sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Salamanca ...



e o fim do mundo!
Salamanca é um local lindo para enfrentar a vida e, eventualmente, o fim do mundo, que de acordo com o calendário Maia, ocorrerá hoje. O horário é incerto, mas pode ser que coincida com a chegada do Inverno às 12 horas e 12 minutos.

Abri o jornal e, espantada, constatei que há quem leve a ameaça muito a sério. Só aqui, em Espanha, foram construídos 700 bunkers que garantiriam a sobrevivência, ao mesmo tempo que, géneros de primeira necessidade esgotaram nas prateleiras dos supermercados.

Enquanto que o holocausto não ocorre, circulo por Salamanca, cidade monumental, viva, repleta de universitários. 

Com grande dificuldade em descarregar as fotos ( problemas do wifi do hotel que nada têm a ver com o fim do mundo ...) deixo meros apontamentos:



Aqui não chove, embora o frio corte!
Vaguear por ruas e avenidas, é programa para hoje.
A reportagem seguirá completa e exaustiva, se o mundo ...

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ESCORRIPICHA ANA!!!!


... ou como se come gato por lebre.
Explico!
Mas antes de explicar esclareço que é da minha natureza ajudar, empurrar para cima, dar uma força,  não ser estritamente exigente,
É a minha natureza!
Mas não sou parva!
Então, foi assim...
Todos os anos, por circunstâncias que não importa referir, nesta data, costumo sair, dar uma volta, fazer um fim de semana prolongado, antes do jantar de Natal.
Com os voos low cost, num instantinho e por quase nada, nos pomos em qualquer capital europeia.
Acontece que os últimos dias foram atribulados... prefiro nem relembrar e, nessas circunstâncias, esqueci tudo, até de marcar o voo.
Quando procurei fazê-lo era tarde de mais. Nada de voos compatíveis, nada de lugares disponíveis! Daí que a opção foi o automóvel, rumando a Espanha, aqui ao lado.
Salamanca! Salamanca seria a opção!
A pouco mais de 200 kms, num pulo chegaríamos.
Apanhando a A25 em Aveiro, não tem que enganar. É seguir sempre em frente.
Acontece que a meio do percurso, chegou a hora de almoçar.
Consultando o BOA CAMA, BOA MESA, edição do Expresso, a opção recaiu no ESCORRIPICHA ANA, com luzinhas de sucesso e promessas de esplendor.
Fomos.
A primeira promessa centrava-se no bufffet de entradas.
Onde está o buffet de entradas?
Ah!, que não, que só ao fim de semana, que só quando o movimento o justifica!
Não gostei!
Cheirou-me a publicidade fraudulenta. Detestei a esperteza saloia.
Que venham, então os grelhados!
Vieram!
Banais, sofríveis, mal acabados.


Numa sala com três mesas ocupadas, era de esperar outra presteza no serviço.
Veio a sopa e muito, muito depois, os grelhados.


Sobremesa?
Não, obrigada! Um café e a conta e ala que se faz tarde.
Antes da debandada, uma passagem pela casa de banho.
Indescritível a experiência!
Um cubículo inundado, sem autoclismo!
Imperdoável e indesculpável.
No que depender de mim, a informação  correrá sem limites.
Gato por lebre, não funciona, quando há tanta gente capaz que não consegue concretizar o seu talento e dar azo à sua capacidade.
Fica o aviso!
Não faz por merecer a visita.
Não os visitemos, pois!

Beijo
Nina

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ai! que saudades que eu tenho...


... dos meus 12 anos ... como canta Chico Buarque!
Encontrei hoje  o blog da Camila que, por outras palavras, com outros instrumentos remexe no passado, no tempo da inconsequência, da festa permanente.
Ela, como eu, teve a sorte de nascer numa família que lhe permitiu ser criança e esse foi o maior legado que poderia receber.
Com o Natal à porta, pesquiso no ar, entre o fumo da memória os cheiros da festa, o clima de excitação instalado, face à chegada dos presentes, a alegria e o calor da família reunida, da noite infindável que só o sono escurecia.
Eram noites de luz as que antecediam o grande dia.
As ruas em festa enchiam-se de  uma multidão que, sem ânsias de compras, passeava, olhava as montras e parava para lanches memoráveis nas pastelarias apinhadas.
Gostava desses Natais como nunca mais na vida  vou gostar de outra festa.
São tesouros guardados na memória.
Remexer-lhes faz bem, é um aprendizado, um reaprender  a como ser imensa, inquestionavelmente feliz, apenas por ser Natal e não por ter, por adquirir, por ganhar o que quer que seja.
Cedo, infelizmente, perdi esse invólucro cor de rosa com que embrulhava o Natal.
Partiu-se o pacote, destruiu-se o colorido, sumiu a magia, com perdas que na alma deixam abismos.
Foi assim que me perdi do Natal.
Calmamente, placidamente, aceito a inevitabilidade dos ciclos da vida.
Mas que, comigo, foram mal concluídos, foram!
Por acasos tristes  têm ocorrido, predominantemente, nesta época!
Então, chegado Novembro, sem querer, sem fatalismo, sem propósito expresso, assustada, não me mexo, semelhante aos povos indígenas, que não festejam as bençãos, tentando iludir a vigilância dos deuses invejosos.
E, otimista, desejo Janeiro como quem busca porto seguro.
É claro que nada disto é racional. Isto é uma grande maluquice, uma aberração do racional em que , pequenina de novo, me refugio. E finjo de morta, não me queixo nem festejo. Finjo de morta, repito. Para não dar ideias ao azar. Para não provocar o destino.
Já disse que isto é uma grande maluquice!?

Beijo
Nina

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Não saí da cozinha ...


... desde que acabei de almoçar. E já são quase 20 horas!
Resolvi, adiantar detalhes para a ceia e para o almoço de Natal e, enquanto a cozinha se encontrava ainda na fase do mete louça na máquina e limpa bancadas, custa menos desarrumá-la.
Nada pior, para mim, do que chegar a uma cozinha imaculadamente resplandecente e começar a balbúrdia
.
Gosto mais assim, gosto de rentabilizar o trabalho, custa-me menos e, enquanto a batedeira se esfalfa, aproveito e enfio umas coisas na 
máquina, arrumo aqui, ajeito ali, sem perder tempo.



Para começar com a antecipação, preparei o recheio para o peru, com calma, sem atropelos e enquanto tapadinho estufava,

... pensei na minha vegetariana preferida ( amor do meu coração ) e inventei uns cogumelos com tomate e ervinhas aromáticas.
No entretanto, um bolo de amêndoa e chila assa em forno médio. Se pudesse, fotografava o cheirinho.

A louça que não coube na máquina, recebeu, entretanto atenção e já está lavada e arrumada.

Depois, sem sair da cozinha, fui-me aos papéis, à papelada a que há que dar destino, impedindo-a de crescer e nos engolir.
Tenho, num cantinho da cozinha, o meu office. Dá-me jeito e fica à mão. Prefiro este cantinho ao formal escritório.
Só me apercebi do passar das horas quando comecei a ter frio.
Foi uma tarde muito produtiva.
A comida cozinhada vai, agora, para o congelador.
Os papeis estão arrumados.
E eu estou com uma valente dor nas costas.
O jantar não tarda, bem como o momento zen que se lhe segue, o momento da lareira e do crochê que lá vai avançando, quadradinho após quadradinho.

Não gosto de papéis, mas ainda gosto menos de os ignorar.
Por isso, após horas  de verifica, confere, arquiva e responde, a sensação de dever cumprido até que não é má.
E, como dizia o outro, o que tem que ser, tem muita força!

Beijo
Nina

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Mostras, esclarecimentos, novidades...


... de tudo isto, um pouco, forma o conteúdo deste post.

Quero mostrar o xaile azul, que, se calhar, será echarpe, dado o formato retangular que pretendo dar-lhe.



Fiz seis quadrados, cada um com 25 centímetros de lado, cada quadrado um novelo, um conjunto incrivelmente bonito.
Parece-me, no entanto, que dada a espessura do fio, resultará mais leve se não for usado dobrado.
Daí a tentação para o formatar em retângulo, rematado com a renda sugerida.
O efeito é de tal modo espetacular que merece uma segunda versão em fino fio de algodão para usar nos lindos dias de Primavera ou nas frescas noites de Verão.
Lá iremos!

Esta sugestão de estrela, sugestão de búzio, sugestão de cornucópia é uma criação notável.
As minhas homenagens a quem teve o bom gosto e o talento para, brincando com arquinhos, jogando com abertos e fechados, atingir este resultado.
Verdadeiramente relaxante, o trabalho cresce, evolui, sem esforço, sem hipótese de engano, de tal forma é lógica a concepção.
Não sei se já referi o aspeto altamente aditivo da atividade.
Sabe-se quando se começa, mas não se sabe quando se acaba, tal é a vontade de  prolongar o prazer, num arquinho mais ...

Os esclarecimentos mencionados no título referem-se aos belos dos collants opacos em algodão.

A minha amiga Montana  perguntou-me qual a marca dos ditos cujos que tanto me agradaram.
Aqui tens, amiga,

...a embalagem ...

... fotografada nas duas faces.
Comprei-os em Cerveira, por uns incríveis 5 € o par!

As novidades, como o nome indica, são uma descoberta e consequente compra que fiz, vítima de irresistível impulso.
Não me arrependo nada.

Uma gola em pele sintética, rematada por duas "jóias" cintilantes, em cada extremidade.
Prende com um colchete e usa-se sobre casacos, camisolas, vestidos de malha ... eu sei lá!


Hoje, que o dia amanheceu em amenos 15 graus, enfeite-me de gola retro.

Saltou para o meu pescoço, ornamentando e valorizando o casaco de malha castanha, agasalho mais que suficiente para circular lá por fora.

Ficou lindo.
Valorizou o tricô e provou algo que defendo desde sempre.
Os detalhes, a importância dos detalhes,  é decisiva. Para o bem e para o mal!
Os detalhes valorizam ou destroem, nas calmas, o conjunto mais simples ou o mais requintado.
No caso, o meu casaco subiu degraus, ascendeu ao estatuto de peça única e por isso, cara.
Quanto à golinha, custou pouquinho e, não sabendo quanto, ao certo, garanto que foi menos de 30 €.
E como serão rentabilizados os euritos! Prevejo que a gola saltará de casaco em casaco, emprestando de cada vez o tal toque de coisa única e exclusiva.
Ah!, esqucia de referir:
Veio da Zara!

Beijo
Nina

domingo, 16 de dezembro de 2012

Não percebo nada de moda ...


... e cada vez compro menos.
Não que me tenha colocado na posição radical do não às compras. Nada disso. Não compro porque não me apetece, porque a oferta não me seduz, porque o que vejo é mais do mesmo.
Se, esporadicamente, sem procurar, acho o tesouro, aí não hesito.
Mas, repito, não percebo nada de moda, não conheço tendências, must have, nada!
Se sou despreocupada, descuidada, desligada do look?
Não! Definitivamente não sou. Não combino o que não me agrada e recuso o que me me agride visualmente.
Se o resultado final é um sucesso, não sei. Se calhar não é. Se calhar é desinteressante. Mesmo assim,corro o risco. Aposto nos clássicos atualizados, arrisco uns toques atrevidos e, tal como a Gabriela, eu nasci assim ...


hoje, dei nova cara ao casaco castanho.
Com a mesma blusa de seda, uma saia de couro clarinha, meias e sapatos castanhos e uns berloques à mistura.
Tudo antigo.
 Só as meias são novas e já delas falarei.


O colar de pérolas douradas, reside na gaveta dos colares.
Deles não me desfaço ciente de que, mais tarde ou mais cedo terão utilidade.
Ressalvando o  escusado ar natalício, traz luz e alegria ao conjunto.

O cinto em castanho e dourado é Zara e tem completado um número imenso de conjuntos

A grande novidade são as meias.
Collants  100% algodão, absolutamente opacas, indiscutivelmente confortáveis.

Sendo extremamente finas cabem em qualquer sapato.
São as minhas mais recentes aquisições, em preto e em castanho.
Ficam lindas mesmo com sapatos de salto alto, impecáveis quando a saia termina acima do joelho.
Duráveis que só elas, bem diferentes dos collants clássicos que, a cada lavagem perdem o brilho, puxam fios e ganham um ar insuportavelmente surrado.
No que de mim depender, a indústria do usa e deita fora que sustenta as fábricas de collants, está em maus lençóis.

O domingo, como todos os domingos voou.
De lareira fumegante, bebi chá e trabalhei no meu xaile.
Não mostro, por enquanto, não mostro.
É preciso dar-lhe tempo para que brilhe.
Amanhã, talvez ...

Beijo
Nina

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pronto e inaugurado!


O  belo do casaco castanho!
Estou, definitivamente, numa de casacos.
Não me apetecem as camisolas (blusas, para as meninas brasileiras...), com as suas golas altas ou decotes subidos. O que eu quero é casacos para usar sobre blusas de seda ou t-shirts de algodão.
É que se lá fora se gela, dentro de casa faz calor e, o casaco despe-se sem  implicar problemas de strip tease forçado,  enquanto que as camisolas...
Portanto, do que eu gosto é de casacos que permitem a tática da cebola que, às camadas se descasca.
Posto isto, tricoto casacos.
Esclareço, compungida, que, o que a seguir mostro, resulta da aquisição feita numa loja chinesa.
Olhei , gostei e comprei. Admito que a falta de qualidade está garantida. Tanto fio cortado, tantas pontas para emendar foram a condenação por ter sucumbido à tentação do bonito e barato. Que não é bom, no sentido de que não tem preocupações de qualidade.
Já se sabe, se a esmola é grande, o santo desconfia.
Eu não desconfiei, mas tenciono não voltar a ceder à tentação do canto desta sereia aldrabona.


Ainda assim, apesar dos pesares, o casaco resultou em obra que se veja.
Comecei por um canelado de 2/2 e segui por ali acima, nas costas, sem fazer cava. Limitei-me a um ligeiro decote.
Os botões? Esta beleza a 0.25€, na Feira de Cerveira, já que estou forreta como nunca.

Em cada frente, uma trança simplezinha,que se repetiu em cada manga.  

Veste que é uma luva, quente ...

...e confortável que só ele.


De perto. o detalhe da trança que trepa pelas frentes e pelas mangas.

Vesti-o com uma blusa de seda bege e calças na mesma cor, com botas castanhas ...

... empirequetado com uma echarpe espantosa que trouxe de Goa.
Meninas, senti-me poderosa com uma coisica de nadica.
Para além dos momentos de relaxe muito superiores e muito menos nocivos que os proporcionados pelas benzodiazepinas, o tricô paga estes dividendos.
Acreditem, believe me, please, vale a pena tricotar. Por todos os motivos. É barato, inócuo, prazeroso e com resultados dignos de modelos exclusivos de haute couture.
Já voltei ao chinês para devolver o excedente, mas " devoluções não é possível, só tlocas!"
Então troquei, num ciclo que  se ameaça infindável e infernal. Será que algum dia me libertarei do chinês? interrogo-me, culpada.
Para já, incapaz de me deter em tais minudências, iniciei o xaile azul.
Aviso, desde já, que é tarefa altamente viciante.
Mesmo assim, postarei a mostra, descartando qualquer responsabilidade. Se começarem a crochetar e não conseguirem parar, daí lavo as minhas mãos.

Beijo
Nina