terça-feira, 5 de abril de 2011

Sapatos

Mas que estranha atração é esta que nos leva a querer sempre mais um par?
Tenho dezenas, de todas as cores, todos os feitios, fechados e abertos, com salto agulha, meio salto, cunha, sabrinas  (rasteirinhas...), sandálias, havaianas, ténis...  para não falar das botas! Tenho tantos! Tenho tanta vergonha!
E o pior é que sei que nunca terei o suficiente.
E os sapatos acumulam-se, não há prateleira que chegue, armário que os contenha.
A um passo de começar a guardá-los debaixo da cama, engendrei um esquema que pode resolver (temporariamente...) o problema.
Vou deslocalizá-los!
Palavra terrível que insinua falências e desemprego, no meu caso, surgiu numa noite particularmente    insone, como uma solução inspiradora, em que concluí:
Se não vou parar de comprá-los  ( e, ponto assente, não vou! ), vou arrumá-los em caixas com capacidade para dois pares, com a frente transparente fechada com velcro, que sobrepostas no armário onde actualmente guardo os lençóis, poderei  empilhar, confortavelmente, algumas dezenas ( não me atrevo a dizer quantos, correndo o risco de ser confundida com aquela senhora filipina, a Imelda Marcos...)
Estas caixinhas fabulosas encontram-se à venda no IKEA e,não sei porquê, penso que só os pragmáticos cérebros suecos poderiam tê-las inventado.


 Pressinto que esta é uma saída airosa para o caos que , todos os dias, ameaça instalar-se.

Não resisto a mostrar dois exemplares trazidos recentemente do Brasil e que considero, além de irresistíveis, verdadeiras obras de arte.
Vejam:

A cor é absolutamente inovadora, um verde bebé irresistível

A foto não lhes faz justiça...São rendados na lateral e provocam suspiros, só de os olhar
Quando a organização estiver concluída, tenciono mostrá-la como um excelente recurso para arrumação.
Não é que o abismo dos sapatos deixe de me atrair, mas, pelo menos, a minha fixação pela ordem e arrumação, ficará momentaneamente apaziguada.
Inevitavelmente,  uma coisa leva a outra,e, por isso,  tive cá hoje o carpinteiro que, ainda esta semana fará umas alterações noutro armário para onde serão transferidos os lençóis.
Mais tarde pensarei nas bolsas, malas e carteiras...

Outro problemão!!!

Beijos,
Nina

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Burda




Cresci com a Burda.
 Literalmente.
Em criança, havia uma modista que , no início de cada estação, confecionava as peças de vestuário que a minha mãe considerava imprescindíveis, e uma ou outra que os meus caprichos suplicavam.
Era a Fernandinha e eu considerava-a assim uma espécie de fada que, a partir de um tecido comprado segundo a metragem do modelo, exigia a minha presença, no mínimo quatro vezes:
A primeira para eleger o modelo, acrescentando ou suprimindo detalhes de acordo com a opinião da artista e as preferências das clientes.
Na segunda, a chamada primeira prova, o traje começava a ganhar forma, ainda rabiscado por alinhavos e pontuado por alfinetes...nada estava definitivamente cozido e, por isso, se efetuavam as adaptações ao corpo.
A terceira etapa era  a segunda prova. A peça já auspiciava o resultado final, exigindo meros retoques.
A quarta e última era o resgate da indumentária. Íamos buscá-la a casa da Fernandinha, numa tremenda excitação, liquidando a conta e correndo para casa numa pressa, a fim de avaliar a obra de arte.
Às vezes, demasiadas vezes, era devolvida por necessidade de alguns aperfeiçoamentos.

Eram idas e vindas, discussões e imaginações, sonhos e decepções.
Talvez por isso valorizássemos o vestuário.

Agora é tão fácil!
Olha, escolhe, prova e compra, tudo de uma só vez, tudo numa só operação.

A seguir à modista, já mais crescida, atravessei a fase da costureira em casa, uma vez por semana.
Foi a fase da Burda, uma revista alemã, com moldes para cada modelo.
Então participei ativamente neste procedimento -- tirava os moldes em papel vegetal e a costureira, quando chegava, aplicava-os ao tecido.
Tive resmas de vestidos, saias, casacos e tudo o mais que a Burda, mensalmente nos propunha.
Foi uma fase muito engraçada, porque a criatividade pessoal estava implicada na escolha dos tecidos.
Apesar de, atualmente, ter armários de roupa, nada se compara ao que nessa época possuia, quando tudo acabava por custar pouco dinheiro.

Nessa fase comprei uma máquina de costura.

Entretanto, por influência das minhas amigas blogueiras que cosem e descosem, costuram e reciclam, senti nostalgia pela máquina de costura.
Fui ver!
Estava avariada!
Levei-a hoje a compor, numa loja muito velha, numa rua muito velha, com funcionários muito velhos...

Acho que, inconscientemente, sempre alimentei o desejo de costurar, porque, grande perdulária, não resisto a comprar a Burda quando a vejo.

Será que quero implicitamente , comprar os anos que já passaram?

Beijos,
Nina

domingo, 3 de abril de 2011

Pousada do Monte de Santa Luzia

De Viana do Castelo, tem-se acesso ao Monte de Santa Luzia, no cimo do qual se encontra a igreja com o mesmo nome, a Pousada de Santa Luzia e de onde se obtem uma vista quase aérea sobre toda a cidade e para além dela, sobre o rio Lima com as suas pontes e sobre o Oceano Atlântico:

Igreja de Santa Luzia legenda

Interior da igreja
Vitral no interior da igreja
Fotógrafo " à la minute"
( desconfio que é o último de Portugal ou, quem sabe, do mundo...)

Um pouco mais acima, situa-se a mais elegante das pousadas portuguesas, A Pousada de Santa Luzia, da qual se vislumbra uma paisagem deslumbrante, até onde a vista alcança:


Pousada de Santa Luzia
Viana do Castelo, Rio Lima, pontes e arredores da cidade

Ao longe, o Oceano Atlântico

O interior da Pousada é requintado, muito bem decorado, com um serviço perfeito e um ambiente sem mácula.

Lustre no Hall de entrada

                            Tapeçaria recobrindo, parcialmente, uma das paredes da sala de estar

Recanto de leitura

                                                            Sala de jantar toda em tons de azul.

Conheço esta Pousada desde sempre, uma vez que foi contruída em 1918.
Merece,oh! como merece, uma visita, um almoço na belíssima sala envidraçada, uma estadia num dos seus requintadíssimos quartos.
O tempo não lhe causou mossa, pelo contrário, com a idade ganhou segurança, altivez e beleza.
O mesmo acontece com o Vinho do Porto (quanto mais velho melhor...) e com algumas mulheres!

Beijos,
Nina

sábado, 2 de abril de 2011

Viana do Castelo

Fica a 70 Km ao norte do Porto e estive lá hoje.
É capital do distrito de Viana do Castelo e, no seu núcleo urbano, vivem cerca de 37 000 habitantes.
Geograficamente, é limitada a norte por Caminha, a leste por Ponte de Lima, a sul por Barcelos e Esposende e a oeste pelo Oceano Atlântico.
Gosto, particularmente desta cidade, com uma zona histórica, peatonal, muito bem conservada:


É uma cidades, onde os solares do século XVIII se mantêm muito bem preservados.


As ruas peatonais, no centro histórico,têm este aspecto


Este restaurante, que não conheço, aparece nos guias turísticos, como uma boa escolha.
Certo é que a comida minhota é muito apreciada tendo características muito próprias.


Neste edificio funciona o posto de turismo


Na Praça da República, o coração da cidade, realizava-se hoje uma feira gastronómica com petiscos locais. Em primeiro plano, as minhotas, com o seu rico e colorido traje típico.


A Misericórdia


Pormenor da entrada principal da Casa das Malheiras


Rua peatonal, com a frente principal da Casa das Malheiras ao fundo e esta vossa amiga, de costas


Eu, sempre discreta... Com o conjunto que ontem anunciei.

Nada discreta fui no fim do almoço.
Escolhido, foi a Cozinha das Malheiras, aconselhado no Guia do Expresso "Boa cama e boa mesa".
Como o nome indica, localiza-se na Casa das Malheiras, no piso térreo.
Exteriormente, é magnífico.
O interior, nem tanto, com as mesas demasiado juntas, e alguns detalhes a sugerir pouco cuidado, nos avisos colados numa das paredes.
Iniciaram-se as hostilidades com um couvert de qualidade média, embora aceitável.
A sopa de legumes cumpriu honestamente a sua função.
Já o linguado, garantidamente fresco, "do dia", já conhecera melhores condições.
 É que o frigorífico conserva, mas não beneficia nada!
Este peixito tinha estagiado demasiado tempo no frio.
A preparação, à meunier, era uma coisa ensopada em margarina, com uma detestável falta de sabor.
Conclusão?
Viana do Castelo é uma cidade lindíssima, desde que nos mantenhamos afastados da Cozinha das Malheiras.

Beijos,
Nina

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Look Safari

Fiz esta blusa com um fio de algodão e seda, bem fino, comprado numa loja em Sevilha, no Verão passado.





A manga é pelo cotovelo e o decote não chega ao pescoço.Rematei o decote com ponto caranguejo.



Não parece, mas a cor é um castanho brilhante.
Apresenta três variedades de pontos:
No corpo, vê-se a simulação de umas flores, conseguidas através do processo de laças e mates:


Na cintura, há uma espécie de malhas cruzadas, que estreitando a peça, acompanham a silhueta:


Na região abaixo da cintura, o ponto utilizado, permite uma maior amplitude:


O modelo retirei-o, também, de uma revista espanhola:  SANDRA - Tendências de Punto.

Sempre gostei de usar este estilo na Primavera.
 Cores de terra, beiges e caquis,  com uns toques dourados ou pretos.
Este conjunto, composto pela blusa, calções de um tecido acetinado de cor caqui e écharpe de camuflado, agrada-me imenso.



Completo o conjunto com uma parka beige, meias opacas castanhas e sabrinas com print animal.
Vou vesti-lo amanhã.
Beijos,
Nina





Beijos,
Nina

quinta-feira, 31 de março de 2011

Passeios Fatais

É este o título de um artigo publicado no Jornal de Notícias, no último sábado, 26 de Março, dizendo respeito ao perigo que podem correr as nossas "NUXES".



Concretamente, ao passear os nossos melhores amigos em zonas onde cresçam pinheiros, estes correm risco de vida se entrarem em contacto com umas lagartas peludas, que descem do  caule das árvores, conhecidas por processionárias, por se deslocarem em fila,  dirigindo-se para o solo.
O seu contacto com os cães pode ser-lhes letal, se não forem socorridos imediatamente.
O veneno destas lagartas, uma verdadeira praga para os pinheiros,  ao tocarem as patas dos animais, provoca-lhes uma severa inflamação, ocorrendo a situação mais grave  se estes tentarem abocanhá-las.
Os primeiros sintomas de que algo não está bem, manifestam-se dentro de 30 minutos:
 "O cão começa a babar-se e a sentir grande desconforto no focinho..." 
O animal deve ser levado imediatamente ao veterinário que lhe administrará diuréticos e cortisona por via intravenosa.
Nos casos mais graves pode surgir edema da glote ou necrose da língua.

É um quadro horripilante!

O que há a fazer para evitar situação tão extrema?
Entre Janeiro e Maio evitar, a todo o custo, passear os nossos cãezinhos em zonas onde cresçam pinheiros.

Reconheço que o tema deste texto, não podia ser mais horrível, mas, mesmo assim , optei por publicá-lo, porque, como diz o outro, mais vale prevenir ...e o que está em jogo é demasiado precioso para ser posto em risco.

Beijos,
Nina

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tentações!

Cada um sabe das suas...
Uma das muitas a que não resisto, vem, fatalmente, ao de cima, quando entro numa loja de lãs.
Ontem, entrei.
Vou reproduzir o casaquinho  apresentado pela Teresinha, dasmaosdateresinha.blogspot.com, e precisava de comprar dois novelinhos, em tons pastel, para uma menina que vai nascer em Julho, filha de uma amiga minha.

Assim que entro naquele espaço colorido, espécie de arco-íris envolvente, perco o tino, esqueço-me do que vou fazer, e quero tudo, porque gosto de tudo e, de repente, tudo me é indispensável.
Levo lista de compras disciplinadora, mas a vendedora, velha raposa minha conhecida, sabe das minhas fraquezas e, como quem não quer a coisa, aponta em direção de uma novidade e eu estrebucho e  fujo com os olhos.
 Então, golpe baixo, convida-me a sentir a leveza, a maciez do produto e eu, fraca, caio sempre na esparrela.
Rasgo a lista e bebo o último copo ( parafraseando os alcoólicos...), jurando ser a última ( ou penúltima...) vez.
Ontem foi assim:
Três novelinhos para a Sofia, não vá ter vontade de além do casaquinho, fazer também uns sapatinhos:


Depois, o pecado concretiza-se. Não sei se da gula, se da vaidade, se da luxúria, mas que é pecado, lá isso é:


Quem poderia resistir?
Eu não presto!

Beijos (envergonhados...)
Nina