domingo, 1 de março de 2015

Pareço inglesa, eu sei que pareço!

Pareço inglesa porque ando com fixação no tempo!
 Tenho verdadeiras crises de ansiedade quando, pela manhã, abro os estores!

Oh! Páááááá´!!!!


É isto! Tem sido isto todos os dias.
Já cancelei fins de semana à beira mar, já adiei sine die programas de fim de semana ... 
Estou farta, mais que farta!
É que na última sexta feira (com hífen ou sem??? Olha, tanto faz!), soprava uma nortada cortante, mas havia sol e céu azul. 
Era só apertar o casaco, enrolar o cachecol e enfiar o gorro que estava pronta para o passeio.
Não é que o sábado nasceu cinzento e molhado, com uma chuva miudinha, também conhecida por Molha Tolos, que não deu tréguas?
Parece de propósito - chega o fim de semana, chega a chuva!
 Nem à Feira pude ir, eu que estava tão necessitada de umas coisinhas, não me atrevi!
Domingo, é isto!
O que a imagem documenta!
De modo que me sinto uma genuína inglesa, sem outro assunto que não seja "the weather!!!"

Posto isto, fiquei-me por casa ...


Com lareira acesa , muito chazinho e mãos ocupadas.

Continuando na árdua e quase impossível tarefa de despejar as gavetas das lãs, comecei a dar destino aos novelos em fim de vida e já dizimei uns quantos.

Estes quadradinhos que não têm novidade alguma, serão ligados entre si dando vida a uma mantinha para bebé.
Entretanto, terminei o casaquinho tricolor:


Modelito que vestirá um bebezinho que  aparecerá, apesar da crise de natalidade.
Para abotoar, estas joaninhas!
Teria preferido um botão naútico, mas, à falta dele, preguei estes bichinhos e o resultado é até bem engraçado.
Vieram de uma loja chinesa e - pasme-se! - por toda a embalagem (deve ter 12) paguei 0.90€ ... não entendo estes preços!

Aproveitei ainda para dar destino a uns quantos retalhos que sobraram da  MANTA EM PATCHWORK e, assim, o domingo foi ocupado.

Oxalá o vosso tenha sido feliz como o meu, porque, embora resmungando contra a chuva e o nevoeiro, aproveitei plenamente a dádiva de mais um dia muito bem vivido.

Beijo
Nina

sábado, 28 de fevereiro de 2015

E o mês de Fevereiro chega ao fim!

Num instante, sem fazer alarde, termina o segundo mês do ano.
Voou! O tempo voa!
Sem deixar rasto, desaparece - faz medo, faz pensar na vertigem que é a vida.
O que é que eu fiz, como usei o meu tempo?
Para lá das tarefas rotineiras, terei aplicado bem o meu bem mais precioso?
Admito que os meus dias são bem vividos!
Admito que fui abençoada com a capacidade de gostar de gostar!
Admito que não alimento o tédio, nem outros sentimentos pequeninos!
Admito que gosto de estar ocupada!
Admito que estou de bem comigo e com a vida!

Fiz hoje, ultimo dia deste mês que se extingue, um apanhado palpável do que me saiu das mãos. Pretendo repetir o balanço todos os meses, obtendo a gratificante sensação que a velocidade vertiginosa dos dias, na sua vacuidade,  é apenas aparente e, desconfio, que este apanhado me/nos reconcilia com o tempo que passa, não em vão, nunca em vão!

Recorro meramente aos registos do blog que, ainda que incompletos, me apaziguam, porque, afinal, não desperdicei o tempo:



A grande aventura foi a realização da minha primeira manta em patchwork, um trabalho muito, muito gratificante.

Durante os serões, frente à TV, bordei vários quadrinhos, com esquemas fornecidos pela minha amiga Nina Dias, que do Brasil proporciona estes desafios.


Este é apenas um dos muitos já bordados e que, de momento, aguardam destino - por acaso, sei muito bem onde os vou aplicar e só não o digo, porque estragaria a surpresa e também porque não sei se tenho unhas para o projeto ...
Com as camisas do marido, cortei retalhos que apliquei assim:


Neste saco que já foi utilizado, agora que as restrições ao plástico, finalmente e em boa hora, se impuseram.
Com as sobras da manta, fiz uma almofada e um caminho para mesa:









Remexendo a gaveta das lãs que quero esvaziar - não compro nem mais um novelo enquanto nela houver um fiozinho de lã - descobri um amarelinho e dele nasceu este casaquinho:



Tenho mais dois trabalhos em fase adiantada, o que me leva a concluir que o tempo deu frutos, diria mesmo que rendeu, neste mês, o mais pequeno de todos!
Há quem faça este balanço diariamente! Há quem nunca o faça!
Por mim, prometo fazê-lo mensalmente, sendo que este exercício funciona  como recompensa e motivação para bem gerir o tempo e a vida !

Beijo
Nina

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Para quem não sabe nada, mas mesmo nada de cozinha (parte 2)

Para quem não sabe nada, mas mesmo nada de cozinha, aqui vai outra receita deliciosa, simples, saudável e barata. 
Excelente para o fim de semana, acho!


Temos, pois, alho francês cortado em fatias muito fininhas
 - pode ser substituído por cebola, que, por aí, não virá mal ao mundo ... -
fritando muiiiiiito lentamente em azeite, com bacon em pedacinhos.
Quando digo "muiiiiito lentamente" não exagero, que saibam Vª Exª,
 que a pressa é a maior inimiga da cozinha e das cozinheiras e que,
 não foi por acaso que foi criada a expressão SLOW FOOD,
 que se opõe à FAST FOOD, que, como toda a gente sabe, significa LIXO!
Cozinhemos, então, sempre, muiiiiiito lentamente!

Assim que o alho - ou a cebola - estiver frito SEM queimar,
juntamos uma embalagem de cogumelos frescos fatiados, permitindo-lhes que dancem,
valsem, rodopiem em alegre confraternização.
 Sempre devagarinho, que não vamos apanhar o comboio.
Juntamos 1 iogurte natural que dará um creme suave e untuoso ao conjunto.
Tapa-se e deixemos que aguarde futuro destino.

À parte cozemos farfalle colorida- al dente, por favor, que ninguém suporta
 pasta espapaçada por excessiva cozedura.
Escorremos bem.
Juntamos aos legumes previamente cozinhados, retificando os temperos.

Servimos, polvilhando com abundante queijo ralado.
Coroámos com ovo estrelado que não há nada melhor do que deixar a gema amarelinha escorrer, dengosa, invadindo cada borboletinha colorida.
Encontram-se em rígido regime?
- Fujam! Que o cheirinho é irresistível e o aspeto tentador.
Resistam! Mas não sabem o que perdem!
Escolhas, sempre e só escolhas:
- Magras ou felizes?
Saibam, porém, que esta é uma cozinha que afaga a alma!

Beijo
Nina





quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Dar alimento às orquídeas

 
Está provado! As plantas interagem com o meio e, sendo bem tratadas, crescem lindas e faceiras. Por isso há até quem defenda que se deve falar com elas. Não chego a tanto, mas lá que as mimo, lá isso mimo!
 
Por exemplo, com café!
E, sempre que no visor da minha máquina, surge a informação que o depósito de borra está cheio, é certo e sabido ...

Será distribuído, pelos vasinhos, de modo a enriquecer o solo.

Agora que as orquídeas do exterior acabaram a floração ...

... as de interior começam a desabrochar.

Gosto de conservar as minhas orquídeas assim, dispostas sobre vasos grandes. Elas precisam de humidade, mas detestam ter os "pés" molhados. Deste modo, sempre que as rego, o excedente de água escoa-se para o vaso maior.

Receberam, cada uma delas, a sua dose café  e garanto, por experiência própria, que em breve, demonstrarão a sua gratidão, sob a forma de cachos de flores.
Fácil! Sem químicos! Sem despesas!!

Não esquecer, por favor:
- Borra de café é e  a melhor amiga das plantas.
 
Beijo
Nina

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Camisas do marido - conclusão!

Trago hoje o último capítulo do folhetim " CAMISAS DO MARIDO"!
As tais com colarinho e punhos estragados - arranjo para o qual não tenho competência e que, feitas as contas, não compensa o preço do conserto.

Eram três como se pode confirmar AQUI!

Foram reduzidas a pedaços, sem costuras nem botões, muito bem passadas a ferro, prontas para ser utilizadas.


Queria experimentar um artifício de PATCHWORK profusamente divulgado na net.
Para tal, cortei 4 quadrados com 12 cm de lado, de um resto de tecido florido e igual quantidade
a partir da manga de uma camisa.

Sobrepus os quadrados 2 a 2, direito com direito, cosendo a toda a volta ...

... como se vê aqui!

Seguidamente, recorri à placa, régua e cortador rotativo ...

... cortando  segundo as duas diagonais do quadrado ...

... obtendo 4 quadradinhos, formados , cada um deles, por 2 triângulos.

Devo referir que a técnica é surpreendente, para além de acessível a quem quer que seja, ainda que se encontre, como eu, na fase inicial do patchwork.
Conclui que a dimensão dos quadrados iniciais - 12 cm - foi excessivamente reduzida e que, numa próxima incursão duplicarei o seu tamanho.
Conclui ainda que o tecido das camisas, já muito lavado, tem pouco corpo, pouca consistência e que não repetirei o seu uso com esta finalidade.
Afinal, existem tantas outras onde podem ser utilizados.


Passei, a seguir, à etapa em que liguei os quadradinhos.
Ficaram assim, mas poderia ter escolhido outros arranjos.
Aparei o quadrado maior e costurei- o com os restantes.

Obtendo, então este bloco que constituirá o centro a partir do qual se desenvolverá todo o trabalho,
que será ...

Um saco!
Amigo do ambiente.
Que, a partir de agora me acompanhará para qualquer eventual compra!
Mas ...
Tem que ser bonito!
Tem que ser muito bonito!

Como se observa, ao bloco central foram costurados retalhos que, no conjunto, constituem a frente do saco.
A parte de trás, mais simples, é formada por 3 tiras que no seu conjunto têm a mesma dimensão da frente, à qual serão pregadas.





Duas camisas conjugadas!
Lembrei-me de aproveitar a parte superior das costas onde figura a marca, para com ela cortar as alças.
 Afinal marca é importante!

Cá estão, prontas a ser aplicadas.
Mas, antes dessa operação, tratei de "cortar" os vértices inferiores do saco de modo a obter o efeito "caixa de leite".
Efetivamente, não cortei. Limitei-me a costurar as pontas, dobrando-as e cosendo-as à costura para assim dar maior sustentabilidade e resistência ao saco.

Medindo e riscando a costura ...

... e prendendo a ponta que decidi não cortar.

Com muitos, muitos alfinetes prendi as alças e o forro ...

... que mais não foi do que a terceira camisa.
Cosi um bolso no interior - dá muito jeito para transportar o telefone ...
Pespontei a toda a volta da abertura ...

... passei a ferro de novo e ficou assim!
Linda!
Duas tardes, foi o tempo necessário, que sou lenta, hesitante, faço e desfaço ...
Se eu, que atá há bem pouco tempo não sabia enfiar a máquina, fui capaz,
qualquer pessoa será!
Basta querer!

Beijo
Nina

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

As últimas


Estas são as últimas orquídeas que apanhei do meu jardim em vasos. Ontem! Dia tão feio e tão triste que, num repente, decidi que queri a minha casa alegre. E nada melhor que umas florzinhas.


Vieram para o meu quarto, que, diga-se, é lindo e acolhedor,
 mas que, ainda assim , ´
melhorou com as orquídeas.
Chamo a atenção para o pedaço de tela visível à esquerda.
Autoria, minha!
Se um dia ganhar coragem e perde o pudor, mostro!
Espero que durem muito, para assim alegrarem o meu despertar.

Entretanto, no último serão dei continuidade ao CASAQUINHO NAVY, tricotando as frentes, as duas ao mesmo tempo, para evitar enganos na contagem de malhas. Pensava que as terminaria. Engano meu! Era muito fio enredado, muito refazer de novelos ... não foi boa ideia e tanto não o foi que deixei a tarefa pela metade.

Aproveitando um espacinho livre nesta tarde gelada, vou ali ao meu atelier cortar uns quantos retalhinhos para iniciar um projeto em patchwork. De onde surgiu? Do nada! Foi só deixar que a vontade germinasse e, assim, de repente, defini um trabalho novo que não tardarei a exibir ... vaidosa!

Tenha uma boa e muito produtiva tarde!
Tal como eu pretendo que seja a minha!

Beijo
Nina

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Costas às riscas!


Mais um dia cinzento! Começo a estar farta!
Este nasceu mergulhado em neblina,tal e qual como se estivessemos em Inglaterra e não neste jardim à beira mar plantado.

Desapareceu o nevoeiro, mas o céu manteve-se triste, de cara amarrada.

Depois choveu. Depois a chuva parou. Depois o céu ficou azul e o sol brilhou.
Depois voltou a encobrir. Depois tive calor.
Acho que uma trovoada vem por aí.

Enfim! As quatro estações no mesmo dia!

A noite de ontem,porém, absolutamente gélida,sem hesitações,  exigiu lareira, sofá, cházinho e tricô.

Com os 3 novelos que mostrei, tricotei as costas de um futuro novo casaquinho navy que deixará o bebé que o há de ganhar com um look super cool.

Conforme expliquei, as malhas sobrantes, feitas as cavas, esperam em alfinete.
 Mais tarde serão apanhadas com as das frentes e as das mangas para, a partir delas, ser tricotado o remate do decote.

Ao mudar de cor, convem apanhar o fio que fica solto, para assim conseguir uma margem  sem pontas nem fiapos.

De perto. Observem que não há fios soltos.

O avesso, todo em liga.

Foi trabalho rápido. Poderia até ter iniciado as frentes, mas, pretendo preservar os meus débeis polegares.
Esta noite teremos, portanto , as frentes e, seguramente, amanhã, haverá casaquinho concluído.

Gostava muito de saber se já iniciaram o modelito!
Vá, contem-me tudo, que fervo de curiosidade ( a mesma que matou o gato ...)!

Beijo
Nina