segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Manteiga ou iogurte?

Quando, ontem, falei no Bolo de Prata, feito a partir de claras congeladas, surgiram umas quantas dúvidas que tentarei esclarecer.

- Congelo as claras sempre que sobram. Guardo-as num frasco rotulado onde escrevo a quantidade.Uma vez que este bolo requer 8 claras, junto-as até perfazer esse número.
Depois, quando necessárias, é só deixar que descongelem à temperatura ambiente e utilizam-se normalmente, de acordo com a receita.

- Substituí a manteiga (125g) por iogurte natural, por dois motivos:
-Precisava de utilizar o que estava prestes a atingir o prazo limite de validade;
-Tenho a certeza que o iogurte é menos calórico, menos prejudicial que a manteiga.

Se o resultado final é exatamente o mesmo?
- Não, não é!
Com o iogurte o bolo resulta ligeiramente mais seco, mas nada que o torne mau. Come-se lindamente e acho que só eu, que sei da substituição, dou pela diferença.

Já agora, deixo a receita do Bolo de Prata, retirado do Livro de Pantagruel:










- Farinha e açúcar - 250 g cada
- Manteiga ou iogurte - 125 g
- Claras - 8
- Fermento em pó - 2 c. chá
- Amêndoas peladas ou uvas passas para polvilhar - q,b.

Bate-se a manteiga/ iogurte com o açúcar até ficar cremosa.
Batem-se as claras em castelo firme. Reservam-se.
Na mistura juntam-se 3 colheradas de claras e a farinha com fermento, aos poucos.
Quando a massa estiver perfeitamente ligada, acrescentam-se as restantes claras e envolvem-se suavemente na mistura.
Vaza-se em forma untada e peneirada com farinha.
Polvilha-se com a s amêndoas ou as uvas passas.
Assa em forno a 180 graus previamente aquecido, cerca de 50 minutos.

Este bolinho é inocente e come-se muito bem ao pequeno almoço ou ao lanche com fiambre ou um queijinho.
Gosto muito e aconselho.

Relativamente ao iogurte natural, uso e abuso, não hesitando em com ele substituir as natas, porque, nos pratos salgados, não se consegue mesmo vislumbrar a diferença.
E, se não fosse por outro motivo, pensem nos búlgaros centenários que atribuem ao iogurte a sua longevidade.
Pode não haver qualquer base científica. Admito que não haja. Mas custa muito experimentar?
Não!|
Então, força a comer iogurte!

Beijo
Nina

domingo, 11 de novembro de 2018

Fim de semana frio chuvoso ...

... mas, ainda assim muito bom, com saídas enfrentando a intempérie e muitas séries, muitos filmes em casa.

Sábado, estava particularmente agreste, com uma ventania fortíssima, que não foi impedimento para almoçar no LAGAR EN EIRAS,  no restaurante do meu amigo Miguel, como documento no INSTAGRAM, sem grandes legendas, pois faltam-me as palavras para descrever a experiência - sublime.

Domingo, por outro lado, foi quase completamente caseiro:

Com chuva copiosa ...

... muito tricô - consegui as luvas de algodão que não impedem os movimentos e protegem a pele.
 Procurei em duas lojas chinesas as tais agulhas plásticas e até as encontrei. Só que o número ( 5 1/2) não existia.
 Pelos vistos não têm meios pontos.
Quando renovar o stock adaptarei o fio à espessura da agulha, escolhendo a mais conveniente.

Repetindo-me, assisti a vários filmes, com esta tentação diante dos olhos - uns bombons de praliné que nos transportam ao céu.

Para compensar (?) muito chá de tília ...

Houve ainda tempo para confecionar este bolo - de claras, guardadas congeladas no frio.

Substitui a manteiga por iogurte (o pecado quase se desvanece) e polvilhei com uma mão cheia de passas.


Cheira bem que só ele!
Ao jantar só como sopa e, quando muito uma fatia de bolo com um queijinho que está ali a olhar para mim.

Tenham uma boa semana.

Beijo
Nina

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Liliane


Nunca nos vimos, mas estamos em permanente contacto.

Liliane!

Gosto muito de Liliane, com o seu jeito único de ser. Frontal, direta e muito amiga.
Às vezes trocámos umas coisinhas, importantes na medida em que representam o que nos liga.
Nem sempre é fácil que os correios são caprichosos e nem sempre fiáveis (além de muito caros), mas, às vezes, os astros entram naquela conjugação ideal e os quase milagres acontecem.
Foi o que ocorreu!
Ontem, por um (simpático, muito, muito simpático portador - obrigada José Godinho! Oxalá um dia eu possa também ser-lhe útil ...) recebi este mimo, este doce, este afago:

Babá de Moça ...

... um doce de côco verde ...

... delicioso!
Nunca tinha provado.
É uma espécie de côco fresco cortado em fatias finíssimas, mergulhado numa calda pouco doce.
Come-se assim mesmo, ou combinado com queijo (eu que inventei), ou regando uma bola de gelado (invenção minha) ou recheando uma torta (de novo, eu!), ou ...
Sempre será ocasião ideal para dar umas colheradas nesta maravilha.

Obrigada, muito obrigada, querida Liliane.

Acrescento que, nas minhas andanças pelo mundo nunca deixo de visitar (maravilhada) mercados e supermercados em busca de revelações, de descobertas que alegram o palato e rasgam e alargam horizontes - tanto quanto uma visita a um museu.

Disse e mantenho.

Beijo
Nina

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Alergia ...

Tenho o enorme azar de ser alérgica - severamente alérgica - a nível de pele. Picadas de insetos, sejam eles meros mosquitos, desencadeiam em mim reações assustadoras, com sintomas imensamente incomodativos.
Tinta de cabelo, nem pensar! Por isso optei pelas madeixas já que nesse procedimento o produto não entra em contacto direto com a pele.
Metais, como os que são utiliuzados em correntes, brincos ou colares de fantasia, simplesmente aboli.

Sabendo do que a casa gasta, não me exponho mesmo e só acidentalmente , como no caso das picadas de insetos, não consigo evitar a 100%.
Todas as outras situações, pura e simplesmente, fujo delas.

O que nunca me tinha acontecido foi isto:






Comecei por sentir desconforto.
Depois surgiu uma ligeira erupção que rapidamente cresceu
 acompanhada por coceira e vermelhidão!
 O que é isto? - interroguei-me!

Não toquei em detergentes, não usei aneis nem pulseiras contendo níquel, não fiz nada!


Depois lembrei!
Fiz isto!
Comecei a tricotar uma nova camisola/ blusa, utilizando agulhas circulares, em plástico, mas  ...


... com a extremidade em metal!

Não posso crer!
Depois de tantas, tantas, tantas peças tricotadas, resolvo fazer alergia às agulhas!

Acho que devem exirtir agulhas sem qualquer metal. De certeza que existem e até já procurei numa loja chinesa perto de casa. Infelizmente não havia o número que procurava.
Por isso, enquanto não descubro as tais agulhas sem metal, vou tricotando de luvas.

Ridículo, bem sei, mas, para já, é o único meio que encontrei.

Procurei também luvas fininhas em algodão , que sei existirem ...
 De novo, sem sucesso.

Ficam portanto duas questões:
- Existem de facto agulhas inteiramente em plástico? Onde?
- E as tais luvas em algodão? Alguém sabe onde posso encontrá-las?

Para já, enfrento o incómodo do corticoide que aplico em busca de alívio e das luvas em pele que me atrofiam os movimentos, mas sei que seguramente existem alternativas - que eu espero ansiosamente receber das meninas que me lêem.

Fico à espera.

Beijo
Nina








sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Fim de semana (muito) prolongado



Feitas as contas, o fim de semana começaria na 5ª feira, feriado e, fazendo ponte na sexta, podíamos contar com quatro dias a vaguear pelo norte, onde os bosques são mais densos e , nesta altura, mais dourados.

Havia até a possibilidade de subir até Oviedo, lá nas Astúrias e continuar pela costa do Cantábrico. Tudo dependia do tempo, porque, com frio não há impedimento algum, mas com chuva é um tormento. Não vale a pena sair para se ficar fechado num qualquer hotel. Fechado por fechado, fico no conforto da minha casa.
 E foi o que aconteceu porque ainda não parou de chover.
Para amnhã há esperança de um dia de sol - a ver vamos.

Entretanto estes dois dias foram mesmo caseiros e aproveitei para pôr ordem nas gavetas, coisa que repito constantemente, seja para destralhar, seja para reorganizar.
Desta vez enchi um saco com sapatos e até umas botas e desfiz-me de algumas camisolas/blusas e calças..
Valeu imenso o esforço, porque vai ajudar quem receber e reorganizou o meu espaço.

Ainda assim continuo a achar que tenho roupa a mais, roupa de que gosto , mas que visto pouco.
Vou dar-lhe uma última oportunidade este Inverno e a seguir seguirá outro rumo que não o meu roupeiro.



Este casaco é uma dessas peças.
 Vou vesti-lo pela última vez este Inverno.
 Depois obrigo-me a cortar os laços e dou-lhe outro destino.


A túnica, saia e botas têm também  o destino traçado ... É a última oportunidade que lhes dou.

O colete de franjas é daquelas peças intemporais.
 Já é antigo, mas não creio que alguma vez me desfaça dele

O mesmo se passa com esta echarpe.
 Comprei-a numa feira de rua em Itália e somos as melhores amigas do mundo.


Continuando a rodar, descobri umas peças em cinzento , uma cor sempre polivalente.
Gosto de a combinar com branco ... embora, na verdade, ligue bem com quase tudo.


... e, no caso, com esta saia azulada/acizentada ...

O casaco já valeu plenamente o dinheiro que dei por ele.
Tenho-o vestido  muitas vezes ... Já foi muito lavado e já mostra sinais de borboto, que vou "tosquiando" conforme o encontro.

A camisola/blusa de caxemira veio da Zara e sendo fininha como eu gosto é muito confortável.

Fácil seria repetir este esquema, mas não!
 Quero obrigar-me a variar, a dar uso a tudo e, se não der, é sinal que deve ser despachado a grande velocidade, destralhando-me o meu espaço, que, como se sabe, quanto maior é, mais atravancado fica.

Para amanhã, já compus a fatiota.
Vou misturar novo com antigo e cumprir a promessa que fiz a mim mesma. Se resultar, mostro.

No fim do Inverno, imagino a razia nos meus armários  e a alegria de ter espaço e motivação para coisinhas novas.

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Muito, muito frio!

 A convite de uns amigos, no último sábado, rumámos a Castro de Aire, onde almoçámos, em modo "A cidade e as Serras", tudo muito simples, muito genuíno.
Estava um frio de rachar, com um vento cortante que nos atravessava até aos ossos. Foi o primeiro dia verdadeiramente gelado e não houve casaco que nos valesse, porque, apesar dos avisos, incrédulos, saímos de casa muito mal agasalhados.


Mal deixámos o inerior quente do  carro, só aqui, numa zona de imensos pedregulhos que inexplicavelmente semeiam esta região, saímos por breves instantes.


Por todo o lado, ninguém ou quase ninguém, sinal do despovoamento do interior

Cá estão eles, os enormes penedos que parecem ter chovido do céu

O céu azul e a cor das árvores transmite uma sensação térmica que não corresponde à realidade

Quem me mandou vestir-me assim?

Chique, mas arriscando uma valente constipação

Espreito, despenteada que o vento era forte

... mas as cores, lindas!
Até me parece que combinam bem com o meu casaco - tudo previsto!

No solo, flores ...

Crescem e multiplicam-se indiferentes à presença ou ausência do homem.

Deixo o registo do passeio e declaro que não me constipei.
Sou uma mulher do norte e não é um qualquer vento gélido que me derruba.

Beijo
Nina

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Compotas



Quando, em Agosto chegaram as férias, tratei de deixar o frigorífico o mais vazio possível e tratei de congelar tudo quanto sobrou, fruta incluída. Não era muita, mas ainda assim havia algumas ameixas, duas ou três nectarinas, kiwis e pêssegos.
Foram descascados, reduzidos a pedaços, descaroçados, introduzidos em saco adequado e depois congelados.

Lá ficaram a ocupar um espaço precioso, esperando vez para terem destino adequado.
Hesitei entre a compota e o chutney. Decidi-me pela compota - cujas imagens também publiquei no  INSTAGRAM

Comprei pela primeira vez este tipo de açúcar:


Cada pacote com 500 g deve ser misturado com 1 kg de fruta.

Aqui começam as vantagens evidentes, porque, durante toda a minha vida preparei compotas utilizando o açúcar com o mesmo peso da fruta.
Depois, o próprio procedimento é imensamente mais cómodo, porque em vez da mistura ferver até atingir o ponto pretendido, sempre em fogo lento para não "pegar" no fundo da panela, neste caso, em menos de 30 minutos, a mistura atinge a consistência ideal, uma enorme poupança de tempo e de gasto de energia.

Fiquei convencida.

Com 1 kg de fruta e 1 pacote de açúcar enchi 3 frascos, sendo que um deles é grandão:


O sabor está lá todo e os pedaços de fruta mantiveram-se, na sua maioria, intactos.

... distinguindo-se cada um deles.


Mesmo o kiwi, de natureza mole que se desfaz à menor mexidela de colher de pau, resistiu. Está lá. Cheio de personalidade.

Para encher os frascos sem pingo de sujeira utilizei esta espécie de funil com boca larga que comprei, há muitos anos na Alemanha.
Até o possuir, vertia a compota usando uma colher grande, mas, além de demorado e muito chato, salpicava tudo com compota.
Agora é cirúrgico, uma limpeza

A panela ficou vazia, mas ainda foi possível rapar o restinho - porque dentro de cada uma de nós continua a viver a miúda que delirava com esta possibilidade - ainda mais do que comer a própria compota às colheradas.
Rapar a panela é que era (e continua sendo) bom!

Portanto ...
Para já há 3 frascos ( na verdade, são apenas 2 e meio ...), para acompanharem as torradas do lanche e do pequeno almoço/ café da manhã.
 Há ainda 7 tigelas de marmelada (eram 9, mas 2 voaram para outras paragens) e, tenho a certeza que a partir de agora o dia "das compotas" perdeu o seu dramatismo e será quando eu quiser...

Só facilidades, só dicas fantásticas!
Aproveitem que eu não duro para sempre.

Beijo
Nina