terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Meu Porto Seguro





Aproveitando o tempo seco - embora gelado - tenho investido nas caminhadas, junto ao rio Douro, ou junto ao mar.

Bem sei que sou suspeita - porque considero a minha cidade a mais bela do mundo, o melhor lugar para se viver, o meu Porto Seguro - mas ainda assim e sempre me encanto, me deixo fascinar pela beleza do que a minha vista alcança. 
E fotografo, fotografo, fotografo ... para registar o que pretendo seja eterno.


Ao longo da margem esquerda - Vila Nova de Gaia, caminho em direção à Ponte D. Luís que atravessarei , chegando ao Porto, à Ribeira do Porto


A Sé Catedral e o Paço Episcopal, edíficios majestosos , lá no alto, na parte antiga da cidade

Estes foram em tempos os barcos que transportavam o Vinho do Porto, partindo da Régua, navegando até Vª Nª de Gaia, onde as pipas eram depositadas nas Caves.

Hoje estes barcos - os Barcos Rabelos - são meramente decorativos ou utilizados no transporte de turistas que fazem cruzeiros no rio Douro

São tão elegantes.
 A este falta-lhe a vela gigantesca que o fará mover.

No casco, o nome das Caves a que se encontram ligados

Atualmente enfeitam o rio ...

Em terra, placas com a identificação das diferentes Caves, das diferentes marcas de vinho 

Esta, muito conhecida é também uma imagem plena de charme

Olha o espírito empreendedor da nossa gente - há turistas, há mercado de rua 

Observei que vendem imenso ... estivese eu noutra fase da minha vida ( estudante, com pouco dinheiro ...) acho que o meu lado mercantilista me faria virar  vendedora de rua

Aqui artigos feitos a partir de cortiça - Botas? A sério?



Atrvessar a ponte nem sempre é fácil, porque a multidão de turistas complica o trânsito ... porém,  nada que não se ultrapasse!

Na Ribeira do Porto ... mais compras, mais vendas, imenso movimento!

Os bares multiplicam-se e, para meu grande espanto dei de caras com o Bar do Peter que conheci nos Açores 

A esplanada está ainda vazia. É a hora matutina! Ao almoço dificilmente se encontra mesa livre.

Largo do Terreiro ...

,,, com o CUBO do José Rodrigues ...

... e, ao fundo, um nicho com S, João, o santo da cidade ...

A arquitetura é o que se vê - genuína e preservada ...

Uma teia de ruelas medievais ...

Tudo muito bem aproveitado.
Em redor, os idiomas misturam-se.
 Há gente de todo o mundo!

O Porto é uma cidade de pedra ...

granítica ... despojada, verdadeira.
Na parte antiga, a pedra está muito presente.


Com arte souberam casar o antigo com o moderno ...


como é o caso do Café do Cais


Gosto deste colorido - nascendo da pedra, cresceram casinhas pintadas!

Encontrei a Tuna!
 Não sei de que Faculdade, mas lá estavam eles, os jovens estudantes animados.
Tocavam, cantavam e até dançavam.

Num desvão, roupa secando à janela, imagem de marca de um bairro antigo ...


Vi pela primeira vez esta homenagem - ao Duque, um barqueiro que salvava vidas ou resgatava corpos do Douro.
Aqui é uma figura lendária. Quase um herói.

Voltei a atravessar a ponte, voltei a Vª Nª de Gaia onde estacionara. Recolhi este pedaço da sua história.

Qualquer dia volto.
Volto sempre.
E sempre descubro novos tesouros.
No meu Porto Seguro.

Beijo
Nina




domingo, 13 de janeiro de 2019

Mangas raglan






Sem falsas modéstias e falando muito a sério, garanto que os meus conhecimentos no âmbito do tricô são limitados. Sei pouco. Mas o que sei, sei mesmo. Sei bem.

Uns quantos pontos, uns quantos princípios e sei como fazer cavas para mangas raglan. Sei uma técnica. Acredito que haja outras, diferentes e melhores. Mas, repito, sei esta e satisfaz-me.

Aprendi consultando sites.Verdadeiramente  ensino à distância. Online!
Logo eu que privilégio os olhos nos olhos.
Se funcionou comigo, funciona com quem quer que seja.

Então é assim:

- Alcançada a altura desejada, no direito do trabalho, tricota-se 2 malhas em liga;
   Passando o fio para trás do trabalho, pá ssa-se a seguinte malha sem tricotar
   Tricotam-se, em seguida, em liga, 2 malhas seguintes juntas.

Continuamos a tricotar a carreira normalmente.

Quando faltar 5 malhas, tricotam-se juntas 2 malhas em liga;
Passa-se o fio para trás e passa-se a malha seguinte sem tricotar;
Tricotam-se as 2 últimas  malhas em liga.

O avesso é tricotado em liga.

Repete-se até que a altura da cava seja suficiente.

Na manga, aplica-se a mesma técnica.

Esperando ter sido clara, deixo esta explicação respondendo especificamente a uma amiga.
Oxalá tenha ajudado, Manuela.



Beijo
Nina

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Andorra



Andorra é um pequeníssimo país com características únicas.
Implantado em plenos Pirinéus sofre influência direta de França e da Catalunha, sendo estes os idiomas oficiais, embora o castelhano e o português sejam correntemente falados.
- O português?
- Sim! Dado que aqui vive uma imensa comunidade portuguesa, trabalhando principalmente no comércio e nas obras públicas,
A sua presença é de tal modo recorrente que, nos hotéis, restaurantes e lojas, não me dou ao trabalho de falar outra língua que não o português ( quando muito, um pouco de portuñol) e logo me respondem na mesma moeda.

Não se passa ao largo de Andorra.
Não!
Vai-se a Andorra que fica a 200Kms da autoestrada que liga Zaragoza a Barcelona. A dada altura encontra-se o desvio e, não tem que enganar, é seeeempre a subir - os tais cerca de 200 Km - e chega-se lá, a Andorra.

Por que se faz tal desvio?

- No Inverno pelos desportos de neve e pelas compras.
- No Verão pelas atividades na montanha e pelas compras.

De resto, nada mais justifica o desvio.


Eu vou pelas compras, que já foram bem mais vantajosas.
Ainda assim, Andorra continua sendo um Shopping Center (gigantesco) ao ar livre, localizado em duas ruas principais.

No Inverno é lindo, com as esfuziantes iluminações de Natal.
As ruas apresentam-se repletas de gente - as que vão para comprar e as que, a partir de certa hora deixam as pistas de esqui e vêm para o centro , Andorra la Vella, a localidade principal.


Muito para ver, muito para olhar - no caso uma réplica de uma obra de Salvador Dali

Este é o "meu" armazém!
 Provavelmente o mais antigo e mais bem fornecido de toda a cidade, com preços bem visíveis em cada artigo
 - importante para não comprar gato por lebre!


Rodeada por altas montanhas, a cidade está bem confinada a um espaço exíguo ...
Já falei com portugueses aí residentes que referiam saudades dos largos horizontes.
Como eu os compreendo - não suportaria facilmente viver em pouco mais de duas ruas.
 Acho que inevitavelmente seria atacada por claustrofobia.


Para quem vem de passagem, é interessante embora simbolize o pior da sociedade de consumo  - mas, é certo, que só lá vai quem quer.

Digamos que enquanto aqui estamos, assistimos ou participamos no esquema.
 É sempre uma experiência.

As nacionalidades misturam-se e torna-se impossível identificar a origem das gentes.
Há, por exemplo, multidões de russos - aliás foram eles que "nos" estragaram o negócio, com a sua abundância de dólares fizeram com que os preços disparassem.

As principais lojas são perfumarias ( essas sim, com preços incríveis, imbatíveis), roupas e sapatos  de marca, mas também lojas de decoração de elevadíssima qualidade.

Entra-se em Andorra la Vella, vindo de Espanha, por esta rua - linda, iluminada, desafiando a compra e mais compra

Já por aqui comprei roupas, que a oferta é fantástica ...

... e o bom gosto também.

Pena os preços!
Que os precinhos desmotivam ...
 
De modo que me limitei à perfumaria que, como referi  é mais de 50% abaixo do preço cobrado em Portugal

Esta praça quase mágica fica no caminho das lojas principais.
Acho que a ideia é hipnotizar os futuros compradores que, neste ambiente mágico perdem a noção da realidade podendo facilmente "desgraçar-se"

Parece o caminho para o paraíso, não parece?

E, para quem não for capaz de se conter, até é!
(Oh! que lindo! Gosto de tudo!)

Refiro que nesta época, plena época alta, os hotéis superlotados atingem preços absurdos. Melhor será pernoitar antes de atravessar a fronteira, ainda em Espanha, em La Seu d'Urgell. Aí encontra-se ofertas excelentes a preços aceitáveis.

Dito isto, perguntarão?
- Porque regressas tu a Andorra, conhecedora do esquema bem montado para te extorquirem os Euros?
- Regresso, porque sim. Porque o percurso é lindíssimo - das estradas mais belas do mundo - porque a experiência é sempre entusiasmante e porque, em férias, me permito pequenas (muito pequenas) loucuras consumistas que não admito no meu dia a dia.

P'ro ano, regresso!
Reclamando contra os preços. Mas regresso.
Prometido.

Beijo
Nina

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Zaragoza



Continuando em Espanha, partindo de Burgos rumo a Andorra, Zaragoza é paragaem a que já me acostumei, é quase casa.
Fico sempre no mesmo hotel, um Ibis modesto, mas confortável, muito bem localizado e com garagem - exigência de que não abdica o senhor que me acompanha.

Chegámos normalmente a meio da tarde, ainda com sol e rapidamente instalados, atravessámos a velha ponte de pedra que conduz ao coração da cidade.


Atravessámos o rio Ebro e, na outra margem, lá está ela, a fantástica catedral de Nossa Senhora do Pilar.
É tão bonita, tão extravagante, tão majestosa que nunca me deixa indiferente.

A ponte.
É também uma referência.
É peatonal, mas aberta ao trânsito dos transportes públicos - o que acho uma pena!
Em cada extremo, no alto de duas colunas, leões observam-nos.

Quando anoitece, El Pilar, ganha ainda mais encanto com as luzes que a enfeitam.

São torres e abóbadas e mosaicos e flechas.
 É uma sinfonia em pedra.
 De alguns ângulos assemelha-se às mesquitas turcas.
 De outros às igrejas moscovitas.
 Noutros, ainda, apresenta perfis góticos ...
Um deslumbramento!

Visito-a percorrendo as suas alas e corredores, olhando os seus tectos, contemplando os seus altares sempre, sempre  que por aqui passo. E passo frequentemente. Mas não me canso. A visita nunca está completa. Há sempre uma descoberta a fazer.


Na praça que a rodeia é onde tudo acontece. Todos os motivos são bons para sair de casa - pensam e assim agem nuestros hermanos, os espanhóis ...


Ao contrário de nós, portugueses, os espanhóis saem muito, saem sempre. Convivem na rua, nas esplanadas, nos jardins. Convivem velhos e novos ...


Este é também um local de encontro.
Sendo que este é particularmente bonito, um café antigo, romântico, com algumas semelhanças com o "nosso" Majestic.


Tomei um café e olhei. Vi. Observei. O culto do convívio.

Ao acaso, percorrendo o bairro antigo, espantei-me com este "romano", no centro de uma esplanada, no interior de um Shopping ...



Estava frio. Uma noite gélida. Foi tempo de regressar ao hotel seguindo o mesmo percurso ...


De novo e sempre enfeitiçada pela catedral ...

Ao longo das margens, esplanadas. Agora quase desertas, mas ainda assim belíssimas.

A ponte, a velha ponte que os autocarros e táxis desfeiam, à noite, tranquila, tem acrescida graça ...

A zona habitacional moderna cresce ao longo do rio - que seguramente será a zona mais bonita da cidade.
 Além de mais fresca, que Zaragoza sendo polar no Inverno é tórrida no Verão.

Um último olhar.
Uma última despedida à velha ponte de pedra.

 Na manhã seguinte partiríamos rumo a Andorra.

Beijo
Nina