sábado, 3 de dezembro de 2016

Aproveitando o feriado ...


Tivemos, de novo, direito a feriado no dia 1 de Dezembro.
 Que bom!
Ainda por cima calhou numa quinta-feira o que equivale a falar em "ponte"  - para todos os sortudos  com a sexta livre - como eu!
Portanto, está explicada a minha ausência!

Cheguei e encontrei muitos, muitos comentários, muitos acenos, muitos beijinhos e abraços, recadinhos doces, sussurros amigos, olás, e até logo que afagam o meu dia.
Obrigada, suas lindas!

Onde fui?
- Ali ao lado, a Espanha!
Fui a Burgos!
Por autoestrada é um instantinho - 5 horas no máximo, com paragem para gasolina, café, petiscos e quase almoço.
Saí cedo e cedo cheguei!

Queria comprara um casaco - essa a razão da viagem - amanhã, fotografo com luz do dia e depois mostro - promise!

É uma mania minha, um hábito antigo este de comprar casacos em Burgos, porque me agrada a oferta e o preço!

Manias!

Depois, junta-se o útil ao agradável pois a cidade é linda, os restaurantes excelentes e o hotel muito simpático - fico sempre no HN Palacio de las Mercedes - a quem interessar a dica.

Depois de um dia de leves petiscos o jantar quer-se de qualidade ... como foi!

Dele registei as sobremesas ... DI-VI-NAS!



Esta beleza com gelado frutos do bosque e frutos secos foi escolhida pelos meninos

Esta tarte de limão, pela minha amiga ...

E esta incrível mousse de chocolate, comi-a eu!
Ma-ra-vi-lho-sa!

O dia seguinte foi o do regresso, mas, durante a manhã deambulamos pela cidade.


Estava linda, banhada por um dourado sol outonal - que não dissipava o frio polar.


Atravessando esta ponte alcança-se uma das portas da cidade murada ...

No seu interior vislumbram-se os pináculos da catedral 


Nas margens do rio, passeia-se, corre-se, respira-se, enche-se o olhar com a beleza colorida do Outono!




No fim da manhã, é tempo de reiniciar o percurso inverso.
Para-se para um almoço leve e, ao cair da noite, LAR DOCE LAR!

Agora, sem descuidos, sem distrações,  é aproveitar muito bem cada minuto deste fim de semana gelado e chuvoso e, mesmo assim, único e irrepetível!

Beijo
Nina

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Almofada

Sou como sou! E não mudo (muito)!
Sou de entusiasmos! De grandes e irreprimíveis entusiasmos e, quando gosto, não me limito a gostar, não! Gosto muito, gosto muitíssimo . De tudo, das pessoas, das situações , das coisas.
Portanto - está-se mesmo a ver ... - estou longe, muito longe das cabeças certinhas que não iniciam projetos sem terminarem os anteriores!
Não sei se é bom ou se é mau, mas até ao momento não vi que viesse mal ao mundo com os meus entusiasmos.
Por isso, passear pelo Pinterest é exercício de pura tentação permanente!
Lá vou arquivando o que me agrada, mas, às vezes, muitas, muitas vezes, embarco de imediato no desafio, confrontando-me com meia dúzia de trabalhos começados e inacabados.
Em minha defesa, devo dizer que, mais tarde ou mais cedo, concluo tudo!

Posto isto, de momento , vejo-me com:

- Uma camisola/blusa jacquard;
-Um xaile;
-Um casaco jacquard;
-Um esquema em ponto de cruz;

Como se fosse pouco, AQUI encontrei uma cobertura para almofada, em tricô, irresistível:




Cable Knit Pillow Cover Pillow Gray Pillow Decorative Knit Pillow Handmade Home Decor 16x16
ESTA!

Agrada-me, particularmente, esta óbvia maneira de fechar a almofada! Não sei como ainda não me ocorrera esta solução.
Já não me agradam as almofadas que apenas têm uma das faces tricotadas, sendo as costas em tecido.
Gosto assim - tudo em tricô!
Esta cor não tem nada a ver com a minha decoração e por isso nunca a escolheria. Prefiro o branco, os beges, os castanhos ...

Vi ainda NO MESMO SÍTIO, uma sugestão engraçadíssima que consiste em aproveitar as costas e frentes de camisolas/blusas caídas em desgraça e com elas costurar as mesmas almofadas.

Conclusão, entre mãos - nestas mãos inquietas e desassossegadas - nasce agora uma almofada em tricô.
Os pontos deverão ser vistosos - quanto mais trabalhados, mais bonita a almofada.
Mostrarei esta meia dúzia de trabalhos incompletos à medida que mereçam ser vistos - isto é, se entretanto não mergulhar num outro qualquer desafio  ... sou menina para isso, sim senhora!

Beijo
Nina



domingo, 27 de novembro de 2016

Novo Xaile



Isto de tecer xailes - como, aliás, tudo na vida ... - só custa o primeiro, que a principio, com o seu aspeto enigmático, pode assustar, qual bicho de sete cabeças!
Felizmente - repito! - tal apenas ocorre com o primeiro!
Esse, o meu primeiro, pode ser (re)visto AQUI!



Tricotadas as primeiras voltas, tudo passou a fazer sentido e,
 em vez de difícil, tornou-se divertido.


Gostei tanto dele ( senti tamanho orgulho ... confesso!) que afirmei :
- É meu, só meu, muito meu!

Afinal ...
Já o ofereci!
E o  prazer de o colocar nas mãos de uma grande amiga, ultrapassou largamente o  da posse!

Voltei, portanto, ao ponto de partida, ao zero em matéria de xailes, isto é, não tenho nenhum.
Podia muito bem repetir o modelo, mas, já agora, por que não inovar?
Foi o que fiz!

Na (nossa) portentosa escola, - refiro-me, evidentemente à NET - onde tudo se encontra, onde todos os mistérios são esclarecidos, deparei -me com um novo modelo - um novo desafio, portanto!


Tem o estranhíssimo no de ...
VIRUS SCHAWL ...


Não imagino o por quê de tão estranha designação.


É, porém, através dela que se abrem inúmeros sites onde o modelo se encontra representado e explicado (é só procurar ...).

O grau de dificuldade é zero!

Exige apenas atenção nas primeiras voltas que se repetirão tantas vezes quanto o tamanho desejado.

Aqui o início, uma circunferência  preenchida com um certo número de pontos altos ...
 a partir daí prossegue-se, sempre repetindo as primeiras voltas.

Neste momento, consegui esta dimensão, usando dois novelos esquecidos numa gaveta.

Quero que cresça muito mais. Quero um xaile amplo, um xaile grande, um verdadeiro xaile que me agasalhe nas noites de serão.
Logo, torna-se necessário o reabastecimento e amanhã tratarei do assunto ...
Palpita-me que o programa será muito agradável ...
Entrarei na loja de lãs para comprar dois novelos, mas não sei com quantos mais sairei!
Melhor programa não há, não pode haver!

Beijo
Nina

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Black Friday





Sob a designação de Black Friday foi-nos oferecida uma sexta-feira muito complicada.
 Em termos de trânsito, refiro!
Quem se aventurar a sair vai encontrar uma gigantesca confusão, um entupimento generalizado. Portanto, se não for absolutamente vital, não saiam.
No shopping é a loucura, com as lojas oferecendo mais de 20% de desconto.
 Um horror!
 Não quero!
 Não adiro!

Tanto mais que online se podem fazer, com todas as vantagens, todas as compras.
Este é um conceito importado ( mais um ...) que garante umsa subida abrupta no volume de vendas.
De novo - por quê entrar neste louco e esgotante desafio se, sem sair de casa, se obtêm as mesmas vantagens?
Não percebo!
O defeito é seguramente meu!
 Devo ser muito, muito antiga! 

A piorar o cenário, hoje o tempo está péssimo, um dia de Inverno rigoroso com muito vento, muita chuva e muito frio. 
Da minha janela vejo assim:




4 da tarde, quase noite!
Tudo cinza!

Ótimo para ficar em casa!
Do exterior trago detalhes!

E cozinho!
Um bolo. no caso, de banana - que guardei congeladas e agora apliquei.


Sequinho!
Excelente para acompanhar um chá de menta.

Feito na (maravilhosa) Bimby, assim:

3 ovos
100g de manteiga
70g de óleo
240g de açúcar
350g de farinha
1 c. de chá de fermento
1 c. de chá de bicarbonato
1 c. de sobremesa de canela
3 bananas




Misturei:
Ovos, óleo, manteiga e açúcar;
Acrescentei farinha, fermento, bicarbonato e canela;
Por fim as bananas.

Já está!

Depois , forno.
Quase 1 hora. 
Teste do palito!
Seco?
Pode ser desenformado! 
Que bom!


Acompanha com chá de menta!

Muito, muito melhor que mergulhar na Black Friday.
Garanto!

Beijo
Nina

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dióspiros


Gosto tanto de dióspiros , que resolvi dar-lhes  tempo, espaço e visibilidade!

Nas minhas distantes memórias de criança, o dióspiro surge envolto numa atmosfera de certa repugnância!
Eu era uma enjoada - só gostava de bananas!
 E os dióspiros com a sua suculenta polpa laranja, desfazendo-se num creme quase liquefeito, horrorizava-me! 
De tal modo que nunca provei! 
Recusava-me.
 E odiava sem nunca ter experimentado, como só as crianças sabem odiar, com um quase nojo, igual ao que dedicava a uma inúmera quantidade de alimentos ... peixe, sopa, vegetais, feijão , sendo estes apenas os que de momento me ocorrem, mas que servem para perfeitamente caracterizar a criaturinha difícil que então eu era.

Feita que foi esta introdução - que apenas prova como, às vezes, os sapos viram príncipes - no caso princesas, princesas com boa boca que gosto de (quase) tudo e tudo me sabe muito bem - foquemo-nos nos dióspiros - que a isso venho!

Assim que os vejo à venda, alucino!
Mesmo!
E desato a comprar!
Às caixas para que não se me acabe a reserva.


Às vezes trago-os maduros, maravilhosamente maduros, prontinhos a ser comidos. Outras vezes vêm mais verdes, mais durinhos...
- Leve assim que amadurecem rápido e não se estragam na viagem - aconselha a vendedora.
Obedeço.
Porém, não devia sem  antes me esclarecer.
É que existe uma variedade que não amadurece, isto é, permanece dura ad aeternum, que é como quem diz - até à eternidade!

Como assim?
Como é possível?
Como assim sabotaram indecentemente o objeto da minha gula?
Então não é que foi criada uma variedade a que chamam dióspiro maçã?
Cruzes!
Credo!
Odeio!
Definitivamente, odeio (como só as crianças enjoadas sabem odiar ...)



Para quem não conhece, nunca ouvi falar ou nunca viu ...

Assim se apresenta, farsante!
Parece dióspiro, mas não é dióspiro!
Parece delicioso, mas não é delicioso!
É apenas uma versão mentirosa do paradigma  da delícia que é o verdadeiro, o genuíno dióspiro.
Isto, esta coisa é o tal dióspiro maçã.

Comprei uma enorme caixa.
Guardei-os esperando que amadurecessem.
Estranhei.
Nunca mais amadureciam.
E então fez-se luz:
- Tinha sido enganada, vilmente enganada, constatei - quase com lágrimas nos olhos!

Que fazer?
Olha ...


Um cheescake ...

... um cheesecake de dióspiro, inspirada pela PRATA DA CASA!
Obrigada, Márcia!


Com os restantes, seguindo a receita de compotas da Bimby, preparei esta  à qual acrescentei dois kiwis receando a excessiva doçura.




Pronto!
Aprendi a lição ... leiam nos meus lábios:
-Dióspiro maçã não é o mesmo que dióspiro!
Entendido!?

Vamos então aproveitar os verdadeiros, os autênticos, os legítimos dióspiros que nos esperam em qualquer pomar ou frutaria ...
Já agora, desaconselho as grandes superfícies - lugar ideal para todos os equívocos.

Beijo
Nina

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Camisola/Blusa Top/Down


Já AQUI falei da camisola/ blusa tricotada segundo o método top/down.

( Digo camisola/ blusa porque, no Brasil o termo "camisola" tem um significado completamente diferente - creio que designa "camisa de dormir! 
No Brasil, o que para nós é "camisola" lá recebe o nome de "blusa".
 Deixo o esclarecimento.)

Queria muito aprender está técnica porque o que menos me agrada no tricô são as costuras, sempre inestéticas. 
Com este método, as costuras desaparecem.
Por outro lado, tem ainda a vantagem de permitir que a "peça" seja vestida e experimentada ao longo de todo o processo, com as vantagens que daí advêm.

Apesar de todas estas inegáveis vantagens, embirro um bocadinho com a execução das mangas que exigem a aplicação do magic loop ou - o que para mim ainda é pior - a utilização de 4 agulhas ... e eu não sei tricotar meias ...
 😢😢😢

Vencidas as dificuldades dei por concluída a empreitada ...
Ora vejam!




Veste bem e é quente ...


Combinei com calcas cinza e botas ...

É quase uma túnica, com o comprimento indispensável para usar com este tipo de calças  ...



E vão duas!
Refiro-me ao número de camisolas/ blusas até agora tricotadas.

Nas agulhas, uma terceira que vai avançando.

Só à noite, depois de jantar lhes pego, sem pressa ... E é um gosto vê-las crescer!

Não sei que mais diga, que mais argumentos use para vos convencer, meninas indecisas, a pegarem nas agulhas e produzirem!

Beijo
Nina


domingo, 20 de novembro de 2016

Frio e chuva!


 O Inverno chegou antes da data prevista e hoje tivemos um domingo muito frio e chuvoso.
Há, contudo, que ver o aspecto positivo das situações  e todas têm o seu lado positivo, mesmo quando chove e faz frio. No caso, a oportunidade para vestir a camisola/ blusa nova que, quando concluída, tinha mostrado.
Não se lembram?
- Mostro de novo:



Gostei muito de a tricotar usando um processo diferente e completamente inovador para mim:
- Utilizei agulha circular e, começando na barra inferior, segui tricotando como se de um cilindro se tratasse.

 Só quando atingi a altura da cava é que prossegui separadamente, costas e depois frente, ao mesmo tempo que rematava para formar a cava raglan.

Atingida a altura pretendida, guardei em suspenso as malhas que, no final foram apanhadas juntamente com as das mangas, de modo a tricotar a gola.

Ambas as mangas foram tricotadas ao simultaneamente, mas estas com costura.

Como disse foi esta a minha primeira tentativa para anular as costuras laterais - com excepção de uma camisola/blusa executada segundo o método top/down, que brevemente mostrarei.


Esta veste muito bem. Por isso gosto de "canelados" ou "tranças" - sempre ajudam a que a peça se adapte ao corpo.

Vesti-a com uma saia de pele preta, meias opacas pretas e sapatos de verniz, sem salto, também eles pretos.
E gostei!
 Com este método penso ter descoberto um processo infalível para tricotar, em que tudo assenta como uma luva.

O Inverno promete ser longo e rigoroso!
Eu, se fosse a vocês, minhas lindas, comprava uns novelinhos e começava imediatamente a produzir peças únicas e originais.
Precisando de ajuda - já sabem - é só dizer!

Boa semana!

Beijo
Nina