sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

1004 - Acessórios!

Eu acho que os acessórios são fundamentais!
Falo de cintos, lenços, echarpes, chapéus , luvas e malas.
É disso que falo.
Mais do que entrar na voragem consumista do vestido novo, acho que a utilização dos acessórios dão cara nova ao mais antiguinho vestido.
Daí que me parece sensato comprar pouco, mas de qualidade.
A Zara, por exemplo, recebe mercadoria à segunda e à quinta-feira:
- Isto é uma provocação perversa, sem tamanho... tipo aranha à espera da mosca incauta.
A pessoa entra, gosta, tenta-se, até porque " ... não é caro" e no final descobre que o armário está repleto de peças cansativas e de má qualidade que, ao fim de meia dúzia de utilizações perdem a graça e mostram a sua verdadeira face, a face do "farrapo".
Não é que uma comprita ou outra, na Zara ou noutra loja do mesmo nível, não faça sentido, porque faz.Na verdade, às vezes, basta um detalhe (baratinho) para dar alma nova a um conjunto.
Contudo, fujo da quantidade e privilegio a qualidade.
Aliás, nada me aflige mais do que um armário a abarrotar de tralha.
Neste, como em tantos outros domínios,não há dúvida de que o menos é mais.

Voltando, então aos acessórios, tenho-os em elevada conta e, confesso, em elevado número!
No nosso Inverno rigoroso, quase é possível fazer uma viagem no tempo, uma viagem ao tempo em que as mulheres usavam luvas, punham chapéu e não dispensavam os glamorosos lenços em volta do pescoço.
Assim, ainda que vistamos jeans, botas e blusão motard, as luvas que vestem as mãos, na minha opinião, elevam o conjunto.
E os lenços, que dizer dos lenços envolvendo o pescoço?

Este, muito colorido, numa seda pesada, alegra  qualquer conjunto por mais tristonho que seja.
Além disso, transmite uma mensagem ... a mensagem de que a dona do lenço é pessoa que se cuida, que atenta no aspeto, que preza o que é bonito. 
Além de gostar de acessórios, por todas as razões que já enunciei, gosto muito de gente cuidada, que cultiva o bom gosto, que é uma opção de vida.

Nenhum filme, nenhuma série, me agrada mais do que os chamados " de época"!
Por exemplo, o Downtown Abbey,  é insuperável!
Bem sei que nesse caso, o bom gosto aparece associado ao dinheiro, mas, tenho a ingenuidade de acreditar que não se trata apenas de uma questão de dinheiro.
Ou será que o bom gosto se compra?

Beijo
Nina

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

1003 - Ponto pipoca ou rosinhas de Portugal


Referi ontem o Ponto Pipoca, depois deste me ter sido aconselhada pela minha amiga Rosa ( http://arosanajanela.blogspot.com.br/), a minha/a nossa fada madrinha, sempre disponível para partilhar, ajudar, ensinar.

Da Teresinha, a minha querida Teresinha ( http://dasmaosdateresinha.blogspot.pt/ ), que sabe os segredos, os truques todos do tricô, chegou-me o esclarecimento de que, o Ponto Pipoca, mais não é que o ponto Rosinhas de Portugal!
Curioso, não é?

Designação à parte, o importante é preservar e divulgar o ensinamento.
Parti, pois, para o lado prático da coisa!


Começamos por montar um número de malhas múltiplo de 4, mais duas  malhas para as orlas.
Feito!

Congeminamos, então o pontinho, propriamente dito, assim:
Na primeira malha, fazemos 1 ponto meia, 1 ponto liga (tricô  no Brasil) e um ponto meia.

Seguidamente, tricotamos juntos, em liga (tricô) os 3 pontos seguintes, alternando esta operação até esgotar os pontos.
A carreira seguinte será toda em liga (tricô).
Na 3º carreira, começaremos por tricotar juntas 3 malhas e, na seguinte, repetimos: 1 malha em meia, 1 em liga (tricô) e 1 em meia, continuando a sequência até acabar a carreira.
A carreira seguinte será, novamente, toda em liga (tricô).
E assim, sucessivamente.

Sendo extremamente simples, obtem-se um resultado muito satisfatório, já que,  muito vistoso, valoriza o mais simples dos fios.

Estou desejosa por passar da amostra à realidade de uma peça completa e as ideias fervilham na minha cabeça inquieta!
Amanhã, já que hoje, a esta hora tardia, não é possível, comprarei o fio e depois é só deixar que as ideias se concretizem.
Quem me acompanha?

Beijo
Nina








quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

1001

Foi o número do último post publicado.
Como é possível tanta escrevinhação? Não dei por nada ...
Não se dá por nada, é fácil, é simples, é leve, quando se faz o que se gosta, não é?
Comecei o blog em Fevereiro de 2011. Menos de três anos volvidos, aqui estão elas, 1001 mensagens publicadas sem contar com esta que agora alinhavo.

É que a interação  paga altíssimos dividendos e, pelos vistos ( consultando as estatísticas do blog ...) este está bem espalhadinho por esse mundo de Cristo.
Lêem-me na China!
Será?

Muito mais importante do que referir quem me lê, é salientar quem eu leio.
E como, e quanto eu leio!
E como e quanto aprendo!
E como e quanto me ligo!

Do outro lado do oceano, naquele país réplica de paraíso, o meu tão amado Brasil, tenho amigas, tenho irmãs!
E, ainda ontem, recebi resposta às minhas súplicas, no comentário da Rosinha, a que conta histórias de vida, congemina receitas maravilhosas (todas sem carne!!!) e desvenda mistérios, mata charadas, acende luzes.
Eu queria saber do que falava quando falava em Ponto Pipoca.
A Rosinha ensinou:

http://arosanajanela.blogspot.com.br/2011/04/bo-bem-amado-de-todas-ponto-pipoca.html 

Tenho para mim que a Rosa na Janela é uma espécie de fada madrinha disfarçada, que vive para encantar e ajudar.
Por essas e por outras não sinto o menor peso de obrigação pelo tempo que dedico ao blog.
Eu é que ganho.
Eu é que agradeço.

Beijo
Nina


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Apetecem chás ...

... quentes, fumegantes, reconfortantes!
Como os ingleses! No ritual que criaram:
O five o'clock tea!
Será, por ventura devido ao frio polar que se abateu sobre nós, mas não apenas devido ao frio. Sou pessoa dada a chás. Procuro, apenas que sejam descafeínados para não provocar a danada da insónia.
Chá verde, o meu favorito, porém, sempre descafeínado!
Na falta deste, passeio e mergulho na imensidão infinita das infusões!
E acompanho com uma bolachinha ou uma inocente fatia de um bolo seco.

Descobrindo um frasco de amêndoas com pele, tratei de dar-lhes uso, que sou criatura poupada!


Piquei 100g, grosseiramente e misturei com igual quantidade de açúcar.
Reservei!
Bati 150 g de açúcar com 6 gemas até a mistura crescer, crescer, crescer!
Acrescentei 125g de manteiga amolecida, continuando a bater.
Para conferir ao preparado um sabor exótico, juntei 2 colheres de sopa de conhaque.
E bati
Na sequência, 225g de farinha +3 c.chá de fermento, intercalando com as claras batidas em castelo firme.

Despeja-se a mistura em forma untada com manteiga e polvilhada com pão ralado.
Cobre-se com a amêndoa picada , misturada com o açúcar.
Coze +/- 50 minutos a 180 graus.

Entrando no forno com este aspeto ...

... e saindo com este!

Desenforma-se ...

... vira-se ...

... e come-se!
Com muito chá!

Beijo
Nina

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A blusa que não foi!


Quando conclui com êxito esta blusa/camisola, admito que o nível de confiança na minha competência subiu vários (muitos, muitos ...) degraus.
Gostei do modelo, da sua simples execução e, muito do fio utilizado, uma mistura de pouca lã e fibra, que eu, tenho uma péssima relação com a chamada pura lã, pois, por muito pura , muito cara, muito requintada que seja, pica-me insuportavelmente. Daí que ... aposto numa mistura nada sofisticada, já sei, mas com a qual convivo pacificamente.
Quis, pois, tricotar nova blusa/camisola.
E comprei o tal fio. Preto. 


Escolhi o modelo.
Este!
Um jogo de abertos e fechados que acho lindo.
E pus mãos à obra ...

Seguindo este esquema acessível e simples.

Só que ...
Só que, não resultou!
Atendendo a que a minha sessão de tricô tem lugar à noite, depois do jantar, no sofá, em frente à TV, o fio preto (lindo!!!), mostrou-se absolutamente ilegível, escondendo mates e laças, numa teimosa sucessão de erros que me desesperou.
E, como contra factos não há argumentos ( nem óculos que me valessem ...) pus de lado o projeto, adiei-o, não o cancelei, que sou pessoa de paixões duradouras e continuo louca pelo modelo.
Nascerá numa cor colaborante, numa daquelas que se deixa ler sem levar a tricotadeira à demência.

E o fio preto?

O fio preto foi aplicado no modelo  mostrado aqui, avançando de vento em popa, sem exigências de 1000 olhos e a uma velocidade cruzeiro, que não nasci para me aborrecer e muito menos para sofrer!
O modelito é, inegavelmente maravilhoso, sendo que o disponibilizo e compartilho com a maior das boas vontades!
Mas, aviso, em preto, NÃO!

Beijo
Nina

domingo, 8 de dezembro de 2013

Canja de galinha!

Na sabedoria popular, as virtudes da canja de galinha são  um dado adquirido.
Como as cautelas e os caldos, as canjas de galinha nunca fizeram mal a ninguém e, como se sabe, eram panaceia para uma imensidade de mazelas, desde as constipações e gripes, até ao tratamento retemperador dado às parturientes que, noutros tempos, quando havia tempo ( e parturientes que, dada a baixíssima taxa de natalidade, quase se extinguiram), durante um mês, eram alimentadas com a sopinha milagrosa.
Estudos recentes parecem comprovar o poder anti-inflamatório do caldinho!
Pessoalmente, acho imensamente retemperadora, a canja, quando, como agora, em estado pós-gripal, nada me apetece, como com gosto, uma canjinha!
Associo-a, ainda, a tratamento aconchegante da alma, mais ainda do que o chá, de que sou fervorosa apreciadora.



Na receita tradicional, dizem que importada da China, a canja era preparada com arroz.
 Porém, prefiro-a com massa, de letras, se possível, num mergulho delicioso na minha infância.
Bem quente, com umas folhinhas cheirosas de hortelã ou manjericão, é um colo, um mimo, um afago.

A galinha, bem cozida, é desfiada, flutuando, harmoniosamente entre "eles, emes, tês, e todas as letras do alfabeto"

Não como regularmente canja. Deve ser por isso que me sabe tão bem quando a preparo.
Curiosamente, esta associação da canja ao bem-estar é um conceito muito amplo e não apenas português.
Neste momento, encontro-me mergulhada na ação de um "thriller"  inglês com tanto de cativante quanto de assustador. Nele, a protagonista, uma mulher com distúrbio obsessivo-compulsivo, vítima de violência doméstica, encontra, a dada altura, apaziguamento para a sua angústia, precisamente na canja.
A leitura desta passagem de "O buraco mais escuro" despoletou em mim a vontade irreprimível de comer canja.
Fui para a cozinha e improvisei.

Piquei  uma cebola e deixei que fritasse ligeiramente em azeite.
Acrescentei água e, quando ferveu, juntei a (parte da) galinha até cozer completamente.
Retirei a pele e os ossos e desfiei.
Na água da cozedura lancei uma mão cheia de massinha de letras. Temperei com sal e juntei a ave.
Servi com umas folhinhas de manjericão.
E confirmei:
- É absolutamente deliciosa e reconfortante, mesmo quando preparada assim, simplezinha, sem imaginação, sem pretensões!

E um ato da mais elementar justiça, tecer-lhe os elogios que merece.

Beijo
Nina

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mangas raglan

Como repetidamente tenho afirmado, sou uma auto didata no fabuloso mundo do tricô, usando a infalível técnica do faz/desfaz até atingir nível satisfatório.
Graças à imensa variedade de fios e texturas, a coisa vai resultando e, geralmente, atingindo níveis aceitáveis. 
Acontece que , quanto mais se produz, mais a fasquia de exigência sobe e os olhos ganham argúcia para avaliar o que está ou não bem executado.
A isso, creio, chama-se aprender e evoluir.
Com as ferramentas disponíveis aqui mesmo, na net, pode-se evoluir, sim e eu, perdão pela imodéstia, comprovo-o.

As minhas primeiras camisolas (blusas para as meninas brasileiras) eram, em poucas palavras, bonitinhas, mas apenas isso. Tratava-se de tricotar dois retângulos, um para a frente e outro para as costas, a que se seguiam, dois outros, menores, dimensionados para as mangas e pouco mais.
Aos poucos, fui adquirindo outras competências e assim nasceram cavas e decotes ... simples, sem pretensões!

Até que visitei Regina uma artista com agulhas e uma professora fantástica que tenho seguido com verdadeira veneração.


E assim nasceu esta coisa linda ...

...com manga raglan que assenta como uma luva.

Tem decote "regata", segundo as próprias palavras da Mestra!

Permitindo arranjos e combinações ilimitadas.

Com a Filipa a cujas "aulas" assisto religiosamente, aprendi como dar o acabamento final ao tricô, recorrendo ao ferro de engomar, alfinetes e pouco mais.

Sobre a tábua de passar, depois de humedecido.
Não há dúvida que o procedimento faz toda a diferença no resultado final.

Já iniciei outro trabalho, que isto de ser perfeita vicia.
Deixo os contactos das professoras de cujos ensinamentos dependo!
Aconselho uma, duas, várias, muitas visitas!

Beijo
Nina