sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Caos!

Tenho (tinha ...) um cantinho caótico!
De que muito me envergonho, diga-se!
Fica no hall de entrada, num armário embutido, onde se aloja a central elétrica.
Parecendo-me um espaço desaproveitado, pedi ao carpinteiro que, para ele, fizesse prateleiras.
Cheia de boas intenções, forrei-as com papel lavável e destinei este espaço para ferramentas.


Só que, infelizmente, rapidamente fugiu ao meu controlo ...

... acabando por aí ir parar as tralhas mais improváveis.

... que se acumulam, umas após outras ...

... na convicção de que virão a ser úteis, quando, na verdade, não passam de um monte de lixo!
Andava, há tempos, a remoer esta questão, sentindo-me quase prisioneira de um apego disparatado.


Finalmente, decidi-me ...

... analisando parafuso por parafuso, prego por prego, separando guardando, etiquetando  ...

Grande parte do "tesouro" voou para o caixote do lixo, já que de lixo não passava!

Foi uma tarde, uma tarde inteira de poeira, de lavagem e secagem de prateleiras ...

... trazendo ordem ao caos!
Mato - ameacei! - mato quem me sabotar o esquema!
Constatei que tenho ferramenta suficiente para, se me apetecer, construir uma casa!
 Só me falta a perícia!
Que a ordem está estabelecida e, enquanto me lembrar, vou policiar o armário ...
Parece que este é o primeiro indício de uma compulsão obsessiva  compulsiva!
Que seja!

Beijo
Nina

quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Peixinho ...


... para o almoço!
Receita simples e muito rápida, como se exige a quem tem pouco tempo.
Cozinhei pescada, assim:


Um pouco de azeite ...

... a que juntei 2 alhos franceses (porró) em rodelas finas - sublinho a necessidade de lavar as rodelas em várias águas, já que a sobreposição de camadas permite uma inacreditável acumulação de sujeira! - e deixei fritar, mexendo sempre, até amolecer.

Entretanto, a pescada temperada com sal, pimenta e sumo de limão, aguardava!

Ao alho, frito e quase seco ...

... juntei meio copo de cerveja. Tapei. Deixei que fervesse lentamente durante 10 minutos.

Fui então à minha horta privada e ...

...apanhei um raminho de salsa fresca que lavei escrupulosamente.

Ao alho estufado, juntei a pescada que salpiquei com a salsa.
Deixei que cozinhasse em lume brando cerca de 10 minutos.

Servi com puré de batata!
Gostei muito!
Recomendo!

Beijo
Nina

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Cenouras


Comemos muitas cenouras, na sopa, nos arrozes, nas massas, em bolos e até em sumos.
Costumava comprar 2 Kg por semana e poucas sobravam.
Comprava no supermercado, é claro!
Porém, como entretanto tive a enorme sorte de conhecer a Fátima, que, em Esposende, onde vive, me vende os produtos da época e da (sua) terra, as minhas cenouras vêm todas de lá. E são excelentes, como todos os outros produtos.
Sublinho que as "cenouras da Póvoa" - região contígua a Esposende - sempre tiveram fama e proveito de serem o superlativo das cenouras.
E são!


Acontece que, antes da Fátima
 - passarei a designar esta situação por AF em oposição a DF, já que 
a sua importância na qualidade da minha vida é
incrível - comprara esta embalagem de sementes, 
na absoluta convicção que passaria a cultivá-las,
espécie de agricultora nos meus sonhos.

 Agora, DF, não faz sentido alimentar essa ilusão!
Porém, há que dar destino às sementes:


Assim, enchi duas embalagens de ovos com terra, reguei e esperarei!

Neste caso, admito, o importante não são as futuras cenouras, mas o método de cultivo.
Sendo as embalagens feitas em cartão degradável, assim que as plantinhas germinarem, assim que proceda à seleção das mesmas, assim que atinjam tamanho que permita a sua plantação definitiva, viajarão para o exterior, sendo instaladas em floreiras, sem necessidade de as retirar do "berçário, que se degradará  conforme a sua natureza, na casa definitiva.

Foram cenouras, como poderia ter sido qualquer outro tipo de planta.
Já vira esta técnica em prática com os tubos de cartão do papel higiénico.
No caso, usei o que estava disponível e o procedimento vale como experiência.

Palpita-me que resultará e que serão quilos e quilos de belas cenouras.
Sou uma incorrigível otimista!
Bem sei!

Beijo
Nina

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Bolo de frutos à inglesa



Antes de falar no assunto que aqui me traz, cabe-me informar que:

- Sou fiel devota às receitas comprovadamente boas, vá, excelentes;
- Ainda assim, obrigo-me a enveredar por novas aventuras;
-Preocupa-me a gestão de recursos. Logo, antes da decisão final, dou uma vista de olhos às prateleiras da despensa, não vá dar-se o caso de deixar que algo expire o prazo de validade.

Posto isto, ainda que a tentação de repetir uma  comprovada delícia  fosse grande, obriguei-me a sair da minha zona de conforto, como agora se diz!
A seguir, descobri duas embalagens intactas, uma de cranberries, outra de gengibre, ambas cristalizadas.
Não será pois surpresa, que me tenha aventurado no BOLO DE FRUTOS À INGLESA!

Estamos assim!

Distraí-me e quando pretendi gravar o dito para a posteridade, dele, restava o que a imagem documenta.

INGREDIENTES

Farinha - 225 g
Açúcar - 250 g
Manteiga - 115 g
Frutos cristalizados - 180 g
Fermento em pó - 2 c. de chá
Leite - 2 c. de sopa
Ovos - 4

PREPARAÇÃO
-Bate-se a manteiga com o açúcar até ficar cremosa;
- À parte batem-se os ovos, com o leite e adicionam-se à manteiga;
- Junta-se a farinha com o fermento, continuando a bater até que a massa faça bolhas!

-Vaza-se em forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha.
- Assa em forno previamente aquecido a 180 graus, cerca de 35 minutos.

Come-se frio!
Desaparece num instante!
Aviso!

Beijo
Nina

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Frascos de vidro


Nesta altura do campeonato , é verdade mais que sabida que os frascos de vidro , quando vazios, se destinam à reutilização - nunca ao vidrão, ou, o que seria ainda mais penoso, ao contentor de lixo!  Novidade nenhuma!
Guardo todos e a todos dou destino, sendo que, quanto mais "diferentes", melhor, mais me cativam.

É claro que exigem cuidados, nomeadamente, o de se lhes retirar o rótulo.
Chamem-me picuinhas, mas acho detestável um frasco com restos de cola e, às vezes, até de papel.
Bem sei que a cola pode ser chatinha, agarrada de tal forma que se recusa a abandonar a parede de vidro.
Porém, depois de muitos truques e tentavivas - acetona, alcool, diluente, palha de aço ... que sei eu? - descobri um processo que realmente funciona.
Assim:

Temos, por exemplo, este frasco de molho de tomate, com um formato giro e três detestáveis pedaços de cola que a nada cedem!
Que fazer?

Um raspador!
Daqueles com lâmina retrátil com que se limpa a placa vitrocerâmica.
Com jeito, retira-se a  cola grudenta!
Depois, é só lavar com água quente e sabão e cola, nem vê-la!
Ficamos, então, com frascos cristalinos a que dar uso.
Estes, com bocal estreito, receberam cada um, um bolbo de narciso ...

... que já começa a criar raiz -  estes cabelinhos brancos que mergulham na água.

Logo que apareçam as flores - tenho muita esperança de que acabarão por aparecer -, com estes quatro frasquinhos farei uma linda e diferente composição. Confesso que bem necessitada estou! As orquídeas ainda não desabrocharam e a falta de cor desanima o espaço e desanima-me a mim, criatura sensível, como muito bem sabem!


À cautela, não vá a inovação falhar, plantei uns quantos bolbos de forma tradicional, quase, apenas, pousados na terra,.
De momento o grau de desenvolvimento é igual.
Esta aplicação dos frascos em vidro é apenas 1 em 1000 e a sua utilização acaba onde acaba a imaginação de cada um.
Uma outra aplicação interessante, é a de os transformar em castiçais, ainda por cima seguros, já que não se corre o perigo de que a cera escorra, suje, ou provoque algo ainda mais grave.
Na minha agenda, seguem-se, pois, os castiçais!
Me aguardem!

Beijo
Nina

domingo, 23 de Novembro de 2014

Almoço de domingo - parte 2

Vamos lá provar e comprovar se as dicas que se baseiam na programação e antecipação funcionam:

A 160 graus, 4 horas volvidas, sucesso!

Assado no ponto, suculento e muito tenro.
Esta parte do porco que sempre utilizo em assados, chama-se "cachaço" - assim se encontra etiquetada a embalagem  não apresentando sombra da "secura" do lombo convencional.

Acompanhado pelo Chutney de abacaxi - cuja receita se encontra AQUI - alguns palitos grossos de batatas assadas e uma pincelada de tomate fresco ...

... não tem defeito!

À sobremesa uma salada de fruta!
E pronto!
Almoço preparado, almoço comido!
Foi uma refeição muito agradável, com a vantagem acrescida de ter sobrado carne suficiente para quatro refeições mais.
Para que a carne não adquira uma intolerável textura seca e fibrosa, é indispensável que as fatias sejam cortadas apenas à medida das necessidades.
Deve ser guardada em caixa de vidro, muito bem fechada, no frio, acompanhada pelo molho do assado.
No momento de voltar a ser servida, cortam-se, como já referi,  apenas as fatias necessárias, que se regam com um pouco de molho, indo, tapadas, ao micro ondas, durante 1 minuto, no máximo 1 minuto e 30 segundos.
Convem ir variando os acompanhamentos, para evitar ouvir:
- Outra vez, lombo assado?
Truques, minhas amigas, sei os truques quase todos!
Como diria o outro, "São muitos anos a virar frangos!"
Bom resto de domingo!

Beijo
Nina

sábado, 22 de Novembro de 2014

Almoço (e jantar) de domingo!

Com a experiência e, infelizmente, com os anos, vem a sabedoria que permite simplificar o dia a dia.
Assim, um abismo me separa dos primeiros tempos como dona de casa, quando tudo eram dificuldades, obstáculos incontornáveis, quebra cabeças sem solução.

Domingo era o dia pior, o dia de todas as impossibilidades.
Sem empregada, sem vontade de sair para almoçar em restaurantes superlotados, como, meu Deus, como fazer o almoço?
Como conciliar a saída para o café, para a leitura de jornais, com o almoço na mesa às 13h?
IMPOSSÍVEL!!!!!

Era um stress, uma aflição, um desassossego que superava atabalhoadamente.

Será que as noivinhas de hoje se confrontam com tolos problemas deste tipo?
Quer-me parecer que não!

Ainda assim, deixo umas quantas dicas que simplificam, descomplicam, desvalorizam, banalizam os afazeres domésticos.

Lição nº 1.
-Cebolas descascadas!
Indispensável tê-las assim, no frio, hermeticamente fechadas, prontinhas a ser utilizadas!

Lição nº2:
- Alhos descascados!
Também eles conservados fechados, no frio, aquisição ainda mais preciosa que a anterior, já que, na minha opinião, os alhos deviam nascer pelados e não sujeitar ninguém à tortura fedorenta de os despir!

Lição n: 3:
- Preparar um assado ...

...de véspera, é claro, que a carne absorve atempadamente os sabores e, na manhã de domingo, lindas e perfumadas, limitámo-nos a girar o botão do forno ... o que nem esforço é!

A carne é regada com vinho tinto, temperada com sal e pimenta ...

... aconchegada entre ervinhas - salsa, louro e alecrim, que se regam com azeite.

O golpe de asa vem na forma de 3 colheres de sopa de mel!

Assim, temperada e perfumada, a carne aguarda no forno - ou no frio, conforme a temperatura - o início do assado.

Cobertas por água, umas quantas batatas que acompanharão o assado.
Este, decorrerá seguindo as normas do slow food - devagar, muito devagarinho, durante 3 a 4 horas com o forno a 160 graus!

Para acompanhamento, um Chutney de ananás com pimentos!

O melhor de tudo, é que esta peça de carne fará várias refeições, bastando mudar a parceria - arroz ou batatas fritas, ou massa, ou puré de batata, ou uma salada, ou ...

Quem disse que cozinhar é complicado?

Beijo
Nina