segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Morangos


Gosto de comprar plantas no Lidl não só  porque o preço  me parece bom, mas também  porque tratando-se de remessas semanais,  tenho a garantia de que são  frescas - quem é  que nunca comprou uma linda plantinha que, dias depois, começa  a desfalecer, acabando por morrer?

Como frequento o Lidl semanalmente, controlo perfeitamente as novidades.

Foi por essas razões  que lá  comprei morangueiros na Primavera passada.
Transplantei-os e tive maravilhosos morangos e grandes alegrias.

Passou uma estação,  voltou a ser Primavera e verifiquei que pezinhos de morangueiros surgiram em vários  vasos e floreiras, sem que para tal eu tivesse contribuido. 

Primeiro foram as flores branquinhas e depois os morangos.


 Tantos, pequeninos, perfumados e muito doces!
Sabem mesmo, mesmo a morango!

Não  como aquela espécie  de "batatas " vermelhas, que compramos como sendo morangos, mas que deles só  têm  o nome e a forma, porque quanto a perfume e sabor ... nada!


Esta foi a plantação  original - 3 ou 4 pezinhos que juntei numa floreira.
Este ano renasceram e multiplicaram-se!

Assim se apresentam, em cacho!
Este ano, estarei muito atenta, em cada visita ao Lidl!
É  que não  são  apenas morangos - já  lá  vi tomateiros que, seguramente, serão  de qualidade.

Escusado será  dizer que não  se trata de publicidade - queria eu!
É  que eu  gosto mesmo de boas compras!
E estas são  das melhores!

Beijo
Nina

domingo, 28 de agosto de 2016

O melhor almoço!





Até  prova em contrário,  este, o almoço  deste domingo,  continua sendo o meu preferido! 


Peixinho grelhado ...


Salada ...


... e um grande pecado!

Boa semana!

Beijo
Nina

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Aqui perto ...


Foi aqui perto que estas fotos foram tiradas, numa zona costeira muito bonita, perto de Aveiro - concretamente na Barra, Costa Nova e Mira.

Pela manhã, quase sem destino definido, ainda em "modo" férias, seguimos em direção a Ílhavo e de lá para as "Praias".



Estava nevoeiro e o farol da Barra perdi-se na neblina.
Em primeiro plano, a minha friorenta  pessoa!

Espreitei a muito bem cuidada praia.
A falta de sol não desencorajou estes afoitos banhistas!
Revi-me neles pois, quando era criança, fizesse frio ou calor, sol ou (até) chuva,
 nada me detinha  - a praia vinha sempre em primeiro lugar.

Continuando, sempre junto ao mar, chega-se à extraordinária Costa Nova, uma terra de encantar, onde a ninguém surpreenderia ver surgir a Branca de Neve e os 7 anões, ou quaisquer outras personagens da esfera do maravilhoso, que poderiam perfeitamente passear no meio destas casinhas coloridas.



Às riscas ...
Alinhadas ao longo da rua ...




Umas, genuinamente antigas, outras modernas, seguindo sempre o padrão das risquinhas.



Esta, a minha preferida!



É ou não única, esta paisagem?
Na avenida principal, frente à ria ...


... e à marina!



Que percorremos de lés a lés antes de almoçarmos.


E, a seguir ao almoço, mais uma caminhada!
Começava a dissipar-se o nevoeiro e o calor aumentava.


Leaving Porto , towards south we reach Ílhavo where we can find very beautiful beaches, suh as Barra , Costa Nova and Mira . It was foggy , but there was a lot of people enjoying the beach. Coming to Costa Nova, we found a very different architecture - there. houses are striped in various colors. Continuing to south , we arrive at Mira , a large, clean beach , but with rough sea . That's where we can see the Sea Lake, with very interesting lake homes.


Adoro barcos!
Apaziguam-me ... 

Depois, continuando para sul, chegámos a Mira.
A praia é ampla e limpa, mas o mar pareceu-me algo assustador.
Quem for medroso como eu, pode sempre optar por ...





... este lago ...

... este paraíso!


As casinhas lacustres estão integradas num camping ...


... debruçado sobre o Lago do Mar!
É um programa muito interessante para um dia de Verão em que o nevoeiro e o frio desmotivem a ida à praia.
Gostei muito e por isso aconselho.

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Fazes-me feliz?




Este fim de Agosto caprichoso dá que pensar, pela manhã, no momento de escolher o que vestir.
Explico:
Aqui no norte, junto ao mar, o dia nasce coberto por nevoeiro londrino e, se não é nevoeiro, é chuva mesmo!
Vê-se então uma pessoa no terrível dilema de escolher fatiota de Verão e gelar de frio ou, pelo contrário, optar por agasalho mais consistente e sentir-se disparatadamente mal ataviada - pelo amor de Deus, estamos em Agosto!
Dúvidas terríveis, como se pode calcular!

Vai daí que, rapidamente conclui que não tenho nada para vestir - com o armário repleto de roupa!
Isto é cíclico e repete-se umas quantas vezes ao longo do ano! Por isso, nem eu mesma me levo a sério!
Daí que em mim nasceu a certeza de que a solução para tão pungente problema passa pela redução e não pela aquisição, isto é, há que reduzir, eliminar, descartar, descartar muito, sem hesitação, sem dó nem piedade, atingindo o almejado "armário cápsula" no qual tudo está à vista e tudo combina entre si.
Um dia eu chego lá! (espero!) 

E nesse dia glorioso acabar-se-ão as dúvidas - só guardarei o que me faz feliz!

Devo confessar que não sou autora deste conceito. Ele pertence a Marie Kondo, a verdadeira guru da arrumação que, no momento de decidir o que se pretende conservar, 
 aconselha este tipo de questão:
- Isto faz-me feliz?

Estou a ver-me, debruçada sobre gavetas abertas, um enorme saco de lixo ao lado, interrogando-me:
- Esta camisola/ blusa/ saia faz-me feliz?
Da resposta dependerá o destino das ditas - ou as conservo ou voam para o saco do lixo!

Entretanto, enquanto não atinjo esse apuro, tento  um compromisso razoável entre o calendário e o termómetro.
Assim:


Calças e blusa

As calças são daquele modelo que,  intransigente e resistente, jurei que jamais usaria - largas, cortadas a direito, curtas - chamam-lhe cullotes . Odiava-as. Agora, não! Habituei-me e acho-lhes graça!
O tecido é um pied de poule miudinho de que sempre fui fã.
As sandálias da Uterque são a mais fantástica invenção em defesa do conforto.
A blusa de pintinhas veio da Zara e gosto muito dela.

Preto e branco é combinação segura e infalível. Não tem como errar! Corre sempre bem!

E, ao menos por hoje, consegui  solução para o desafio chamado Agosto chuvoso.

Já conversei com as calças, com a blusa e com as sandálias!
Conclui que me fazem feliz.
Sorte delas e minha.
Não vão para o lixo.



Marie Kondo is a Japanese expert in the art of packing .
According to her we must discard everything that does not make us happy. Since I plan to eliminate everything that is useless and unnecessary, I have applied Marie Kondo's strategy to eliminate all that is superfluous . This outfit makes me happy, so I will save it .
It is perfect to wear in this rainy August.


Beijo
Nina

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pamplona ... ainda!


Vamos então recapitular:

- Pamplona é uma cidade extraordinariamente bonita que vale a pena visitar e revisitar - independentemente das Festas de San Fermin, que se realizam em Julho  e só lá vai quem quer!

A parte antiga é uma preciosidade , um emaranhado de ruas estreitinhas onde o sol apenas por breves momentos incide.
Oferece comida muito boa a excelente preço, os habitantes são afáveis, tem parques e jardins magníficos, uma zona moderna com compras irresistíveis, hotéis magníficos, arquitetura rica e bem preservada, uma zona peatonal imensa e muito mais que  a cada passo se vai descobrindo.

Vejam:




Casa consistorial


... na praça com o mesmo nome  - além do castelhano, o catalão é a segunda língua ( ou será a primeira?).

Dá gosto olhar!
A parte antiga, carregada de história, apresenta-se impecavelmente conservada ...





Ruas imaculadamente limpas ...

Brasões - muitas, muitas casas brasonadas - e a bandeira da cidade

O grupo escultórico realativo à festa de San Fermin, visto à luz do dia, é ainda mais impressionante:







Dormi uma noite em Pamplona e nela passei dois dias.
Foram dias muito preenchidos, sem pausas, porque a oferta era imensa.
Apetece-me voltar. Com mais tempo para assim saborear a cidade.
Que - para quem não sabe - as cidades saboreiam-se com toda a calma. Sem ânsias de visitar todos os museus, de entrar em todas as igrejas.
Não!
Não é assim que se vive uma cidade!
Isso é para turista ver. Para viagens organizadas em que se visitam seis capitais em seis dias.
Isso é um castigo do qual se sai - no caso de se  sobreviver ... - do qual se sai - dizia - esgotado.
Só se pode afirmar que se conhece uma cidade se se teve vagar para sentar e ver a vida passar. A vida real. A vida dos seus habitantes.
É também por essa mesma razão que domingo é o pior dia para visitar e viver uma cidade . Ao domingo a cidade dorme. Respira mal e falsamente através dos seus visitantes.
Bom mesmo é comer nos restaurantes dos da terra - naqueles que só eles conhecem - fazer compras no mercado local, beber um copo no bar do bairro.
Isto aprendi nas minhas andanças pelo mundo.
Muito mais que a ver museus e igrejas.



How to know a town? In order to know a town it takes time , you need to escape the tourists cycle , you need to eat at the restaurants where their inhabitants eat , you need to visit the local market . This is much more important than visiting museums and churches. In order to know a town you need to wander without a map , without a script . In order to know a town you need time much more than money !


Beijo
Nina

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Da viagem - Pamplona!




Da Road Trip realizada no princípio de Agosto, mostrei percursos em plena natureza, percorrendo montanhas e vales profundos, descobrindo mares, lagos e rios.

Mas  essa Road Trip foi muito mais que deambular longe da civilização.
 Foi também ficar, olhar e descobrir cidades.
 No caso Pamplona!

Ao largo, sem me deter, tinha passado já imensas vezes, sempre que, atravessando Espanha, cruzava a fronteira de Irun, rumando a França e de Pamplona limitava-me a guardar a ideia romântica que, em tempos idos,  bebi nas obras de Hemingway, especialmente na Fiesta!

Dos media, sobre Pamplona,  sobressaía a imagem das festas de San Fermin, as quais,  para mim que abomino touradas, mais não eram ( não são) que uma espécie de embriagues coletiva, durante a qual, uma horda alucinada foge,  correndo à frente de touros enfurecidos, atingindo-se o ponto alto das festividades quando alguém cai, é espezinhado, ferido ou morto pelos touros.
A dizer a verdade, nada disto faz, para mim, o menor sentido, embora reconheça na atividade uma certa valentia louca, de quem assim se expõe!

Tirando San Fermin, Pamplona era, portanto,  território desconhecido e pareceu-me chegada a hora de mudar tal estado de coisas.

Rumei, pois, a Pamplona!


I had never visited Pamplona and all I Kept about this town was a certain romantic idea from the literary works by Hemingway, mainly from Fiesta!
I also had heard about a somewhat barabarian party - San Fermin - during which enraged bulls chase crowds throughout the old city streets.
This time I decided to visit Pamplona !


Cheguei ao cair da noite e alojei-me bem no centro da cidade.
Percorri-a a pé e, mesmo no seu coração, lá estava - SAN FERMIN!








Um conjunto escultórico extraordinário!

Homens correndo, fugindo, caindo e os touros enfurecidos que os perseguem e, eventualmente, os alcançam, derrubam, espezinham, ferem e matam!

A  festa decorre na parte velha, no Casco Antiguo,  composto por um emaranhado de ruelas que, para as festas, são devidamente preparadas.
A festa - pareceu-me - é atividade de absoluta importância na tradição e na economia da cidade.

Na manhã o dia seguinte parti à descoberta  e o que vi confirmou a minha opinião:




Muita loja ...

... muito souvenir - sempre baseado na comemoração de San Fermin!

É por estas ruas  ...


... que a ação acontece!









Ouvi de um local que a cidade é invadida por multidões que pretendem participar ou apenas assistir. Da Austrália chegam "toureiros" amadores aos montes, que adoram partir de volta a casa, com uma cicatriz, uma fratura, uma esmurradela que seja, comprovando que estiveram lá, que por um dia foram toureiros, que por horas desafiaram a morte!
Não me peçam que entenda!
Limito-me a ser porta voz - incrédula!



Sem touradas, sem corridas, sem toros - por favor! - gostei muitíssimo da cidade ...

... ficando com vontade de voltar!


Beijo
Nina

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Fim de semana - Rias Altas


Depois de uma sexta-feira tristonha e chuvosa, o sábado nasceu cheio de sol, convidando a sair, a espairecer a vista e as ideias.
 Aceitei o convite.
 Rumei a norte, atravessei a fronteira e vi-me na Galiza.
Aí, tanto destino possível, tanta irresistível tentação! Difícil escolher ... 
Rias Altas, foi o rumo tomado!

Sempre por autoestrada até que, bem perto de Santiago de Compostela se inflete para oeste, rumo a Muros e à sua ria.É um local de uma beleza incrível, com tanto a oferecer, tanto para descobrir que se pode e deve voltar muitas vezes.


Weekend - Rias Altas After a gloomy and rainy Friday , Saturday was born full of sun, inviting to leave, to unwind t views and ideas .  I accepted the invitation .  I headed north , crossed the border to Spain and found myself in Galicia. Then I choose to go to Rias Altas.... or should I say Paradise?

Em Muros, no centro da povoação - pouco maior que uma aldeia de pescadores -  uma estreita, mas muito extensa faixa de areia propõe uma praia estupenda, com água transparente, temperatura amena e quase nenhum vento, dado que as praias são baías protegidas por montanhas.
Melhor, muito melhor que as Caraíbas, porque é pertinho, porque não há turismo de massas com os atrozes pacotes do TUDO INCLUÌDO, porque nos sentimos em casa.

Durante a tarde de sábado, as horas foram preenchidas por longo  passeio a pé, ao longo da costa, com paragem para uma bebida fresca.

Depois, de carro, prosseguimos para Ezaro - outra povoação pesqueira, onde desagua o rio com o mesmo nome - sempre seguindo a linha costeira - não tem como errar!

Lá chegados, é aceitar o convite para subir ao alto da montanha, ao MIRADOURO e desfrutar de uma magnífica e quase aérea vista:


Mar aberto, rio Esaro e ria.

De volta a Muros, havia que jantar, que a fome apertava.
Aí, em  Muros,  cheira a peixe fresquíssimo, cheira a marisco vivo e esse foi o jantar - uma descomunal parrilada de marisco, para duas pessoas, mas que chegava à vontade para quatro - foi com imensa pena que vimos a travessa seguir, meio cheia,  para a cozinha!




Absolutamente recomendável
Há vários restaurantes, porém o meu preferido é este, o DON BODEGON, em frente ao porto!


Para dormir a oferta é escassa.
Marquei através do Booking o que me pareceu ser mais aceitável, não passando, no entanto, de um hotel de 2 * - que acabou por provar que quem vê estrelas não vê a real qualidade da acomodação - no caso muito, muito simpático -

HOTEL RURAL PUNTA DE UIA

que, entre outras coisas, oferecia esta vista!





Exteriormente, este é o aspeto:



Uma casa em granito com dois pisos.
Quase todos os quartos com vista para a ria.
Os quartos, em si, são amplos, com casa de banho privativa, TV e WIFI.
Como senão, a má insonorização entre os quartos.

O pequeno almoço, embora simples, tem imensa qualidade, com várias qualidades de pão e - importantíssimo! - sumo de laranja natural.

O edifício é rodeado por jardins muito cuidados e um pequeno pomar de macieiras.


Tem até um espigueiro, imagem de marca desta região.


Quem preferir a tranquilidade absoluta, aqui pode passar as suas horas de lazer.

Domingo pela manhã, feito o check out, seguimos para Muros, para o café matinal e uma volta a pé descobrindo a povoação.

Com ruas estreitinhas ...

Estátuas que homenageiam os habitantes ...

E o  porto...


Continuando pela costa chega-se a Louro, um pueblo vizinho e - aí sim! - as praias são irresistíveis!


Quase desertas, de areias brancas, mar turquesa e temperatura amena ...


São praias protegidas o que significa que não existe poluição ...

Sucedendo-se assim ao longo da costa ...

Sempre rodeadas por montanhas ...

Sempre imaculadas!
Desta vez, foi apenas um fim de semana, mas quero voltar. Voltar e ficar, Quero tempo para viver neste paraíso.

A seguir ao almoço, continuando junto à costa, atinge-se o Cabo de Finisterra, na Costa da Morte, que se estende até à Corunha!
Aí, mar aberto, muitos naufrágios ocorreram ao longo dos tempos.


Sempre o mesmo deslumbramento!

Aí se inicia uma das muitas rotas da Estrada de Santiago - é o quilómetro 0!
Aí, os caminhantes deixam testemunhos da sua passagem e da sua devoção!


Sobre uma rocha, a sua passagem foi eternizada - é uma bota de caminhante em bronze!

E foi tempo de terminar, de regressar a casa, de sentir que o tempo quase se eternizou nestes dois dias passados fora - porque essa é uma das vantagens das viagens - alterar o ritmo, abrandar a velocidade do relógio.
Sinto-o sempre que saio ainda que por pouco tempo - a sensação é que, de uma forma mágica que contraria as leis da física, se consegue rentabilizar e fazer crescer o tempo - esse tirano!

Beijo
Nina