quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Marmelada
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
A minha vida no campo
A pandemia precipitou esta decisão, acabando por concretizar um projeto latente, um projeto acalentado desde sempre.
Falo de viver no campo.
Nasci e cresci numa casa com quintal e jardim. Havia horta, árvores de fruta e até galinhas para consumo doméstico. Também tínhamos cães e pelo menos um gato. Parecia-me normal, nada que sugerisse privilégio particular.
Quando , casada, me mudei para um andar, fi-lo com o entusiasmo de quem inicia uma nova (e fulgurante) etapa, valorizando a novidade de cada pormenor. Porém, cedo constatei que a “coisa” tinha os seus “quês “ - saudades do quintal, da horta, do cão, do gato e até das galinhas. Ruminei no assunto, quase sempre em solilóquio, já que o quórum se me apresentava reticente. Quando muito, suspirava:
- Ah, uma casa com quintal! ( Do outro lado, nada, nem um pio, numa muito bem conhecida surdez seletiva.)
O tempo foi passando.
O tempo, essa espécie de abstrata divindade que tudo resolve, resolveu finalmente o meu tão profundo anseio.
Não me mudei para o campo, não!
Mantenho a minha casa de sempre, a minha casa de onde vejo o mar. Mas, o refúgio no campo está lá, como alternativa, como opção aberta. E, sempre que apetece, viro camponesa.
Depois de todo o tempo em que brinquei aos quintais, brinquei aos jardins, nas varandas e terraços da cidade, agora é a sério, como provam as laranjas e dióspiros acabadinhos de colher.
Estou a gostar muito mais do que imaginava que gostaria.
(Esta a razão da minha quase ausência. É que as tarefas de camponesa são assoberbantes. E depois há o clima com os seus caprichos, e as regas e as podas e as colheitas que me escravizam. Repito, não poderia estar mais feliz)
Beijo
Nina
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Bolo de Cenoura com Cobertura de Laranja
Ingredientes:
Para um bolo com 22cm de diâmetro
350g cenoura raspada
4 ovos
200g açúcar
1 pacote açúcar baunilhado
½ c. chá de sal
120g Farinha
2 c. sopa de Maizena
1 c. chá de fermento
1 c. chá canela
150g amêndoa ralada
Para a cobertura:
350g açúcar pasteleiro
200g queijo fresco
Raspa da casca de uma laranja
2 cl licor de laranja
1.
Forno a 180 graus. Untar a forma com manteiga e
polvilhar com farinha.
2.
Bater claras em castelo, juntando 30g do
açúcar. Reservar.
3.
Bater as gemas com o restante açúcar, o açúcar
baunilhado e o sal. Bater bem.
4.
Juntar a farinha, a Maizena, o fermento e a
canela. Misturar bem e acrescentar a cenoura e a amêndoa. Continuar a bater.
5.
Finalmente envolver nas claras.
6.
Levar ao forno durante 50 minutos.
Cobertura:
1.
Misturar com uma espátula – não usar batedeira –
o queijo e o açúcar pasteleiro.
2.
Acrescentar a raspa de laranja
3.
Se a mistura estiver muito fluida, não juntar o
licor. Eu não juntei.
4.
Cortar o bolo na horizontal, quando frio e cobrir
com metade do creme.
5.
Recolocar a outra metade do bolo.
6.
Cobrir com o restante creme.
7.
Levar ao frio 2 ou 3 horas para o creme
endurecer.
M
domingo, 4 de outubro de 2020
Correu bem!
A tarefa que tanta ansiedade me causou, acabou por correr muito bem.
O prazo de execução foi cumprido e as janelas voltaram a deslizar sem problema. O tempo ajudou visto que não choveu e os dois especialistas deram por concluída a tarefa às 18 horas, havendo começado às 9 da manhã.
Foi caro, mas acho que valeu o investimento.
A única contrariedade que subsiste está ligada à própria natureza das janelas que, apenas deslizando e não abrindo dificultam ou impossibilitam a manutenção.
Aprenderei a viver com o exterior de algumas das janelas menos cristalinas, o que me parece ser de fácil aprendizagem.
Boa semana.
Beijo
Nina
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
Chuva e vento e eu sem janelas
Ai! Credo! Sem janelas? E logo com esta tempestade desfeita? Pois é assim!
Explico:
Amanhã, sábado, tarefa programada com muita antecedência vem cá o especialista que trata das janelas. As minhas são enormes, pesadíssimas e, com o tempo, inamovíveis. Sim. Não consigo que deslizem nos seus - digamos - carris.
- É que nada dura para sempre - explicou o especialista - e os rodízios estão desfeitos, de redondos passaram a quadrados (sic).
Portanto, temos programa para amanhã. Todo o dia, que as janelas além de muitas, são duplas.
Há que aproveitar a maré, isto é, a disponibilidade do duo João e Paulo. Aparecem às 8h00m e levarão o tempo que levarem.
Oxalá não chova (muito).
Vale o sacrifício já que, finalmente, conseguirei abrir portas e janelas. Até me parece que o preço a pagar pela comodidade nem é assim muito alto - refiro-me à clausura, não ao orçamento que esse é outra conversa.
Que tenham muito bom fim de semana que o meu será o que deixei antever.
Beijo
Nina
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
Blusa, almofada e pompons!
Para ocupar as mãos e aproveitar um restinho de fio, comecei uma almofada. Branca. Clássica. Daquelas que ligam com tudo. Simplezinha, uns quadrados vistosos , mas sem ciência. São 9. Com eles compus a frente que, em fase seguinte, ligarei a tecido branco.
O mais engraçado é o remate,
... uma série de pompons que aprendi AQUI e em tempos apliquei em mantas e almofadas que podem rever AQUI .
O blog inspirador encontra-se em standby desde 2017, o que é uma pena, porque continha ideias engraçadíssimas. Nada a fazer quanto à sobrevivência dos blogues, que estão, irremediavelmente, em plena fase de extinção - eu que o diga, eu que me acuse e culpe, eu que , de autora aplicada, me transformei em rabiscadora de nada entusiásticos textos. A minha esperança é que a tendência se reverta e voltemos aos tempos esplendorosos dos blogues geniais.
A bem da verdade e da justiça, há que proclamar que ainda persistem alguns de elevadíssimo interesse, mas, repito o seu número é desanimadoramente residual.
Voltando ao princípio do texto e mudando radicalmente o rumo da conversa, o tal fio que sobrou e que decidi aproveitar, resultou da blusa branca em croché que ocupou os meus serões no final de Agosto. Modéstia à parte, permitirão que considere a dita blusa mesmo gira, mesmo bem conseguida. Só que, de um dia para o outro, o frio, num repente, quase me impede de a vestir.
Portanto, blusa concluída, sobra fio, inicio uma almofada, o fio esgota, compro mais fio, volta a sobrar fio.
É assim que a coisa funciona..
Ou falta ou sobra. Acabar com os restos é tarefa impossível, porque restos, acarretam outros restos. Um desespero fosse eu ser que se desesperasse por miúdo motivo .
Após esta tão elevada reflexão, mostro a almofada, ainda que não concluída e convido possiveis aficionados a observarem a graça que é este remate.
Quem o terá inventado?
Quem?
Merecia um prémio.
Beijo
Nina
terça-feira, 22 de setembro de 2020
Outono
Calhou passar o dia no campo, onde umas horas de chuva replicaram o milagre. O das beladonas. Tinham sido cortadas rente por cego trator que limpara o terreno. Quando vi que tinham desaparecido, entristeci julgando que só para o ano as reencontraria. Afinal enganei-me. Bastou uma chuvinha hesitante para reaparecerem.
Apanhei imensa molhada, porque são lindas, uma nuvem rosada e perfumada.
Alegram uma mesa, numa sala que sem elas era apenas uma sala. Agora transfigurou-se. Muito mais que sala é local mágico. Porque cheira bem e, acima de tudo, mais importante que tudo, alegra corações e olhares, pacifica.
Feliz Outono.
Quero tanto que seja plácido, ameno, generoso, benigno.
Quero coisas boas. Simples. Grátis. Sem sobressalto, nem medos. Como o são as melhores que a vida pode oferecer.
Feliz Outono.
Beijo
Nina











