sexta-feira, 1 de abril de 2011

Look Safari

Fiz esta blusa com um fio de algodão e seda, bem fino, comprado numa loja em Sevilha, no Verão passado.





A manga é pelo cotovelo e o decote não chega ao pescoço.Rematei o decote com ponto caranguejo.



Não parece, mas a cor é um castanho brilhante.
Apresenta três variedades de pontos:
No corpo, vê-se a simulação de umas flores, conseguidas através do processo de laças e mates:


Na cintura, há uma espécie de malhas cruzadas, que estreitando a peça, acompanham a silhueta:


Na região abaixo da cintura, o ponto utilizado, permite uma maior amplitude:


O modelo retirei-o, também, de uma revista espanhola:  SANDRA - Tendências de Punto.

Sempre gostei de usar este estilo na Primavera.
 Cores de terra, beiges e caquis,  com uns toques dourados ou pretos.
Este conjunto, composto pela blusa, calções de um tecido acetinado de cor caqui e écharpe de camuflado, agrada-me imenso.



Completo o conjunto com uma parka beige, meias opacas castanhas e sabrinas com print animal.
Vou vesti-lo amanhã.
Beijos,
Nina





Beijos,
Nina

quinta-feira, 31 de março de 2011

Passeios Fatais

É este o título de um artigo publicado no Jornal de Notícias, no último sábado, 26 de Março, dizendo respeito ao perigo que podem correr as nossas "NUXES".



Concretamente, ao passear os nossos melhores amigos em zonas onde cresçam pinheiros, estes correm risco de vida se entrarem em contacto com umas lagartas peludas, que descem do  caule das árvores, conhecidas por processionárias, por se deslocarem em fila,  dirigindo-se para o solo.
O seu contacto com os cães pode ser-lhes letal, se não forem socorridos imediatamente.
O veneno destas lagartas, uma verdadeira praga para os pinheiros,  ao tocarem as patas dos animais, provoca-lhes uma severa inflamação, ocorrendo a situação mais grave  se estes tentarem abocanhá-las.
Os primeiros sintomas de que algo não está bem, manifestam-se dentro de 30 minutos:
 "O cão começa a babar-se e a sentir grande desconforto no focinho..." 
O animal deve ser levado imediatamente ao veterinário que lhe administrará diuréticos e cortisona por via intravenosa.
Nos casos mais graves pode surgir edema da glote ou necrose da língua.

É um quadro horripilante!

O que há a fazer para evitar situação tão extrema?
Entre Janeiro e Maio evitar, a todo o custo, passear os nossos cãezinhos em zonas onde cresçam pinheiros.

Reconheço que o tema deste texto, não podia ser mais horrível, mas, mesmo assim , optei por publicá-lo, porque, como diz o outro, mais vale prevenir ...e o que está em jogo é demasiado precioso para ser posto em risco.

Beijos,
Nina

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tentações!

Cada um sabe das suas...
Uma das muitas a que não resisto, vem, fatalmente, ao de cima, quando entro numa loja de lãs.
Ontem, entrei.
Vou reproduzir o casaquinho  apresentado pela Teresinha, dasmaosdateresinha.blogspot.com, e precisava de comprar dois novelinhos, em tons pastel, para uma menina que vai nascer em Julho, filha de uma amiga minha.

Assim que entro naquele espaço colorido, espécie de arco-íris envolvente, perco o tino, esqueço-me do que vou fazer, e quero tudo, porque gosto de tudo e, de repente, tudo me é indispensável.
Levo lista de compras disciplinadora, mas a vendedora, velha raposa minha conhecida, sabe das minhas fraquezas e, como quem não quer a coisa, aponta em direção de uma novidade e eu estrebucho e  fujo com os olhos.
 Então, golpe baixo, convida-me a sentir a leveza, a maciez do produto e eu, fraca, caio sempre na esparrela.
Rasgo a lista e bebo o último copo ( parafraseando os alcoólicos...), jurando ser a última ( ou penúltima...) vez.
Ontem foi assim:
Três novelinhos para a Sofia, não vá ter vontade de além do casaquinho, fazer também uns sapatinhos:


Depois, o pecado concretiza-se. Não sei se da gula, se da vaidade, se da luxúria, mas que é pecado, lá isso é:


Quem poderia resistir?
Eu não presto!

Beijos (envergonhados...)
Nina

terça-feira, 29 de março de 2011

São as águas de Março fechando o Verão...

É promessa de vida no teu coração.
Tom Jobim


Aqui estão elas, as águas de Março, mas, ao contrário, fechando o Inverno.
A Primavera já no calendário, pavoneia-se à chuva.
Há que estar preparado, há que preparar tudo, porque, apesar do Abril de "águas mil", num rompante, apresenta-se Maio.
Tratemos da agricultura:
As Estrelas de Natal (ou Flores da Páscoa) cumpriram o seu ciclo de vida e, depois de nos dias frios , chuvosos, escuros e curtinhos, terem ardido em vermelho vivo em cada canto, de cada casa sombria, começam a perder as folhas, ou pétalas, não sei bem.
 Chegado é o momento de as transplantar para o exterior, onde, com vigilância mínima de rega moderada e sombra, nos dias quentes, crescerão em arbusto e de novo, no próximo Inverno, remetidas para o interior sombrio, prometem explodir em tons de vermelho.
Ei-las, as moribundas:


E agora, já "promessa de vida no teu coração":



Entretanto, de uma amiga, recebi estas  desfalecidas estacas de begónia, que, quando adultas, se lá chegarem, atingem proporções exuberantes:


Basta introduzir os caules em água e esperar.
Em breve aparecerão uns cabelinhos, umas raízes incipientes que alertam para a urgência de as plantar em terra onde, se tudo correr bem, se desenvolverão normalmente.
Enquanto dura a espera, numa jarrinha de vidro transparente, vão enfeitar a bancada de uma casa-de-banho, porque na natureza, como na vida, "nada se perde, nada se cria, tudo se transforma."


Beijos,
Nina

segunda-feira, 28 de março de 2011

Bordados

Era uma vez uma menina que sabia bordar.
Aprendeu com as freiras do colégio que, em criança, frequentou e, mais tarde, já noiva, numa instituição que se destinava a preparar as meninas casadoiras, para as prendas domésticas -- A obra das mães -- onde também recebi noções elementares sobre a gestão de uma casa e aprendi os rudimentos da culinária.

Gostava de bordar, tal como gosto de todos os trabalhos de mãos. E bordava, bordava assim:




Bordava e fazia crochet:


Cedo, porém, conclui, que tal como " a função faz o orgão", a perfeição no bordado só se atinge com a repetição e treino diário, que, há anos não realizo.
Continuo, no entanto, a adorar uma cama imaculadamente branca, coberta por lençóis bordados e rendados.
Tenho imensos, de um vastíssimo enxoval que a minha mãe fez questão em providenciar e que ainda perdura.
Às vezes, apetece-me peças mais modernas e frequentemente, não resisto e compro-as.
 Mas têm que ser muito especiais, têm que me encher as medidas e, a seu tempo, tenciono mostrá-las.
Considerando-me uma pessoa do meu tempo, reconheço, contudo, em mim, traços nostálgicos do passado, quando havia tempo para os detalhes e  para os pormenores requintados.
Serão resquícios do charme discreto da burguesia?

Beijos,
Nina

domingo, 27 de março de 2011

Momentos.




Estão à espera, ao alcance da mão, de um telefonema, de uma súbita decisão, para se tornarem únicos inesquecíveis.
Alguns fáceis, acessíveis, grátis.
Outros, nem tanto, mas não proibitivos.
Jantar no Portucale é um deles.
Já sei o que me espera, mas a emoção nunca é menor, começa em casa com a escolha da indumentária:
Há que ir bem, muito bem, ainda que fossemos apenas dois a jantar, o que jamais aconteceu.
Arranjo-me com tempo, tento que o resultado esteja à altura das duas ou três horas plenas de rituais que solicitam todos os sentidos.

Exteriormente o edifício é horrendo. Uma torre de vinte e tantos andares, semi-revestida de azulejos, numa rua que desdiz o nome -- Rua da Alegria --  feia, de passeios estreitos, muito movimento de carros e edifícios anónimos, despersonalizados.

Mais se aguça o apetite.
É como, imitando Alice, passar para o outro lado do espelho, ou, através dum túnel hediondo, alcançar o espaço mágico de todas as maravilhas.

O Portucale situa-se no 23º andar.
Existe há décadas e, após a morte do seu responsável principal, o Sr. Azevedo, quase naufragou.
Mas salvou-se, ressuscitou, recuperou a majestade.
A vista é aérea sobre toda a cidade do Porto e para além dela, para Gaia, cujo horizonte, de tão distante, não é identificável.
A visão é, assim, apaparicada, logo que se entra e ainda "a procissão vai no adro..."
No ar, paira uma música de fundo, audível no ponto certo. Está lá mas não interfere.
A decoração é correta, mas não excessiva, nas suas tolhas de linho, nas flores frescas, na louça imaculada, nas tapeçarias que revestem uma parede.
Os comensais são, maioritariamente estrangeiros, canalizados pelos guias e almanaques turísticos.
O serviço é perfeito, com uma bateria de empregados que se move como se dançassem e para quem "o cliente tem sempre razão".
A comida, tipicamente portuguesa, abundante, aposta na excelência das matérias-primas.
As sobremesas, ai!, as sobremesas, de raíz conventual dilaceram no momento de optar -- apetece todas.
Ontem, noite de chuva torrencial, fotografar o exterior era impossível...
Que pena, tenho que lá voltar!
Tenho que reviver todas as emoções, toda a gama de prazeres que tornam único este momento.

Beijos Nina

sábado, 26 de março de 2011

Oh! tempinho miserável!

Chove sem parar e estão 12 graus aqui no Porto.
Sem comentários!
Confinada à casa, resolvi aproveitar para pôr em dia a botânica.
Felizmente, as novidades são muitas, lindas e prometedoras.
Assim, uma das cerejeiras  de que  cuido, maternalmente, há quatro anos resolveu florir:



A outra, que não apresento, ou está atrasada, ou, pura e simplesmente, continua na letargia que, ano após ano, a mantem numa adolescência de folhas que não evolui.
Mas a das florzinhas encheu a minha alma de júbilo e o meu coração esperança.
Será que vou ter cerejas?
Seria a coroa de glória para a minha dedicação.
Estou preparada para tudo. Se não frutificar, quem sou eu para reclamar?
Vejamos o Japão ( esquecendo por momentos a tragédia em que está mergulhado ).
Lá, já começou a Sakura, o momento em que se inicia a floração das cerejeiras, um espétaculo deslumbrante e efémero que arrebata quem o contempla.
É  momento das festas ao ar livre, dos encontros nos parques, da celebração da vida.
E, no entanto, essas cerejeiras apenas florescem, não produzindo nunca frutos.
No meu "pomar", multiplicam-se as promessas:

Promessas de um pessegueiro
Figueira desabrochando
Num cantinho, as margaridas refrescam-se com gotas de chuva ...
Pereira em flor

Continua a chover, mas a neura já lá vai!
É o efeito apaziguador das plantas.

Beijos,
Nina