sábado, 22 de Novembro de 2014

Almoço (e jantar) de domingo!

Com a experiência e, infelizmente, com os anos, vem a sabedoria que permite simplificar o dia a dia.
Assim, um abismo me separa dos primeiros tempos como dona de casa, quando tudo eram dificuldades, obstáculos incontornáveis, quebra cabeças sem solução.

Domingo era o dia pior, o dia de todas as impossibilidades.
Sem empregada, sem vontade de sair para almoçar em restaurantes superlotados, como, meu Deus, como fazer o almoço?
Como conciliar a saída para o café, para a leitura de jornais, com o almoço na mesa às 13h?
IMPOSSÍVEL!!!!!

Era um stress, uma aflição, um desassossego que superava atabalhoadamente.

Será que as noivinhas de hoje se confrontam com tolos problemas deste tipo?
Quer-me parecer que não!

Ainda assim, deixo umas quantas dicas que simplificam, descomplicam, desvalorizam, banalizam os afazeres domésticos.

Lição nº 1.
-Cebolas descascadas!
Indispensável tê-las assim, no frio, hermeticamente fechadas, prontinhas a ser utilizadas!

Lição nº2:
- Alhos descascados!
Também eles conservados fechados, no frio, aquisição ainda mais preciosa que a anterior, já que, na minha opinião, os alhos deviam nascer pelados e não sujeitar ninguém à tortura fedorenta de os despir!

Lição n: 3:
- Preparar um assado ...

...de véspera, é claro, que a carne absorve atempadamente os sabores e, na manhã de domingo, lindas e perfumadas, limitámo-nos a girar o botão do forno ... o que nem esforço é!

A carne é regada com vinho tinto, temperada com sal e pimenta ...

... aconchegada entre ervinhas - salsa, louro e alecrim, que se regam com azeite.

O golpe de asa vem na forma de 3 colheres de sopa de mel!

Assim, temperada e perfumada, a carne aguarda no forno - ou no frio, conforme a temperatura - o início do assado.

Cobertas por água, umas quantas batatas que acompanharão o assado.
Este, decorrerá seguindo as normas do slow food - devagar, muito devagarinho, durante 3 a 4 horas com o forno a 160 graus!

Para acompanhamento, um Chutney de ananás com pimentos!

O melhor de tudo, é que esta peça de carne fará várias refeições, bastando mudar a parceria - arroz ou batatas fritas, ou massa, ou puré de batata, ou uma salada, ou ...

Quem disse que cozinhar é complicado?

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Crepes


Tive um dia ...
Parei agora!
Mas, vejamos o lado bom - foi produtivo, muito produtivo!

Vim aqui ler comentários, espreitar blogs que amo de paixão, daqueles que sempre, sempre visito, esperando novidades e, antes de realmente sentar para descansar, vou deixar uma sugestão saborosa, deliciosa para o fim de semana:
-Crepes! Nem mais!

Em Paris, na minha primeira visita, delirei extasiada com os crepes quentinhos preparados na rua.
Depois, aos poucos, sem pressas, sem desistir com os insucessos, congeminei a minha própria receita que sempre, sempre sai bem.

Faço crepes salgados e crepes doces. Ambos irresistíveis!

Os salgados, num jantar especial, sirvo como entrada, cobertos de bechamel e muito queijo, gratinados no forno.

Quando o momento é banal, recheio-os com umas sobrinhas de carne, ou peixe, ou marisco ou vegetais, e sirvo acompanhados com uma salada, como é o caso.

Os doces ficarão para um outro dia.



Começo pelo recheio - meia posta de salmão grelhado!
Depois de desfeito em lascas, libertado de peles e espinhas, espera.
Faço um refogado de cebola, alho e tomate a que acrescento vinho branco.
Legumes cozinhados, acrescento o salmão,  passo a varinha mágica,  um pouco de maizena dissolvida em leite e tempero, sem esquecer o sumo de limão.

Com este aveludado, recheio os crepes que dobro para que o recheio não escape.



Depois, passo na frigideira anti aderente, sem gordura, até tostar ligeiramente.
Saudável e económico como nós, donas de casa responsáveis e génias da economia, gostamos!

Só falta a receita dos crepes, as folhinhas de massa, invólucro do recheio.
A minha é esta e nunca me deixou ficar mal:

INGREDIENTES:
Para 12 a 16 unidades

100 g de farinha
1/4 l de leite bem medido
1 pitada de sal
3 ovos
50 g de manteiga derretida
manteiga para fritar

PREPARAÇÃO
Misturar o leite com o sal, os ovos e a farinha. juntar a manteiga derretida.

Numa frigideira anti aderente, previamente untada com manteiga, despejar a quantidade de massa necessária para a cobrir, tendo o cuidado de observar que, quanto mais fina a massa, melhor o crepe.
Deixar fritar,
Virar com o auxílio de uma espátula.
Reservar as folhas de crepe.
Quando a massa terminar, recheá-las com o composto previamente preparado.

Adoro.
Muito melhor que rissóis ou tudo o que envolva e implique fritura.

Beijo
Nina


quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

1254 - Reutilizando ...

... ou repaginando ou reaproveitando.
Chame-se-lhe o que se chamar, mais não é do que dar nova vida, nova utilização ao que quer que seja que, aparentemente, tenha perdido o préstimo.

Aconteceu com este vestido!
Veio da Zara - num momento de entusiasmo - e
usei-o em raríssimas ocasiões festivas.
Como se não bastasse ser de veludo, ainda apresenta
esta barra de cristais!
Impossível para o (meu) dia a dia!
Definitivamente intrazível!

Quando DESTRALHEI ,não hesitei em colocá-lo no monte a doar.
 Porém, de repente, vindo do nada, tive uma ideia:
- Por que não transformá-lo em almofada?

Coisa muito, muito fácil, como tem que ser.
Cortei o vestido, incluindo a barra, calculando a dimensão certa para que contivesse um almofada.
Num dos topos, fiz, pelo avesso uma costura
 à maquina.
Enfiei o "recheio".
Cozi, com pontos muito miudinhos, a costura aberta junto aos "cristais.


Nos meus sofás bege,na minha sala predominantemente bege,  enquadra-se lindamente, em conjunto com as restantes almofadas.
 Concluindo, às vezes, basta um nada, um pequeníssimo detalhe, para transformar, melhorando o conjunto.

Portanto, a reter:
-Vestidos e camisolas/blusas em malha transformam-se em almofadas com esta facilidade, sem gastos e sem complicações!

Beijo
Nina

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

1253 - Torcidos ou tranças!

Como já tinha referido e mostrado AQUI, com a chegada do frio, despertou-se em mim o "bichinho" das lãs, dos tricôs, iniciando a camisola/blusa inspirada numa revista da especialidade.
Não segui à letra as instruções, demasiado rebuscadas e complicadas o suficiente para desmotivar a maior expert na matéria, que não é o meu caso. Não sou! E não se trata de falsa modéstia.
Não aprendi com a mãe, com as tias, ou com as avós. De facto, aprendi a tricotar quase sozinha, com raras ajudas indispensáveis  a toda a iniciante. Aprendi porque quis aprender, porque me atraia o milagre de, com fios e agulhas, ver nascer "coisas".
Os primeiros pontos foram os mais difíceis, sentindo que não dominava o material ... ele era montar malhas que se escapuliam, era montá-las tão apertadas que se tornava impossível o passo seguinte - a utilização da segunda agulha - enfim, um tormento que cheguei a considerar intransponível, dadas as minhas reduzidas capacidades.
O certo é que, não sei como, dei por mim tricotando, primeiro em liga (tricô), depois em meia!
Uma vitória!
A seguir comprei livros, decifrei esquemas, assinei revistas e, continuando a confrontar-me com verdadeiros enigmas, o certo é que me aventuro e das noites de tricô recebo imenso prazer.




De momento, completei as costas da camisola atrás mostrada.

Terá mangas raglan e foi tricotada em torcidos/tranças, um
desafio que enfrentei sozinha, numa primeira
tentativa que , a meus olhos, era o verdadeiro
"bicho de sete cabeças"
Na perspetiva de tentar ajudar quem, até ao momento, não se atreveu, deixo dois esquemas e algumas dicas:

Para fazer os torcidos / tranças, é necessário passar para uma agulha auxiliar um número de malhas correspondente à metade daquelas em que é feito o torcido / trança.
Neste esquema, temos um conjunto de 6 malhas. Vamos passar, pois, para a agulha auxiliar 3 malhas, no caso, pela frente do trabalho, sendo que é possível fazê-lo por trás.

Na camisola / blusa que tricoto, faço o torcido / trança sobre 8 malhas, passando, portanto, 4 , para a agulha auxiliar.

Estes são os passos que sigo, para executar o ponto torcido / trança simples - torcido/trança de 8 malhas, com 10 carreiras de intervalo:
Execução sobre um número de malhas múltiplo de 12.

1ª carreira - (avesso do trabalho) - 2 m de meia, 8m de liga (tricô), 2 m de meia, repetindo até terminarem as malhas.
2ª carreira - 2 m de liga (tricô), 8 malhas de meia, 2 m de liga (tricô), repetindo até terminarem as malhas.
3ª carreira - igual à 1ª.
4ª carreira - 2 m de liga (tricô), passar as 4 próximas malhas para uma agulha auxiliar, colocada por trás do trabalho (ou pela frente), tricotar como meia as 4 malhas seguintes, da agulha esquerda e tricotar, também como meia, as 4 malhas que se encontram na agulha auxiliar, e 2 malhas de liga (tricô), repetindo até terminarem todas as malhas.
5ª, 7ª e 9ª carreiras - iguais à 1º carreira.
6ª, 8ª e 10ª carreiras - iguais à 2ª carreira.
Repetir as carreiras da 1ª à 10ª.

Parece complicado?
Parece!
Mas tentem executar uma amostra apenas com 12 malhas. Depois, entendendo o esquema, entram em "piloto automático", tendo apenas a precaução de , a cada 10 carreiras, executar o torcido/trança.

Vendo-me aqui - estupefacta com a ousadia -  dando uma aula de tricô, é prova provada que isto é fácil e muito gratificante e, assim que mostrar a camisola/blusa concluída verão que vale mesmo a pena tricotar, porque conseguimos peças únicas por quase nada (os fios não são caros e, para iniciantes, a qualidade não é importante ... já que,  se estragar, o prejuízo é mínimo).

Oxalá tenha conseguido despertar as "tricoteiras" adormecidas que habitam aí dentro.

Beijo
Nina

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

1252 - Cascas de ovos

Tinha lido algures que uma forma eficaz e ecológica de adubar  consiste na utilização de desperdícios da cozinha, nomeadamente a borra do café, a cinza da lareira e as cascas de ovos.
Quanto à primeira - a borra do café - utilizo-a com convicção pois é uma verdadeira injeção de energia para as plantas que a recebem.
A cinza da lareira, que é limpa uma vez por semana, também vai direitinha para os vasos do terraço, sendo apenas necessário regá-los de modo a evitar que um golpe de vento espalhe cinza por todo o lado.
Já as cascas de ovos, tinha grandes dúvidas.
Costumava parti-las em fragmentos miúdos que colocava, principalmente, nas orquídeas.
 Mas, vinha a passarada que comia as cascas e espalhava terra, estragando vasos.
Era pior a emenda que o soneto.



Até que, no PINTEREST, descobri a pólvora.

Guardam-se no frio as cascas de ovos e, quando se obtem uma quantidade
razoável ...

...reduz-se a pó!

Resultando numa espécie de areia que se distribui pelos vasos.

Nunca mais as cascas de ovos irão para o lixo!
Parece que são muito ricas em cálcio e por isso não podem ser desaproveitadas!
Quanto à poluição ... ZERO!

Beijo
Nina

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

1251 - Gratinado de salmão e batatas

Gosto imenso de salmão e não deixo de o servir uma ou duas vezes por semana.
É um peixe muito saudável, rico em gorduras "boas", potencializando o aumento do HDL, o colesterol bom que cuida das nossas artérias.
É claro que como salmão sem me prender com esses detalhes, mas já que é saudável, melhor!
Faz-se num instante e geralmente como-o grelhado, temperado com sal, pimenta e sumo de limão.
Acontece, porém, que me lembrei de uma receita bem antiga, uma variante ao trivial, muito agradável e até com o seu quê de requintada!
Faz-se assim e serve quatro comensais:

INGREDIENTES
300 g de batata para cozer
3 alhos franceses ou 250 g de cabeça de aipo
1 c. se sopa de manteiga
50 g de queijo parmesão ralado
500 g de filetes de salmão
50 ml de vinho branco
1 ramo de funcho ou de salsa
200 g de natas
1 ovo
75 ml de leite
1 limão
sal e pimenta q.b.



Este o aspeto ao sair do forno!

PREPARAÇÃO

1 - Lavar, descascar e cortar as batatas às rodelas finas;
- Cozer em água temperada com sal durante 5 minutos;
- Lavar e cortar às rodelas o alho francês (ou o aipo) e estufar na manteiga durante 5 minutos;

2 - Cortar o peixe em pedacinhos e temperar com sal e pimenta;

3 - Untar uma travessa que possa ir ao forno e à mesa;
- Colocar a batatas e o salmão em camadas;
- Juntar o vinho;
- Distribuir o alho francês ( ou o aipo) por cima, polvilhando com o queijo ralado;

4 - Picar o funcho (ou a salsa);
- Bater as natas com o ovo e o leite, sumo de limão, sal, pimenta e o funcho ( ou a salsa) picado;
- Levar ao forno, previamente aquecido, até ficar com uma superfície dourada, cerca de 30, 35 minutos.

E assim, facilmente, preparamos de forma original este salmãozinho.
Se sobrar, aquece sem problemas, no micro ondas e, assim, nada se perde, nada se desperdiça.
No caso, sobrou a dose certa para o almoço de amanhã.

Beijo
Nina

domingo, 16 de Novembro de 2014

1250 - Desastre ...

... ou desastroso, tanto faz, é como classifico este domingo que se acaba.

Estou constipada! O nariz pinga em fio! Espirro a toda a hora. Tenho frio e sono que dormi muito mal.
Procurei ocupar-me com o candeeiro que comecei a pintar com entusiasmo. Hoje, não!  Detesto-o! Ficou horrível, muito feio!
Vou pintá-lo de novo!

Entretanto sujei uma blusa de cachemira e umas calças com tinta branca. Tentei retirar a mancha  com detergente, água quente, sabonete - nada! Recorri ao diluente! Saiu a tinta. Um cheiro a diluente impregnou toda a casa!

Não me apetece jantar, nem cozinhar, nem mexer-me!
Doem-me as costas e a pele!

Comecei a ler um livro novo! Não me apetece ler!

Pintei as unhas! Borrei a pintura!

Tenho os pés gelados! Estarei com febre?

Estou, isso sim, imprópria para  contacto social! Nem eu me suporto!
Uma chata!
Mil perdões!

Beijo
Nina