quarta-feira, 23 de Abril de 2014

1096 - O Senhor Zara que se cuide!

É que onde ele se abastece - extremo oriente  - outros, descobriram a pista e também o fazem.
Fazem-no com todas as vantagens:
- Tudo é mais barato!
- A globalização responsável pelo aspeto de exército uniformizado das nossas cidades, se esbata.

Falo dumas lojinhas que começam a aparecer pela urbe.
Apresentam montras chamativas, interessantes, mesmo com bom gosto!

Não são chinesas, embora me pareça que recorram à China para se abastecerem ... de resto, como faz o senhor Zara que aí fabrica grande quantidade daquilo que a seguir nos vende.
Pois estas lojinhas, sendo de muito menor dimensão, vendem poucas peças repetidas e -já me informei - reabastecem-se semanalmente com mercadoria nova.
Hoje, por puro acaso, dei com uma, em frente ao parque de estacionamento onde parei.
Entrei!


Dei de caras com esta t-shirt bem disposta.
Gostei da cor.
E lembrei-me de umas calças caras, do Adolfo Dominguez, que repousam no meu armário há imenso tempo.
Logo, comprando a t-shirt, estaria economizando! ( Não sei se estão a ver o raciocínio ...)

Combinei com as calças e, sem a menor dúvida, concluí:
- Prova superada!
 Vira blusas semelhantes na Zara com um preço bem menos simpático!
Repetindo:
Foi ou não foi uma economia?
Esclareço que esta é uma pergunta de retórica e que prescindo de resposta! (às vezes sabe bem fazermo-nos de tontas!)


Lá, na mesma lojinha, descobri esta camisa linda, fofa, gira e muito, muito barata!

Olha só o pormenor:
-Colarinho forrado com renda!
Já a vesti. Em casa, como sempre faço questão e comprovei que assenta muito bem!
Logo, outro grande (e económico) negócio!
 No capítulo de roupas e vestimentas em geral, atravesso uma fase particularmente original:
Vivo em estado de paixão assolapada pelas "sabrinas". Acho tão cómodas e, ao mesmo tempo tão engraçadas, tão modernas, que não lhes resisto.
Vai daí que, estas pretinhas vieram comigo para substituir umas semelhantes que se foram com o uso e a idade. Convenhamos que, em preto e em verniz, ficam sempre bem!

Ó p'ra elas!
A foto não as favorece, dando-lhes um ar antigo quase de sapatos de defunto.
Pois não são!
São giras e modernaças!
Ousaria até dizer que têm um não sei quê de Chanel!
 O único problema é o número!
Explico:
Eu que calço 36/37, apenas com o 39 me senti confortável e, assim, pela primeira vez na minha vida, comprei um par de sapatos com este número.
Um detalhe sem a menor importância|. Exteriormente, continuo ostentando um pezinho de Cinderela!

As comprinhas souberam-me muito bem, principalmente porque não estavam previstas.
Saí para comprar tecido que aplicarei nas almofadas do meu quarto, que a coisa vai de vento em pôpa e não tarda, apresento obra feita.
Fui pois à Feira dos Tecidos.
E que vejo?


Um rolo com este padrão!
Só que este  vestido veio ... da Zara! De onde mais poderia ter vindo?
Quer dizer, não basta que os preços estejam salgados como, ainda para piorar a coisa, o tecido vende-se ali ao lado, na mais económica das lojas!

Ai! ai! a minha vida!
Ai! que me zango e boicoto a Zara!
Só não prometo que a zanga perdure, porque, de vez em quando, é lá que encontro peças giras como esta, que não tem defeito, que combina com tudo, que valoriza o que quer que seja.
Mas vou estar atenta, de olho no Senhor Zara, que, por algum motivo, é o homem mais rico de Espanha.
O danado!

Beijo
Nina

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

1095 - Mudando ...


... mudando tudo!
Quero transformar o meu quarto que já não aguento olhar para a mesma colcha, as mesmas almofadas, os meus candeeiros, as mesmas cortinas.
Vou mudar!
Cores, texturas, modelos.
Vou!
(felizmente que esta ânsia de mudança só se aplica à decoração ... vá que também era ao marido!!!!)


Tinha comprado esta combinação de verde água, branco pérola e cinza, uma combinação suave sim, mas não bebé!
A partir destas três cores, tenciono reorganizar a decoração do conjunto.
Por acaso, encontrei um modelo que me agradou, reproduzi-o e gostei muito do resultado.

É um quadrado com "borbots" de grande efeito que se conseguem executar sem a menor dificuldade - basta crochetar 5 pontos altos na mesma argolinha e, no final, ligá-los com um ponto baixo.


Este é o esquema!

realizei os quadrados e, só no final os liguei com uma carreira de ponto baixo, em verde, propositadamente, para assim realçar a cor.

O centro é tecido em branco, as 4 carreiras seguintes em cinza e a última em verde.

Farei tantos quadrados quantos os exigidos pela dimensão das almofadas.
Não serão todas iguais. Nem pensar!
Tecido branco e cinza será chamado a participar na festa, e eu terei oportunidade de por à prova a minha nova Singer.
É coisa para levar o seu tempo, aviso!
Mas, agora que descobri a combinação de cores, me aguardem!

Beijo
Nina

domingo, 20 de Abril de 2014

1094 - Pudim Flan!


No fim deste domingo de Páscoa, verdadeiramente perturbada com a quantidade de doce que comi, compartilho esta receita fácil e clássica - O Pudim Flan - que combina muito bem com o Pão de Ló!
( é p'ra desgraça ser completa!)

Revesti estas tacinhas com caramelo e, de um dia para o outro, esperaram, ganhando corpo, no frio!

O sabor ligeiramente acre do caramelo, equilibra o doce do pudim.
Desenformado, o caramelo espalha-se pelo prato e embebe o Pão de Ló.
Uma perdição!
A receita está aqui!

Beijo
Nina

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

1093 - Casaquinho para uma menina vaidosa.


Fazendo e desfazendo, concluí este belo casaquinho para  uma menininha de 9 meses!
A inspiração veio de uma velhíssima Rakam, quase desfeita, que salvei do caixote do lixo.
Assim, um tanto às cegas, experimentei concretizar o esquema, sempre de fita métrica em punho.


Se/quando repetir o modelito, introduzirei algumas variantes que, entretanto, concluí  melhorarão o resultado final.
Ainda assim, foi uma aventura interessante, aplicando o método top/down - que, rigorosamente, não o é, uma vez que se inicia o trabalho por baixo, tricotando numa só peça  as costas e as frentes -  que para modelos infantis funciona na perfeição.

A lã matizada confere charme ao casaquinho super feminino ...

... bem como os botõezinhos "made in China", ao preço da chuva.

A sucessão dos pontos em liga e meia, tornam o trabalho muito leve, como convem a um bebé.
As diminuições aplicam-se em cada uma das primeiras carreiras em liga, até se atingir os 25 cms, momento em que reservámos as malhas correspondentes às frentes e costas, enquanto se tricotam as mangas.
Só depois se reduzem os pontos até chegar ao decote, que se remata com uma golinha.
Aprendi, fazendo!
E esta é, até prova em contrário, a melhor maneira de aprender.

Beijo
Nina

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

1092 - No amor e na guerra ...


... vale tudo!
E eu estou em guerra! Com as formigas, é claro!
É que as fulanas  vencidas, batem em retirada para, mais tarde, organizadas, voltarem à carga, revitalizadas, insolentes, mais detestáveis que nunca!
Isto agora é uma questão pessoal!
Ou elas ou eu!
Vamos lá medir forças!

Pois o banho de vinagre foi uma vitória ilusória. Evaporado que foi, as bandidas reapareceram.

Tentei o confronto corpo a corpo, como nas batalhas clássicas.
Transformei-as em carne para canhão.
Em vão!
Por cada uma que esmagava, reapareciam 10!
Venceram-me pelo cansaço!

Há que engendrar, pois, outro estratagema.
Contra a força do número, impunha-se a força da inteligência.
Pesquisei!
Ouvi conselhos, alvitres, cochichei sangrentos e sinistros planos  terroristas e cheguei à tenebrosa conclusão:
- Teria que ser o genocídio!

De todo o mundo chegaram respostas aos meus pungentes gritos de socorro:
- Cravinho da Índia! Não falha! - Experimenta cravinho da Índia!
- Café! Moído ou em grão! - É tiro e queda!
- Hortelã! Fresca ou seca! - Não escapa uma!
- Lixívia ! - Mortandade garantida!

Este é, de momento , o aspeto dos tampos dos armários da cozinha, com particular incidência no que se situa junto à janela, pela estrutura da qual, tenho 100% de certeza que as malvadas entram.
Os cabos não fazem parte do plano para as exterminar ( apesar de que... eu que sou totalmente contra a pena capital, não me repugnaria a ideia de - como dizer sem parecer a mais perfeita troglodita -  conceber uma espécie da cadeira elétrica que as dizimasse! Pronto, disse!)
A paisagem, é pois, esta!
A caixinha branquinha, fofinha, em forma de flor, é uma armadilha! Veneno puro! O tal que promete dizimar todo o formigueiro.
Ah! Ah! Ah! - sou terrível!

Grãos de café, folhas de hortelã, cabeças de cravinho da Índia, um laguinho de vinagre e alhos! Sim, alhos!
Ocorreu-me que se eles surtem efeito com os vampiros ... o que não farão às formigas?

Controlo!
Se vejo movimento é mau sinal!
Há vida!
E eu quero exterminá-las!
Entra, então, em ação , de novo, o vinagre!
Uma chuva de vinagre, uma chuva ácida que não pode dar saúde a ninguém e muito menos às formigas.
Este é, por agora, o relatório da situação/ invasão / destruição.
Nada de baixar a guarda!
Toda a atenção é pouca!
Em frente, até à vitória final!

Beijo
Nina

terça-feira, 15 de Abril de 2014

1091 - Formigas!


Nunca gostei de formigas!
Formigas, são, desde sempre, muito mais que uns insignificantes,  irritantes e invasivos insetos pretos ... Como se tal fosse pouco!
Formigas são aquelas criaturas intoleráveis, que La Fontaine, um dia, nos apresentou!
Aquelas criaturas virtuosas e chatas!
Aquelas sujeitas que se esquecem de viver - como se viver se limitasse a trabalho, trabalho e mais trabalho - ascendendo ao estatuto de ser sem mácula que pode desprezar a pobrezinha da cigarra.
OK! A cigarra era uma doidivanas, mas ninguém merece ser deixado morrer à fome e ao frio!
Nem o mais desalmado preguiçoso dos seres!
Nunca simpatizei com as formiguinhas virtuosas e trabalhadoras  - sejam elas insetos ou não! 
Mas isso são outras conversas!
Pronto!
Esta é, em abstrato, a minha posição sobre as formigas.

Vamos, agora ao concreto:

A minha cozinha de móveis brancos, tem tampos de armários e pavimento em granito preto, cinza e branco!
(Espero que comece a fazer-se luz acerca do meu ponto de vista e motivo deste texto)

Pois bem, neste pano de fundo, as formigas, se existirem, passam despercebidas, certo?
Errado!
Ontem, eu vi, eu juro que vi, tampos e pavimento em ,movimento!

Cruzes!
O que é isto? - perguntei-me.
Eram formigas. Formigas aos montes. Formigas enlouquecidas e destemidas! Formigas  dispostas a tudo para levar a sua avante!
Não pude crer no que os meus olhos viam!
Como? Por quê? Para quê?
De onde surgira tal exército?
Como agir?
Como atuar?
 É que na cozinha as estratégias de defesa são escassas.
Impossível recorrer a inseticidas ou formicidas  que não quero atacar a família!

Então, depois de uma primeira investida com água quente e detergente, apliquei a técnica do fermento.
 É assim:
-Por onde passam as bichas, desenham-se carreirinhas de fermento ( o utilizado nos bolos está muito bem!), que, garantem os entendidos, as invasoras fogem para outras paragens.
Enchi a cozinha de fermento. Enchi-me de esperança. E aguardei.

Quando regressei ... encontrei nuvens de fermento e milhares de formigas sorridentes que, aos pares, contornavam, felizes a armadilha.
Um fracasso!
Um truque falhado!
Uma dica inútil!
Um bluff!

Encaremos o inimigo de frente.
Retirei tudo, mas mesmo tudo e lavei escrupulosamente todas as superfícies.
A cozinha está um brinco. Um teatro anatómico.Um laboratório. Um bloco cirúrgico.
Como?

Com vinagre. 1 litro de vinagre e muita paciência e alguma esperança.
A mortandade foi terrível!
Mereceram! Fizeram por isso! Puseram-se a jeito!
Quem mandou desafiar os meus ascos mais profundos|? Quem?

À cautela, comprei armadilhas para formigas!
Isso mesmo! Armadilhas! Letais!
As fulanas entram, ficam contaminadas, regressam ao formigueiro e ninguém escapa!
(Não me reconheço! Eu própria me receio!)
Vá ... é só com formigas. Em tudo o resto sou bem menos perigosa.

Beijo
Nina 

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

1090 - Mantinha para bebé

Esta mantinha foi tricotada, à noite, ao serão, um olho na malha, outro na TV.
Todo em liga (tricô, para as meninas brasileiras) é de uma facilidade absoluta, servindo para acabar com sobras de lãs que me ocupam espaço.
Não gosto de gavetas repletas de tralha, ainda que a tralha seja a minha preciosa lã.


5 tiras!
Alternando 1 branca, seguida por outra aos quadrados com cores pastel.

A toda a volta, um remate em crochê, também ele de uma total simplicidade.

Vai para a gaveta das prendas, esperando o nascimento de um bebé!

Poderá ser usada na caminha do príncipe ...

... ou como xaile, para o proteger!
E pronto, despachei uns quantos novelos.
Agora, só preciso de ter capacidade de não me tentar com as lindezas que desafiam os meus melhores propósitos.
Se acabaram as sobras?
Não!
São gavetas e mais gavetas!
Desconfio que, com o calor que  aos poucos vai chegando, as lãzinhas ficarão em stand by até aos próximos frios.

Beijo
Nina