terça-feira, 22 de maio de 2018

Tricô


Decidira que tinha encerrado a época do tricô, com a camisola/blusa rosa que pode ser vista AQUI! e que acabei por usar pouco, dado que o calor apareceu. Além disso, é quase impossível e, no mínimo, incómodo, manusear lãs quando o tempo aquece. Esta decisão foi, mais que tomada, imposta por estas circunstâncias.

Acontece que, há umas semanas, passei por um dos meus locais favoritos - precisamente a loja das lãs - já nem sei qual o motivo, mas todos os motivos são bons para repetir a visita. 
Fui, portanto, com a intenção definida e um propósito. Cumpri-os, mas ... caí em tentação (como sempre caio ) e comprei  uma irresistível cor verde água, em mohair, quentinha e peluda, uma delícia.
Pensei que ficaria guardada na gaveta até ao próximo Outono. Só  que, de repente, pôs-se frio - motivo mais que justificado para (re)pegar nas agulhas e dar aso à imaginação.






Esta, a que eu pensava ser a última camisola/blusa do ano.
Enganei-me redondamente (ainda bem)




Encontrei este esquema, simples e pouco criativo, mas que sempre resulta e comecei a tricotar.


Optei por manga raglan ...

... e muitas trancinhas.




Num instante conclui a frente.
Passei depois às costas, tudo liso, tudo em meia no direito e liga no avesso, que se tricota quase de olhos fechados.





Em suspenso ficaram as malhas do decote que serão apanhadas no final para assim tricotar o remate.

Faltam as mangas.



Comecei ontem a primeira ...

... e a segunda não tardará.
Depois é coser as costuras e já está - camisola/blusa pronta para o próximo Inverno.

Conhecendo como conheço esta minha estranha dependência, tenho uma reserva de munições em fio de algodão para ocupar as mãos logo que esta tarefa esteja concluída, porque - convenhamos - tricotar é mesmo uma delícia, das maiores delícias com que se pode ocupar os tempos livres.
Eu acho!

Beijo
Nina

domingo, 20 de maio de 2018

Foi um sábado muito bom

Por definição, "Sábado" é dia de coisas boas. Isto na minha cabeça, já se sabe. Por razões que não deslindo associo este dia a dia de felizes ocorrências. Melhor que sexta-feira e muito, muito melhor que domingo. Sábado é, por excelência O dia!

O de ontem foi muito agradável, agradabilíssimo, com sol, calor , companhia de amigos e passeio até terras galegas.


Escolhi preto e branco e muitas bolinhas para me vestir - vestimenta antiga, mas sempre atual ...



... adequada ao dia primaveril.
Às camadas para prevenir o imprevisto dum golpe de frio - que realmente ocorreu no final do dia

Os tecidos não amarrotam, excelentes para viagens 


A minha amiga vestiu de preto



e muito bem!
Gosto destas combinações de preto + castanho + branco - remetem-me para África, não sei bem porquê-.


A minha amiga elogiou-me os sapatos, mas ...

A minha amiga elogiou os meus sapatos que são realmente bonitos, mas ...


... com reservas!
É  que, ao fim de pouco tempo, incomodam, magoam, transformam-se em facas




Já as sandálias dela, são verdadeiramente "todo o terreno"

Quando me vesti, sabia que os meus pobres pezinhos iriam protestar. Aliás protestam sempre. Protestam seja qual for o tipo de sapatos (com excepção dos ténis). Por isso, prevenida, levei comigo um par extra para trocar em caso de necessidade. Troquei. Fiquei feliz, aliviada e confortável.

Depois seguimos para a Galiza, concretamente para o Grove, onde a oferta de peixe e marisco é imbatível.



Nos restaurantes, o apelo é este ...

Voltámos ao de sempre ...

simpático e acolhedor ...

... com ofertas irresistíveis.

Foi portanto um sábado muito bom, como se quer que sejam todos os sábados.

Hoje o sol sumiu e está frio. De novo. Muito frio.
Voltemos aos casacos e às lãs.

Boa semana

Beijo
Nina

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Conjugar o novo com o antigo, eis a questão ...


Como  conjugar o que se veste?

É  a pergunta, a tal do milhão de dólares, porque aí reside o busílis da questão  e explico.

Se no início da estação.  em pleno estado de paixão  face às  novidades, se investe em "conjuntos" em que tudo está combinado - as calças com a blusa, com o casaco, com o cinto, com os sapatos ... e por aí fora - tudo combinado, tudo previsto, o tal posterior problema da conjugação não existe.

Se, pelo contrário, como ocorre com a maioria das mulheres, entre as quais me incluo, as aquisições  são restritas e selecionadas, de modo a produzir visuais utilizando "a prata da casa", aí  a coisa muda de figura, exige reflexão e ponderação,  tendo em vista o que reside, fruto de compras de anos anteriores,  lá no roupeiro de casa.

As imagens que a seguir mostro, são prova disso mesmo, da tal ponderação , em que tive a preocupação de rentabilizar e conjugar cores, no caso o AZUL!



Casaco de linho azul bebé - do ano passado e que continuará a ser meu,enquanto conservar o bom aspeto atual

Tratei  criar espaço para continuar a usar este casaco - admito que gosto particularmente de casacos compridos e só no pico do Verão os dispenso.


Combinei com calças de ganga azul escuro,, de perna larga, talhada a direito.
Quando as recebi (foi uma compra online) pareceram horriveis, largueironas, deselegantes. Mas não!
 São confortáveis,  vestindo lindamente.




   

À falta de fotógrafo, eu mesma registei as imagens diante do espelho ...mas, definitivamente, não é a mesma coisa.


A blusa é deliciosa, muito fininha, muito suave, uma segunda pele.
Veio da Zara!



Escolhi nestas cor, embora houvesse uma razoável gama de tons.
Quis azul!
Porquê?
Para combinar com o casaco.

Há uma tendência que aconselha a jogar com cores contrastantes. A mim parece-me arriscado e por isso opto pelo mais óbvio e mais seguro.


Nos és, de novo azul!

Foi, portanto, vestida de azul que vivi estes primeiros dias de Primavera, feliz e contente com as novas aquisições que acabam por revitalizar tudo o que já não é assim tão novo.
São muitos anos de prática, minhas amigas!

Beijo
Nina



domingo, 13 de maio de 2018

Inspirando-me ...



Quando, sob o título Primavera, mostrei  AQUI um conjunto de "looks" que me tinham agradado, na minha memória, conservei em particular este:

studded fringed leather jacket + jeans | street style obsession
Jeans antracite, botins e blusão de couro.
Para aqueles dias mais frescos, com céu enublado, com repentes de frio, agrada-me, porque é leve, prático e atual.

Acontece que no último sábado o dia nasceu com sol, mas muito pouco convicto. Estava fresco e podia mesmo chover, como aliás aconteceu.

No momento da decisão, na hora de escolher o que vestir (hora sagrada, como muito bem sabem ...) lembrei esta possível combinação, embora com liberdade de optar pelos detalhes que muito bem me apetecessem - era só o que faltava! Vestir-me à risca, como quem segue uma receita culinára. Aliás, nem aí sou obediente ... mas essa é outra conversa.


Blusão de couro - check!

Jeans antracie e botins (bordeaux) -check!

Um investimento seguríssimo!
Blusão de couro preto é peça chave que será rentabilizada "uma vida"

Este é da Zara e tem vários anos.
Para alegrar juntei a malinha estampada - um achado, uma pechincha encontrada num mercado de rua em Itália

Os jeans são novos, de cintura subida, o máximo do conforto se comparados com aquela invenção do demo que eram as calças de cintura descida. Não posso gabar-me de não as ter comprado, até porque, a dada altura, era o único modelo que se encontrava à venda.
Agora, de novo e finalmente voltamos a exibir a cintura!

Sob o blusão vesti uma t-shirt branca e enrolei um lenço no decote - há coisas que de facto nunca mudam ...



Foi uma boa escolha, como apenas o são as escolhas que nos transmitem conforto e segurança.


Tenham uma feliz e produtiva semana, que o tempo voa e já estamos a meio do mês de Maio.

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de maio de 2018

Uma almofada que já foi camisa ...


Aprendi, por puro acaso, que o tecido com que são feitas as camisas de homem tem excelente qualidade e que é uma pena não o aproveitar quando as mesmas se encontram imprestáveis, pois têm o péssimo hábito de se estragarem no colarinho e nos punhos.
Ouvi dizer que é possível "operá-las", isto é, praticar uma certa cirurgia , virando as partes doentes. Não estou para isso, até porque não sei ( nem quero saber) como se faz.
Logo, assim que a dita apresenta sintomas de "maleita" é retirada do roupeiro e segue para o cesto dos tecidos.
Duas esperavam vez, esperavam que eu me dispusesse a dar-lhes destino.
Acontece que a costura, como tudo na vida, corre melhor quando apetece.
Esperei pois que o apetite se anunciasse.
Então, tratei de as cortar em partes - mangas, frentes e costas. Passei-as muito bem e comecei a medir e a cortar.




Aproveitei um quadradinho em tempos bordado e, a partir dele fiz crescer a capa da almofada.
O tecido rosa  bem como o verde às pintinhas foram aproveitamentos de retalhos. Apenas o xadrez  pertencia à camisa.

Depois de costurar as diferentes tiras, coloquei manta térmica para dar "corpo e forrei. Só então liguei as duas partes da almofada.

Tenho ainda diversos bordadinhos guardados, parecidos com este. São ternurentos e valorizam a peça onde se costuram-

A parte de trás da almofada..
Aproveitei os botões e as "casas" da própria camisa

Ficou perfeito!
Sem fechos, sem complicações

Não sei como não tinha pensado nesta solução há mais tempo ...

Pronto! Cá está ela!

 Sobraram ainda vários pedaços deste xadrez e uma outra camisa.
Comecei a recortar quadrados e dentro em breve nascerá uma toalha para a mesa da cozinha, que não deixarei de  - vaidosa - exibir!

Decididamente, encontro-me em "modo" costura. Há que fazer render a onda.

Beijo
Nina

domingo, 6 de maio de 2018

Muitas flores






Cobri-me de flores, embrulhei-me em flores. Flores aos montes, aos molhos. Só flores.



Comprei este vestido. Rosa. Repleto de rosas.

Mas não só rosas. Não!
Outras variedades compõem o ramalhete.

É um camiseiro, com bolsos ...

... cinto,(pequenas) aberturas laterais ...


... abotoado com grandes botões brancos ...

... mangas a 3/4 e bolsos no peito.
Um perfeito camiseiro. Clássico, mas ainda assim moderno.

O tecido é que transgride! É vistoso, exuberante e marcante. Identificável à légua.
Veio da Zara e imagino os quilómetros de tecido que terão sido utilizados para confeccionar este modelo. Corre o risco de se tornar viral (como agora se diz) e será fácil, facílimo, cruzar-me com dezenas de mulheres vestidas como eu, não só aqui, mas em qualquer lugar do planeta, dado que a Zara está em todo o lado.

Vesti-o ontem, entusiasmada, empolgada com a ousadia da escolha e, inesperadamente, não encontrei ninguém que o usasse.
Quem procura exclusividade deve evitar a Zara, que não pretende enganar ninguém.
Lá, o (meu) sistema é optar por tecidos lisos que não deixam rastro.
Desta vez, porém, ousei.
Porque gosto e me apeteceu.
Foi o primeiro dia verdadeiramente primaveril. Para o receber nada mais adequado do que cobrir-me de flores.

Beijo
Nina