segunda-feira, 30 de março de 2015

Enquanto secam as unhas ...

Enquanto secam as unhas, passeio-me por aqui!
Eu própria trato das minhas unhas - unhas de quem cozinha - e por isso mesmo, unhas que precisam de constantes retoques, tanto mais que me encontro na fase dos vermelhos que, já se sabe ... - não perdoam a menor estaladela.
Nada mais feio do que unhas esmurradas! 
Dão um ar desmazelado intolerável.
Portanto, como dizia, espero que o verniz seque teclando.
Esta fase de espera tem mesmo que ser respeitada ou todo o trabalho de pintar as belas das unhas será em vão.

Tenho visto, no cabeleireiro, na mesa da manicure, uns procedimentos quase extraterrestres, envolvendo luzes e vernizes que endurecem, prometendo semanas de unhas impecáveis.
Só que a unha cresce - e as minhas crescem muito rapidamente - e aquela zona branca,na base da unha,  que rapidamente aparece sem verniz, afigura-se-me como a coisa mais inestética que existe. Além disso, ouvi uns rumores conspiratórios que espalham a assustadora notícia de que as unhas sujeitas a esses tratamentos ficam fraquinhas, fraquíssimas, finas como papel.
Ora, eu, pessoa atarefadíssima,  não tenho tempo, nem disposição para aquelas longuíssimas sessões e, para pesar ainda mais na balança da minha decisão, o medo de destruir as minhas unhas, determina que seja manicure de mim mesma.

Por isso, as minhas unhas não me envergonham, que as trato com desvelo e cuidados permanentes, em média, duas vezes por semana.

Tenho, melhor dizendo, tive uma vastíssima coleção de vernizes de todas as cores que ia utilizando de acordo com os humores.


A cor de hoje, a base e o secante!
Tratamento profissional!

Alguns de muito boa qualidade, outros- do chinês - mauzinhos! Daqueles que fazem que pintam, mas não pintam! 
Resolvi dar uma volta completa à gaveta e despachei mais de metade, sentindo um enorme alívio e recuperando imenso espaço livre.
Aliás, encontro-me em plena fase de destralhamentlo. Vou devagar, para não me cansar, tratando de uma gaveta de cada vez,  sem dar tréguas à acumulação inútil.

Aproxima-se o momento de mudar roupas, porque a primavera está, definitivamente, aí e, do que eu gostava mesmo, aquilo pelo que anseio, é libertar-me dessa tarefa medonha e sei bem como o conseguir - reduzindo a roupa a metade!
Ainda não cheguei lá, mas esse é um dos grandes objetivos da minha vida!

Parece que o verniz secou!
Está seco!
Finalmente!
As unhas, perfeitas!

Beijo
Nina



domingo, 29 de março de 2015

Aqui, vão nascer ameixas!

Aqui, vão nascer ameixas!

Nem mais!
Aqui na minha varanda minúscula - vão nascer ameixas!
Acho!
Espero!

Plantei há dois anos duas arvorezinhas que comprei no horto, verdejantes e com ar robusto.
 Plantei-as na varanda, em vasos grandes, acreditando que as ameixas acabariam por aparecer. Infelizmente, uma coisa são os sonhos, outra, muita diferente, a dura e cruel realidade.
Uma das árvores faleceu, o que em mim provoca profundo pesar.
 A sério! Vejo nesse insucesso motivo de enorme tristeza.
Conformada, tratei de apaparicar a sobrevivente, que, no meu rosto pintou rasgado sorriso quando ...


Começou a rebentar. Folhinhas verdes espreitam e ...

... flores brancas!

Ainda que as ameixas não nasçam, não faz mal, porque este momento de alegria é meu e nada ninguém o apagará.

Acho que quem dispõe de um quintal, um jardim, um pedaço de terra, não imagina o regozijo que estes pequenos milagres proporcionam a quem vive em andar / apartamento. Trata-se da vitória sobre  o moderno urbanismo, esse que privilegia - e bem - a segurança e a comodidade. Por eles eu própria optei, sem que, porém, consiga apagar da minha vida uma ancestral nostalgia pela terra. Por isso, sou da equipa que combate as "marquises", por isso e também pelo mau gosto que normalmente trazem colado.

Temos, portanto, a esperança que neste espaço de 5 metros quadrados, nasçam ameixas! Verdadeiras, sem truque de fertilizante ou estufa, daquelas que se apanham e se comem sem lavar ou descascar! Dessas! Dessas é que eu gosto!

Os 5 metros quadrados deste quintal / jardim, têm ainda outros encantos:


As minhas suculentas.
Vivem abrigadas do frio e da chuva e com muito pouca água, que, receio, tenho a péssima tendência de as regar em excesso.

Para alegrar os olhos, umas florzinhas que posso admirar do interior, quando sentada no sofá:

Começam a dar um ar da sua graça e da sua cor ...

Tal como estas chorinas.
Com sol moderado, as hidrângeas esperam que o tempo aqueça para florescer.


Plantei-as neste vaso em cimento de que gosto muito. Comprei-o há muitos anos numa venda à beira da estrada.
Dá à minha varanda um toque sofisticado, de varanda inglesa.

Sendo virado a sul, este espaço banhado pelo sol, é muito adequado às chorinas.

Começaram agora a florir e mal posso esperar por vê-las caindo em cascata para o exterior.

Finalmente, no topo protegido por parede, a ameixieira florida.


Na base do caule, plantei pelargonium ...

...popularmente conhecido por sardinheiras ...

Rego uma ou duas vezes por semana.
Adubo com borra de café.
Corto uma ou outra folha velha.
Em troca, dão-me a imensa felicidade de ver a natureza acontecer.

Beijo
Nina


sexta-feira, 27 de março de 2015

Ao serão ...


Quando dou por encerrado o expediente, depois de jantar, cozinha arrumada, luzes apagadas, é chegada a hora de todos os divertimentos, de todos os entretenimentos, de todas as distrações.

Na TV, os meus canais preferidos, cinema ou séries e eu, no meu canto, rodeada de brinquedos - os meus fios, as minhas agulhas que, sem obrigação, antes por puro prazer, manipulo como muito bem me apetece, de acordo com os humores, com os repentes do momento.

Não pode ser coisa que exija mil olhos, que a atenção é difusa e repartida.
Opto pelo mecânico, modo piloto automático.

A única preocupação é esvaziar gavetas numa espécie de destralhamento saudável e, constato, a coisa vai ... os restos e restinhos têm levado sumiço e, em seu lugar, vão nascendo pinceladas coloridas para a cozinha ... que sempre quis imaculadamente branca - mas a gente, já se sabe,  muda!

E nasceram pegas!


De momento, estas ...

... sendo esta a mais recente, numa combinação de cores que me encanta - azul turquesa, vermelho e branco.


Apesar da argolinha , não as dependuro.
 Ficam pousadas sobre o granito das bancadas e servem para pousar tachos ou panelas que, saindo do fogão, estão demasiado quentes.

Por agora são três!
Não me apetece, não preciso de outras.Parei!
 Portanto, o serão terá que ser preenchido com outras tarefas, igualmente fáceis e igualmente gratificantes.

Não estou particularmente inspirada - coisa rara em mim, ser de grandes entusiasmos!
Aceitam-se, portanto,  sugestões.

Tenham um sábado historicamente maravilhoso, como pretendo que venha a ser o meu.

Beijo
Nina



quinta-feira, 26 de março de 2015

Ainda vou ficar rica ...


 Já que não me sai o euromilhões  - que não costumo jogar ... - e a trabalhar na minha área também não enriqueci - parece que ninguém enriquece trabalhando ... - acho, espero, anseio, desejo enriquecer costurando ... Eu que domino a máquina a duras penas, atrevo-me a ter estes delírios.

Vamos por partes:
- A máquina já está boa. Muito obrigada pelo cuidado e preocupação. Muitíssimo obrigada pelas dicas corretíssimas:

- Que as máquinas têm sempre razão;
- Que as máquinas não são, nunca foram amaldiçoadas, como eu, em desespero de causa me atrevi a sugerir;
- Que o defeito era meu, que, "naba" cometera erro primário enfiando erradamente a bela da Singer.

Aceites as sugestões, apliquei à dita check-up minucioso, isto é, enfiei-a com mil olhos!
E não é que funcionou?
Aquela beleza deslizou sobre rodas, suavemente, sem suspiro ou soluço.
E assim terminei a aplicação das rendas nas TOALHAS sem sobressalto, sem agonia, sem ter um ataque de nervos!

Depois, "in love" com a minha maquininha inglesa, mantive-me junto dela, em perfeita sintonia, quase em clima romântico, costurando retalhos - sobras da manta que não há meio de terminarem. Aliás, atrevo-me a pensar que se reproduzem no escuro da noite ... mas isso é outra conversa.

Pois então, conjugando a nova lei que baniu os sacos de plástico com a abundância de retalhos, entretenho-me costurando sacos. Conclui que nunca são de mais, especialmente se - perdão pela imodéstia - forem lindos, únicos,  fofos e charmosos como os meus.

Servem para organizar o interior de gavetas, para transportarem objetos - por exemplo, o meu Ipad que me acompanha para todo o lado, é carregado num deles - para andarem dobradinhos dentro da mala, para guardarem os trabalhos em curso ... enfim, haja sacos!

Começo por este, pronto há dias, onde guardo o monte de novelos que utilizo na manta dos CORAÇÕES.

Todo ele resultante de aproveitamentos ...

Rematado com um bordado inglês, porque sim, porque não lei que discipline uma costureira rebelde ...


... mantem perfeitamente organizadas o arco-íris de cores que compõe a sinfonia dos corações.
Hoje, terminei mais um ...


Este ...

Todo ele  resultado de aproveitamento ...

... incluindo o forro.

O mais interessante destas coisas da costura, é que, à medida que se pratica, simplifica-se e agiliza-se o processo e surgem novas soluções para contornar eficazmente os pequenos problemas.
Não há dúvida que o treino conduz à perfeição.

Até ao momento, todos os sacos que costurei - e já foram muitos - estão comigo, são meus, muito meus, que não consigo separar-me das crias, o que, digamos, não ajuda ao enriquecimento, embora, por outro lado, encha de alegria muitas horas do meu dia.

E isso é enriquecedor!
Não é?

Beijo
Nina




quarta-feira, 25 de março de 2015

Verde dentro de casa


Chegada que foi esta primavera envergonhada - com um vento gelado ...- é  altura de prestar atenção às plantinhas que animam o interior das nossas casas.
Não gosto, em termos decorativos, de  plantas espalhadas, plantadas aqui e ali, aonde calha, só porque se pretende trazer a natureza para dentro, para alegrar os olhos e criar a ilusão de casa com jardim ou quintal. Prefiro que à sua disposição esteja subjacente uma lógica, uma ordem, uma organização.

Gosto, por exemplo de as ver no peitoril das janelas! Também nas casas de banho que disponham de luz natural. Se têm flor, como as orquídeas, podem ocupar lugar de destaque em mesas.
Enfim, cada caso é um caso e só depois de avaliar , me decido ou não pela sua distribuição.

Para iluminar a decoração de uma sala mobilada com móveis muito, muito antigos - que ainda não tive coragem de repaginar - resolvi recorrer às folhas verdes e gostei muito do efeito.
Ora vejam:



Sobre esta mesa de apoio - que está na minha lista para ser modificada - compus um pequeno jardim, misturando o verde das plantas com o azul predominante na decoração.


Quando subo as escadas, a primeira perspetiva é esta.

São plantinhas banais que fui multiplicando a partir de uma planta mãe, sem gastos, sem qualquer investimento, para além da atenção - uma vez por semana rego moderadamente e aparo qualquer folha velha que entretanto surja.

Nova é esta gardénia.
Trouxe-a ontem do Leroy Merlin.
Sei que é sensível e melindrosa - já me morreram algumas - mas, ainda assim, comprei-a.

É planta de pequeno porte com flores brancas, a sua mais valia!
 Têm um perfume suave e doce que inunda a casa.
Enquanto durar, não passará desapercebida.
Tenho a sorte de dispor de um espaço interior onde as plantas crescem e se reproduzem como se numa estufa estivessem. Aí, não tenho grandes preocupações estéticas, é a minha selva, o meu jardim de inverno e para lá viajam as fraquinhas, as doentinhas.
De resto, repito, não me agrada tropeçar em vasos e vasinhos.
Manias!

E vocês, já começaram a tratar das vossas plantinhas de interior?
Já as agruparam em núcleos verdes?

Quero saber tudo, aprender tudo, inspirar-me muito!

Beijo
Nina

terça-feira, 24 de março de 2015

A costureira talentosa que habita em mim


Tinha agendado para hoje, colocar rendas em tons bege e branco, em diversas toalhas.
Tarefa simples!
Alfinetar e coser!
Nenhuma habilidade, nenhuma perícia exigida, que eu, sabendo das minhas limitações, não me aventuro em altas cavalarias!

Fui, portanto, sem pressas, retomar o trabalho já iniciado AQUI.
Esclareço que a máquina continuava enfiada, sossegadinha no seu sítio, onde, entretanto,ninguém lhe tocou .
Portanto, desde a última utilização, nada mudou!

Tratei, pois, de alfinetar tudo muito bem alfinetado e preparei-me, para, num instantinho, terminar a função:

Mostro a beleza da ação prévia, que nisto sou meticulosa e medrosa - não querendo provocar a ira de qualquer divindade que decida atrapalhar os meus inocentes planos.

A prová-lo as imagens que se seguem:


Esta, a toalha de banho num tom areia ...

... na extremidade da qual, alfinetei a renda.

Esta, branca, também de banho ...

... e estas duas de rosto, farão equipa.
Já se sabe que o o branco combina bem com tudo!
Pois bem, avancemos!

Queria costurar utilizando ponto zig-zag!
O zig-zag surgiu numa espapaçada linha reta.
Não entendo!
Vou experimentar numa amostra.
O fio parte! Mau ...
Tenta de novo!
Primeiro enrodilha-se pelo avesso, depois parte!
Mas o que é isto?
Será que está suja?
Desliga a máquina!
Usa o pincel!
Sai algum lixinho!
Volta a experimentar!
Volta a partir e a enrodilhar a linha!
Mau, mau!!!
Saca das instruções.
Em inglês que comprei a maquineta em Inglaterra.
Algures, no meio daquele palavreado técnico, a indicação que , se necessário, se deve desaparafusar a parte metálica, para limpar melhor.
Desaparafusei!
Desmanchei!
Limpei que estava sujo.
Agora vai funcionar - pensei, crédula!
Volta a ligar, volta a enfiar, volta tudo ao início, isto é, enrodilha, parte, não cose!

E pronto!
Foi assim a minha costura!
Sou muito talentosa, não sou?

Amanhã, sem falta, levo a inglesa ao serviço de urgência!
Que a bicha está doente ou amaldiçoada!

Beijo
Nina

segunda-feira, 23 de março de 2015

Poupar, economizar, aproveitar ...

Poupar, economizar, aproveitar são tarefas inerentes à gestão de uma casa. Por isso, às vezes, muitas vezes, imagino que daria uma excelente ministra da economia, ao contrário da esmagadora maioria dos nossos governantes! Fico-me por aqui. Recuso-me a entrar na avaliação de tais personagens.

Temos, portanto, que a gestão de uma casa passa incontornavelmente por dizer não ao desperdício.
Faço-o, repito, mas sempre com a preocupação de que todas as refeições sejam apetitosas e saudáveis. E, a cada passo, sem o prever, são-me colocados esses desafios.

Aconteceu quando, há dias preparei o BACALHAU DA NOIVA , tendo sobrado uma quantia considerável do peixe.


Concretamente, esta caixa!
Lembrei-me de preparar os portuguesíssimos Pastéis / Bolinhos de Bacalhau!

Comecei por passar pela máquina as lascas anteriormente cozidas, e ...

... igual quantidade de batatas, também elas cozidas ...

... resultando nesta mistura que ...

... polvilhei com abundante salsa picada ...

à mistura, acrescentei um ovo ..

... temperando com pimenta e misturando muito bem com a colher de pau.
Os entendidos, a esta hora - tenho a certeza - torcem o nariz.
-Só um ovo?
- Sim! Só um ovo basta.
- E sal?
- Nada de sal! O do bacalhau é suficiente!

Vamos agora ao pecado, ao grande pecado que é fritar os pastéis/ bolinhos ( no norte chamam-lhe bolinhos, no sul, pastéis).

Pois não se fritam! Assam-se!


Revesti um tabuleiro de ir ao forno com uma folha de película antiaderente.
Esta é uma invenção fabulosa que impede o que quer que seja de "agarrar"
Comprei-a no Lidl e pode ser usada repetidas vezes, bastando que, após cada utilização, lhe passemos uma esponja molhada, seguida de um pano seco.
É, aliás, com este revestimento que asso os suspiros!

Dispomos, então, montinhos de massa e levamos a gratinar, o que é rápido.

Convem controlar a preparação para que os bolinho / pastéis fiquem dourados, sem queimar.

Servi os ditos com este arrozinho de cogumelos.
Foi um almoço muito agradável e não sobrou nada, o que, por si só, comprova a qualidade do petisco.

Esta opção pelo forno pareceu-me viável, embora , anteriormente, nunca a tenha posto em prática.
Tirada que foi a prova, podem comer sem remorsos quantos bolinhos / pastéis  lhes apetecer, já que não passam de um inocente bacalhau cozido com batatas.

Beijo
Nina