terça-feira, 10 de julho de 2018

Cebola crua com sal e broa - de novo!





Terminei a leitura do livro com título tão original e antes de tecer considerações sobre ele devo admitir um certa má vontade contra o autor, fruto de algumas atitudes  que, de momento, não me apetece desenvolver, fugindo à sensação de que "estou a bater no ceguinho", já que tudo foi dito sobre o mesmo.

Acontece que depois de ver o livro numa prateleira da FNAC, assisti à Grande Entrevista na RTP3 e fiquei muito curiosa.

Decidi matar a curiosidade.






O livro está naturalmente bem escrito, com uma redação clean, própria de um jornalista - não, não é uma maravilha de texto poético, mas é conciso e , muitas vezes, bem humorado, com potencial para prender, para agarrar  o leitor ... agarrou-me, admito.

A sequência temporal de capítulos no plano político é lógica, eloquente e corajosa.
Bravo!

Simultâneamente MST expõe as suas vivências como andarilho, viajante, eterno explorador.
Gostei!
Não que quisesse para mim a sua vida, não!
Mas como não admirar os Indiana Jones da vida?

Sinto que é um livro importante, que desmistifica mentiras e clarifica a história.

Acho que vale a pena ser lido.

E por aqui me quedo, eu que em tempos jurei não mais ler nem aconselhar este autor - pelos vistos, tal como ele próprio a dada altura confessa, também sou maioritariamente  incumpridora das minhas juras.


Beijo
Nina


domingo, 8 de julho de 2018

Do fim de semana

Do fim de semana trago imagens junto ao mar, ou do mar.


Uma marina

Gosto de marinas, mas gosto especialmente das que albergam veleiros com mastros altíssimos.
Nada como um veleiro.
Nada como o seu silencioso deslizar cortando as águas.
Ruidosos barcos a motor não me seduzem.

Um passeio junto ao mar

Convida ao deambular sem destino. Ou então, a ficar apenas, ocupando um desses bancos e olhando o mar.


E do mar. o melhor peixe do mundo, um robalo selvagem, com sabor único - não me venham dizer que não se distingue este do de piscicultura. Distingue sim! Sem margem para dúvida.

Uma casa de praia!
Rodeada, afogada em flores.
Coisa mais linda!

Por fim, a dança do vento entre as ervas!
Sinfonia perfeita.

Do fim de semana trouxe estas lembranças que me encheram os olhos, me adoçaram a alma.

Boa semana!

Beijo
Nina

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Para o jantar



O jantar quer-se leve, frugal mesmo, por todos os motivos - li algures que é aconselhável evitar as proteínas animais nessa refeição,  substituindo-as por sopas ou saladas. 
No dia a dia, habituei-me, sem sacrifício,  a este regime e eu que sempre persigo 1 quilo ou 2 a perder, tenho sido muito bem sucedida.

Porém  há momentos em que a excepção se impõe  e se peca alegremente,  sem sombra de remorso.  
Foi o que ocorreu no jantar de ontem ...



Arroz de marisco foi a tentação,  foi o pecado.

É um prato que não  me "sabe" bem em casa e por isso, embora seja de confecção  simples, raramente ou nunca,  preparo.
Prefiro comê-lo no restaurante,  onde, relaxada , espero que me seja servido noponto exato. 

Este é um daqueles pratos que  não pode esperar, porque num instante se tdansforma em argamassa.

Ontem, portanto, comi este delicioso arroz de marisco, quebrando alegremente todas as regras - as quais, já  se ssbe, foram criadas exatamente para isso - para serem quebradas.


Beijo 
Nina

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Momentos


Caipirinha ao pôr do sol.





Fresca.
Quase gelada.
Acre.
Doce.
Com forte sabor a limão.

No silêncio dos momentos em que o tempo para.

Tão bom.
Roçando a perfeição .


Beijo
Nina

terça-feira, 3 de julho de 2018

Despedida


Não gosto de despedidas e evito-as a todo o custo.
Porém,  quando não consigo escapar-lhes, trato de tornar o acto rápido,  quase instantâneo   assim como quando se arranca um penso, em que o puxão fulminante é  a melhor opção. 

Se a despedida é  lenta, sofre-se a dobrar, pelo que mais vale praticar a técnica  do "puxão ".  

Isto com pessoas.

Deus me livre e proteja de despedidas.

Já  com "as coisas", com as situações,  o problema não  se põe,  ou põe -se de modo completamente diferente.
Aí,  é  sensato prolongar a rutura, adiar o adeus, fomentar o desmame.

Falo de tricô  ... de que mais falaria?

Ando há  meses ameaçando  que vou parar, que é  a última  peça,  a última  compra de fio, porque está  calor e que tricotar se torna incompativel, que é  mesmo a última  das últimas  peças,  que vou arrumar as chuteiras ( clima futebolístico  no ar), que só  para o ano,  lá  para o Outono, retomo, que sim, que definitivamente é  uma despedida, um até  logo, um até  qualquer dia.

No entanto ...






Pleno Julho ...


... e eu aqui ...


... tricotando!


Bem sei que o fio é  algodão!
Bem sei que assim o processo é  menos penoso ...

Ainda assim, transgrido todas as promessas., porque me sabe bem a transgressão  e prolongar a despedida traz apenas doces momentos.
Não é uma despedida a sério.
Pois não!

Na imagem a ultima manga de uma camisola/blusa no (único ) ponto de fantasia que domino.

Tenho para mim que, ainda este Verão  mentiroso e falso, a vou vestir.
Será combinada com branco e sinto que será uma feliz opção.

Beijo
Nina

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Cebola crua com sal e broa




Eu vi. Vi que se come cebola crua com sal e broa.
Gosto de cebola, crua nas saladas e multiplamente cozinhada, gosto de broa nas suas diversas variantes, recorro moderadamente ao sal. Por partes. Isoladamente. Nunca em casamento a três.  Mas isso sou eu, manietada por tolos hábitos urbanos.

Mas, repito, testemunhei a festa a três. 

Agora, num escaparate da Fnac, confontei-me com a santa aliança. 





Em letras de forma, recuperei a memória da "merenda" estranha a que, muda, assisti.
Foi ha muito tempo, numa aldeia transmontana ...


Memória concretizada em livro escrito por Miguel Sousa Tavares

Foi apelo irresistível,  instantâneo.



Já  iniciei a leitura e dela espero que seja tão surpreendente como para mim foi, há muitos anos, o testemunho de tão inesperada  merenda.

Beijo
Nina

domingo, 1 de julho de 2018

Julho???




Tal como já aconteceu no ano passado, o Verão  insiste em não  aparecer.
Já  deu um ar da sua graça , mas foi muito esporadicamente. 
Ainda esta manhã,  junto à  praia, a paisagem era outonal.



 


Muito vento e nuvens escuras, ameaçando chuva.



Barcos ancorados e passadiços desertos.




Banco vazios,  o símbolo perfeito  deste Verão que não é .

Hoje, ressaca da derrota que ainda não digerimos.
Será também  por isso que o Verão parece ainda mais cinzento?

Bom domingo, ainda assim.

Beijo
Nina