sábado, 8 de novembro de 2014

1241 - A minha horta!

Se eu tivesse uma horta, seria biológica, completamente livre de tóxicos.
Nela colheria os produtos da época, às estufas dizendo não!
Agora, neste princípio de outono,  apanharia:


Nabos, alfaces, courgetes, alho francês,couves e tomates.

Mas não tenho!
O que tenho é a Fátima,
a minha fornecedora semanal,
em cujo quintal são colhidas
 - à minha frente -
estas maravilhas.

A Fátima é uma querida.
Mora perto do mar, em Esposende, numa zona onde a agricultura é uma das principais fontes de rendimento.
Tem uma casa espaçosa, decente, digna, face à estrada, com um quintal que se prolonga para as traseiras.
No portão, monta a banca de venda, mas a mim, faz questão de vender "fresquinho", "acabadinho de apanhar" e tira as folhas feias, limpa bem, às vezes borrifa com água fresca e só depois ensaca e coloca na mala do carro.
Hoje, por esta beleza, paguei 6€ e tenho legumes para toda a semana.
No último sábado, trouxe uma abóbora com 10 Kg que já está cortada, ensacada e congelada.
Na próxima semana, além das verduras, trarei batatas, cebolas, alhos e cenouras.
E assim, feliz, tenho a minha horta biológica.

Beijo
Nina

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

1240 - Entre mãos ...

ou, para ser mais cool ,WIP!

Naquela hora de todos os sossegos, depois de jantar, ocupo as mãozinhas, ora bordando, ora tricotando.

Era uma vez uma linda casinha rodeada por verde jardim!
São tantas as cores que, confesso, faço batota e improviso ao sabor do impulso.
Fica lindo à mesma, ainda que não siga religiosamente as cores tiranas das cruzinhas.




A malha, por outro lado,  avança quase em piloto automático, exigindo atenção apenas no momento dos "cruzamentos".
Gosto muito destes momentos de relax, com a televisão ligada, debitando, quase sempre, assuntos sem interesse.
Se, pelo contrário, o programa é bom, então as mãos descansam e sou toda olhos e ouvidos para a programação, sendo, (in)felizmente, raríssima essa situação.
De modo que, depois de jantar, é ver-me bem instalada no meu canto preferido, formiguinha trabalhadora.
Daqui a pouco, lá estarei.
Olhando para trás, para o dia que se escoou, não fiz nem metade do programado na minha lista de tarefas. Ainda assim, o que fiz, fiz bem ... até um novo bolo - vamos ficar obesos  - que de tão maravilhoso compartilharei neste espaço.
Mas isso fica para amanhã, que não quero ver "o meu pensamento ..." transformado em cozinha.
Tenham uma feliz noite de sexta feira!

Beijo
Nina

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1239 - Bolo de Merengue


Absolutamente deprimente, é como está o dia, banhado por uma cortina contínua de chuva miudinha, como se de cinza se tratasse.
Desmotivador! 
Para reagir, fui para a cozinha e fiz um bolo.
É tereapêutico, sim senhor!
Ocupa as mãos, a cabeça e os sentidos.
No Pantagruel, aberto ao acaso, parti para a aventura do BOLO DE MERENGUE!


Resultando nesta maravilha perfumada!

Precisamos de:
Farinha - 250 g
Açúcar - 300 g
Ovos - 2
Óleo - 1/2 dl
Leite - 1 dl
Sal fino - 1 c. de café
Raspa de 1 laranja
Fermento em pó - 3 c. de chá



- Batem-se  as claras em castelo, juntando, aos poucos, metade do açúcar pesado, até obter um merengue consistente;
-Numa taça, coloca-se a farinha com o fermento, o sal e o restante açúcar;
- Por cima, colocam-se as gemas, o leite, o óleo e a raspa de laranja, batendo até a massa fazer bolhas;
- Finalmente, envolve-se no merengue, levemente, utilizando a espátula de borracha;
- Assa em forma untada e polvilhada com farinha, a 160 graus, cerca de 30 minutos, sendo necessário confirmar a cozedura utilizando um palito.

Pode ser coberto com chantilly, embora, por uma questão de bom senso, eu me tenha limitado a polvilhar com icing sugar ... sempre é menos calórico.
Recomendo convictamente o bolinho, não sendo necessária uma neurótica tarde de chuva para o confecionar!
Ainda que o sol brilhe, merece ser feito.
Garanto eu, que acabei de o provar, como sobremesa do jantar.
É mesmo bom!

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

1238 - Quadros


Há não sei quanto tempo, mostrei o furor com que transformei o meu jardim de inverno / atelier / quarto de engomar, num mundo verdinho, pintando paredes e teto  numa espécie de ovo visto de dentro para fora, - um ovo verde.
Foi nessa altura que dei os primeiros passos no ponto de cruz,  em coisa fácil, coisa simplezinha, surgindo os dois esboços de folhagem que se vêem à esquerda.
Tempo depois, descobri as duas maiúsculas monocromáticas de que já perdera a memória e, com tanta parede, decidi dar-lhes uso, pintando as molduras escuras em bege.
Continuo tendo muita parede!


Digamos que estes 4 quadros são uma espécie de primeiros passos de uma valsa que evoluirá!


Noutro extremo da parede, pendurei esta serigrafia ...
... e, de momento, um quinto quadro aguarda vez para entrar na dança.

Gosto de jogos de quadros, sabendo que o ideal seria organizar antecipadamente o esquema de colocação. No caso, revela-se tarefa impossível, já que os ditos quadros vão surgindo ao sabor do acaso.
Este é o único compartimento cá de casa que permite esta brincadeira, já que os restantes, em termos de pinturas, estão devidamente preenchidos.
Encaro como desafiante a tarefa em questão, não sendo de modo algum necessário aspirar a obras de arte. Não! Será sem gastos! O único dispêndio será a imaginação!
Aviso!
- Estou empolgadíssima!

Beijo
Nina

terça-feira, 4 de novembro de 2014

1237 - Não sou vegetariana ...

... mas, como quantidades imensas de vegetais.
Tudo é motivo, tudo é pretexto para abrir a gaveta dos verdes e acrescentar, um cubinho daqui, uma rodelinha dali.
Na sopa, esta tendência, nada tem de extraordinário, bem sei, mas falo de arrozes, de massas, de estufados e até de sobremesas - a seu tempo confessarei truques nessa matéria.
É um hábito cultivado, propositado, consciente.


Esta mistura de cores e sabores - 2 cebolas, 1 tomate, 5 dentes de alho, 1 pimento vermelho e uma mão cheia de salsa (acabadinha de apanhar na minha privada horta biológica ) - é a cama para um estufado.

São duas embalagens de pernas de frango que aqui repousam, temperadas com sal, pimenta, alecrim, caril,  molho de tomate e azeite.
Tapadas, vão estufar em lume muito, mas mesmo muito, brando.
Primeiro criam líquido, depois, vão secando.

Chegando o momento de as regar com vinho tinto, um fundo de garrafa sobrante, que conservei no frio..

Continuarão a cozedura por quase 2 horas.

O que tem de especial esta receita?
Nada, não tem nada. É um mero estufado que será servido com puré de batata.
A inovação, é nula, bem sei! Mas a gestão do tempo, essa é preciosa.
É que preparei o prato enquanto arrumava a cozinha depois de almoço, quando a desordem ainda impera.
Além disso, preparei dose dupla, o que significa que faço um "dois em um", sem sacrifício.
Finalmente - o que não é pouco - para cozinhar o petisco basta ligar o fogão. A bagunça de descascar e picar cebolas e alhos já foi realizada enquanto metia a louça na máquina.
A última vantagem refere-se ao sabor da iguaria que, temperada com antecedência se apodera dos sabores e transforma um banal franguinho em coisa deliciosa.
Para a sobremesa, abacaxi!
Escusado será dizer que o galináceo receberá, por acréscimo, uns cubinhos do suculento fruto.
E temos um Frango Supremo!
Nem mais!

Beijo
Nina


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

1236 - Rosas Brancas



Chove, chove tanto!
Metade do país encontra-se em alerta laranja, o que equivale a tempestade.
Por aqui, perto do mar, a inclemência é assustadora e sair de casa, ainda que de carro, impensável.
Estou, pois, por aqui, sem grande empolgamento, sem projetos importantíssimos inadiáveis, como sempre são os meus projetos.

Cirandando, dei de caras com esta taça, bonita, húngara de nacionalidade, pousada sem graça no canto de  uma mesa de apoio e , sem saber como nem por quê, acendeu-se a lampadinha das ideias, das tais inadiáveis e importantíssimas...

Com esta miserável tesoura de poda - que clama, infeliz, por aposentação - cortei os caules de umas quantas rosas brancas ...

... artificiais, infelizmente, daquelas que só sabem acumular pó!
Ainda assim, bem bonitas e quando a poeira chegar logo se vê o que fazer, que eu cá não quero, não gosto e não posso fazer projetos ad aeternum!

Sem medo, cortei os caules! Ficaram curtinhos, que essa era a intenção...

... e compus o arranjo ...

... nascendo na taça triste, -  linda, mas triste, como frequentemente ocorre -um novelo de rosas brancas, concluindo então que menosprezar os impulsos nem sempre é sinal de sensatez.
Às vezes,  a inércia, a reflexão ponderada, limita-se a matar à nascença felizes projetos.
Numa palavra, limita-se a ser chata.

Beijo
Nina

domingo, 2 de novembro de 2014

1235 - Pudim de Pão com Caramelo

Já aqui repeti que não gosto de desperdícios, princípio que se aplica a todos os aspetos do dia a dia, incluindo - principalmente - a comida.
Daí que, com o apoio dos eletrodomésticos disponíveis, administro a minha cozinha, sem me privar de nada, mas fugindo ao esbanjamento, atitude um tudo nada burra -que me perdoem os esbanjadores!


Por exemplo, o pão!
Congelo em saco próprio todo o pão que sobeja e, quando me parece que a quantidade é suficiente, trato de com ele preparar um prato apetitoso.
Às vezes, limito-me a fazer torradas, croutons ou pão ralado.
Outras vezes, preparo uma açorda e por aí vamos, dando livre curso à imaginação.

Para hoje, resolvi aplicá-lo numa sobremesa e fiz um maravilhoso Pudim de Pão com Caramelo.

Preparei o caramelo com 200 g de açúcar e 1 colher de chá de água, que ferveram até ser atingida esta bela cor.

Com todos os cuidados - que queimadura de caramelo é experiência a evitar a todo o custo - forrei esta forma, rodando, rodando e rodando de modo a que aderisse à superfície o que, além de garantir um sabor delicioso, impedirá que o pudim "agarre" no momento de desenformar.
Depois, passei à preparação, assim:
INGREDIENTES

Miolo de pão - 1/2 kg
Leite - 1/2 litro
Açúcar - 250 g
Vinho do Porto - 1 cálice
Gemas de ovos - 4 + 2 ovos inteiros
Manteiga (Becel) - 1 colher de sopa
Limão - raspa da casca de 1

PREPARAÇÃO

Corta-se o pão em bocados que se cobrem com o leite a ferver.
Junta-se a manteiga e mistura-se com a batedeira.
Acrescenta-se o açúcar, a raspa de limão e os ovos.
Bate-se até que a mistura esteja perfeitamente homogénea.
Despeja-se na forma previamente preparada.


Assa em forno a 180 graus, num tabuleiro com água quente - banho-Maria - durante cerca de 1 hora

Está pronto.
 Desenforma-se para um prato de serviço, mantendo a forma sobre o pudim, até que arrefeça completamente e deixe que todo o caramelo se solte.


- É calórico?
- É!
Mas é igualmente delicioso e lindo.
Come-se só um bocadinho (de cada vez) o que o torna perfeitamente inocente.
Garanto!

Beijo
Nina