quarta-feira, 23 de março de 2011

Figueiras

Ontem, dei livre curso à minha vertente de jardineira/agricultora e plantei uma figueira da variedade pingo-de-mel, cuja estaca comprei, sábado, na feira de Cerveira.
Arranjei um vaso enorme e tratei do procedimento:
- Uma camada de cacos para facilitar a drenagem da água;
- Uma camada de terra misturada com turfa;
- Aparar as extremidades da estaca com uma tesoura de poda;
- Introduzir a estaca na terra, cuja raíz foi, previamente, mergulhada  em água, durante 15 minutos;
- Completar o preenchimento do vaso com a mesma mistura de terra e turfa, pressionando bem a   superfície;
- Regar abundantemente.

sistema de rega automático é um investimento de retorno garantido

O recipiente tem as dimensões mínimas exigidas - 40/40 cm

O passo seguinte consiste em regar moderadamente e esperar, com muita fé, que a natureza me seja favorável.

Beijos,
Nina

terça-feira, 22 de março de 2011

Azul, azul ...

da cor do mar!

Conclui este trabalho há semanas atrás. Só que o frio e a chuva não me permitiam vesti-lo, porque a sua manga a 3/4, não me agasalhava o suficiente.
Agora, chegada a Primavera, vesti-o pela primeira vez, mas tive imenso calor ( e imensa pena...)
Será que com as mudanças climáticas perdemos a meia estação, a Primavera e o Outono, saltando, sem transição, do Inverno para o Verão?

Seja, como for, o trabalho está concluído com grande orgulho por parte da autora.

Na abertura central, apliquei dois elefantes em missanga
A manga exigia este conjunto de tranças que sugere o tricot irlandês
O decote, sem ser amplo, é afastado do pescoço

Veste assim

Gosto muito do resultado final.
Uma vez mais, comprei uma lã fina, no Corte Inglês de Vigo, durante a época dos saldos.
O modelo, retirei-o da revista SANDRA Tendencias de Punto, nº5.
Na minha opinião, pode ser tricotado com manga comprida, sem que perca a graça.

Beijos,
Nina

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Universal da Poesia - 20 de Março



Sofia de Melo Breyner Andresen




Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser vivo e total,
À agitação do mundo irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,

E nela cumprirei todo o meu ser.






Sofia de Melo Breyner Andresen[1] (Porto6 de Novembro de 1919 — Lisboa2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.



Imagens de Sophia de mello Breyner Andresen





Merece ser lembrada e homenageada, sempre.


Beijos
Nina



domingo, 20 de março de 2011

Amigos

São quem nós escolhemos, quem por direito merece ascender a essa posição.


De certo ângulo, são mais importantes do que a família, porque não sujeitos à imprevisibilidade hereditária, biológica ou, se quiserem, aos laços de sangue.
Amigos, nós escolhemos, abrimos as portas de casa, da alma e do coração.
Numa multidão informe, encontramo-nos e decidimos que funcionamos no mesmo cumprimento de onda, tornando-nos inseparáveis, mesmo quando a vida se encarrega de nos separar.
Dou por mim, frequentemente, a pensar na minha melhor amiga dos tempos do liceu.
Chamava-se Gigi.
 Não nos vemos há muitos anos, seguimos rumos distintos e até suponho que ela, presentemente, vive no Brasil.
 Tenho, contudo, para mim, que a ela lhe ocorrerão as mesmas recordações, antecipando igual prazer, se um dia, as circunstâncias nos colocarem à mesma hora , no mesmo local, ainda que correndo o risco de,  momentos volvidos, chegarmos à conclusão, que foi num outro tempo, numa outra vida  , que a cumplicidade  nos atou.
Falo de amizades de adolescente, mas há outras.
Eu tenho a imensa felicidade de ter amigos, poucos, muito poucos, quatro ou cinco, mas muito bons, para o que der e vier.
Tenho também  muitos e muito agradáveis conhecidos, cuja companhia muito me enriquece e muito prezo. 

Mas  AMIZADE é outra coisa, outro cimento que nos ata, , mas  sustem.
É o ombro, é o colo, é o poço sem fundo onde despejo aflições, o espelho em que me desnudo sem pudor, a quem me dou, de quem recebo tudo ou nada, quem vejo diariamente ou revejo ocasionalmente, quem não me falha, a quem não falho!
AMIZADE é a mais elevada forma de amar.

Beijos,
Nina

sábado, 19 de março de 2011

Caminha

É uma encantadora vila, a 50Km ao norte do Porto.
Pertence ao distrito de Viana do Castelo, sendo limitada a nordeste por Vila Nova de Cerveira, a sudeste, por Ponte de lima, a sul, por Viana do castelo e a norte, por Espanha e pelo Oceano Atlântico.
É, normalmente, habitada por 2500 habitantes, mas esse número aumenta enormemente durante os fins de semana, devido às habitações de férias, que então são ocupadas pelos seus proprietários, oriundos, essencialmente do Porto.
O rio Minho que a separa de Espanha, desagua aí, no Oceano Atlântico.

Rio Minho. Na outra margem, Espanha
O Oceano Atlântico, ao fundo

Para atravessar o rio existe um terminal de barcos que transporta não só passageiros, mas também veículos.

Os  monumentos principais de Caminha são:

O chafariz do terreiro, obra renascentista

Casa dos Pitas, do século XVII,em estilo manuelino tardio, de fachada decorada com guarnições e molduras

Igreja da Misericórdia

Altar-mor

Altar lateral

Igreja Matriz de Caminha ou de Nossa Senhora da Assunção


Feirinha na praça central
Muralhas seiscentistas que, juntamente com o castelo, faziam parte do esquema defensivo da vila 


Muito mais há para ver e viver. 
Há excelentes restaurantes, com peixe fresquíssimo e lampreia (nesta altura do ano, para quem gostar...), uma rua com bares que garantem a animação noturna, lojinhas de comércio tradicional, esplanadas na praça central para ver e ser visto e imensas propostas de lazer e desporto, com a montanha para explorar e o mar de praia imensa, mesmo ali ao pé.

A poucos quilómetros, por auto-estrada, fica Espanha, primeiro Tui e depois Vigo, uma loucura de compras.

Caminha não tem defeitos, só vantagens.
Estive lá hoje.

Beijos,
Nina


sexta-feira, 18 de março de 2011

Tulipas

Espreitei uns cabelinhos verdes furando a terra, procurando a luz, o ar, fazendo pela vida.
 Anunciei:
- Estão a nascer!
Cada uma, seu ritmo...

Três fases de desenvolvimento.

Rapidamente, esses filamentos tomaram forma, engrossaram, ganharam corpo e adivinhava- se no extremo da haste, um novelo irregular que antecipava a flor.
Quase uma gravidez.
 Esta sem ecografia, à moda antiga... menino ou menina, brancas, amarelas ou vermelhas?
Vigiei-as, atenta, com cuidados de parteira zelosa.
Uma manhã, há apenas uma semana, desabrocharam. Primeiro, timidamente, depois competindo entre si na urgência de se exibirem, lindas, maravilhosas, inesperadas, surpreendentes como só as tulipas o são.
Assim:


Amarelas e vermelhas, num devaneio caprichoso!




Oferecem-se, abrem-se, pujantes, sem pudor!

Carpe diem (aproveita o momento, goza o agora...) proclamam num discurso sem palavras.
Porque sabem ( a natureza é sábia!) que a beleza é efémera, mas "... infinita enquanto dura.."
Será que o inevitável processo de decadência já se iniciou?
Não importa!
Os momentos de puro prazer, nada nem  ninguém apaga.

Beijos,
Nina

quinta-feira, 17 de março de 2011

Prioridades

Há que tê-las!
 Não é possível acudir a todas as solicitações, cumprir todos os objectivos da lista, mesmo quando está é apenas virtual, ou mental, para ser mais precisa.
Acordei com um maravilhoso dia de céu azul e sol brilhante.
Prioridade imediata?
-A caminhada, evidentemente. Só dura 1 hora, mas implica equipamento adequado que me impossibilita, em absoluto, de ser vista noutros locais que não na marginal do oceano.
O café que se segue, numa esplanada sobre a praia, acompanhado pela leitura do jornal diário, consome a hora seguinte e, nesta altura, é, já, tempo de regressar a casa para preparar o almoço, sempre tarefa minha.
Terminado o almoço, a verificação do mail e a actualização do blog é o que me apetece mesmo e, como sou senhora do meu tempo, é o que faço.
Para trás ficaram as compras no supermercado, a passagem pela Fnac ( 19 é dia do pai ...) e a visita prometida a um familiar que ficou adiada para amanhã.
Quando terminar a tarefa a que com tanto prazer agora me dedico, se me apetecer, cumprirei as duas primeiras obrigações, atrás designadas, que ficaram adiadas. Repito, se me apetecer...
Esta disponibilidade  aprende-se com os anos, os quais, como se vê, não trazem apenas rugas e mazelas, não... ensinam-nos a estabelecer prioridades a dar tempo ao tempo, como a natureza sabiamente faz.
Veja-se o meu "jardim" que no seu tempo próprio decidiu florescer:
Damasqueiro ( será que este ano dará frutos?)

Alfaces de duas qualidades

Íris

Lírios convivendo com uma cerejeira

Mais lírios

Uma palmeira exótica, em primeiro plano

Limões 100% ecológicos

Margaridas
Begónias

Pata de elefante

Dracenas

E, de repente, eu que estava pressionada, sem tempo, resolvi , calmamente dizer "não", e de escrava, tornei-me dona do tempo, com tempo para olhar, fotografar e viver o meu tempo.

Beijos,
Nina