domingo, 10 de dezembro de 2017

Chá e bolo


Com previsão de violenta tempestade a fazer-se sentir a partir do meio da tarde, bom mesmo, é ficar em casa.
Ainda que não houvesse tal previsão, convenhamos que o melhor local para se estar nas tardes de domingo é o lar, doce lar.

Pela manhã ainda arrisquei uma rápida saída para comprar e ler jornais e tomar um café olhando o rio que, já então se mostrava escuro, agitado e ameaçador, de tal modo que as gaivotas tinham desaparecido, voando para local seguro.

Depois foi o regresso a casa, com a lareira bem abastecida de lenha, fogueira esperta e ar acolhedor - como só em casa se vive.

Num impulso, preparei um bolo. Uma torta. Com recheio de compota de frutos vermelhos.

Liguei o forno a 180 graus e preparei o tabuleiro, untando-o com manteiga e polvilhando- o com farinha - procedimentos que sempre antecedem a "feitura" doa massa do bolo.

Precisei de:

- 180 g de açúcar
- 5 0v0s
90 g de farinha
- 1 pacote de açúcar baunilhado
1 c. de chá de fermento


Preparação

- Bater 5 g gemas + 2 claras com o açúcar e o açúcar baunilhado até formar uma pasta esbranquiçada;
- Acrescentar a farinha com o fermento, continuando a bater até que a massa faça bolhas;
-À parte bater as restantes 3 claras em castelo muito firme;
- Juntar as claras à massa , sem bater, envolvendo cuidadosamente com uma espátula;
- Verter o preparado no tabuleiro e assar durante 20 / 25 minutos (testar com o palito)




Desenformar sobre um pano polvilhado com açúcar

Cobrir toda a superfície com compota de frutos vermelhos (ou outra qualquer)

Enrolar com o auxílio do guardanapo

... e polvilhar com icing sugar

Bonito, bom e fácil

Guardei em caixa hermética ...

... mas, depois de provar ...

... acho a precaução desnecessária ...

... porque não vai secar ...

Será comido num abrir e fechar de olhos ...

Suculento, suave e leve ...


Quase não precisa de chá!
Não é bom!
É delicioso!

Bom domingo.

Beijo
Nina

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Do Black Friday




Do Black Friday comemorado na última sexta-feira  do mês de Novembro, recebi ontem as encomendas feitas online no site da Zara.
Norrmalmente, em 2, 3 dias tenho a encomenda em casa - ou levanto-a na loja, conforme a minha opção.
Desta vez demorou 15 dias.
Estranhando, telefonei para o atendimento da marca onde me informaram que, dada a avalanche de pedidos, o tempo de entrega alargara, o que até é compreensível, mas que espevitou a minha (infantil) ansiedade.
Finalmente, ontem, chegou.

Não tencionava comprar o que quer que fosse, mas ... comprei!
Básicos e sapatos.



Estas camisolas /blusas caneladas, uma em verde tropa, outra em preto, vestem muito bem e adaptam-se ao corpo sem encher.
Têm a vantagem acrescida de serem 100% fibra o que, para a minha pele "comichosa" com lãs é ideal.
Sendo fininhas, visto-as debaixo de camisolas de lã ou de vestidos - e nada me "pica"



Esta, em preto, tem um canelado engraçado e um aspeto de coisa cara, que não é.


Esta, com meia gola, já foi vestida, combinada com uma saia de camurça e botas.
Gostei muito


Arrependo-me de não ter encomendado em branco, azul marinho e vermelho.
Fica para a próxima.

Quanto aos sapatos, aproveitei os 20% de desconto e escolhi:


Estes em príncipe de Gales, com tacão médio, bem grosso, que garantem grande comodidade

Combinam bem com umas coisas que tenho desde sempre - um blazer e uma saia neste padrão

O segundo par de sapatos, em verniz castanho, com laços (que adoro), são verdadeiramente elegantes e estou em estado de paixão com eles:



Menos cómodos que os anteriores, mas muito mais sofisticados.

Para terminar, uma camisa de seda branca, com pintinhas pretas - mais básico não existe ...


Vesti-a hoje, combinando com calças pretas ...

Posso dizer que foram excelentes compras, muito diferentes dos saldos em que só se encontram "monos" - falo por mim e pela minha triste  experiência.

Esta sexta-feira, feriado, resolveu fazer cara feia, com chuva e nevoeiro cerrado todo o dia. Pode ser que amanhã melhore - necessito (suplico ...) urgentemente que melhore para vestir as novidades.

Tenham um bom sábado.

Beijo
Nina



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Liliane

Conheço LILIANE desde o começo do blog e desde sempre alimentei a nossa amizade.

Gostava muito de a conhecer pessoalmente e, embora ela já tenha estado em Portugal e eu, por duas vezes no Recife, nunca nos encontrámos. Um dia será.

Liliane é muito atenciosa e faz questão de presentear os amigos, mesmo os que vivem do outro lado do oceano, como é o meu caso.

Em tempos, trocámos umas prendinhas enviadas pelo correio e tudo correu dentro do esperado, sem demoras nem contratempos.

Em Setembro de 2017, achando que não haveria problemas, enviei-lhe uma prendinha, coisa pequena, simbólica apenas, mas feita por mim com carinho.
Em Setembro, repito.
Para não correr riscos, registei o pacote, como garantia de que seria entregue.
Enganei-me!
Não foi!
Passaram semanas e nada.

Dirigi-me aos Correios onde me informaram que a encomenda chegara ao Brasil dois dias após ter sido registada. O problema era mesmo com os correios brasileiros.
Forneci o código de identificação a Liliane que descobriu que o pacote se encontrava retido em Curitiba.
Persistente, Liliane não deixou de reclamar e ainda bem que o fez, pois, 70 - setenta - dias após ter sido expedida, finalmente chegou.

ALELUIA; ALELUIA; ALELUUUUUIA!!!

Fiquei feliz e ainda mais porque há muito perdera a esperança de que o episódio acabasse bem.

Entretanto, por um amigo de Lliliane,  português,  vindo do Recife, recebi em mão, este gracinha ...



Uma cestinha - linda, linda! -  para pão que, seguramente, irei reproduzir nas minhas próximas aventuras no âmbito da costura.



Com toalha branca, dará um toque de cor e muita vida à mesa, além de representar, de algum modo, a  presença de uma amiga que (ainda) não conheço, mas a quem quero muito bem.
Obrigada, Liliane querida!


É inesperado, inaceitável e totalmente incompreensível que, no século XXI ocorreram tais incidentes, ainda mais quando falamos de organismos oficiais que vivendo dos impostos dos contribuintes, tão mal desempenhem o seu dever, traindo assim a confiança que seria suposto os cidadãos nele depositarem.
Enfim ...

Da próxima vez que pretender enviar o que quer que seja, será apenas e unicamente através de portador .

Este episódio acabou bem - Liliane recebeu a encomenda e eu aprendi esta lição.
E - mais importante - estamos ambas felizes.

Beijo
Nina



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Bolsinha

Mostro hoje a bolsinha que tinha costurado com retalhinhos e que fará conjunto com o saco, também ele de retalhos.
Serão presente para uma pessoa de quem gosto muito e que, sei, irá dar o devido valor à prenda - nada que se possa comprar onde quer que seja.
Para além de ser único é também fruto de muitas horas de trabalho ( mas principalmente de prazer) para quem, como eu, sem qualquer iniciação ou conhecimento na costura, não se inibe de fazer "coisas".

Lembro que comecei com uma máquina chinesa absolutamente temperamental, que só costurava quando lhe dava na real gana. Muita agulha parti! Muito me desesperei e desanimei, convicta de que não fora talhada para a matéria.

Insistindo, insistindo, insistindo - e comprando uma máquina decente ... - ultrapassei o que me parecia inultrapassável e começaram a nascer umas brincadeiras sem pretensões a grande obra.
O certo é que, fazendo o melhor que sei, noto que evoluí e que cada peça é mais perfeita e mais fácil de executar que a anterior.
Reside aí o segredo - saber que a prática conduz à perfeição - pois, se pretendermos que tudo saia absolutamente impecável, melhor desistir, pois, garanto,  não sairá.

No caso desta bolsinha, até que me desenvencilhei sem sofrimento - recordo que a primeira que tentei produzir preencheu toda uma tarde de domingo, resultou em TODAS as agulhas partidas, tecido rasgado em pedaços, uma lixeira descomunal e a vontade assente de nunca, jamais, em tempo algum, me aproximar novamente de uma máquina de costura.



Ei-la, bela e amarela!
Posando junto à minha Tilda, de nome Nina, presente de uma amiga brasileira, a Ju, que infelizmente desapareceu da blogosfera ( Onde andas, querida Ju?)



São retalhos e mais retalhos, e uns pedacitos de renda



O interior num xadrês miudinho, utilizando uma sobra de tecido.
O meu calcanhar de Aquiles continua sendo o fecho - é muito difícil cosê-lo, mas não impossível!
Seguindo a mesma linha de raciocínio, sei que um dia eu chego lá, à perfeição.

Já habita o saco e parece-me que os dois casam lindamente

Os bolsos do saco, combinam com a bolsa (por puro acaso, confesso)

Antes do Natal seguem para a nova dona e eu feliz, pois tenho a certeza que será prendinha muito estimada

De momento, quase esgotei os retalhos.
Pretendo por isso iniciar novo voo - calças de pijama! Que lhes parece? Sou atrevida? Sou!
Mas - lá está - sem uma dose de atrevimento não se sai da cepa torta ...

Depois mostro - isto é, se houver alguma coisa para mostrar ...
Se não, não se fala mais no assunto.

Beijo
Nina




domingo, 3 de dezembro de 2017

Gosto do Outono ...


Quando os dias se fazem assim, azuis, profundamente  azuis  e tão  luminosos que os olhos tendem a cerrar-se como se para o sol olhassem e assim se resguardassem,  gelados, quase polares,  eu gosto tanto do Outono que, não  fosse amar todas as estações,  diria que esta é a minha favorita.

É  domingo de manhã.  Um tempo sem pressas.
Limito-me a ser.

Aqui, junto ao rio Douro, assumo a sorte de estar num local perfeito.


Um barco, quase casa, quase parede junto à margem.
Ao fundo a ponte, a nossa ponte.

Do outro lado, o Porto, branco e cinza, sóbrio, de uma beleza discreta, mas imponente.
Como, quanto eu amo a minha cidade, o meu chão!
Tanto que lhe apago os defeitos e amo mesmo assim.


Deixo que o olhar passeie e se perca neste horizonte.
Está frio, muito frio. Gosto!

Vesti-me em camadas sobrepostas - a velha táctica da "cebola".
Assim:


Quem reconhece o VESTIDO ?

Quente, tão quente que apenas nestes dias gélidos sai em cena.

Continuo a gostar dele. Continuo achando que foi um excelente investimento - todas as horas que com ele gastei até ficar pronto. Tanto que me apetece repeti-lo, noutra cor, noutros pontos.
É que nunca encontrei um, dos muitos que se encontram à venda, que se lhe assemelhe, em corte ou qualidade.


Calcei meias opacas pretas e sapatos sem salto para melhor garantir o conforto ...

Na cabeça, chapéu de aba e, a tiracolo, esta mala numa das minhas cores preferidas - o azul petróleo.


Aliás se (quando) repetir o modelo do vestido, será exactamente nessa cor - o azul petróleo.

Tenham um resto de domingo muito feliz.

Beijo
Nina

sábado, 2 de dezembro de 2017

Uma toalhinha



Mostro hoje a toalhinha a que me referi no último post.

É,  tal como o saco, o resultado da ligação,  mais ou menos  aleatória,  dos retalhinhos que esperam destino - que não seja o lixo, este um destino impensável,  a roçar  o sacrilégio,  para quem se deixa encantar por panos e paninhos.



Se, num saquinho, num cantinho, se guardar pedacinhos de renda, chegada é  a hora de os utilizar, como fiz aqui.
Só  tem vantagens, pois torna a toalha mais engraçadinha e, ao mesmo tempo,  esvazia espaço  de arrumação. 

Não exige  qualquer talento!
É  uma operação  banal de alfinetar, alfinetar, alfinetar.
Depois é  só  coser e passar escrupulosamente. 



Coloquei  um rectângulo  de "manta térmica " para dar mais corpo à toalha. Pespontei algumas costuras e, por fim, cortei um rectângulo  de tecido branco, um pouco maior do que o conjunto  dos retalhos.
Alfinetei, alfinetei, alfinetei em todo o perímetro.
Dobrei e cosi a toda a volta, conseguindo aquela moldura branca.


Tudo simples, tudo fácil, tudo económico  e, num abrir e fechar de olhos temos mais um presente de natal concluído,  para oferecer a uma amiga, ou não!
Pode, como é  o caso, destinar-se à  própria cozinha que, com este detalhe, ganha uma alegria e uma graça  única.

Boa semana!

Beijo
Nina

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

As costuras da semana


A semana foi bastante produtiva em termos de costura, pois consegui  um novo saco, uma bolsa tipo necessaire e ainda uma toalha para a mesa da cozinha. Tudo apenas e somente utilizando retalhos, sendo que alguns deles eram verdadeiramente minúsculos.

Foi divertido além de produtivo.
Consegui esvaziar um dos cestos, utilizar restos de rendas e até uma camisa de homem, daquelas que ainda estão prestáveis, mas cujos punhos e colarinhos, já não.





Este o saco

Este tipo de saco é muito versátil pois tanto pode viver bem dobradinho dentro da mala, esperando ser útil e evitando a compra de um saco de plástico no supermercado, como pode guardar o trabalhinho que se realiza ao serão.
Como tenho feito vários, possuo sacos para todas as finalidades e para todos os gostos,  até para oferecer.
Confesso que quando me saem das mãos, não saem imediatamente  do coração e então é quase impossível desfazer-me deles - é apego de mãe, que com o tempo esmorece, permitindo as ofertas.
Por este que acima mostro, estou ainda em pleno estado de paixão, que com o tempo vai passar, bem sei.


Mostro  aqui a tal camisa ...

...que foi cortada e cosida ...

... acabando a desempenhar o papel de forro - muito mais útil do que continuar fazendo "monte" no cesto dos retalhos

De uns pedacinhos de tecido imprestáveis, de tal modo eram pequenos, nasceram bolsos, os bolsos interiores do saco, porque - já se sabe ... - bolsos nunca são de mais!

Foram duas tardes, o tempo de que precisei para terminar o saco. Sou lenta e, além disso, quando começo a sentir uma certa saturação, é chegado o momento de parar, de modo a que a diversão não se transforme em castigo.

Os tecidos acabam por combinar entre si ...

... num jogo de cores sublinhados, aqui e ali, por uma sobra de renda.



Neste caso, sem preocupação com padrões, alfinetando, cosendo e passando escrupulosamente a ferro, a "obra" saiu a meu contento.

Se calhar - não garanto ... - será prenda de Natal, original, única e irrepetível - depende de como os meus fortes laços afetivos evoluírem.

Hei de mostrar tudo o mais que for nascendo destas mãos de costureira aprendiz.

Beijo
Nina