

Beijo
Nina

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Quase nada ...




Quase nada acontece neste período de plenas férias e o próprio movimento aqui no blogue caíu a pique, com raras e escassas visitas. É sempre assim nesta época do ano, quando outros afazares se impõem. Por aqui o tempo continua muito, muito chato, absolutamente impróprio para férias na praia. O céu mostra-se nublado e sol nem vê-lo. No entanto a praia, aqui ao lado,  está cheia, porque quem para agora programou férias não tem outra opção.
Dizem os entendidos que o calor a sério chega quarta-feira - a ver vamos.

De modo que embora esteja em casa, a motivação para publicar - confesso - é pequenina, quase nula.
Vou, seguramente, reduzir o ritmo das postagens para quando o ambiente voltar a ser propício.

Do fim de semana deixo algumas imagens coloridas e surpreendentes de Águeda:



Sábado!
Dia de sol e calor ... por lá, interior!

Decidimos passar por Águeda onde há muitos anos não parávamos

A parte antiga da cidade está bonita, com as suas ruas exclusivas para peões, "tapadas" com chapéus de sol



Depois de um café e de um bolinho de amêndoa típico, percorremos a sombra colorida destas ruas que se revelaram uma surpresa muito agradável.

Gostei e recomendo.

Beijo
Nina

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Lilás ...


Estando longe de ser a minha cor preferida, inesperadamente cobri-me de lilás.

Tinha comprado, na Primavera, uma blusa lilás, porque achei piada ao tecido - fininho e quase transparente - e ao modelo solto e quase quimono.
Na altura pensei que poderia combinar com branco, numa composição pouco ou nada habitual em mim.
Acontece que a Primavera foi fria, chuvosa e longa e o Verão completamente estranho, com manhãs de nevoeiro, tardes ventosas e noites gélidas.
Daí que, a blusa lilás nunca teve vez.

Ontem, organizando uma gaveta, dei com ela (esquecida) muito amarrotada e com aspeto imprestável, sugerindo ter-se tratado de compra precipitada e sem préstimo, como às vezes ocorre.
Nada me culpabiliza mais do que concluir que "comprei mal".
No caso, recusei a sentença e tratei de, ainda hoje, vestir lilás.


Cá está ela!
De tão transparente exigi um púdico top - descobri-o, bem enroladinho na respetiva "secção - por que carga de água é que eu, algum dia haveria de comprar um top lilás?
Não sei! Sei apenas que foi útil.

Combinei com calças brancas e mules roxas que tenho há muito mais de 10 anos


Pareceu-me bem, uma combinação bastante harmoniosa

Às vezes, o difícil é isso mesmo - construir o conjunto, combinar o quê com o quê. Por isso acontece que face a um roupeiro repleto se conclua - com a maior desfaçatez ... - "... não tenho nada que vestir".
É ou não é?

Por isso, ouvi repetidamente o conselho, de que, sempre que se consegue um conjunto feliz se deve fotografá-lo - foi o que fiz!

Longe de mim a ideia de investir o quer que fosse neste "boneco" que me parecia completo.
Porém ...



Quis o destino que me tentasse ...






 Encontreei, sem procurar , este casaco de malha compridão e não resisti!


Veio completar o conjunto ...

E eu que nem gosto particularmente de lilás nem das suas declinações estou encantada com o resultado!

Será que sugiro a Quaresma, a Paixão ou o Senhor dos passos?

Oxalá não!

Beijo
Nina




quarta-feira, 25 de julho de 2018

Para terminar ...

 Para terminar a narrativa do fim de semana prolongado na Provença, trago as imagens do último dia, domingo 15 de Julho, dia em que se realizou a final do Campeonato do Mundo de futebol entre a França e a Croácia.
O ambiente estava elétrico, ao rubro , desde manhã bem cedo. Vivêmo-lo em Marselha, entre aficionados mascarados com as mais loucas fantasias e um infernal coro de gaitas e apitos.
Eu, que torcia (intimamente, é claro) pela Croácia soube, com certeza absoluta, que seria estraçalhada se me atrevesse, louca, a manifestar a minha preferência.
Essa preferência tem a ver com ressentimentos passados, sim, mas também com o meu hábito de, em qualquer circunstância, apoiar os mais fracos e sonhar com improváveis resultados - costela bem portuguesa, já que nós próprios, contra ventos e marés, vamos, de vez em quando , comentendo essas proezas.


Estava calor, um calor tropical e, estacionando no Vieux Port, passeámos pelas suas frescas margens


Trata-se duma zona moderna, muito interessante em termos arquitetónicos, com edifícios nas cemndo das águas


No centro, ninguém!
Estavam todos (urrando) na outra margem, frente a uma tela gigante onde assistiriam ao jogo


Não si, não lembro que edifício é este. Sublinho a profusão de bandeiras francesas antecipando a glória final

O belo porto tranquilo como nunca ...

... na expectativa do início do confronto

Existe um curioso edifício sem paredes, cuja particularidade consiste em ter um teto em espelho ...


.. que baralha a nossa percepção - aquela mancha branca com chapéu amarelo, ao centro, do lado esquerdo, sou eu

De novo ...


... o mundo de pernas para o ar!



Na entrada do metro, alguns, poucos, raros francveses indiferentes ao desafio prestes a começar


Começou!
E quase de imediato explodiu a gritaria!
Foi golo da França!

Tratámos de fugir à confusão rumando ao aeroporto.
Lá chegados, apitos ensurdecedores!
Afinal não houvera surpresa!
Ganhara o previsível, o mais forte, o melhor.

Viajaríamos na Ryanair, companhia lowcost que anda nas bocas do mundo pelas piores razões - greves, conflitos com os trabalhadores, incumprimento de horários. Esperávamos não ser afetados pelo clima instável.
Tínhamos voo às 22h30m. Às 23h30m continuávamos no aeroporto - esclareça-se, um barracão sem a menor comodidade destinado aos voos lowcost.
Às 23h45m, finalmente embarcámos, depois de termos sido conduzidos para um corredor  onde, em fila, em pé, esperámos cerca de 1 hora.
Chegámos ao Porto com 2 horas de atraso.
Muito mau!

Definitivamente, não compensa!
Apenas em situações em que não exista opção voltarei a voar na Ryanair - que, como todos os dias prova e comprova, persegue o lucro fácil,  a todo e qualquer custo.

Assim como faço questão de enaltecer a qualidade, assim também me sinto no direito de denunciar o logro, o péssimo serviço.

Beijo
Nina

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Gorges du Verdon



Assim, com este nome, aparece designado no mapa esste local - Les gorges du Verdon - que mais não são do que precipícios impressionantes no fundo dos quais corre o rio Verdon. Quando os classifico como "impressionantes" asseguro que não estou minimamente a exagerar e garanto que são absolutamente imperdíveis como magnífico espetáculo da natureza.
Só no Peru, vi algo semelhante, precipícios inconcebíveis, sobre os quais voavam e planavam condores.

Estes, as Gorges du Verdon, localizam-se relativamente perto dos campos de lavanda de Valensoles que mostrei AQUI e por isso, as aconselho vivamente a quem fizer este percurso.





A foto não faz justiça à realidade ...

O fiozinho prateado é precisamente o rio Verdon

Ao longo da estrada que corre ao longo do precipício existem 6 ou 7 pontos de paragem com parque de estacionamento e, em cada um deles, o espetáculo é avassalador

Não vi condores, mas vi águias enormes sobrevoando estas gargantas. Tive sorte porque além das águias, tive direito ao silêncio, um silêncio respeitoso perante a grandeza inconcebível da natureza.

É como visitar um museu. Só que muito, muito melhor. Porque esta  obra de arte é irrepetível.

Beijo
Nina